{"id":2268,"date":"2025-06-11T00:01:55","date_gmt":"2025-06-11T03:01:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=2268"},"modified":"2025-06-11T00:04:01","modified_gmt":"2025-06-11T03:04:01","slug":"transito-como-lidar-com-os-congestionamentos-e-poluicao-atmosferica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/transito-como-lidar-com-os-congestionamentos-e-poluicao-atmosferica\/","title":{"rendered":"Tr\u00e2nsito: Como lidar com os congestionamentos e polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Ponta Grossa apresenta um ve\u00edculo a cada duas pessoas nas ruas por dia, o que causa problemas ambientais e estruturais<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dados da Secretaria Nacional de Tr\u00e2nsito (Senatran) de 2022\u00a0 apontam que Ponta Grossa possui uma frota elevada de ve\u00edculos nas ruas. S\u00e3o cerca de 175 mil carros e motos percorrendo as vias diariamente.\u00a0 Levando em considera\u00e7\u00e3o que o munic\u00edpio possui 358 mil habitantes, temos um c\u00e1lculo de um ve\u00edculo a cada duas\u00a0 pessoas. Mas o que essa quantidade\u00a0 de carros pode causar para a cidade?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O problema mais percept\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o os congestionamentos, principalmente em hor\u00e1rios de pico. De segunda a sexta, a professora Lucimara Pereira Duarte, que mora no bairro Parque do Caf\u00e9, na regi\u00e3o da Chapada, sai de sua casa e dirige at\u00e9 a escola municipal Professor Ivon Zardo, no bairro Boa Vista. O trajeto tem cerca de seis quil\u00f4metros e a principal liga\u00e7\u00e3o entre os bairros \u00e9 a avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373. O fluxo na via \u00e9 intenso e h\u00e1 muitos ve\u00edculos de carga, o que exige mais aten\u00e7\u00e3o dos motoristas. Lucimara explica que para chegar na escola o tr\u00e2nsito &#8216;colabora&#8217;, mas ao retornar para casa ela se depara com congestionamento, falta de sinaliza\u00e7\u00e3o e acidentes. &#8220;O problema \u00e9 para retornar \u00e0 minha casa, no hor\u00e1rio de pico, \u00e0s vezes ocorrem acidentes na rodovia sentido Curitiba o que faz parar o tr\u00e2nsito em toda a Souza Naves&#8221;, ressalta a professora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outros pontos na cidade tamb\u00e9m apresentam problemas, Kathusie Souza relata que h\u00e1 bastante congestionamento na rotat\u00f3ria ao lado da Rodovi\u00e1ria, no bairro Ronda, e na avenida General Aldo Bonde, que d\u00e1 acesso aos bairros na regi\u00e3o do Contorno. &#8220;Existem pontos de bastante congestionamento na cidade, uso diariamente a avenida General Aldo Bonde para chegar ao meu trabalho e h\u00e1 pontos em que o tr\u00e2nsito para por conta do fluxo de ve\u00edculos e pela avenida ser usada por caminh\u00f5es e m\u00e1quinas agr\u00edcolas&#8221; Kathusie opina que pela grande demanda, a regi\u00e3o deveria ter mais liga\u00e7\u00f5es com o centro para que o tr\u00e2nsito flu\u00edsse melhor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com poucas alternativas de liga\u00e7\u00f5es bairro &#8211; centro, o transporte p\u00fablico decai. Com os problemas identificados no transporte, as pessoas optam por usar seu carro pr\u00f3prio, pensando em comodidade e rapidez. \u00c9 o caso das entrevistadas da reportagem, que por conta da pressa do dia a dia, mesmo enfrentando congestionamentos, a prefer\u00eancia pelo ve\u00edculo pr\u00f3prio traz independ\u00eancia. J\u00e1 que para usar o transporte coletivo, depende de fatores como hor\u00e1rio das linhas e tempo maior de locomo\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Isso acontece porque a cidade n\u00e3o investe em melhorias para o transporte coletivo. As pol\u00edticas p\u00fablicas seguem priorizando carros e motos, no lugar do transporte p\u00fablico.\u00a0 O engenheiro de tr\u00e1fego da Prefeitura de Ponta Grossa, Juarez Alves, explica que: &#8220;Por conta do fluxo de ve\u00edculos nas avenidas de tr\u00e2nsito &#8216;pesado&#8217; acaba ocasionando atraso nas linhas, principalmente em hor\u00e1rios de pico. Ao colocar os \u00f4nibus para trafegar em ruas menores, torna a viagem mais \u00e1gil, e assim, melhora o fluxo das grandes vias&#8221;, destaca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para melhorar garantir maior agilidade na liga\u00e7\u00e3o dos bairros Uvaranas e Car\u00e1-Car\u00e1, recentemente, a Prefeitura implementou um novo bin\u00e1rio. Entre as vias afetadas est\u00e3o: Siqueira Campos (que passa a ter sentido \u00fanico Uvaranas ao Car\u00e1-Car\u00e1, no trecho entre a avenida Carlos Cavalcanti e a rua Doutor Jos\u00e9 Macedo de Loyola), a Jo\u00e3o Tom\u00e9 (flui em sentido \u00fanico Car\u00e1-Car\u00e1 \u00e0 Uvaranas, entre a Rua Doralicio Correia at\u00e9 a Avenida Carlos Cavalcanti), e a rua Hell\u00e1dio Vidal Correia (sentido \u00fanico da rua Doutor Jos\u00e9 Macedo de Loyola, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Rua Doralicio Correia). No papel a mudan\u00e7a parece fazer sentido, mas n\u00e3o agradou a popula\u00e7\u00e3o, principalmente os moradores da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ana Claudia Dzulinski Santos mora na vila S\u00e3o Vicente de Paula e exp\u00f5e sua indigna\u00e7\u00e3o com a mudan\u00e7a. &#8220;Perdemos acesso f\u00e1cil \u00e0 Rua Siqueira Campos. Agora, quando precisamos ir para o centro, temos que dar uma volta imensa na quadra do cemit\u00e9rio ou ir pelo Parque dos Pinheiros. Imagine s\u00f3 qu\u00e3o horr\u00edvel ficou para quem vai de carro buscar uma crian\u00e7a na escola, que fica na entrada da Jos\u00e9 Macedo de Loyola, a volta imensa que precisa dar, pontua. Ela acrescenta que agora, para entrar na vila, os moradores t\u00eam apenas uma alternativa de acesso, j\u00e1 que a entrada pela rua Doutor Jos\u00e9 Macedo de Loyola foi removida com a implementa\u00e7\u00e3o do bin\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo Ana Claudia, a mudan\u00e7a foi ben\u00e9fica para a cidade, pois desviou o grande fluxo de ve\u00edculos da regi\u00e3o que d\u00e1 acesso \u00e0 Carlos Cavalcanti pela Carlos Alberto Haddad. Por\u00e9m, o transporte coletivo foi prejudicado. &#8220;A mudan\u00e7a de sentido prejudicou quem precisa pegar um \u00f4nibus no hospital S\u00e3o Camilo, pois o ponto foi retirado. A alternativa que sobrou fica longe, sem contar que aqui na vila os \u00f4nibus demoram em m\u00e9dia 50 minutos para passar&#8221;, disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma das poss\u00edveis respostas para a cidade apresentar esse modelo de tr\u00e2nsito, com poucas ruas ligando ao centro podem ser os vazios urbanos. Al\u00e9m disso, esse modelo contribui para o n\u00famero elevado de ve\u00edculos. O ge\u00f3grafo Jo\u00e3o Paulo Leandro de Almeida explica que existem loteamentos em bairros afastados do centro, como o Santa Luzia e Cristo Rei e entre esses locais e o centro da cidade, existem terras n\u00e3o ocupadas. Esses vazios urbanos foram deixados para valorizar as terras, uma estrat\u00e9gia do ramo imobili\u00e1rio da \u00e9poca. Isso acarreta dificuldades no transporte coletivo da cidade e, para uma pessoa pegar \u00f4nibus, ela usa rotas alternativas, al\u00e9m de permanecer por mais de uma hora no ve\u00edculo. &#8220;Por conta disso, para algumas pessoas que moram nesses locais, acaba sendo mais vi\u00e1vel ter carro pr\u00f3prio, mesmo com todos os custos, porque o tempo tamb\u00e9m \u00e9 valioso&#8221;, explica Jo\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse ponto tamb\u00e9m \u00e9 levantado pelo t\u00e9cnico em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Henry Mazer. Ele ressalta que quando a cidade aposta em novas moradias nesses bairros distantes, acarreta problemas de saneamento b\u00e1sico e de transporte. &#8220;A quest\u00e3o do transporte \u00e9 impactada pelo fato de que, ao inv\u00e9s de serem usados esses vazios urbanos para constru\u00e7\u00e3o de novas moradias, essas novas moradias s\u00e3o constru\u00eddas mais longe de \u00e1reas j\u00e1 urbanizadas, aumentando o deslocamento das pessoas, seja por \u00f4nibus p\u00fablico ou ve\u00edculos pr\u00f3prios&#8221;, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro problema recorrente ligado ao grande fluxo de ve\u00edculos est\u00e1 atrelado \u00e0 quest\u00e3o ambiental. Dados do Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG) mostram que, em 2022, a cidade emitiu 1,2 milh\u00e3o de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera. E a principal causa da emiss\u00e3o dos gases \u00e9 o transporte. Claro que, os \u00f4nibus, caminh\u00f5es e outros ve\u00edculos tamb\u00e9m auxiliam nessa polui\u00e7\u00e3o, mas a quantidade de carros nas ruas \u00e9 um problema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O engenheiro ambiental Douglas Mazur explica que os ve\u00edculos contribuem para a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Esta acontece por meio da emiss\u00e3o de materiais particulados, como a fuligem. Dependendo do tamanho do elemento, pode ser nocivo ao ser humano. Materiais menores podem adentrar na corrente sangu\u00ednea e causar problemas de respira\u00e7\u00e3o. Dessa forma, as pessoas que residem nas vias de grande tr\u00e1fego podem sofrer com problemas respirat\u00f3rios, principalmente crian\u00e7as e idosos.<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> Loren Leuch<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0 Laura Urbano Janiaki e Diogo Laba<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Manoel Moabis e Aline Rios<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta Grossa apresenta um ve\u00edculo a cada duas pessoas nas ruas por dia, o que causa problemas ambientais e estruturais &nbsp; Dados da Secretaria Nacional de Tr\u00e2nsito (Senatran) de 2022\u00a0 apontam que Ponta Grossa possui uma frota elevada de ve\u00edculos nas ruas. 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