{"id":941,"date":"2022-12-20T10:42:51","date_gmt":"2022-12-20T13:42:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=941"},"modified":"2022-12-20T11:06:56","modified_gmt":"2022-12-20T14:06:56","slug":"uma-explosao-de-cores-e-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/uma-explosao-de-cores-e-de-vida\/","title":{"rendered":"Uma explos\u00e3o de cores e de vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Marcelo Schimaneski traduz nas telas suas percep\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o de Ponta Grossa<\/span><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_950\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-950\" class=\"wp-image-950 size-large\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2950-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-950\" class=\"wp-caption-text\"><em>(Em sua ateli\u00ea, a pintura ajuda Marcelo Shimaneski no processo de recupera\u00e7\u00e3o. Foto: Manuela Roque)<\/em><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Espontaneidade, autenticidade e simplicidade s\u00e3o algumas caracter\u00edsticas da est\u00e9tica na\u00eff, um estilo de pintura realizado por artistas que n\u00e3o possuem uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica espec\u00edfica em determinada \u00e1rea e que desenvolvem uma linguagem pessoal \u00fanica de se expressar em seus trabalhos. Esses movimentos tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de descrever as obras de Marcelo Schimaneski, artista ponta-grossense de 55 anos que d\u00e1 vida \u00e0s paisagens dos Campos Gerais em suas pinceladas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A hist\u00f3ria de Marcelo com a arte come\u00e7ou ainda crian\u00e7a na pequena casa onde mora at\u00e9 hoje, no bairro de Olarias, e no quarto de pintura que ele me recebe para uma conversa. Cercado de cavaletes, telas com pinturas ainda frescas e muitas tintas coloridas, o artista volta ao tempo para contar como esta paix\u00e3o come\u00e7ou, ainda nas oficinas de cer\u00e2mica que deram o nome ao bairro em que reside. \u201cEu ainda nem sabia o que era ser artista e trabalhava com uma forma bem simples de arte, de transformar barro em telhas para casas\u201d, conta. O of\u00edcio de moldar o barro era o mesmo da m\u00e3e dele, Joana Maria, respons\u00e1vel por limpar as rebarbas das telhas ap\u00f3s finalizadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A mudan\u00e7a do barro era pouco para ele que, aos 20 anos de idade, decidiu que arte era sua voca\u00e7\u00e3o e investiu em cursos de desenho de grafite e art\u00edstico. \u201cEu nunca tinha sido t\u00e3o feliz, era um momento em que eu me sentia cheio de inspira\u00e7\u00e3o, tudo que eu via, eu queria desenhar\u201d, relembra. Mas nem tudo foi uma explos\u00e3o de cores na vida dele.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_952\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-952\" class=\"wp-image-952 size-large\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2968-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-952\" class=\"wp-caption-text\"><em>(Mesmo com as limita\u00e7\u00f5es musculares, o artista voltou a segurar um pincel. Foto: Manuela Roque)<\/em><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em dezembro de 1989, Marcelo saiu para trabalhar. Foi contratado para prestar assist\u00eancia t\u00e9cnica em serrarias nos estados de S\u00e3o Paulo e Santa Catarina. Na estrada perdeu o controle do carro e capotou. \u201cQuando eu recobrei os sentidos, a enfermeira que me atendeu falou que o acidente tinha me deixado tetrapl\u00e9gico\u201d.\u00a0 As horas a fio de fisioterapia resultaram na volta dos movimentos dos bra\u00e7os e a vontade de ser artista. Com o apoio do amigo Jo\u00e3o Carneiro, a arte voltou a ser protagonista em sua vida. A sugest\u00e3o de que a pintura poderia ajudar no processo de recupera\u00e7\u00e3o foi capaz de acender uma chama apagada h\u00e1 muito tempo em seu cora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo com as les\u00f5es, as dores e as limita\u00e7\u00f5es musculares, o artista voltou a segurar um pincel, derrubou o instrumento diversas vezes e o segurou novamente quantas fossem necess\u00e1rias. \u201cEu poderia ter desistido, por muito tempo sinto que desisti, me isolei, chorei, mas a arte foi capaz de me fazer voltar a viver. A pintura fortaleceu meus bra\u00e7os e minhas m\u00e3os, mas acima de tudo ela me fortaleceu\u201d, declara.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_955\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-955\" class=\"wp-image-955 size-large\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/OK1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-955\" class=\"wp-caption-text\">(Os desenhos demonstram uma explos\u00e3o de cores e vida na obra e no rosto do artista. Foto: Manuela Roque)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Marcelo me convida para conhecer suas pinturas. Agrupadas dentro de um arm\u00e1rio no canto do quarto, encontro uma pequena tela e logo vem a explica\u00e7\u00e3o. \u201cEssa foi a primeira tela que eu pintei, em 2004. \u00c9 a casa em que a minha m\u00e3e morava em Ventania\u201d, conta. Ventania \u00e9 uma cidade dos Campos Gerais e mesmo sem ter pisado no local, ele remonta a paisagem com detalhes a partir dos relatos da m\u00e3e. \u201cA tela foi um presente para ela e tamb\u00e9m para mim. Ela ganhou um quadro e eu ganhei uma voca\u00e7\u00e3o\u201d, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No nosso encontro, acompanhei suas pinceladas que, naquele momento, retratavam o lago de Olarias, em Ponta Grossa. Com a paleta de tintas no colo, ele firma o pincel com a m\u00e3o em formato de concha, e nesta posi\u00e7\u00e3o tra\u00e7a vivos desenhos na tela. Uma explos\u00e3o de cores e vida na obra e no rosto do artista. Marcelo ainda relembra do in\u00edcio das experi\u00eancias com a pintura, quando ainda descobria seus materiais favoritos. \u201cA tinta acr\u00edlica secava muito r\u00e1pido, eu n\u00e3o conseguia trabalhar do jeito que eu queria meus desenhos com ela. Com a \u00f3leo, posso parar, observar, pintar mais, pintar de novo, me d\u00e1 mais liberdade\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_978\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-978\" class=\"wp-image-978 size-large\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2821-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-978\" class=\"wp-caption-text\">(O artista recria variados cantos da cidade em seus trabalhos, e as vezes, sem sair de casa.\u00a0 Foto: Manuela Roque)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O mesmo amigo que lhe presenteou com a caixa de tintas foi quem lhe apresentou o estilo de arte <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">na\u00eff<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, que em tradu\u00e7\u00e3o livre do franc\u00eas significa arte ing\u00eanua. A espontaneidade e liberdade criativa s\u00e3o marcas dessa po\u00e9tica art\u00edstica, al\u00e9m de apresentar uma narrativa: elas contam uma hist\u00f3ria, retratam uma cena, uma paisagem, ou do dia a dia. Em 2016, Marcelo foi convidado a expor suas pinturas na Galeria Jacques Ardies, em S\u00e3o Paulo, um dos maiores espa\u00e7os de arte <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">na\u00eff<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> do Brasil. \u201cNa minha ingenuidade de pintar aquilo que eu achava de mais alegre e colorido do cotidiano, descobri que pintava na\u00eff. Para mim, n\u00e3o existe nada que defina mais esse tipo de arte do que quem pinta sem t\u00e9cnicas, somente com o cora\u00e7\u00e3o\u201d, declara.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A inspira\u00e7\u00e3o de suas telas vem das paisagens contempladas nas longas viagens na estrada quando trabalhava nas serralherias ou de locais que visitou como s\u00edtio que ia com a fam\u00edlia em Guaragi, um dos distritos de Ponta Grossa. Falando em fam\u00edlia, todo artista tem seus mais fi\u00e9is admiradores, e os de Marcelo s\u00e3o aqueles que dividem o sangue e o amor pela arte com ele. Com a ajuda e incentivo dos pais e irm\u00e3os, ele recria os mais variados cantos da cidade em seus trabalhos, e na maioria das vezes, sem sair de casa.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A falta de acessibilidade para chegar em alguns pontos tur\u00edsticos de Ponta Grossa o limita de experienciar as cenas dos Campos Gerais. Para isso, ele recorre \u00e0s fotografias. Para o artista, as paisagens de Ponta Grossa s\u00e3o suas produ\u00e7\u00f5es favoritas. \u201cJ\u00e1 tentei pintar flores, j\u00e1 tentei pintar campos, mas eu gosto mesmo \u00e9 de pintar a minha cidade, onde eu me sinto bem e acolhido. Tem muitas pessoas que se identificam, que reconhecem locais importantes para elas nas pinturas, o que me deixa muito feliz\u201d, diz. Os tons de verde e azul, caracter\u00edsticos da Mata Atl\u00e2ntica que domina a regi\u00e3o, ganham destaque nas pinturas. As arauc\u00e1rias s\u00e3o a marca registrada tanto do Paran\u00e1 quanto do artista, assim como as pessoas e animais, que ganham contornos nas variadas cores. A vida em Ponta Grossa, no olhar do artista, \u00e9 um arco-\u00edris vibrante que nunca sai do c\u00e9u.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A colet\u00e2nea de mais de 400 obras, produzida ao longo de 20 anos de carreira, est\u00e1 registrada no livro publicado em 2021 intitulado \u201cPinc\u00e9is da Supera\u00e7\u00e3o\u201d, com apoio do Programa Municipal de Incentivo Fiscal \u00e0 Cultura (Promific), da Secretaria Municipal de Cultura de Ponta Grossa. Neste ano, ele foi contemplado para a produ\u00e7\u00e3o de \u201cUm passeio Naif pelos recantos dos Campos Gerais\u201d, que retrata oito telas de pontos tur\u00edsticos ic\u00f4nicos da regi\u00e3o, como o Parque Estadual de Vila Velha, o Buraco do Padre e a Catedral Sant\u2019Ana. Outra paix\u00e3o antiga que ganha espa\u00e7o na produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o os trens. As locomotivas est\u00e3o presentes em suas obras, seja no pequeno detalhe de um vapor saindo de uma chamin\u00e9 ao fundo da paisagem, seja como destaque na obra, como a pintura da Maria Fuma\u00e7a que se encontra na Esta\u00e7\u00e3o Saudade, em Ponta Grossa.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_953\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-953\" class=\"wp-image-953 size-large\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2022\/12\/IMG_2975-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-953\" class=\"wp-caption-text\">(O artista n\u00e3o se v\u00ea sem a pintura, e afirma que enquanto tiver for\u00e7a e vigor, ir\u00e1 pintar. Foto: Manuela Roque)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando pergunto o que lhe motiva a seguir pintando, Marcelo n\u00e3o deixa de lado a religiosidade e lembra de Deus. \u201cEle foi o maior motivador na minha caminhada. Foi Ele quem me capacitou e que me capacita\u201d, afirma. E o futuro tamb\u00e9m pertence a Deus. \u201cVai chegar um dia que eu vou ter que parar, mas no momento n\u00e3o me vejo sem a pintura. Enquanto eu tiver for\u00e7a e vigor, eu vou pintar. Ela ocupa meu tempo e me faz mostrar que mesmo nas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que eu estou, sou capaz de viver e deixar a minha marca\u201d, finaliza a conversa com uma pincelada de mestre.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEu nunca tinha sido t\u00e3o feliz, era um momento em que eu me sentia cheio de inspira\u00e7\u00e3o&#8221;<\/span><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reportagem e fotografias:<\/strong> Manuela Roque<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e Publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Gabriel Neto<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Muriel E. P. Amaral<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0C\u00e2ndida de Oliveira e Carlos Alberto de Souza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Schimaneski traduz nas telas suas percep\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o de Ponta Grossa Espontaneidade, autenticidade e simplicidade s\u00e3o algumas caracter\u00edsticas da est\u00e9tica na\u00eff, um estilo de pintura realizado por artistas que n\u00e3o possuem uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica espec\u00edfica em determinada \u00e1rea e que desenvolvem uma linguagem pessoal \u00fanica de se expressar em seus trabalhos. 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