{"id":2193,"date":"2024-11-16T15:17:05","date_gmt":"2024-11-16T18:17:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=2193"},"modified":"2024-11-16T15:17:46","modified_gmt":"2024-11-16T18:17:46","slug":"o-enigma-para-a-identificacao-do-transtorno-afetivo-bipolar-tab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/o-enigma-para-a-identificacao-do-transtorno-afetivo-bipolar-tab\/","title":{"rendered":"O enigma para a identifica\u00e7\u00e3o do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Por que o diagn\u00f3stico de TAB \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil?<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como explicar o transtorno afetivo bipolar (TAB)? Bem, voc\u00ea ir\u00e1 encontrar essas respostas ao decorrer do texto, vai ler sobre as fases de humor que transitam em um ciclo de euforia e tristeza profunda, entre outras informa\u00e7\u00f5es sobre a bipolaridade. Mas como \u00e9 viver isso na pele? Segundo o relato de uma das autoras desta mat\u00e9ria, \u00e9 como estar em uma montanha russa emocional sem freios, tudo \u00e9 imprevis\u00edvel, ao mesmo tempo que tamb\u00e9m existe um padr\u00e3o de humor, entre a fase man\u00edaca e a depress\u00e3o. \u00c9 como viver sem identificar as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que tudo \u00e9 sobre um desses estados, como se f\u00f4ssemos movidos por ele. Independente da realidade em que estamos, n\u00f3s, pessoas com transtorno bipolar, teremos nosso comportamento e personalidade atrelados ao humor. Por exemplo, tudo pode estar perfeito na vida de quem tem TAB, nos relacionamentos, nos estudos, mas se estivermos em fase depressiva n\u00e3o conseguiremos enxergar nada disso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme a <\/span><a href=\"https:\/\/www.saude.df.gov.br\/web\/guest\/w\/30-de-mar%C3%A7o-dia-mundial-do-transtorno-bipolar-voc%C3%AA-conhece-a-doen%C3%A7a-\"><span style=\"font-weight: 400\">Secretaria de Sa\u00fade do Distrito Federal (SES)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, o TAB envolve mudan\u00e7as bruscas de humor, que alternam-se entre per\u00edodos de euforia e depress\u00e3o. O primeiro pode ser dividido entre \u201cmania\u201d e \u201chipomania\u201d, conforme a intensidade ou a preval\u00eancia dos sintomas mistos. Al\u00e9m disso, os ind\u00edcios de euforia incluem hiperatividade, sensa\u00e7\u00e3o exagerada de bem-estar, acelera\u00e7\u00e3o de pensamento e fala, entre outros. O quadro depressivo \u00e9 caracterizado por diversos sintomas, como: tristeza, apatia, altera\u00e7\u00f5es de apetite que resultam em perda ou ganho de peso excessivo, isolamento, entre outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2022\/setembro\/transtorno-bipolar-afeta-cerca-de-140-milhoes-de-pessoas-no-mundo\"><span style=\"font-weight: 400\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> ressalta que o TAB est\u00e1 relacionado <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00e0 intera\u00e7\u00e3o entre fatores biol\u00f3gicos, neuroqu\u00edmicos e psicossociais\/ambientais e tamb\u00e9m explica que a dura\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos podem variar de dias, at\u00e9 meses. Segundo a Biblioteca Virtual em Sa\u00fade (BVS), a causa do TAB ainda \u00e9 desconhecida, mas estudos apontam que a origem da doen\u00e7a est\u00e1 associada a altera\u00e7\u00f5es em determinadas \u00e1reas do c\u00e9rebro, e nos n\u00edveis de alguns neurotransmissores, como noradrenalina e serotonina.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2194\" style=\"width: 2010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/11\/Infografico.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2194\" class=\"size-full wp-image-2194\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/11\/Infografico.png\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1414\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2194\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Rafaela Colman e Manuela Rocha<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Diagn\u00f3stico equivocado<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a BVS, o diagn\u00f3stico de TAB costuma ser dif\u00edcil e demora cerca de dez anos para ser estabelecido. A demora acontece por conta dos tratamentos equivocados, falta de comunica\u00e7\u00e3o entre os profissionais envolvidos, desconhecimento da doen\u00e7a (sintomas parecidos com outras doen\u00e7as), auto estigmatiza\u00e7\u00e3o, etc. A aus\u00eancia de resposta de tratamentos antidepressivos e hist\u00f3rico familiar s\u00e3o um dos principais fatores que podem confirmar o TAB.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga Camila Silveira Camargo explica que o diagn\u00f3stico \u00e9 desafiador, devido \u00e0 sua natureza vol\u00e1til e \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o de sintomas com outras condi\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um exame f\u00edsico espec\u00edfico para confirmar o diagn\u00f3stico, tornando-o predominantemente cl\u00ednico\u201d. Outro elemento que pode dificultar o processo, \u00e9 a presen\u00e7a de outras comorbidades que podem \u201cmascarar\u201d ou tornar confusos os sintomas, como por exemplo, o Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno de Personalidade Lim\u00edtrofe (Borderline). Al\u00e9m disso, Camargo destaca que a resist\u00eancia por parte do paciente pode dificultar a compreens\u00e3o do caso, o que acrescenta outra camada de desafio ao processo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga tamb\u00e9m comenta sobre as ferramentas utilizadas para auxiliar no diagn\u00f3stico preciso do TAB. \u201cExistem v\u00e1rios m\u00e9todos, como a anamnese: entrevistas cl\u00ednicas estruturadas ou semiestruturadas com o paciente e seus familiares, para coleta de informa\u00e7\u00f5es; question\u00e1rios e escalas de avalia\u00e7\u00e3o; di\u00e1rio de humor para conseguir acompanhar oscila\u00e7\u00f5es de humor; exames m\u00e9dicos para descartar outras condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e que podem estar contribuindo para o surgimento dos sintomas; avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, a qual \u00e9 realizada atrav\u00e9s de testes e uma equipe multidisciplinar, para que haja melhor compreens\u00e3o do quadro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a psicanalista Ana Carolina Almeida de Oliveira, na an\u00e1lise lacaniana o foco do tratamento est\u00e1 na investiga\u00e7\u00e3o dos significantes, que estruturam o sujeito e as rela\u00e7\u00f5es dele com o outro, para buscar compreender como esses significantes se manifestam nos sintomas bipolares. Assim, a an\u00e1lise ajuda o paciente a explorar e elaborar esses conflitos, com novas formas de lidar com eles, al\u00e9m das estrat\u00e9gias sintom\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Oliveira acrescenta que, na psican\u00e1lise, os sintomas do TAB s\u00e3o vistos como formas simb\u00f3licas de expressar conflitos internos profundos, que est\u00e3o al\u00e9m do controle consciente da pessoa. Como se esses sintomas, fossem como palavras em uma linguagem complexa do inconsciente. \u201cOs altos e baixos emocionais que uma pessoa experimenta, s\u00e3o como frases que tentam comunicar algo que acontece profundamente dentro delas, algo que pode ser dif\u00edcil de entender apenas olhando para a superf\u00edcie\u201d, explica. Para ela, o trabalho do psicanalista \u00e9 ajudar a pessoa a decifrar essas &#8220;frases&#8221;, a entender o que elas dizem sobre seus sentimentos e enxergar experi\u00eancias mais profundas, para que possam lidar com eles de forma mais saud\u00e1vel e adaptativa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Experi\u00eancias<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Maria Clara Sebben, estudante de jornalismo da Universidade Estadual de Santa Catarina, de 22 anos, frequenta psic\u00f3logos desde os 14, por\u00e9m, foi diagnosticada com TAB apenas dois anos atr\u00e1s. Segundo a jovem, ela sempre passou por fases de tristeza e de euforia sem motivo aparente, mas como n\u00e3o eram t\u00e3o intensas quanto a de alguns parentes pr\u00f3ximos, diagnosticados com TAB, Maria Clara nunca pensou que pudesse ter o mesmo transtorno que eles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sebben relata que seu principal desafio nesse processo de diagn\u00f3stico, foi ter encontrado diversos profissionais que n\u00e3o sabiam como ajud\u00e1-la e n\u00e3o traziam exatid\u00e3o a respeito de qual transtorno ela tinha. \u201cA primeira rea\u00e7\u00e3o deles era sempre tentar contornar os sintomas, mas nunca investigar de onde vinha. Falavam que eu estava ansiosa ou deprimida, mas eu continuava sentindo que algo estava errado\u201d, afirma. De acordo com a jovem, os sintomas que sente sempre foram descritos com clareza, desde a adolesc\u00eancia, e que, apesar de conhecer a bipolaridade, os psic\u00f3logos e psiquiatras que ela teve contato nunca deram ind\u00edcios que seus sintomas se tratavam de TAB.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ent\u00e3o, em 2022, Sebben foi a uma consulta psiqui\u00e1trica ap\u00f3s o falecimento de uma amiga e iniciou o tratamento com antidepressivo sem ainda ter o diagn\u00f3stico correto de TAB, o que desencadeou uma fase hipoman\u00edaca e a fez ficar ansiosa e agitada. \u201cForam dois meses assim, at\u00e9 que entrei em uma crise de depress\u00e3o profunda. Fiquei de cama, tendo enormes dificuldades de ir para a aula e fazer atividades do dia a dia, sentindo apatia e frustra\u00e7\u00e3o\u201d, relata. Depois de tr\u00eas meses, Maria foi novamente ao psiquiatra e, depois de algumas consultas, recebeu finalmente o diagn\u00f3stico de bipolaridade. Segundo ela, o efeito que o rem\u00e9dio causou no organismo, foi um sinal para que o psiquiatra investigasse melhor a periodicidade de seus sintomas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Andreia Teresa Monigate, de 39 anos, recebeu um diagn\u00f3stico errado de TAB e explica como foi a experi\u00eancia. \u201cEu j\u00e1 sabia que n\u00e3o era bipolar, ent\u00e3o procurei outro profissional. Eu me sentia diferente, tinha um mix de emo\u00e7\u00f5es e muita intensidade, o que confundiu o profissional. O tratamento para TAB me causou fortes efeitos colaterais, tanto que acabei me afastando do trabalho, pois n\u00e3o conseguia realizar as atividades necess\u00e1rias\u201d, destaca. Al\u00e9m disso, Andreia comenta como se sentiu ap\u00f3s receber o diagn\u00f3stico certo. \u201cDescobri que tenho transtorno do espectro autista (TEA), e depois de come\u00e7ar o tratamento, senti menos culpa por ser diferente. Hoje, me sinto liberta e capaz de me aceitar, pois agora sei que \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica que j\u00e1 nasceu comigo\u201d, desabafa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Maria Gabriela Hanke, de 24 anos, tamb\u00e9m recebeu um diagn\u00f3stico errado de TAB e comenta sobre o impacto que isso causou nela. \u201cFiquei muito ap\u00e1tica e perdi a libido. Al\u00e9m disso, meu quadro depressivo piorou e engordei 10kg em menos de um m\u00eas\u201d, explica. Hanke diz que procurou outro profissional, o qual concluiu que ela tem TDAH. Al\u00e9m disso, ela afirma que os psiquiatras precisam compreender melhor os sintomas apresentados pelos pacientes, desta forma, o risco de diagn\u00f3sticos errados ser\u00e1 menor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m de psic\u00f3loga especializada em TAB, Lorna Alves tamb\u00e9m \u00e9 uma pessoa diagnosticada com TAB. Lorna compartilha e aconselha quais rela\u00e7\u00f5es devem ser priorizadas quando se \u00e9 algu\u00e9m que lida com esse transtorno. De acordo com seus conhecimentos como psic\u00f3loga, ela refor\u00e7a que \u00e9 essencial que aqueles que convivem com pacientes, que possuem bipolaridade, tenham paci\u00eancia e empatia. \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Muitas vezes a pessoa portadora ir\u00e1 agredir algu\u00e9m pr\u00f3ximo ou n\u00e3o, de maneira psicol\u00f3gica e em alguns casos de maneira f\u00edsica, sem ser de prop\u00f3sito ou sem ter consci\u00eancia disso\u201d, ressalta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A respeito disso, Lorna Alves explica que, um dos piores efeitos do TAB \u00e9 a agressividade, e que esse sintoma \u00e9 a quest\u00e3o que mais faz o\/a bipolar se afastar de sua humanidade e que faz com que as pessoas percam a empatia por ele\/a. Ent\u00e3o, a psic\u00f3loga conclui que tentar entender esse mecanismo presente no dist\u00farbio, \u00e9 o maior ato de amor que uma pessoa pode fazer pelo ente querido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O TAB ainda n\u00e3o possui uma cura, mas pode ser controlado. De acordo com a BVS, o tratamento \u00e9 individual e pode ser realizado com o aux\u00edlio de medicamentos, psicoterapia, e mudan\u00e7as de estilo de vida, como uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e a pr\u00e1tica regular de exerc\u00edcios f\u00edsicos, al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o do consumo de subst\u00e2ncias psicoativas (cafe\u00edna, anfetaminas, \u00e1lcool e coca\u00edna). O tratamento correto \u00e9 fundamental para que o indiv\u00edduo tenha mais controle de seus pensamentos e emo\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do aumento de chances da redu\u00e7\u00e3o de crises, suic\u00eddio e intensidade dos per\u00edodos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem e Foto: <\/strong>Rafaela Colman e Manuela Rocha<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Daphinne Pimenta e Heloisa Ribas Bida<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Ivan Bomfim e Gabriela Almeida<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que o diagn\u00f3stico de TAB \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil? Como explicar o transtorno afetivo bipolar (TAB)? Bem, voc\u00ea ir\u00e1 encontrar essas respostas ao decorrer do texto, vai ler sobre as fases de humor que transitam em um ciclo de euforia e tristeza profunda, entre outras informa\u00e7\u00f5es sobre a bipolaridade. 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