{"id":2271,"date":"2025-06-11T00:22:23","date_gmt":"2025-06-11T03:22:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=2271"},"modified":"2025-06-11T00:22:23","modified_gmt":"2025-06-11T03:22:23","slug":"o-caminho-tortuoso-ate-o-ponto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/o-caminho-tortuoso-ate-o-ponto\/","title":{"rendered":"O caminho tortuoso at\u00e9 o ponto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-weight: 400\">A infraestrutura inadequada compromete o trajeto di\u00e1rio dos moradores at\u00e9 o transporte p\u00fablico<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Muitas pessoas passam uma boa parcela do seu dia no \u00f4nibus, seja para trabalho, escola, passeio ou at\u00e9 mesmo para ir a uma consulta m\u00e9dica. A escolha de usar o transporte coletivo urbano nem sempre \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, mas o desafio n\u00e3o est\u00e1 apenas em usar o \u00f4nibus e para chegar at\u00e9 o ponto. Fazer o trajeto entre a porta de casa e o ponto pode ser uma atividade comum e passar totalmente despercebida pela popula\u00e7\u00e3o, mas o caminho traz desafios, ora invisibilizados. A sa\u00edda de trabalhadores se d\u00e1 antes do rel\u00f3gio marcar 6 horas da manh\u00e3, antes mesmo do sol nascer. Alguns estudantes acordam at\u00e9 duas horas antes do in\u00edcio da aula para pegar o transporte coletivo e ir para a escola.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a popula\u00e7\u00e3o que mora nos bairros mais centralizados da cidade, o percurso de casa at\u00e9 o ponto \u00e9 facilitado, j\u00e1 que as ruas s\u00e3o asfaltadas, t\u00eam bons pontos de espera e sinaliza\u00e7\u00e3o adequada. Mas, isso n\u00e3o acontece nos bairros mais afastados do centro. Em algumas regi\u00f5es, como \u00e9 o caso do Shangril\u00e1, em que muitas ruas s\u00e3o de pedras brita, esse \u00e9 apenas um dos obst\u00e1culos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Adotar um cal\u00e7ado reserva na mochila \u00e9 rotina para os usu\u00e1rios do transporte p\u00fablico dessa regi\u00e3o. Isso acontece porque, principalmente em dias de chuva, as ruas alagam e ficam cheias de barro. Com toda essa adversidade, muitas vezes, o cal\u00e7ado fica molhado ou sujo. &#8220;Tive que levar um t\u00eanis pra trocar dentro do \u00f4nibus. Quando estava indo pro ponto meu sapato molhou e eu n\u00e3o ia ficar com o p\u00e9 molhado o dia todo no meu trabalho. N\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es&#8221;, relata a passageira Renata.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As chuvas afetam n\u00e3o s\u00f3 a escolha da roupa dos moradores, como tamb\u00e9m<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">o deslocamento. Helenna Souza reside pr\u00f3ximo ao ponto final do trajeto de \u00f4nibus do Shangril\u00e1, relata que o \u00f4nibus n\u00e3o vai at\u00e9 o \u00faltimo ponto da linha quando as chuvas s\u00e3o intensas. &#8220;A rua fica cheia de buracos, a\u00ed o \u00f4nibus n\u00e3o vem at\u00e9 o ponto. Eu j\u00e1 perdi o \u00f4nibus muitas vezes e cheguei atrasada ao meu trabalho&#8221;. Helenna destaca que j\u00e1 sofreu uma queda enquanto subia no \u00f4nibus por conta do barro acumulado na escada. Mas, a queda a n\u00e3o passou de um susto e a entrevistada n\u00e3o precisou de atendimento m\u00e9dico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m do barro e das chuvas, que impossibilitam o acesso pleno do \u00f4nibus, a dificuldade da popula\u00e7\u00e3o se mostra a partir dos c\u00e3es de rua. \u00c9 comum a presen\u00e7a de animais de rua em bairros mais afastados do centro da cidade, e isso n\u00e3o \u00e9 diferente no Shangril\u00e1. Enquanto a equipe de reportagem estava no bairro, foram vistos cerca de 40 cachorros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A moradora do bairro Maria Alves, relata que j\u00e1 foi atacada por um animal enquanto sa\u00eda de casa para trabalhar. \u201cTem um cachorro bravo na rua de cima da minha casa e a vizinha, que \u00e9 dona dele, deixa o port\u00e3o aberto pra ele ficar na rua atacando os outros&#8221;, destaca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ela relata que n\u00e3o foi apenas um epis\u00f3dio, com os ataques sendo rotineiros. Helenna relembra que, em outro momento, passou por uma cachorra acompanhada de filhotes, que a atacou. &#8220;Os donos n\u00e3o recolhem para dentro de casa e quem sofre s\u00e3o os vizinhos. N\u00e3o foi uma vez s\u00f3 que essa cachorra tentou me atacar, mas eu sempre levo uma pedra junto pra me defender&#8221;, finaliza.<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem:\u00a0<\/strong>Mel Pires<\/p>\n<p><strong>Foto: <\/strong>Gabriel Aparecido<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0 Nicolle Brustolim e Diogo Laba<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Manoel Moabis e Aline Rios<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infraestrutura inadequada compromete o trajeto di\u00e1rio dos moradores at\u00e9 o transporte p\u00fablico &nbsp; Muitas pessoas passam uma boa parcela do seu dia no \u00f4nibus, seja para trabalho, escola, passeio ou at\u00e9 mesmo para ir a uma consulta m\u00e9dica. 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