{"id":1879,"date":"2024-06-21T11:26:33","date_gmt":"2024-06-21T14:26:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1879"},"modified":"2024-06-23T16:20:29","modified_gmt":"2024-06-23T19:20:29","slug":"wanessa-de-geus-nao-cantou-na-magic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wanessa-de-geus-nao-cantou-na-magic\/","title":{"rendered":"Wanessa de Geus n\u00e3o cantou na Magic"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center\">As dificuldades da comunidade LGBT+ na vida noturna de Ponta Grossa no in\u00edcio dos anos 2000<\/h6>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Wanessa de Geus estava em frente ao espelho, eram os \u00faltimos retoques na maquiagem. Poderia ser qualquer final de semana numa noite dos anos 2000. Wanessa queria sair para as ruas de Ponta Grossa se divertir com seus amigos. Naquela noite, havia tr\u00eas op\u00e7\u00f5es de festa: uma na Magic, na Diesel e outra no Clube Tradi\u00e7\u00e3o. Esses eram os lugares mais badala dos da cidade no come\u00e7o dos anos 2000.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Diesel poderia ser o combust\u00edvel da noite para Wanessa, por\u00e9m o casar\u00e3o era o ponto de encontro dos playboys da cidade. O pre\u00e7o da entrada e das bebidas fugia do or\u00e7amento dela naquela noite. J\u00e1 o Clube Tradi\u00e7\u00e3o era sempre o mesmo disco. Tocava mais sertanejo e ela n\u00e3o queria sofrer com os mod\u00f5es. O destino para Wanessa e seus amigos j\u00e1 estava certo: \u201cEu vou para a Magic!\u201d, pensou a jovem. N\u00e3o havia como n\u00e3o ir, afinal, era o lugar mais famoso entre os tr\u00eas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Enquanto passava sombra nos olhos, a mulher ligou o aparelho de som. O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">CD (Compact Disc) <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">come\u00e7ou a rodar a 180 rota\u00e7\u00f5es por minuto. A m\u00fasica que encheu o ambiente era do \u00e1lbum de estreia da cantora Wanessa Camargo. Assim que come\u00e7ou a primeira fai xa, \u201cO amor n\u00e3o deixa\u201d, o telefone tocou, e segundos depois uma voz masculina disse: \u201cWanessa, acorda\u201d. No entanto, quem acordou n\u00e3o foi Wanessa Camargo, como no clipe desta m\u00fasica. Muito menos Wanessa de Geus. Quem voltou para a realidade foi Gerson Duda, um rapaz de 20 anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2064\" style=\"width: 408px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2064\" class=\"wp-image-2064\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/CREDITO_-ARQUIVO-Ulisses-Massinhan-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"707\" \/><p id=\"caption-attachment-2064\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo Ulisses Massinhan.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A mulher que se maquiava n\u00e3o estava ali. Ela n\u00e3o existia no come\u00e7o dos anos 2000. S\u00f3 existia Gerson, um homem gay que ainda estava trancado a sete chaves no arm\u00e1rio. Sua personagem drag, Wanessa de Geus, s\u00f3 existia no mundo da imagina\u00e7\u00e3o. O sonho de uma personagem inspirada em sua \u00eddola Wanessa Ca margo n\u00e3o poderia acontecer naquela noite. Depois do choque de realidade, ele terminou de pentear os cabelos e saiu com os amigos. O destino n\u00e3o mudou. Naque la noite iria para a Magic.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Saudosismo da Magic\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao chegar l\u00e1, Gerson percebeu que havia pessoas LGBT+. Inclusive, alguns dos gerentes e pro moters eram da comunidade, como o jornalista e em preendedor L\u00e9o Pasetti. Essa figura alavancou sua carreira animando as festas na balada, como relata Ronaldo Nobres, que tamb\u00e9m trabalhou l\u00e1. \u201cHavia LGBT+ na Magic. Inclusive, o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">promoter <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">antes de mim era o L\u00e9o Pasetti. Ent\u00e3o, ali abriu um pouco o leque para os <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">gays <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">frequentarem\u201d, relembra Ronaldo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A trajet\u00f3ria de Pasetti na balada, juntamente com a saudade das grandes festas, movimentou a cria \u00e7\u00e3o de um grupo no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Facebook<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, o MAGIC Gera\u00e7\u00e3o L\u00e9o Pasetti. Este grupo, que inclui Gerson e outros 7,6 mil membros, foi criado em 2021, para que seus integrantes relembrarem os bons tempos vividos no local.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Festa da espuma do preconceito\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa esse saudosismo, o lugar era acess\u00edvel para diferentes classes sociais e faixa et\u00e1rias. Sempre eram feitos saraus que ocorriam das 17h at\u00e9 as 23h. Foi assim que Anderson Pedroso, o rei momo da cidade, come\u00e7ou sua vida noturna. Com 11 anos ele j\u00e1 frequentava a Magic. \u201cA gente falava para os pais que \u00edamos ao cinema, mas na verdade \u00edamos para balada\u201d, afirma Anderson.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por\u00e9m, mesmo que existisse um p\u00fablico LGBT+ no local, eles precisavam se esconder para causar um certo \u2018respeito\u2019 no local. \u201cEu nunca sofri pre conceito, mas eu aprendi que se eu respeitasse iam me respeitar pelo ser humano que sou\u201d, conta Anderson.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desde os 15 anos, Reinaldo Nobres j\u00e1 era \u2018magicqueiro de carteirinha\u2019, e por isso se tornou gar\u00e7om do lugar, at\u00e9 que chegou na ger\u00eancia do local. Como gerente, Reinaldo precisava deixar o p\u00fablico &#8211; majoritariamente heterossexual &#8211; satisfeito com as festas. Assim, ele orientava os LGBT+ da balada para ter o mesmo respeito que Anderson havia aprendi do. \u201cEu tinha contato com travestis e falava respeito aqui dentro. Eu tamb\u00e9m sou &#8211; LGBT+ &#8211; , mas primeiramente tenho respeito\u201d, afirma Reinaldo.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2065\" style=\"width: 463px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2065\" class=\"wp-image-2065\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/CREDITO_-ALEX-DOLGAN.jpg\" alt=\"\" width=\"453\" height=\"302\" \/><p id=\"caption-attachment-2065\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Alex Dolgan.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa ideia de que as pessoas da comunidade LGBT+ precisam esconder o que eram para ter \u201cres peito\u201d predominou at\u00e9 a decad\u00eancia da Magic, em 2015. Gerson conta que nos \u00faltimos anos da balada o preconceito persistia. \u201cEu fui tirado por dois seguran\u00e7as por dar um beijo \u2018normalzinho\u2019 no meu marido na \u00e9poca\u201d, relata Gerson.<\/span><b><\/b><\/p>\n<p><b>Um lugar seguro\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa comunidade precisou resistir para poder curtir as noites na cidade. Pela necessidade de lugares espec\u00edficos, existiram dois bares gays na cidade desde a d\u00e9cada de 1990. O Enigma e o 608, dois bares escondi dos para a popula\u00e7\u00e3o em geral da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para frequentar, no m\u00ednimo voc\u00ea precisava ter contato com algu\u00e9m que j\u00e1 conhecia o lugar. Gerson Duda chegou a conhecer o Enigma enquanto se aven<\/span><span style=\"font-weight: 400\">turava com outros homens e se descobria como gay. \u201cDomingo depois da meia noite eu desbaratinava os \u2018pi\u00e1\u2019 da vila e corria para o Enigma\u201d. Diferente da Magic, nesses bares as noites eram m\u00e1gicas.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1881\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1881\" class=\"wp-image-1881 \" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Anderson-Pedroso-Rei-momo-foto-arquivo-pessoal-2.jpg\" alt=\"\" width=\"674\" height=\"449\" \/><p id=\"caption-attachment-1881\" class=\"wp-caption-text\">Anderson Pedroso, Rei Momo. Foto: Arquivo pessoal.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar dos dois serem apenas casar\u00f5es anti gos, n\u00e3o precisavam de muita estrutura para divertir a noite dos LGBT+. Tanto que o Enigma era um espa\u00e7o com partes de alvenaria e outra de madeira com cupim, mas j\u00e1 dava para improvisar pistas de dan\u00e7as. O 608, que tinha um pouco mais de espa\u00e7o, fazia shows de drags queens, concursos de Miss Gay, apresenta\u00e7\u00e3o de M\u00fasica Popular Brasileira (MPB) e de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">strippers <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">masculino e feminino, festas tem\u00e1ticas, al\u00e9m de c\u00f4modos para algo mais reservado como os <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Dark Room<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esses ambientes auxiliam o desenvolvimento da identidade LGBT+, ainda mais em uma \u00e9poca com poucas refer\u00eancias. Conforme aponta a psic\u00f3loga e especialista em atendimento para comunidade queer, Jussara Prado, \u201cCasais cis-hetrossexuais tem um amadurecimento da identidade desde a adolesc\u00eancia. N\u00f3s entramos na adolesc\u00eancia sem nos entendermos. N\u00e3o temos uma rede de amizade LGBT+ para isso\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa identidade \u00e9 formada pela rede de ami zade entre os pares, um contato presente em bala das, como explica a psic\u00f3loga. Justamente por frequentar o Enigma que Gerson pode se entender enquanto homem <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">gay <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">e ter a oportunidade de dar a vida \u00e0 Wanessa de Geus.\u00a0<\/span><b><\/b><\/p>\n<p><b>As novas refer\u00eancias\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar de Ponta Grossa ser conservadora, a resist\u00eancia LGBT+ no decorrer dos anos possibilitou um certo progresso da diversidade local. Tha\u00eds Boa morte, advogada e conselheira LGBT+, explica que esse progressismo da cidade se deu pelas lutas dos grupos organizados dessa comunidade. \u201cA cidade foi a primeira do Paran\u00e1 a ter um conselho municipal\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">LGBT+, a primeira a ter uma comiss\u00e3o da diversidade e de g\u00eanero da OAB, antes mesmo que Curitiba\u201d, exemplifica Tha\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1880\" style=\"width: 519px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1880\" class=\"wp-image-1880\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Fila-na-entrada-da-Magic-ARQUIVO-LEO-PASETTI.jpg\" alt=\"\" width=\"509\" height=\"350\" \/><p id=\"caption-attachment-1880\" class=\"wp-caption-text\">Fila na entrada da Magic. Foto: Arquivo Leo Pasetti.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Atualmente, Cindy Cindy, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">de F\u00e1bio Mendes, luta politicamente em eventos empresariais sobre o preconceito e se tornou a porta voz da Parada Cultural LGBTQIAPN+ dos Campos Gerais, no come\u00e7o dos anos 2000, ela s\u00f3 teria espa\u00e7o nas baladas. \u201cA <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag queen <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u00e9 sim uma forma de quebrar paradigmas, estere\u00f3tipos e ser uma porta voz para a comunidade. Eu consigo levar esse personagem para outros p\u00fablicos que s\u00e3o f ra do meio\u201d, aponta F\u00e1bio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 essa vontade de quebrar preconceitos que fez Leonardo Meira, de 22 anos, criar a Kylie Woul Hill. Uma personagem drag forte, como o nome que ela carrega. Kylie surgiu do amor de Leonardo pelas artes, teatro e tamb\u00e9m pelo reality show RuPaul\u2019s Drag Race, iniciado em 2009 sobre a arte <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag queen <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">estadunidense. \u201cLembro de um certo dia ver o trailer do Drag Race. Fiquei extremamente curioso para saber o que aquelas pessoas faziam e o porqu\u00ea daquilo\u201d, relembra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Leonardo viu mais espa\u00e7o de representa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o precisou ter o respeito como era necess\u00e1rio no passado. Para ele \u00e9 natural beijar outros rapazes nas festas sem um seguran\u00e7a expulsar. Inclusive, uma das suas primeiras apresenta\u00e7\u00f5es como drag queen foi na Parada LGBT dos Campos Gerais, que s\u00f3 come\u00e7ou na cidade em 2018. \u201cT\u00eam muitas pessoas e refer\u00eancias para acompanhar e se espelharem, como cantores, influenciadores, professores e representantes pol\u00edticos como Erika Hilton e Linda Brasil\u201d, aponta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo com certo avan\u00e7o, o Brasil ainda \u00e9 o pa\u00eds com maiores taxas de viol\u00eancia e suic\u00eddio LGBT+, conforme aponta o Relat\u00f3rio de Mortes Violentas LGBT+ no Brasil, produzido pelo Grupo Gay Bahia. O relat\u00f3rio de 2023 apontou 257 mortes violentas documentadas, sendo uma morte a cada 34 horas.<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> Alex Dolgan<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Eduarda Guimar\u00e3es e Juliana Lacerda<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ivan Bomfim e Gabriela Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As dificuldades da comunidade LGBT+ na vida noturna de Ponta Grossa no in\u00edcio dos anos 2000 Wanessa de Geus estava em frente ao espelho, eram os \u00faltimos retoques na maquiagem. Poderia ser qualquer final de semana numa noite dos anos 2000. 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