{"id":1950,"date":"2024-06-23T00:13:57","date_gmt":"2024-06-23T03:13:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1950"},"modified":"2024-06-23T17:37:14","modified_gmt":"2024-06-23T20:37:14","slug":"o-anonimato-do-dark-turismo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/o-anonimato-do-dark-turismo-no-brasil\/","title":{"rendered":"O anonimato do Dark Turismo no Brasil"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center\"><span style=\"font-weight: 400\">Eventos hist\u00f3ricos, pol\u00edticos e monumentos arquitet\u00f4nicos vistos por um outro olhar no turismo<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ru\u00ednas, casas abandonadas, campos em que ocorreram conflitos, cemit\u00e9rios, monumentos hist\u00f3ricos\u2026 Esses s\u00e3o alguns locais que podem ter hist\u00f3rias assustadoras, sejam elas reais ou fict\u00edcias. Esse fato pode ser visto como um tabu para determinados p\u00fablicos, mas, para outros, pode ser um objeto de interesse para explorar o Dark Turismo e se conectar com a cultura de um determinado local de um modo diferente. O interesse desses grupos se relaciona, principalmente, se essas hist\u00f3rias cruzarem com o mundo esot\u00e9rico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Dark Turismo \u00e9 classificado pelas autoras Luana Aparecida Trzaskos e M\u00e1rcia Dropa como um segmento do meio tur\u00edstico que se classifica como Turismo Cultural. Para elas, o seu atrativo n\u00e3o possui rela\u00e7\u00e3o com a natureza. O conceito est\u00e1 relacionado a aspectos da cultura humana. Em sua pesquisa, as autoras destacam que o Dark Turismo \u00e9 uma experi\u00eancia tur\u00edstica diferenciada, pois as visitas t\u00eam como destino os locais incomuns, que muitas vezes despertam medo e repulsa, por se tratar de lugares que envolvem trag\u00e9dias e mortes. Para melhor compreender este segmento, de acordo com o Minist\u00e9rio do Turismo, o turismo cultural associa-se \u00e0s atividades tur\u00edsticas que s\u00e3o relacionadas \u00e0 viv\u00eancia de um conjunto de elementos que envolvem patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural e eventos culturais. Desta forma, o Turismo Cultural tem como objetivo valorizar e promover os bens materiais e imateriais da cultura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img class=\"wp-image-1952 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/IMG_7954.jpg\" alt=\"\" width=\"510\" height=\"340\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo o artigo \u201cDark Turismo: uma abordagem sobre os cen\u00e1rios mundiais\u201d, de Trzaskos e Dropa, o Dark Turismo pode ser considerado como uma ramifica\u00e7\u00e3o cultural, pois trata-se de patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural e eventos culturais, os bens materiais e imateriais,\u00a0 que resgatam a mem\u00f3ria e a identidade da comunidade local. Estes bens podem apresentar valor hist\u00f3rico, art\u00edstico, cient\u00edfico e simb\u00f3lico. Desta forma, est\u00e3o sujeitos a se tornar atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas na forma de arquivos, edifica\u00e7\u00f5es, conjuntos urban\u00edsticos, s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, ru\u00ednas, museus e outros espa\u00e7os.Al\u00e9m de manifesta\u00e7\u00f5es como m\u00fasica, gastronomia, artes visuais e festas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora do curso de Turismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Sandra Dalila Corbari, explica que o Dark Turismo, diferente dos outros segmentos do Turismo, n\u00e3o foi criado para ser \u2018vendido\u2019.Inclusive, o termo surgiu de forma espont\u00e2nea na cultura popular. \u201cEle n\u00e3o surgiu no meio acad\u00eamico, mas no cotidiano das pessoas, por meio\u00a0 da ind\u00fastria\u00a0 jornal\u00edstica para remeter a locais que tinham uma hist\u00f3ria sombria e isso chamava a aten\u00e7\u00e3o das pessoas. Elas se sentem instigadas a visitar esses locais por conta desse aspecto sombrio\u201d. Corbari conta que esse aspecto sombrio est\u00e1 associado a locais que t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com morte ou trag\u00e9dia, sejam essas mortes reais ou fict\u00edcias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Corbari relata que por se tratar de um termo que surgiu recentemente ainda s\u00e3o escassas as pesquisas que estudam esse meio. \u201c\u00c9 um campo que ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o cientificamente, e se as pessoas forem pesquisar comercialmente um roteiro de Dark Turismo, s\u00e3o muito poucos os lugares que se vendem dessa forma\u201d, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora de Turismo da UEPG conta que entre os lugares do estado do Paran\u00e1 que se encaixam no Dark Turismo est\u00e3o os cemit\u00e9rios, em espec\u00edfico, os de Curitiba,a Fazenda Cap\u00e3o Alto em Castro e o Panteom dos Her\u00f3isna Lapa. Para Sandra Dalila Corbari, estes s\u00e3o destinos que poderiam ser tratados para abordar e dar mais visibilidade ao Dark Turismo no estado. Corbari cita que Curitiba \u00e9 um dos exemplos mais estruturados quanto ao Dark Turismo, principalmente, pelos seus <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">tours<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> tanto diurnos quanto noturnos nos cemit\u00e9rios, que s\u00e3o agendados com a funda\u00e7\u00e3o cultural do munic\u00edpio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img class=\" wp-image-1953 alignleft\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/IMG_7977.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Corbari relata que o dark turismo possui uma vertente cultural e hist\u00f3rica. Pode ser atrelado a trag\u00e9dias naturais como a erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o Ves\u00favio em 79 d.C., que destruiu Pomp\u00e9ia e as ru\u00ednas recebem visitas at\u00e9 os dias de hoje. Al\u00e9m\u00a0 das trag\u00e9dias culturais que s\u00e3o causadas pelo ser humano como, por exemplo, o campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Auschwitz em que 1,2 milh\u00e3o de pessoas foram mortas e tamb\u00e9m \u00e9 um local de visita\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora menciona que o pesquisador Philip Stone classifica o dark turismo em sete segmentos. O primeiro \u00e9 a f\u00e1brica de divers\u00e3o macabra, que s\u00e3o espa\u00e7os que s\u00e3o criados comercialmente com o intuito de vender um entretenimento macabro como, por exemplo, os t\u00faneis ou casas de terror em que as pessoas compram ingressos para ficar fugindo de atores. O segundo s\u00e3o as exibi\u00e7\u00f5es e, nesse segmento, entram os museus dedicados a determinado tema ou exposi\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas que s\u00e3o tempor\u00e1rias. De acordo com a professora, no Brasil, a cidade de Barbacena, em Minas Gerais, tem uma hist\u00f3ria\u00a0 em volta do Hospital Col\u00f4nia, que era um hospital psiqui\u00e1trico. O local ficou conhecido por manter seus pacientes sob condi\u00e7\u00f5es desumanas e\u00a0 muitos chegaram a morrer. A\u00a0 cidade tem o museu da loucura para exibir essa hist\u00f3ria pesada. O terceiro s\u00e3o as masmorras, que s\u00e3o as antigas pris\u00f5es e os antigos tribunais e tudo que tem rela\u00e7\u00e3o com aspectos penais. Como, por exemplo, a Austr\u00e1lia\u00a0 tem um patrim\u00f4nio mundial que s\u00e3o um conjunto de antigas pris\u00f5es em que as pessoas do imp\u00e9rio mandavam prisioneiros para ficarem isolados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O quarto segmento e o mais conhecido s\u00e3o os lugares de descanso em que entram os cemit\u00e9rios e mausol\u00e9us. Por quinto requisito tem os santu\u00e1rios como, por exemplo, quando acontece alguma trag\u00e9dia em um local e as pessoas come\u00e7am a fazer homenagens para os mortos. Um lugar bem emblem\u00e1tico \u00e9 onde ocorreram os ataques \u00e0s Torres G\u00eameas em 11 de Setembro de 2001. At\u00e9 os dias de hoje, existe um memorial em que pessoas deixam flores e velas em homenagem \u00e0s v\u00edtimas do ocorrido. O sexto segmento s\u00e3o os campos de batalha em que houveram guerras e conflitos. E, por \u00faltimo, de acordo com Corbari, o que Stone considera como a escala mais obscura do dark turismo s\u00e3o os campos de genoc\u00eddio como o pr\u00f3prio campo de Auschwitz citado anteriormente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Visitas ao <\/b><b>Cemit\u00e9rio Municipal S\u00e3o Francisco de Paula em Curitiba<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A diretora do Departamento de Servi\u00e7os Especiais da Prefeitura de Curitiba, Clarissa Grassi, conta que as visitas ao <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Cemit\u00e9rio Municipal S\u00e3o Francisco de Paula<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> iniciaram em 2011 durante a Corrente Cultural. A atividade era realizada por Grassi de forma volunt\u00e1ria at\u00e9 que, em 2017, ela\u00a0 foi contratada pela prefeitura de Curitiba, que\u00a0 passou a ofertar as visitas. At\u00e9 metade do ano de 2019, ela trabalhou na Funda\u00e7\u00e3o Cultural. Depois assumiu o Departamento de Servi\u00e7os Especiais, respons\u00e1vel por administrar os cemit\u00e9rios do munic\u00edpio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Grassi, o que desperta o interesse das pessoas em visitar cemit\u00e9rios \u00e9 a curiosidade por se tratar de um lugar que \u00e9 envolto em muito tabu.\u00a0 \u201cEu acredito que a gente vive um momento de certo modismo nessa quest\u00e3o da visita\u00e7\u00e3o em cemit\u00e9rios. \u00c9 uma pauta que est\u00e1 mais em alta nos \u00faltimos anos. Isso faz\u00a0 com que as pessoas realizem a visita\u00e7\u00e3o com um olhar mais patrimonializado\u201d, relata. A diretora do Departamento de Servi\u00e7os Especiais tamb\u00e9m diz que h\u00e1 pessoas que t\u00eam o h\u00e1bito de visitar cemit\u00e9rios por conta pr\u00f3pria quando viajam para lugares diferentes. Por\u00e9m, ainda \u00e9 um n\u00famero pequeno de casos. Ela fala que, no Cemit\u00e9rio Municipal, as pessoas t\u00eam muita curiosidade pelo fato de muitas das visitas serem feitas no per\u00edodo da noite, o que traz uma aura de suspense e em noite de lua cheia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Grassi ressalta que a visita ao Cemit\u00e9rio<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Municipal S\u00e3o Francisco de Paula \u00e9 um jeito indireto de voc\u00ea conhecer a hist\u00f3ria da cidade de Curitiba e das personalidades que est\u00e3o sepultadas no local. Durante a visita, a profissional transita por muitos temas de formas diferentes como, por exemplo, a arquitetura, a simbologia presente nos t\u00famulos, a pr\u00f3pria biografia das pessoas que est\u00e3o sepultadas e a geologia. Para Grassi, muito mais do que algo voltado ao turismo, ela acredita que as visitas s\u00e3o um modelo de educa\u00e7\u00e3o patrimonial. De acordo com a profissional, no ano passado, o n\u00famero de visitantes foi cerca de 1.250, mas desde que as visitas passaram a ser ofertadas pela Prefeitura em 2017, j\u00e1 foram mais de 10 mil visitas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img class=\" wp-image-1954 alignright\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/IMG_8013.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"341\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Clarissa Grassi confessa que \u00e9 muito reticente em usar a denomina\u00e7\u00e3o de dark turismo porque ela considera\u00a0 muito exagerado. \u201cO termo dark turismo, pra mim, \u00e9 voc\u00ea ir num campo de concentra\u00e7\u00e3o ou visitar um lugar de um massacre. Quando voc\u00ea visita o cemit\u00e9rio, voc\u00ea n\u00e3o visita uma pessoa morta.Voc\u00ea visita a arquitetura dele, o acervo escult\u00f3rico\u201d, conta. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">A paranaense Carolina Teles conta que j\u00e1 teve a oportunidade de visitar dois cemit\u00e9rios: um na Argentina, o Cemit\u00e9rio da Recoleta, e outro nos Estados Unidos, mas ainda n\u00e3o teve essa experi\u00eancia no Brasil. Para Caroline, visitar cemit\u00e9rios \u00e9 uma forma diferente de conhecer e ter acesso \u00e0 cultura e a hist\u00f3ria do lugar. Teles explica que, em sua opini\u00e3o, considerar cemit\u00e9rios como pontos tur\u00edsticos \u00e9 algo cultural e que, no Brasil, as pessoas n\u00e3o possuem o h\u00e1bito de considerar o cemit\u00e9rio como um local de contempla\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para quem gosta de viajar e se interessa pelo Dark Turismo, os projetos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Catamaran <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">Assombrado de Recife e SP <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Haunted Tour<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> de S\u00e3o Paulo s\u00e3o uma forma diferente de conhecer lugares e eventos hist\u00f3ricos das cidades por meio\u00a0 de um trajeto tem\u00e1tico que pode se cruzar com o mundo esot\u00e9rico por meio de lendas e hist\u00f3rias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">Tayn\u00e1 Landarin<\/span><\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Gabriela Oliveira e Juliana Lacerda<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ivan Bomfim e Gabriela Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eventos hist\u00f3ricos, pol\u00edticos e monumentos arquitet\u00f4nicos vistos por um outro olhar no turismo Ru\u00ednas, casas abandonadas, campos em que ocorreram conflitos, cemit\u00e9rios, monumentos hist\u00f3ricos\u2026 Esses s\u00e3o alguns locais que podem ter hist\u00f3rias assustadoras, sejam elas reais ou fict\u00edcias. 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