{"id":323,"date":"2025-08-06T10:42:41","date_gmt":"2025-08-06T13:42:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/?p=323"},"modified":"2026-04-29T08:17:03","modified_gmt":"2026-04-29T11:17:03","slug":"populacoes-mais-vulneraveis-vao-sentir-primeiro-e-mais-forte-os-efeitos-das-mudancas-climaticas-alerta-pesquisador-da-uepg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/populacoes-mais-vulneraveis-vao-sentir-primeiro-e-mais-forte-os-efeitos-das-mudancas-climaticas-alerta-pesquisador-da-uepg\/","title":{"rendered":"\u201cPopula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis v\u00e3o sentir primeiro e mais forte os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, alerta pesquisador da UEPG"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_329\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-329\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-329\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20-1232x924.jpeg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20-1440x1080.jpeg 1440w, https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/wp-content\/uploads\/sites\/287\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-06-at-18.24.20.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-329\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Amanda Grzebielucka e Prof. Gilson Cruz\u00a0 \u00a0Foto: Pedro Moro<\/strong><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">H\u00e1 23 anos na pesquisa sobre o clima, professor Gilson Campos Ferreira da Cruz, do Departamento de Geoci\u00eancias da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), faz o\u00a0 alerta sobre as emerg\u00eancias clim\u00e1ticas: <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201cPopula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis v\u00e3o sentir primeiro e mais forte os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d. De acordo com o pesquisador, \u201cos efeitos, as consequ\u00eancias dessas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o, na verdade, emerg\u00eancias clim\u00e1ticas que j\u00e1 estamos vivendo. A gente chegou nesse momento de emerg\u00eancia clim\u00e1tica porque h\u00e1 40, 50 anos atr\u00e1s, quando se come\u00e7ou a falar da possibilidade de o que a gente estava fazendo ia mexer com o clima, ainda estava muito longe. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o conseguia convencer as pessoas\u201d.\u00a0 O professor falou ainda sobre a import\u00e2ncia da 30\u00aa Confer\u00eancia da Partes (COP 30) sobre o Clima, das Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que ser\u00e1 realizada em Bel\u00e9m, no Par\u00e1, em novembro deste ano. Esta \u00e9 a segunda parte da entrevista com o professor Gilson Cruz, confira a primeira parte no site do <\/span><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/pauta-ambiental\/em-ponta-grossa-todo-o-processo-de-urbanizacao-e-danoso-do-ponto-de-vista-climatico-avalia-gilson-cruz\/\"><b><i>Pauta Ambiental<\/i><\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Doutor em Geografia F\u00edsica, pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em 2009, com doutorado sandu\u00edche na Universidade de Lisboa, Gilson Cruz integra o projeto Novos Arranjos de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o (NAPI) &#8211; Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica, que envolve as sete Universidades Estaduais do Paran\u00e1, IBGE, PUC-PR e UFPR, com recursos financeiros da Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Gilson Cruz tamb\u00e9m \u00e9 criador e coordenador da Esta\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica e do Laborat\u00f3rio de Climatologia e Estudos Ambientais da UEPG. Na entrevista exclusiva ao <\/span><b><i>Pauta Ambiental, <\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">servi\u00e7o de extens\u00e3o em Jornalismo da UEPG, o professor falou sobre os desafios da sociedade para enfrentar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em consequ\u00eancia do aquecimento global, nos contextos de Ponta Grossa, Brasil e no mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Pelo seu curr\u00edculo, vi que o senhor participou da primeira Confer\u00eancia Paranaense de Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica em 2024. Poderia falar um pouco sobre o que foi esse evento, o que foi discutido e quais metas foram acordadas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa confer\u00eancia est\u00e1 vinculada ao NAPI, que \u00e9 Novos Arranjos de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o, um modelo de pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria. Em 2021, fui convidado por alguns colegas para fazer parte de um grupo de pesquisa de clima para discutir emerg\u00eancias clim\u00e1ticas no Paran\u00e1. Ent\u00e3o, a gente criou o NAPI de Emerg\u00eancias Clim\u00e1ticas, financiado pela Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria e eu sou o representante da UEPG.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse NAPI \u00e9 para fazer um levantamento e discutir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Paran\u00e1 e as alternativas, adapta\u00e7\u00f5es que a gente pode buscar no futuro. Dentro desse NAPI, v\u00e1rias coisas est\u00e3o previstas e, entre elas, a realiza\u00e7\u00e3o de uma confer\u00eancia estadual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ent\u00e3o, essa confer\u00eancia foi para apresentar o status de pesquisa de cada um, ou de cada grupo. S\u00e3o cinco grandes grupos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Fa\u00e7o parte do eixo quatro, que discute as quest\u00f5es clim\u00e1ticas na escala do clima urbano, principalmente. Existem profissionais de todas as \u00e1reas. Todas as Universidades Estaduais do Paran\u00e1 est\u00e3o nesse NAPI, o IBGE, PUC de Curitiba, e a Universidade Federal do Paran\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A gente est\u00e1 agora na fase de finaliza\u00e7\u00e3o das pesquisas. Alguns j\u00e1 publicaram algumas coisas. Eu j\u00e1 publiquei, mas n\u00e3o temos dados finais ainda. Estamos em fase de finaliza\u00e7\u00e3o, de an\u00e1lise do material que foi produzido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No meu caso, por exemplo, estou discutindo o clima urbano de Ponta Grossa. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">As outras universidades est\u00e3o discutindo o clima urbano em outras cidades. O pessoal, por exemplo, da Agronomia est\u00e1 discutindo a quest\u00e3o de emerg\u00eancias clim\u00e1ticas na \u00e1rea da agronomia,\u00a0 dos reflorestamentos, na \u00e1rea florestal etc.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A gente est\u00e1 discutindo a diferen\u00e7a entre o clima que ocorre aqui na cidade e o clima que ocorre na zona rural. Mostrar, por exemplo, que o asfalto \u00e9 o que mais contribui para o aquecimento da cidade, que as ruas mais estreitas, a aus\u00eancia de vegeta\u00e7\u00e3o no centro da cidade s\u00e3o respons\u00e1veis tamb\u00e9m pelas altas temperaturas. Mas, ao mesmo tempo, h\u00e1 \u00e1reas dentro da cidade que s\u00e3o mais frias, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dependendo da localiza\u00e7\u00e3o, da posi\u00e7\u00e3o dentro da cidade, n\u00f3s tamb\u00e9m podemos provocar um resfriamento excessivo de \u00e1reas dentro da cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essas rela\u00e7\u00f5es todas que acontecem dentro da cidade, que mexem com o clima urbano, a gente tem como alterar, entendendo como que isso ocorre, para que a gente possa propor medidas de adapta\u00e7\u00e3o. Arborizar onde n\u00e3o est\u00e1 arborizado e est\u00e1 muito quente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o arborizar onde j\u00e1 \u00e9 frio, pois se arborizar, vai esfriar mais ainda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tem uma discuss\u00e3o, por exemplo, falando de outros trabalhos, sobre os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica na Arauc\u00e1ria. Tanto na distribui\u00e7\u00e3o das Arauc\u00e1rias, a varia\u00e7\u00e3o de temperatura, o aumento de temperatura, vai comprometer o nascimento de novas Arauc\u00e1rias em determinadas regi\u00f5es que elas nasceriam normalmente. Assim como o aumento da temperatura vai comprometer o desenvolvimento das Arauc\u00e1rias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A gente tem a impress\u00e3o que sabe tudo de clima. Ouve-se tanto, escuta-se tanta coisa. Mas na verdade tem muita coisa ainda para ser estudada, para que se possa propor, fazer propostas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando finalizarmos, vamos levar esses resultados para a C\u00e2mara de Vereadores. Na quest\u00e3o de clima, uma das coisas que o munic\u00edpio est\u00e1 fazendo, que vai ajudar de outra forma na quest\u00e3o clim\u00e1tica, \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Prefeita andou anunciando a instala\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas. Uma das coisas que a gente precisa fazer para entender melhor o clima da cidade \u00e9 monitorar, registrar dados. Voc\u00ea precisa registrar pelo menos durante 20, 30 anos para entender o clima local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas \u00e9 um passo. A cidade est\u00e1 instalando acho que 10 esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e esse \u00e9 o caminho para, mais \u00e0 frente, fazer um plano diretor, por exemplo, adequado com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que s\u00e3o observadas dentro da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Em sua an\u00e1lise, quais s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por essa emerg\u00eancia clim\u00e1tica?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Acho que o ser humano \u00e9 o grande respons\u00e1vel, a partir do momento que come\u00e7ou o processo de industrializa\u00e7\u00e3o no mundo. Mais de 200 anos atr\u00e1s, \u00e0 medida que come\u00e7ou a queimar o carv\u00e3o mineral, depois passou a queimar o petr\u00f3leo. Isso atrav\u00e9s dos autom\u00f3veis, dos avi\u00f5es, das ind\u00fastrias, principalmente. A queima dos combust\u00edveis f\u00f3sseis aumentou a quantidade de di\u00f3xido de carbono na atmosfera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O aumento do rebanho bovino, por exemplo, no mundo, aumentou a quantidade de metano na atmosfera. O plantio em \u00e1reas inundadas, como, por exemplo, o plantio do arroz e outros plantios que s\u00e3o feitos em \u00e1reas inundadas produzem muito metano. Ent\u00e3o, a gente aumenta essa quantidade de metano na atmosfera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O metano tem uma capacidade de aquecimento 21 vezes maior que o di\u00f3xido de carbono. O efeito do metano \u00e9 muito grande. O \u00f3xido nitroso, outro g\u00e1s produzido na atividade industrial, na queima dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, tamb\u00e9m tem uma capacidade de aquecimento muito grande. \u00c0 medida que a gente vai aumentando esses gases na atmosfera, a gente vai aumentando essa capacidade da atmosfera se aquecer. E se aquece de que forma? A atmosfera se aquece a partir da irradia\u00e7\u00e3o feita pela superf\u00edcie depois que ela \u00e9 aquecida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esses gases absorvem muito essa radia\u00e7\u00e3o. Quanto mais voc\u00ea aumenta essa quantidade de gases, voc\u00ea aumenta essa capacidade de aquecer a atmosfera. Al\u00e9m disso, a gente aumenta o aquecimento da superf\u00edcie quando mexemos na superf\u00edcie, substitu\u00edmos, por exemplo, uma floresta por uma \u00e1rea agr\u00edcola. Quando voc\u00ea v\u00ea um plantio de soja todo<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">verdinho, na verdade, tem altas temperaturas em cima desse plantio, principalmente nos primeiros meses do desenvolvimento da planta. Aumenta ainda mais esse calor. Al\u00e9m de alterar toda a superf\u00edcie, muda a composi\u00e7\u00e3o do ar e, com isso, faz esse combinado de aumentar o aquecimento da superf\u00edcie e colocar mais gases na atmosfera para aquecer mais. Isso vai resultar no aquecimento global.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na verdade, tem um ciclo do carbono. Mas qual \u00e9 a diferen\u00e7a? O que o homem tem feito de diferente que muda esse ciclo? \u00c9 quando a gente derruba uma \u00e1rvore, por exemplo. Quando ela n\u00e3o cai naturalmente, a gente acelera o retorno desse carbono para a atmosfera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As florestas t\u00eam o seu desenvolvimento, atingem o m\u00e1ximo de desenvolvimento e depois as \u00e1rvores come\u00e7am a morrer, as folhas v\u00e3o caindo. Ela vai se movendo e esse carbono volta para o solo e vai fazer todo o ciclo novamente. Quando a gente derruba, antecipa tudo isso. No caso do carv\u00e3o e do petr\u00f3leo, eles fazem parte tamb\u00e9m desse ciclo do carbono, mas \u00e9 um ciclo muito longo, extremamente longo. O carv\u00e3o que est\u00e1 l\u00e1 nas profundezas, que \u00e9 uma rocha, um dia ele vai voltar para a superf\u00edcie, vai ser desgastado, erodido e vai voltar para a atmosfera, fazer parte do ciclo. Mas \u00e9 um ciclo de milh\u00f5es de anos. Quando retiramos o carv\u00e3o, o petr\u00f3leo e queimamos, aceleramos esse processo que iria acontecer em milh\u00f5es de anos. Aceleramos isso por alguns anos ou menos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por isso, a responsabilidade sobre esse aquecimento global que est\u00e1 acontecendo agora.\u00a0 Esses eventos extremos que est\u00e3o acontecendo agora s\u00e3o responsabilidade principalmente daquilo que temos feito ao longo desses \u00faltimos 150 anos. Desde que o homem come\u00e7ou a se tornar sedent\u00e1rio, ele foi gerando mudan\u00e7as. Mas as mudan\u00e7as iniciais ainda eram muito pequenas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essas mudan\u00e7as se tornam significativas a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e no in\u00edcio do s\u00e9culo passado mais propriamente. E tem um pico de aumento que ocorreu na d\u00e9cada de [19]70. Houve mudan\u00e7as na din\u00e2mica mundial, na pol\u00edtica mundial. A China come\u00e7ou a produzir muito, a industrializar muito e isso fez dar um salto na polui\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de [19]70. O aumento da temperatura global se intensifica. Todos os \u00faltimos 15, 10 anos, tem sido os mais quentes da hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Existe mudan\u00e7a clim\u00e1tica natural? Existe. J\u00e1 aconteceu no passado. V\u00e1rias mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 aconteceram no passado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas naturais que aconteceram ao longo do passado foram ao longo do tempo geol\u00f3gico da Terra, muito lentas. Raras foram as situa\u00e7\u00f5es em que ocorreu uma mudan\u00e7a clim\u00e1tica mais r\u00e1pida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Alheia a essa mudan\u00e7a clim\u00e1tica que estamos provocando, tamb\u00e9m est\u00e1 acontecendo mudan\u00e7a clim\u00e1tica natural. Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica natural e a que o homem provoca? \u00c9 a velocidade, o tempo. Estamos fazendo mudan\u00e7as clim\u00e1ticas muito r\u00e1pidas e n\u00e3o vamos ter tempo de nos adaptarmos em fun\u00e7\u00e3o da velocidade. Se fosse um aquecimento que fosse acontecer em mil anos, dois mil anos, tr\u00eas mil anos, quatro mil anos, daria tempo a sociedade ir se adaptando bem lentamente e aprendendo a viver com isso. Mas na velocidade com que a gente vem provocando as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, principalmente uma parte da popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o todos os pa\u00edses, n\u00e3o s\u00e3o todas as cidades do mundo, vai sofrer os impactos mais dr\u00e1sticos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, pelo menos num primeiro momento. As popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis v\u00e3o sentir primeiro, v\u00e3o sentir mais forte essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Os efeitos, as consequ\u00eancias dessas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o, na verdade, emerg\u00eancias clim\u00e1ticas que j\u00e1 estamos vivendo. A gente chegou nesse momento de emerg\u00eancia clim\u00e1tica porque h\u00e1 40, 50 anos atr\u00e1s, quando se come\u00e7ou a falar da possibilidade de o que a gente estava fazendo ia mexer com o clima, ainda estava muito longe. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o conseguia convencer as pessoas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Em novembro deste ano, o Brasil sediar\u00e1 em Bel\u00e9m a 30\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 30), promovida pelas Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), sobre a quest\u00e3o clim\u00e1tica. Qual a import\u00e2ncia de ter essa confer\u00eancia para o Brasil e para o mundo e qual a sua expectativa sobre o evento?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando foi aprovada a ideia da COP 30 no Brasil, existia uma realidade no mundo. Essa realidade vem mudando bastante nesses \u00faltimos meses. Ent\u00e3o, ficou a d\u00favida, qual vai ser o resultado que a gente vai conseguir de uma COP 30?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As COPs servem para definir como o mundo vai lidar com a quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas no momento. A expectativa \u00e9 que se avance nos acordos, que se consiga reafirmar alguns acordos que foram feitos em COPs anteriores, particularmente o acordo de Paris, feito em 2015. Existem algumas decis\u00f5es que precisam ser retomadas, fortalecidas. Na medida em que os pa\u00edses se comprometem, mesmo que eles n\u00e3o cumpram o que se comprometem, mas existe um comprometimento que acaba acontecendo, voc\u00ea tem na COP um efeito em termos globais, locais tamb\u00e9m, de permitir ou possibilitar que a gente consiga atingir mais diretamente a popula\u00e7\u00e3o. Queiramos ou n\u00e3o, a gente precisa ter tamb\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o envolvida em tudo isso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As ind\u00fastrias t\u00eam o papel principal. Os pa\u00edses desenvolvidos precisam fazer mais. O Brasil, por exemplo, \u00e9 um pa\u00eds em que a maior contribui\u00e7\u00e3o para o efeito estufa est\u00e1 no desmatamento da Amaz\u00f4nia, nas queimadas. Mesmo a cidade de S\u00e3o Paulo, se a gente pegar as 10 cidades brasileiras que mais contribuem com o g\u00e1s do efeito estufa, oito das 10 cidades est\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">S\u00f3 S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro est\u00e3o fora de l\u00e1. Por que essas cidades da Amaz\u00f4nia contribuem com o g\u00e1s do efeito estufa? Pela queimada, pela derrubada da floresta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por isso essa preocupa\u00e7\u00e3o em reduzir, acabar com o desmatamento na Amaz\u00f4nia. Tanto que a COP vai ser l\u00e1 [em Bel\u00e9m]. Mas j\u00e1 mudou muito. J\u00e1 foi muito pior. J\u00e1 se desmatou muito. Hoje ainda se desmata bastante, porque \u00e9 muito grande a floresta, mas n\u00e3o chega nem a 10% do que j\u00e1 se fez de desmatamento nas d\u00e9cadas de [19]80 e [19]90.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com o passar do tempo, a pol\u00edtica foi mudando, a forma de viver e de atuar na Amaz\u00f4nia foi mudando e melhorou bastante. Mas est\u00e1 bem longe de ser o ideal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tamb\u00e9m n\u00e3o tem ideal em lugar nenhum do mundo. A Europa tamb\u00e9m n\u00e3o reduziu o seu consumo de carv\u00e3o e de g\u00e1s. Os Estados Unidos tamb\u00e9m n\u00e3o reduziram, muito pelo contr\u00e1rio, vem aumentando. Por isso a import\u00e2ncia da COP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 preciso haver um entendimento e uma a\u00e7\u00e3o global. Assim como n\u00e3o adianta a gente imaginar que pode resolver o problema do aquecimento global com um plantio de \u00e1rvores ali e tal, n\u00e3o. Isso \u00e9 simb\u00f3lico, importante. Mas, na verdade, essa mudan\u00e7a na quest\u00e3o ambiental e na quest\u00e3o clim\u00e1tica vai acontecer na medida em que os pa\u00edses assinem os tratados e se comprometam a minimizar. Se fala muito do aquecimento de um grau e meio, que j\u00e1 est\u00e1 chegando a dois, na verdade. No ano passado, j\u00e1 tivemos alguns dias em que o aquecimento chegou a dois graus acima da m\u00e9dia do pr\u00e9-industrial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quer dizer, a gente j\u00e1 aceitou esse aquecimento. Parte desse aquecimento j\u00e1 est\u00e1 aceito, que \u00e9 esse um grau e meio. Ent\u00e3o, se a gente voltar, por exemplo, na minha inf\u00e2ncia, nos anos [19]70, a gente tinha um outro clima diferente do que se tem agora. Como muitas outras pessoas devem lembrar, a gente ainda est\u00e1 conseguindo conviver com essa condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Mas a hora que passar dos dois graus, vai ficar bem mais quente. A gente vai ter os invernos, os per\u00edodos frios, mas a gente vai ter extremos maiores. E s\u00e3o esses extremos que v\u00e3o dificultar. E um outro detalhe \u00e9 que a gente n\u00e3o sabe exatamente como esse clima vai funcionar a hora em que todas essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se consolidarem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O n\u00edvel dos oceanos vai continuar aumentando por 200 anos, mesmo que cessasse toda a mudan\u00e7a clim\u00e1tica agora. Porque \u00e9 uma din\u00e2mica, \u00e9 uma quest\u00e3o f\u00edsica. Ent\u00e3o, precisamos nos adaptar. Precisamos nos tornar mais resilientes. As cidades precisam se preparar. As cidades litor\u00e2neas v\u00e3o ser mais afetadas. Porto Alegre vai ter problemas futuros. Rio de Janeiro, as cidades do litoral de S\u00e3o Paulo. Isso vai continuar acontecendo e vai continuar crescendo. \u00c0s vezes a gente se pergunta, mas por que o ser humano n\u00e3o sai do litoral e n\u00e3o vem para o interior? Mas n\u00e3o vai vir! Os mais jovens v\u00e3o ver isso. O pessoal vai sofrer com o aumento do n\u00edvel dos mares, vai ser devagar, as mar\u00e9s v\u00e3o cada vez batendo mais para dentro e v\u00e3o sofrer. Mas s\u00f3 quem vai sofrer, de fato, \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pode sair. Quem tiver recurso, condi\u00e7\u00f5es, vai sair na hora que a coisa apertar. Quem n\u00e3o tem, \u00e9 que vai acabar sofrendo mais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O senhor falou da quest\u00e3o pol\u00edtica e de quanto isso \u00e9 importante para enfrentar o desmatamento. Na semana passada, a C\u00e2mara Federal aprovou o Projeto de Lei 2159\/2021, que ficou conhecido como o PL da Devasta\u00e7\u00e3o. Em sua opini\u00e3o, quanto essas altera\u00e7\u00f5es na atual legisla\u00e7\u00e3o ambiental podem impactar a quest\u00e3o clim\u00e1tica do nosso pa\u00eds?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma das express\u00f5es que foi utilizada para falar disso \u00e9 que \u00e9 um retrocesso. \u00c9 um retrocesso para aquele momento que se desmatou muito. Na verdade, a gente foi melhorando a nossa legisla\u00e7\u00e3o, avan\u00e7ando. Hoje, essa lei vai fazer com que a gente d\u00ea um salto para tr\u00e1s. E n\u00e3o d\u00e1 para saber exatamente at\u00e9 onde a gente vai voltar. Mas, com certeza, essa lei vai permitir coisas que foram proibidas alguns anos atr\u00e1s, 10, 20, 30 anos atr\u00e1s. Leis que foram criadas e que ajudaram a diminuir o desmatamento na Amaz\u00f4nia, que ajudaram a diminuir as queimadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essas leis caem por \u00e1gua abaixo. Todo esse avan\u00e7o que a gente teve ao longo do tempo cai por \u00e1gua abaixo na aprova\u00e7\u00e3o dessa lei. N\u00e3o acho que o presidente [Luiz In\u00e1cio Lula da Silva] vai conseguir vetar. Pode at\u00e9 vetar, mas eles v\u00e3o derrubar o veto. Eles t\u00eam maioria no Congresso. Ent\u00e3o, isso \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que vai ter que trabalhar agora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Isso tem muito a ver com os deputados, com os senadores. Mesmo que a oposi\u00e7\u00e3o seja minoria, ainda tem condi\u00e7\u00f5es de discutir, de negociar, de intervir. Mas as a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o resultar dessa legisla\u00e7\u00e3o, a gente nem consegue visualizar na escala municipal ou na escala estadual. S\u00e3o muitos interesses, \u00e0s vezes de grupos muito espec\u00edficos que est\u00e3o por tr\u00e1s da aprova\u00e7\u00e3o de uma legisla\u00e7\u00e3o como essa. \u00c9 l\u00f3gico que vai ter gente que vai entrar nesse bote, aproveitar o embalo e fazer coisas que nem pretendia.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Retomando a discuss\u00e3o do local, quando a gente retira vegeta\u00e7\u00e3o, remove vegeta\u00e7\u00e3o para construir a cidade, a gente provoca uma altera\u00e7\u00e3o definitiva na paisagem, que vai resultar numa mudan\u00e7a clim\u00e1tica definitiva naquele local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pensar isso do ponto de vista de uma mata, de uma floresta, seja aqui da Mata Atl\u00e2ntica, seja em florestas ainda preservadas, no Mato Grosso, na Amaz\u00f4nia, em S\u00e3o Paulo, sempre que a gente pensar na remo\u00e7\u00e3o dessa vegeta\u00e7\u00e3o, o primeiro impacto \u00e9 o aumento da temperatura da superf\u00edcie local.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Depois v\u00eam os impactos secund\u00e1rios. O que vai ser feito com essa madeira? O que vai ser feito com essa vegeta\u00e7\u00e3o? Vai queim\u00e1-la? Construir? Dependendo do uso dessa vegeta\u00e7\u00e3o, vai piorar ou n\u00e3o, mais r\u00e1pido ou mais devagar, as condi\u00e7\u00f5es ambientais, em termos de polui\u00e7\u00e3o do ar, mudan\u00e7a clim\u00e1tica, aquecimento da atmosfera. Pode ser, \u00e0s vezes, uma a\u00e7\u00e3o pontual, assim como pode ser uma a\u00e7\u00e3o de grande escala.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Muitos provavelmente t\u00eam interesses na Amaz\u00f4nia. Isso est\u00e1 relacionado com minera\u00e7\u00e3o, com coisas que v\u00e3o impactar. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 minera\u00e7\u00e3o. Tem expans\u00e3o de \u00e1reas agr\u00edcolas, pecu\u00e1ria. Todos v\u00e3o se aproveitar da nova lei.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A gente tem que entender que ningu\u00e9m quer morar nos matos. A gente quer morar na cidade. A mesma coisa com rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial. Tem muitas coisas que a gente n\u00e3o quer abrir m\u00e3o. E quando a gente n\u00e3o quer abrir m\u00e3o dessa produ\u00e7\u00e3o industrial, tem que assumir que a produ\u00e7\u00e3o industrial vai resultar em impactos ambientais. Isso faz parte das decis\u00f5es que a gente vai tomando, seja na escala do indiv\u00edduo, seja na escala do munic\u00edpio, do Estado como um todo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>***<\/b><\/p>\n<p><b><i>Por Amanda Grzebielucka<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400\">, estudante do 3\u00ba ano de Jornalismo da UEPG, sob a orienta\u00e7\u00e3o da professora do Curso de Jornalismo da UEPG, Hebe Gon\u00e7alves, coordenadora do Servi\u00e7o de Extens\u00e3o <\/span><\/i><b><i>Pauta Ambiental.<\/i><\/b><\/p>\n<p><b><i>Foto: Pedro Moro, <\/i><\/b><i>estudante do 2\u00ba ano de Jornalismo da UEPG,<\/i><i> bolsista <\/i><i>do<\/i><b><i> Pauta Ambiental.<\/i><\/b><\/p>\n<p><b><i>Esse conte\u00fado pode ser reproduzido, com devidos cr\u00e9ditos da autoria\/origem, na forma de incentivo ao projeto e estudantes.\u00a0\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 23 anos na pesquisa sobre o clima, professor Gilson Campos Ferreira da Cruz, do Departamento de Geoci\u00eancias da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), faz o\u00a0 alerta sobre as emerg\u00eancias clim\u00e1ticas: \u201cPopula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis v\u00e3o sentir primeiro e mais forte os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d. 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