{"id":271,"date":"2025-06-12T14:00:45","date_gmt":"2025-06-12T17:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/?p=271"},"modified":"2026-04-29T08:17:03","modified_gmt":"2026-04-29T11:17:03","slug":"a-arborizacao-urbana-e-responsabilidade-municipal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/a-arborizacao-urbana-e-responsabilidade-municipal\/","title":{"rendered":"\u201cA arboriza\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 responsabilidade municipal\u201d"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_272\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-272\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-272\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-300x266.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-300x266.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-1024x909.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-768x682.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-1536x1364.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-2048x1818.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-1232x1094.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/06\/Profa-Dra.-Silvia-Meri-Carvalho_UEPG-1216x1080.jpg 1216w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-272\" class=\"wp-caption-text\">Profa. Silvia M\u00e9ri Carvalho. Foto: Amanda Grzebielucka<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Silvia M\u00e9ri Carvalho, professora Pesquisadora S\u00eanior do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), desenvolve projetos de pesquisa e extens\u00e3o sobre arboriza\u00e7\u00e3o urbana e vi\u00e1ria. Coordenadora do V F\u00f3rum Paranaense de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana, que acontece a partir da manh\u00e3 desta quinta-feira (12\/06) a s\u00e1bado (14\/06), no Centro Integrar da UEPG, Campus Uvaranas,\u00a0 Silvia aborda nesta<\/span><b> entrevista exclusiva<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> as expectativas para o evento, que re\u00fane pesquisadores da UEPG, UTFPR, UFPR, Unicentro, representantes do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, Minist\u00e9rio P\u00fablico, Prefeitura Municipal, estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e entidades privadas. Criado em 2002, o F\u00f3rum \u00e9 promovido pela Sociedade Brasileira de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana (SBAU). <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A palestra de abertura tem como tema o Plano Nacional de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana, projeto de iniciativa do Governo Federal.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">A professora falou tamb\u00e9m sobre a arboriza\u00e7\u00e3o em Ponta Grossa e a expectativa de um\u00a0 planejamento efetivo por parte do poder p\u00fablico municipal. \u201cO poder p\u00fablico, no caso da Prefeitura, \u00e9 o respons\u00e1vel. A partir do momento que ela tiver esse plano de arboriza\u00e7\u00e3o pronto, acho que facilita muito mais as a\u00e7\u00f5es para o futuro\u201d. A seguir, a entrevista realizada no Laborat\u00f3rio de Telejornalismo do Curso de Jornalismo da UEPG.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>PAUTA AMBIENTAL: Quais s\u00e3o as expectativas para o V F\u00f3rum Paranaense de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana que\u00a0 acontece aqui em Ponta Grossa, coordenado pela senhora a partir desta quinta-feira (12) a s\u00e1bado (14), no Campus Uvaranas da UEPG.\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>SILVIA M\u00c9RI CARVALHO: A<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> expectativa \u00e9 bem boa, porque a gente vai discutir principalmente sobre o Plano Nacional de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana. Hoje est\u00e1 circulando no Governo Federal um projeto de lei, que \u00e9 uma pol\u00edtica nacional de arboriza\u00e7\u00e3o urbana e at\u00e9 um sistema nacional de arboriza\u00e7\u00e3o urbana. Isso, para n\u00f3s, \u00e9 muito bom, porque teria leis gerais, diretrizes gerais para arboriza\u00e7\u00e3o urbana. O que acontece hoje \u00e9 que muitas vezes cada cidade vai fazendo mais ou menos como acha que poderia ser. E, a partir do momento que tem diretrizes gerais, disciplina um pouco mais e j\u00e1 norteia um pouco mais as a\u00e7\u00f5es das prefeituras, porque a arboriza\u00e7\u00e3o urbana \u00e9\u00a0 responsabilidade municipal, isso em termos de legisla\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os munic\u00edpios s\u00e3o respons\u00e1veis por planejar, implantar, dar todo o manejo da arboriza\u00e7\u00e3o urbana. Existem algumas leis que amparam, como o pr\u00f3prio Estatuto da Cidade, a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal, algumas legisla\u00e7\u00f5es estaduais, municipais, mas \u00e9 aquela coisa muito particular.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">N\u00f3s vamos estar aqui com uma representante do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Ela vai falar como est\u00e1 hoje a tramita\u00e7\u00e3o, quais s\u00e3o as expectativas deles em rela\u00e7\u00e3o a isso. Al\u00e9m disso, temos uma gama variada de temas, desde quest\u00f5es mais espec\u00edficas relacionadas \u00e0 pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o da arboriza\u00e7\u00e3o urbana, como, por exemplo, podas, como tamb\u00e9m os conflitos ambientais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o urbana e aspectos, por exemplo, de dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Vamos ter a presen\u00e7a de representantes do Minist\u00e9rio P\u00fablico falando das experi\u00eancias com taxas, em termos de ajuste de conduta e outras formas de captar recursos para trabalhar com a arboriza\u00e7\u00e3o urbana municipal. Vamos ter uma mesa sobre a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Temos outra mesa sobre risco de queda, onde n\u00f3s vamos ter especialistas e tamb\u00e9m o pessoal do IAT [Instituto \u00c1gua Terra]. Ent\u00e3o, tem um envolvimento tanto do Poder P\u00fablico, quanto do terceiro setor, das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, alunos, profissionais dessa \u00e1rea ligados \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o, engenheiro florestal, bi\u00f3logo, ge\u00f3grafo, engenheiro agr\u00f4nomo e\u00a0 grupo da \u00e1rea t\u00e9cnica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>O primeiro F\u00f3rum foi realizado em 2002, em Maring\u00e1. Desde 2019, o evento come\u00e7ou a ser mais frequente. Como a senhora observa a necessidade de ampliar esses debates sobre a arboriza\u00e7\u00e3o urbana?\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Isso, na verdade, j\u00e1 \u00e9 o reflexo de uma a\u00e7\u00e3o anterior, porque hoje todos os munic\u00edpios do Paran\u00e1 s\u00e3o obrigados, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, a fazer seus planos municipais de arboriza\u00e7\u00e3o urbana. Isso come\u00e7ou em 2012. Eles lan\u00e7aram, em 2012, um manual para elabora\u00e7\u00e3o, atualizado em 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na verdade, esse movimento j\u00e1 come\u00e7ou antes. Acredito que essa periodicidade maior, a partir de 2019, foi justamente em fun\u00e7\u00e3o desse movimento. Porque, se voc\u00ea precisa fazer os planos de arboriza\u00e7\u00e3o, voc\u00ea tem que estar falando a mesma l\u00edngua. E onde voc\u00ea vai conseguir, j\u00e1 que a gente n\u00e3o tinha legisla\u00e7\u00e3o para isso? \u00c9 justamente nesses f\u00f3runs, nesses locais de debate, que voc\u00ea consegue discutir alguns problemas, que consegue estabelecer algumas diretrizes, algumas linhas de a\u00e7\u00f5es mais uniformes, vamos dizer assim.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Acredito que, em fun\u00e7\u00e3o disso, \u00e9 que o pessoal se mobilizou um pouco mais. Me parece que agora eles j\u00e1 estavam trabalhando numa terceira vers\u00e3o deste manual. Ent\u00e3o, era para sair ano passado, n\u00e3o saiu. N\u00e3o sei se talvez esse ano saia uma atualiza\u00e7\u00e3o, porque eles t\u00eam todo um roteirinho para as prefeituras seguirem, justamente para poder fazer um trabalho adequado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>A gente observa a import\u00e2ncia da comunidade acad\u00eamica estar envolvida nesses debates, estudos. Como a senhora avalia o envolvimento das\/dos estudantes na quest\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Vejo com bons olhos e estou muito otimista porque cerca de 70% do nosso p\u00fablico j\u00e1 inscrito s\u00e3o alunos. A gente v\u00ea que os alunos est\u00e3o interessados, eles querem discutir. Procuramos divulgar tamb\u00e9m para os alunos do Col\u00e9gio Agr\u00edcola que, embora seja um outro n\u00edvel de ensino, tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidos com isso, com a arboriza\u00e7\u00e3o urbana. Creio que vai ser uma oportunidade muito boa dos alunos n\u00e3o s\u00f3 interagirem com profissionais que trabalham nessa \u00e1rea, professores, como tamb\u00e9m se manifestarem em rela\u00e7\u00e3o ao que eles pensam.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Como a senhora observa o papel da universidade nas a\u00e7\u00f5es de arboriza\u00e7\u00e3o da cidade?\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O papel essencial da universidade \u00e9 justamente responder \u00e0s demandas da sociedade. \u00c9 o processo de extens\u00e3o. \u00c9 a extens\u00e3o funcionando na sua melhor forma. Porque a universidade tem essa condi\u00e7\u00e3o de fornecer \u00e0 sociedade \u00e0s informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e, ao mesmo tempo, atrav\u00e9s da extens\u00e3o, levar at\u00e9 eles. Porque n\u00e3o adianta produzirmos conhecimento importante, interessante, mas se eles ficam dentro da universidade e discutidos apenas com seus pares. A partir do momento que voc\u00ea extrapola os muros da universidade e leva para a popula\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia da arboriza\u00e7\u00e3o, qual \u00e9 a \u00e1rvore certa para voc\u00ea plantar, quais s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es mais corretas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rvore quando ela est\u00e1 crescendo, se desenvolvendo, a import\u00e2ncia ecol\u00f3gica dessas \u00e1rvores, \u00e9 importante levar para a popula\u00e7\u00e3o essas informa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Dados do IBGE de 2025 indicam que 40% da popula\u00e7\u00e3o de Ponta Grossa mora em ruas sem \u00e1rvores. Qual a opini\u00e3o da senhora sobre isso?\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 um pouco complicado esses dados do IBGE, porque eles levantam assim: se tiver uma \u00e1rvore na rua, eles consideram arborizada. Isso \u00e9 complicado, porque uma \u00e1rvore s\u00f3 na rua n\u00e3o traz o benef\u00edcio que deveria, muito pouco. Acho at\u00e9 mais complicado ainda dizer que voc\u00ea s\u00f3 tem uma \u00e1rvore na sua rua e ela \u00e9 arborizada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">E esse era o par\u00e2metro que eles usavam. Ent\u00e3o, eles chegaram nos \u00faltimos censos a dizer que estavam com mais de 50%, 60%. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 isso. 50% ou 60% arborizada com pelo menos uma \u00e1rvore. Isso que eles deveriam ter complementado para ficar a informa\u00e7\u00e3o mais completa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">N\u00f3s fizemos um levantamento em 2019, numa orienta\u00e7\u00e3o de mestrado, com imagem de sat\u00e9lite. \u00c9 uma estimativa, porque com a imagem de sat\u00e9lite, voc\u00ea\u00a0 vai olhar de cima e vai supor que s\u00e3o tantas \u00e1rvores que tem ali. Por que eu digo supor? Porque quando olha de cima, pode ter, como n\u00f3s temos aqui na lateral do campus central, v\u00e1rias \u00e1rvores, uma do ladinho da outra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Quando olha de cima, \u00e0s vezes voc\u00ea enxerga uma copa, mas quando vem a campo, voc\u00ea v\u00ea que s\u00e3o duas \u00e1rvores. Uma muito perto da outra, as copas se confundem. Fizemos um levantamento, uma estimativa de 28.925 \u00e1rvores s\u00f3 nas ruas p\u00fablicas, s\u00f3 nas vias p\u00fablicas de Ponta Grossa. Arredondo para 29 mil para ficar mais f\u00e1cil, ter\u00edamos 29 mil \u00e1rvores na \u00e1rea urbana de Ponta Grossa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">E a\u00ed as pessoas me perguntam, isso \u00e9 pouco ou isso \u00e9 bastante? Isso \u00e9 pouco. Ainda n\u00e3o \u00e9 o valor ideal. Mas como \u00e9 que eu sei quanto poderia ter? Existem algumas metodologias que podem ser utilizadas para calcular o n\u00famero de \u00e1rvores por quadra, por exemplo. Considerando a extens\u00e3o da quadra, a largura da cal\u00e7ada e algumas dist\u00e2ncias que devem haver entre a \u00e1rvore e alguns equipamentos p\u00fablicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Por exemplo, recomenda-se que tenha 12 metros de dist\u00e2ncia de um sem\u00e1foro para da\u00ed come\u00e7ar a ter a primeira \u00e1rvore, porque sen\u00e3o essa \u00e1rvore pode obstruir a vis\u00e3o.\u00a0 Recomenda-se que deixe cinco metros de dist\u00e2ncia da esquina para a primeira \u00e1rvore que voc\u00ea plantar. Se eu tenho uma quadra, tenho cinco metros numa esquina e cinco metros no outro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A\u00ed, se recomenda que deixe tr\u00eas metros de dist\u00e2ncia da garagem, porque, \u00e0s vezes, o que voc\u00ea v\u00ea? A pessoa planta ali na sa\u00edda da garagem e tem dificuldade para entrar, manobrar o carro. Dist\u00e2ncia de dois metros de poste, de bueiro. N\u00f3s fizemos esse c\u00e1lculo e chegamos a um n\u00famero, fizemos uma estimativa para uma quadra de 100 metros s\u00f3 para a gente ter uma ideia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Dentro de 100 metros de dist\u00e2ncia numa quadra, poderia ter uma \u00e1rea \u00fatil de mais ou menos 59 metros de \u00e1rea \u00fatil para plantar \u00e1rvores. Porque os outros 41 metros estariam envolvidos nessas dist\u00e2ncias que voc\u00ea tem que deixar. O sem\u00e1foro, a esquina, as garagens, os bueiros, postes etc..<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Sobrariam 59 metros. Quantas \u00e1rvores eu posso colocar em 59 metros? Depende do porte da \u00e1rvore. Se for uma \u00e1rvore de grande porte, voc\u00ea tem que deixar uma dist\u00e2ncia entre \u00e1rvores de grande porte, 12 metros. Entre \u00e1rvores de m\u00e9dio porte, 10 metros. E dist\u00e2ncia de \u00e1rvores com pequeno porte, oito metros. Como n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos ideia da largura das cal\u00e7adas aqui de Ponta Grossa, porque essa informa\u00e7\u00e3o a gente n\u00e3o tinha disponibilizado pela Prefeitura, n\u00f3s fizemos a m\u00e9dia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Vamos pegar, ent\u00e3o, a de 10. N\u00e3o \u00e9 nem o 12 nem o oito, pegamos 10 metros de dist\u00e2ncia. Ent\u00e3o, seriam 59 metros divididos pelos 10 metros de dist\u00e2ncia. Daria 5,9. N\u00e3o existem 5,9 \u00e1rvores. Ou tem cinco ou tem seis, arredondamos para seis. Ent\u00e3o, numa dist\u00e2ncia de 100 metros de uma quadra, voc\u00ea poderia ter seis \u00e1rvores de m\u00e9dio porte numa dist\u00e2ncia de 10 metros cada uma delas. Se tivesse pequeno porte, poderia ter um n\u00famero maior. Se tivesse grande porte, seria um n\u00famero menor. E isso tamb\u00e9m dependeria da largura da cal\u00e7ada, porque n\u00e3o se recomenda que em cal\u00e7adas estreitas tenham \u00e1rvores. Ent\u00e3o, teria que ter pelo menos dois metros de largura uma cal\u00e7ada para poder comportar uma \u00e1rvore de pequeno porte. Quanto mais larga a cal\u00e7ada, maior seria o porte da \u00e1rvore que voc\u00ea pode ter.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Ent\u00e3o, esse dado de 40% \u00e9 muito mais escasso?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se n\u00f3s temos 29 mil \u00e1rvores, n\u00f3s fizemos essa estimativa que poderia, com esses c\u00e1lculos, chegar a 64 mil. N\u00f3s ter\u00edamos um d\u00e9ficit de 35 mil \u00e1rvores em Ponta Grossa. E isso \u00e9 uma estimativa. Se voc\u00ea pegar dados de cal\u00e7adas, tiver essa informa\u00e7\u00e3o para cada uma das vias, esse n\u00famero pode diminuir, porque, se a cal\u00e7ada for estreita, j\u00e1 n\u00e3o d\u00e1 para colocar. Voc\u00ea poderia me perguntar, poxa, ent\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 para colocar na cal\u00e7ada, o que a gente vai fazer? Incentivar parques e pra\u00e7as, voc\u00ea adensa a arboriza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m nos quintais das casas. As casas que t\u00eam quintais grandes o suficiente podem colocar algumas \u00e1rvores ali.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>E quanto \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o das pra\u00e7as aqui de Ponta Grossa?\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Fizemos um levantamento at\u00e9 2014. J\u00e1 faz 11 anos. Poderia fazer uma atualiza\u00e7\u00e3o. Mas, na \u00e9poca, n\u00f3s t\u00ednhamos umas 2.500 \u00e1rvores em todas as pra\u00e7as de Ponta Grossa, que eram em torno de 120, se n\u00e3o me engano, n\u00e3o lembro exatamente o n\u00famero das pra\u00e7as. Na verdade, v\u00e1rias dessas pra\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o pra\u00e7as, s\u00e3o retalhos urbanos, s\u00e3o rotat\u00f3rias que o pessoal chamou de pra\u00e7a, \u00e9 um triangulozinho de circula\u00e7\u00e3o que chamaram de pra\u00e7a. Ent\u00e3o, ainda tinha potencial para adensar mais, e depois foram criadas outras pra\u00e7as. Teria que atualizar esse valor, mas ainda n\u00f3s t\u00ednhamos potencial para colocar \u00e1rvores em pra\u00e7as. Parques n\u00e3o temos muitos. Mas a gente tem remanescentes florestais, como Boca da Ronda, Margherita Masini, perto do 13 BIB [Batalh\u00e3o de Infantaria Blindado] e na regi\u00e3o da Chapada.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Sobre a\u00a0 arboriza\u00e7\u00e3o no Lago de Olarias, parece que as plantas e as \u00e1rvores t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o muito mais est\u00e9tica que ambiental, \u00e9 isso mesmo?\u00a0\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Quando foi constru\u00eddo o Lago, foi colocada toda a arboriza\u00e7\u00e3o, mas eram plantas pequenas. Precisamos tamb\u00e9m pensar nisso: tem que dar o tempo da planta se desenvolver. Normalmente, o que tem que ter para conseguir j\u00e1 ter \u00e1rvores de um grande porte? Um viveiro. E a gente n\u00e3o tem um viveiro, n\u00f3s temos um horto. Antigamente tinha viveiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um horto n\u00e3o tem a fun\u00e7\u00e3o de cultivar as esp\u00e9cies, s\u00f3 de ser uma \u00e1rea transit\u00f3ria para passar por ali e j\u00e1 ser distribu\u00eddo. A\u00ed, se tivesse um viveiro, a\u00ed sim cultivaria \u00e1rvores de maior porte. O ideal, a recomenda\u00e7\u00e3o m\u00ednima \u00e9 pelo menos 1,80 metro que tenha altura para colocar na arboriza\u00e7\u00e3o urbana. Hoje, o pessoal j\u00e1 est\u00e1 indicando at\u00e9 2,20 metros, justamente para evitar que seja depredado, vandalizado, quebrado. No Lago do Olarias, \u00e9 s\u00f3 esperar mais um pouquinho que elas j\u00e1 v\u00e3o crescer, elas j\u00e1 v\u00e3o dar bastante sombra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O pessoal falava muito mal do Parque Ambiental. Ah, porque \u00e9 um parque de cimento, porque n\u00e3o tem \u00e1rvores. Quando ele foi feito, tamb\u00e9m eram muitas pequenas. Hoje, voc\u00ea v\u00ea ali \u00e1reas quase com t\u00faneis, naquela pista de caminhada. Claro, porque da\u00ed cresceu, j\u00e1 faz tempo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Ent\u00e3o, tanto o Parque Ambiental quanto o Lago de Olarias, a senhora avalia que a arboriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 correta mesmo, que \u00e9 s\u00f3 dar o tempo e esperar?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Cabem mais! N\u00f3s temos potencial de adensamento, mas, principalmente no caso do Lago de Olarias, tem que esperar um pouquinho, dar um tempo para elas crescerem. A\u00ed, daqui um tempo, uns dois, tr\u00eas anos, voc\u00ea volta l\u00e1 e fala: A professora tinha raz\u00e3o, j\u00e1 est\u00e1 todo arborizado, j\u00e1 tem sombra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>E qual regi\u00e3o aqui de Ponta Grossa a senhora acredita que tem mais arboriza\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A regi\u00e3o de Uvaranas tem bastante, a regi\u00e3o da Boa Vista, Contorno. Onde tem menos \u00e9 a \u00e1rea central, o bairro Neves tamb\u00e9m n\u00e3o tinha muito, Vila Estrela, mais ou menos. Ent\u00e3o, s\u00e3o alguns locais que tem mais e outros menos, mas principalmente o Uvaranas, Contorno, Chapada, Boa Vista t\u00eam bastante \u00e1rvores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>A senhora poderia falar sobre a educa\u00e7\u00e3o ambiental, seja para as comunidades, associa\u00e7\u00f5es, escolas fundamentais e ensino b\u00e1sico, e o quanto a educa\u00e7\u00e3o ambiental\u00a0 deveria ser intensificada?\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Com certeza. N\u00e3o pode ser deixado de lado isso, porque a crian\u00e7a \u00e9 um multiplicador para a sua fam\u00edlia, para o seu entorno. E ela vai ser o futuro adulto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ela vai ser o futuro prefeito, o futuro professor, agr\u00f4nomo, ge\u00f3grafo, bi\u00f3logo. \u00c9 importante desde cedo essa educa\u00e7\u00e3o ambiental, para que essa sensibiliza\u00e7\u00e3o se torne depois uma concilia\u00e7\u00e3o ambiental por ela mesma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um aluno meu, que fez mestrado agora, trabalhando com servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, fez uma investiga\u00e7\u00e3o no bairro de Uvaranas e uma entrevista com v\u00e1rios moradores, para tentar sentir e ver se as pessoas percebiam esses servi\u00e7os ecossist\u00eamicos. Ent\u00e3o, o que a gente v\u00ea? Os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos mais percebidos s\u00e3o esses fornecidos atrav\u00e9s dos servi\u00e7os microclim\u00e1ticos, que \u00e9 a sombra refrescar no ver\u00e3o, os passarinhos. As pessoas associam muito a quest\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a das abelhas, dos passarinhos, das borboletas ali. Mas muitas dessas pessoas manifestam essa valoriza\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore. Entendem que a \u00e1rvore \u00e9 importante, mas elas n\u00e3o querem a \u00e1rvore na frente da casa delas. Por qu\u00ea? Porque tem sujeira, cai a folha,\u00a0 cai o fruto, cai a flor, ou porque a pessoa tem um grande temor que essa \u00e1rvore caia, por exemplo, em cima do telhado da casa, ou em cima da garagem, ou em cima do seu carro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Muitas vezes, esse benef\u00edcio \u00e9 ofuscado por esse temor de que a \u00e1rvore possa cair. E isso acontece por qu\u00ea? Pela falta de manuten\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea planta uma \u00e1rvore corretamente, da forma correta, tem a manuten\u00e7\u00e3o, voc\u00ea acompanha at\u00e9 ela chegar numa fase mais adulta, fazendo as podas etc..<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Isso provavelmente n\u00e3o vai acontecer. Mas agora, se voc\u00ea planta uma \u00e1rvore e deixa que ela se desenvolva por ela mesma e que ela se vire, vamos dizer assim, \u00e9 \u00f3bvio que voc\u00ea vai ter mais possibilidades de ter preju\u00edzos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um outro trabalho de mestrado tamb\u00e9m, que um aluno acabou de defender agora, inclusive ele vai estar numa das mesas, \u00e9 sobre esses conflitos ambientais gerados a partir das \u00e1rvores. Ele investigou os canais oficiais da prefeitura e pedidos que essas pessoas faziam, tentando identificar as motiva\u00e7\u00f5es, por que eles faziam. E percebemos que muitos desses pedidos aconteciam logo em seguida aos grandes vendavais. S\u00e3o pouqu\u00edssimos os casos em que a popula\u00e7\u00e3o entra em contato com a Prefeitura para pedir para plantar. Normalmente \u00e9 para podar ou para cortar. \u201cA \u00e1rvore na frente da casa do vizinho \u00e9 \u00f3tima, na frente da minha eu n\u00e3o quero\u201d. Eles t\u00eam essa consci\u00eancia de que a \u00e1rvore \u00e9 importante, mas o problema \u00e9 onde ela vai ser colocada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>E o que cabe ao poder p\u00fablico realizar?<\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Tudo! O poder p\u00fablico tem que fazer. No caso das prefeituras, o poder p\u00fablico municipal \u00e9 respons\u00e1vel, por lei, por fazer toda a proposi\u00e7\u00e3o de onde plantar, o que plantar,\u00a0 manter, fazer toda a manuten\u00e7\u00e3o, poda. Tudo isso \u00e9 a prefeitura municipal que tem que fazer. S\u00f3 que a\u00ed eles t\u00eam grandes dificuldades, porque a Secretaria de Meio Ambiente n\u00e3o cuida s\u00f3 da arboriza\u00e7\u00e3o urbana. Tem um leque enorme de assuntos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se n\u00e3o tem uma equipe, um n\u00famero adequado de pessoas, n\u00e3o consegue dar conta disso. Tanto que a Prefeitura e n\u00f3s fizemos um projeto, uma parceria. Trabalhamos dois anos fazendo o levantamento das \u00e1rvores em alguns bairros. Levantamos sete bairros aqui em Ponta Grossa. Com trabalho em campo para poder justamente validar ou n\u00e3o aqueles dados que a gente tinha das imagens de sat\u00e9lite. E \u00e9 muito complicado, porque eles disponibilizavam uma van para transportar os estagi\u00e1rios. Eu tinha os equipamentos e meus estagi\u00e1rios do laborat\u00f3rio. Mas era complicado! \u00c0s vezes, n\u00e3o pode sair porque o motorista tem uma outra atribui\u00e7\u00e3o, uma outra atividade e a van vai ter que estar l\u00e1. Ou os estagi\u00e1rios v\u00e3o estar envolvidos numa outra a\u00e7\u00e3o da secretaria. Ou ent\u00e3o, porque est\u00e1 chovendo, n\u00e3o tem como sair.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Chegou um momento que ficou um pouco invi\u00e1vel e o pr\u00f3prio laborat\u00f3rio, que eu coordeno, n\u00e3o ia investir o dinheiro para fazer um trabalho que a Prefeitura precisa ter. E acabou que\u00a0 eles conseguiram uma outra fonte de recurso maior e conseguiram contratar uma empresa especializada para fazer esse trabalho, que a gente estava fazendo voluntariamente, n\u00e3o cobrava nada. Mas no tempo que era poss\u00edvel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Hoje eles j\u00e1 contrataram uma empresa para fazer esse levantamento para elaborar o plano de arboriza\u00e7\u00e3o. Esse plano tem v\u00e1rias etapas. A primeira delas, vamos dizer assim, o essencial, \u00e9 o invent\u00e1rio. Voc\u00ea tem que ir para campo para saber o que tem e quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es dessa arboriza\u00e7\u00e3o. Depois voc\u00ea faz um diagn\u00f3stico em rela\u00e7\u00e3o a isso, para\u00a0 saber se isso \u00e9 suficiente ou n\u00e3o. Depois, voc\u00ea faz as diretrizes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A partir desse quadro, dessa realidade, o que vou ter que fazer daqui para frente? A partir dessa realidade, quem tem que cuidar, como \u00e9 que eu vou gerir, que recursos, de onde eu vou tirar esses recursos para fazer? Tenho uma equipe t\u00e9cnica capaz de fazer isso? Se n\u00e3o tenho, posso contratar? Ou eu deveria contratar? Quais s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es que t\u00eam que ser feitas? De quanto em quanto tempo essas a\u00e7\u00f5es t\u00eam que ser feitas? H\u00e1 uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que t\u00eam que ser apontadas dentro do plano de arboriza\u00e7\u00e3o urbana. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa, n\u00e9? Mas a Prefeitura est\u00e1 no caminho. Contratou uma empresa, est\u00e1 fazendo. E, se Deus quiser, daqui mais um ano, um ano e pouco, j\u00e1 ter\u00e1 esse plano pronto. E, a partir disso, eu creio que a situa\u00e7\u00e3o da arboriza\u00e7\u00e3o urbana em Ponta Grossa, quero crer, v\u00e1 melhorar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No caso da Prefeitura, a partir do momento que ela tem esse invent\u00e1rio, esse diagn\u00f3stico da arboriza\u00e7\u00e3o, fica mais claro de que a\u00e7\u00f5es ela deve fazer para o futuro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Era justamente essa a pr\u00f3xima pergunta. Na opini\u00e3o da senhora, a Prefeitura de Ponta Grossa tem feito o trabalho de arboriza\u00e7\u00e3o na cidade ou n\u00e3o?\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A partir do momento que ela tiver esse plano de arboriza\u00e7\u00e3o pronto, acho que facilita muito mais as a\u00e7\u00f5es. O fato de contratar uma empresa para fazer o plano de arboriza\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 um passo bastante importante. J\u00e1 demorou um pouco, j\u00e1 devia ter sido feito, mas estamos no caminho. Ent\u00e3o, a Prefeitura est\u00e1 fazendo e \u00e9 importante que isso seja feito, porque as pr\u00f3ximas gest\u00f5es que entrarem t\u00eam de seguir. O plano tem que ser seguido pela gest\u00e3o municipal, independente de quem \u00e9 o prefeito que est\u00e1 ali. A partir do momento que voc\u00ea diz de onde vai sair o recurso, o que tem que ser feito, onde tem que ser feito, n\u00e3o interessa quem entra depois. Tem que seguir. Claro que um plano de arboriza\u00e7\u00e3o pode ser previsto para durar uns 20 anos. Mas a cada cinco anos tem que ser revisto. Assim como o plano diretor de uma cidade tem que ser revisto a cada 10 anos, o plano de arboriza\u00e7\u00e3o a cada cinco anos, para ver se aquelas a\u00e7\u00f5es de curto, m\u00e9dio prazo propostas, foram efetivadas, se tiveram o resultado esperado. E, se teve? Beleza! Agora vamos ter outras a\u00e7\u00f5es que vamos prever para o futuro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Neste ano o Brasil vai sediar a COP 30, a Confer\u00eancia das Partes da ONU sobre o Clima, em Bel\u00e9m do Par\u00e1, em novembro. Gostaria de saber se existem discuss\u00f5es previstas na UEPG ou entidades em Ponta Grossa relacionadas \u00e0 COP 30.\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na verdade eu n\u00e3o vi muita coisa falando sobre isso. E, claro, existem situa\u00e7\u00f5es pontuais de professores ou de profissionais que acabam indo participar. Mas, em termos mais sistematizados, eu n\u00e3o vi muita coisa, n\u00e3o. Eu mesma, por exemplo, n\u00e3o estou envolvida e nem vou, porque a COP \u00e9 no Par\u00e1. Ent\u00e3o j\u00e1 \u00e9 um pouco mais complicado voc\u00ea se deslocar para uma \u00e1rea como essa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Mas, com certeza, n\u00f3s vamos ter isso em pauta, seja como um assunto principal ou um assunto secund\u00e1rio. Eu acredito que esse assunto deva ser tocado, de uma maneira ou de outra, deve ser tocado. Muitas vezes mais sobre a perspectiva da supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o, do desmatamento, que tamb\u00e9m envolve a arboriza\u00e7\u00e3o urbana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Sobre a iniciativa de um empreendimento imobili\u00e1rio que pretendia cortar 5 mil \u00e1rvores pr\u00f3ximo ao Lago de Olarias para a constru\u00e7\u00e3o de um condom\u00ednio residencial, qual seria o impacto ambiental para Ponta Grossa?\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">De imediato, \u00e9 aquela quest\u00e3o de voc\u00ea suprimir a vegeta\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea e deix\u00e1-la exposta \u00e0s intemp\u00e9ries. Num segundo momento, a ideia de uma constru\u00e7\u00e3o de um condom\u00ednio, voc\u00ea teria uma \u00e1rea mais impermeabilizada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ent\u00e3o, mais escorrimento superficial e menos infiltra\u00e7\u00e3o. Tudo isso vai contribuir l\u00e1 na frente para um problema mais s\u00e9rio naquela regi\u00e3o. Existe, naquela \u00e1rea, uma proposta de cria\u00e7\u00e3o de uma APA da Bacia do Olarias, inclusive o professor Carlos Hugo [Rocha, Agronomia da UEPG], quem capitaneou todo esse estudo, vai estar numa das mesas do nosso evento, e vai estar falando um pouco a respeito desse projeto, da import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o dessa APA e da prote\u00e7\u00e3o dessa vegeta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Acredito que seria bem interessante se voc\u00ea conseguisse falar com a professora Lia Antiquera, da UTFPR, porque ela \u00e9 uma das pessoas que est\u00e1 capitaneando esse grupo que discute a respeito dessa supress\u00e3o. Ela, inclusive, vai estar tamb\u00e9m no nosso evento,\u00a0 na mesa sobre conflitos ambientais, e vai trazer \u00e0 tona justamente essa experi\u00eancia das 5 mil \u00e1rvores l\u00e1. Por isso falei que a arboriza\u00e7\u00e3o urbana n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 arboriza\u00e7\u00e3o de vias p\u00fablicas, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 arboriza\u00e7\u00e3o de pra\u00e7a e parque, \u00e9 arboriza\u00e7\u00e3o no contexto do modo geral.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>E a\u00ed tamb\u00e9m mostra a dimens\u00e3o do F\u00f3rum Paranaense de Arboriza\u00e7\u00e3o, com o n\u00famero de pesquisadores que estudam as quest\u00f5es ambientais na cidade e regi\u00e3o.\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Vamos ter pesquisadores da UTFPR, UFPR, UTFPR de Dois Vizinhos, Unicentro e da UEPG, com os cursos de Agronomia e Geografia. \u00c9 um p\u00fablico bem variado. Isso acho\u00a0 importante, porque mostra diferentes pontos de vista de v\u00e1rios profissionais. Vai ter o pessoal que trabalha, por exemplo, com profissionais liberais, que t\u00eam empresas que trabalham com arboriza\u00e7\u00e3o urbana. E a Prefeitura, que atua na arboriza\u00e7\u00e3o urbana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">****<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Por Amanda Grzebielucka, estudante do 3\u00ba ano de Jornalismo da UEPG, sob a orienta\u00e7\u00e3o da professora do Curso de Jornalismo da UEPG, Hebe Gon\u00e7alves, coordenadora do Servi\u00e7o de Extens\u00e3o <\/span><\/i><b><i>Pauta Ambiental <\/i><\/b><i>e<\/i><b><i> Ag\u00eancia de Jornalismo UEPG<\/i><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b><i>Esse conte\u00fado pode ser reproduzido, com devidos cr\u00e9ditos \u00e0 autoria\/origem.\u00a0 <\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Silvia M\u00e9ri Carvalho, professora Pesquisadora S\u00eanior do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), desenvolve projetos de pesquisa e extens\u00e3o sobre arboriza\u00e7\u00e3o urbana e vi\u00e1ria. Coordenadora do V F\u00f3rum Paranaense de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana, que acontece a partir da manh\u00e3 desta quinta-feira (12\/06) a s\u00e1bado (14\/06), no Centro Integrar da&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":849,"featured_media":274,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5,2],"tags":[13,18,15,17,11,12,14,16],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/users\/849"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=271"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":284,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271\/revisions\/284"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/media\/274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}