{"id":2227,"date":"2025-06-10T09:29:18","date_gmt":"2025-06-10T12:29:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=2227"},"modified":"2025-09-01T11:05:30","modified_gmt":"2025-09-01T14:05:30","slug":"passageiros-enfrentam-problemas-de-superlotacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/passageiros-enfrentam-problemas-de-superlotacao\/","title":{"rendered":"Passageiros enfrentam problemas de superlota\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo com auditoria do Tribunal de Contas do Estado, melhorias s\u00e3o insuficientes<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ponto lotado, o \u00f4nibus encosta e, quando a porta se abre, come\u00e7a o empurra-empurra com objetivo de entrar no \u00f4nibus e, com sorte, conseguir um lugar para sentar. Entra quem consegue e senta quem tem sorte. Quem vai ter que esperar o pr\u00f3ximo, torce para n\u00e3o se atrasar para o trabalho, para a escola ou para uma consulta. Essa cena virou parte da rotina de muitos dos 45 mil passageiros di\u00e1rios que dependem do transporte coletivo em Ponta Grossa. De acordo com eles, a experi\u00eancia di\u00e1ria \u00e9 marcada por \u00f4nibus cheios, viagens em p\u00e9 e incertezas sobre o cumprimento dos hor\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A legisla\u00e7\u00e3o determina um limite de sete passageiros por metro quadrado. No entanto, o Tribunal de Contas do Estado do Paran\u00e1 (TCE-PR) indicou \u00e0 Prefeitura que melhorias fossem realizadas, j\u00e1 que o transporte coletivo do munic\u00edpio estava ultrapassando esse limite. Mesmo com as recomenda\u00e7\u00f5es feitas, passageiros ainda apontam \u00f4nibus lotados, especialmente em hor\u00e1rios de pico. O prazo estabelecido pelo TCE para adequa\u00e7\u00e3o do transporte coletivo acabou em fevereiro, mas problemas como superlota\u00e7\u00e3o e falta de acessibilidade ainda persistem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O hist\u00f3rico de descumprimento da legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 recente. Em 2018, uma auditoria do Plano Anual de Fiscaliza\u00e7\u00e3o (PAF) do TCE-PR apontou diversas falhas no sistema. Dois anos depois, foi firmado um termo de ajustamento de gest\u00e3o e, em 2023, a prefeitura foi multada em R$ 3.894,30 pelo n\u00e3o cumprimento das melhorias exigidas, entre elas: solucionar superlota\u00e7\u00e3o, especialmente notada nos hor\u00e1rios de pico, maior transpar\u00eancia nos dados de fiscaliza\u00e7\u00e3o do transporte e melhorias na acessibilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento (SMIP), o transporte \u00e9 fiscalizado diariamente por uma equipe do Departamento de Transporte. As a\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas das 5h30 \u00e0s 22 horas, e t\u00eam validade de 90 dias. Os dados usados nesse monitoramento s\u00e3o, em parte, da bilhetagem eletr\u00f4nica, por meio da pesquisa chamada \u2018origem-destino\u2019, que analisa os trajetos feitos pela popula\u00e7\u00e3o para planejar melhor as rotas e redistribuir a frota, quando necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Atualmente, nove servidores s\u00e3o respons\u00e1veis pela fiscaliza\u00e7\u00e3o em toda a cidade. Quando questionada se esse n\u00famero \u00e9 suficiente para atender a demanda e receber as den\u00fancias dos usu\u00e1rios, a Secretaria de Infraestrutura e Planejamento n\u00e3o respondeu diretamente. Uma das mudan\u00e7as da Prefeitura de Ponta Grossa, na tentativa de melhorar a situa\u00e7\u00e3o, foi a cria\u00e7\u00e3o do Centro de Controle de Opera\u00e7\u00f5es (CCO), que monitora, em tempo real, a frota que circula pela cidade. A proposta \u00e9 tornar a gest\u00e3o mais eficiente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A superlota\u00e7\u00e3o vista de dentro<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Enquanto essas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o acontecem, as reclama\u00e7\u00f5es se acumulam. Vanessa Albuquerque, moradora do Gralha Azul, pega o \u00f4nibus \u00e0s 7 horas da manh\u00e3 e \u00e0s 18h30 todos os dias. Ela carrega nos bra\u00e7os a filha de um ano e, mesmo assim, nem sempre consegue um lugar para sentar, j\u00e1 que quando entra o \u00f4nibus j\u00e1 est\u00e1 lotado. \u201cJ\u00e1 teve vez que tive que esperar o pr\u00f3ximo [\u00f4nibus], porque n\u00e3o dava para entrar com ela no colo daquele jeito\u201d. Vanessa precisa ir at\u00e9 o trabalho na regi\u00e3o central da cidade, mas n\u00e3o existe uma linha que fa\u00e7a o trajeto Gralha Azul \u2013 Terminal Central. Com isso, ela precisa se deslocar at\u00e9 o Terminal Nova R\u00fassia para, a\u00ed sim, ir at\u00e9 o Terminal Central. Para ela, um \u00f4nibus direto faria a diferen\u00e7a na sua rotina, j\u00e1 que precisa de uma hora do seu dia para ir do Gralha Azul ao Centro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A moradora do Shangril\u00e1, Cristiane Alves, usa a linha das 07h50 e tamb\u00e9m sente os impactos da superlota\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 um empurra-empurra. Normalmente na descida da Taunay o \u00f4nibus n\u00e3o para mais nos pontos porque t\u00e1 lotado\u201d, conta. Al\u00e9m disso, a passageira relata ter se acostumado a fazer a viagem de 40 minutos em p\u00e9. Ela relembra que j\u00e1 perdeu uma consulta odontol\u00f3gica, porque o \u00f4nibus quebrou, e o pr\u00f3ximo s\u00f3 passava uma hora depois. Na ocasi\u00e3o, o \u00f4nibus j\u00e1 saiu cheio do primeiro ponto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A superlota\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afeta a popula\u00e7\u00e3o idosa. Maria de Lurdes Schovez, 70 anos, diz que com frequ\u00eancia entra em \u00f4nibus que j\u00e1 est\u00e3o lotados. \u201cDificilmente d\u00e3o lugar para idoso, mas s\u00e3o os jovens que sentam. \u00c9 assim que funciona\u201d. Ela acredita que o n\u00famero de \u00f4nibus disponibilizados da linha Santa Terezinha ao Terminal Central n\u00e3o \u00e9 suficiente para a quantidade de passageiros, j\u00e1 que passa de hora em hora e a rota passa por dentro de outras vilas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo com as promessas de melhorias e a implanta\u00e7\u00e3o de sistemas modernos de monitoramento, a realidade dos passageiros pouco mudou. Apesar das justificativas da Prefeitura, o que falta mesmo \u00e9 conforto no transporte coletivo. Para quem depende dele todos os dias, a esperan\u00e7a \u00e9 que os dados deixem de ser apenas n\u00fameros e que as melhorias se tornem realidade. Enquanto isso n\u00e3o acontece, o sentimento \u00e9 de espera: pelo \u00f4nibus, por melhorias e por mais respeito.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> Annelise dos Santos<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0 Laura Urbano e Nicolle Brustolim<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Manoel Moabis e Aline Rios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Mesmo com auditoria do Tribunal de Contas do Estado, melhorias s\u00e3o insuficientes Ponto lotado, o \u00f4nibus encosta e, quando a porta se abre, come\u00e7a o empurra-empurra com objetivo de entrar no \u00f4nibus e, com sorte, conseguir um lugar para sentar. Entra quem consegue e senta quem tem sorte. 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