{"id":1049,"date":"2025-05-07T15:04:59","date_gmt":"2025-05-07T18:04:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=1049"},"modified":"2025-05-07T15:04:59","modified_gmt":"2025-05-07T18:04:59","slug":"restricao-dos-celulares-gera-impacto-no-aprendizado-e-no-bem-estar-dos-alunos-dentro-do-ambiente-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/restricao-dos-celulares-gera-impacto-no-aprendizado-e-no-bem-estar-dos-alunos-dentro-do-ambiente-escolar\/","title":{"rendered":"Restri\u00e7\u00e3o dos celulares gera impacto no aprendizado e no bem-estar dos alunos dentro do ambiente escolar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Segundo levantamento do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil, 90% dos jovens est\u00e3o conectados \u00e0 internet, e 95% utilizam o celular como principal dispositivo de acesso. Foto: Luiz Cruz<\/em><\/p>\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o do uso de celulares em sala de aula pela Lei 15.100, sancionada no dia 13 de janeiro de 2025, gerou debates sobre os impactos dessa medida no ambiente educacional e nas rela\u00e7\u00f5es sociais entre os alunos. O novo decreto tem como objetivo controlar o uso excessivo da tecnologia nas escolas para proteger a sa\u00fade mental, estimular a intera\u00e7\u00e3o social e garantir a concentra\u00e7\u00e3o e o aprendizado das crian\u00e7as e adolescentes. No entanto, a implementa\u00e7\u00e3o dessa regra causou rea\u00e7\u00f5es diferentes entre educadores, psic\u00f3logos e profissionais da \u00e1rea.<\/p>\n<p>A medida, apesar de ser vista como alternativa de melhorar o desempenho e a sa\u00fade dos alunos, est\u00e1 longe de ser un\u00e2nime. Enquanto alguns professores acham que a restri\u00e7\u00e3o total \u00e9 a melhor decis\u00e3o, uma outra parcela de educadores acha que deve haver um equil\u00edbrio entre a necessidade de foco na aprendizagem e o bem-estar digital dos estudantes.<\/p>\n<p>Para a professora Priscila Mocelin, que leciona artes no Col\u00e9gio C\u00edvico Militar Frei Doroteu de P\u00e1dua, a proibi\u00e7\u00e3o teve efeitos positivos no comportamento dos alunos. Ela relata que, antes da medida, os alunos frequentemente se distra\u00edam com os celulares durante as aulas, o que dificultava a concentra\u00e7\u00e3o nas atividades. \u201cEles sempre davam um jeito de ver o celular, o que comprometia o foco na mat\u00e9ria, mas agora est\u00e3o aprendendo a n\u00e3o sentir tanta falta do aparelho\u201d, contou a professora. Ainda segundo Priscila, certos docentes decidem liberar o uso de celulares em tarefas espec\u00edficas. \u201cAlguns professores liberam para uso pedag\u00f3gico, mas a orienta\u00e7\u00e3o geral \u00e9 para que os aparelhos n\u00e3o sejam utilizados, educadores e funcion\u00e1rios devem ajudar na fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou Priscila.<\/p>\n<p>O psic\u00f3logo Kleiton Augusto, da cl\u00ednica Alter Ego, especialista no acompanhamento com adolescentes, traz uma perspectiva voltada ao impacto dessa proibi\u00e7\u00e3o no comportamento dos jovens. Para ele, a medida pode ser ben\u00e9fica ao estimular uma maior intera\u00e7\u00e3o social entre os estudantes. \u201cAo proibir o celular, cria-se um ambiente mais propenso \u00e0 intera\u00e7\u00e3o social verdadeira, o que \u00e9 positivo para o desenvolvimento emocional dos adolescentes\u201d, acrescentou o doutor. Al\u00e9m disso, ele ressaltou que o uso excessivo de tecnologia pode gerar s\u00e9rios problemas psicol\u00f3gicos nos jovens, como estresse, ansiedade e at\u00e9 depress\u00e3o. Segundo Kleiton, a depend\u00eancia no celular pode levar a sintomas de abstin\u00eancia quando o dispositivo n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel. O psic\u00f3logo, no entanto, acredita que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necessariamente a restri\u00e7\u00e3o total. &#8220;Reduzir o tempo de uso e oferecer atividades alternativas mais atraentes pode ajudar a desenvolver um uso mais equilibrado da tecnologia, sem a necessidade de uma proibi\u00e7\u00e3o completa&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Daniele Batista Mendes de Almeida, m\u00e3e da Juliana Mendes que est\u00e1 atualmente no 7\u00b0 ano do Ensino Fundamental, acredita ser uma boa ideia ter um equil\u00edbrio nas escolas entre a tecnologia e o aprendizado. \u201cCom esse equil\u00edbrio, a escola oferece melhores alternativas para os alunos interagirem e socializarem com outras pessoas, praticarem atividades f\u00edsicas e momentos de leitura\u201d, comentou a m\u00e3e. Ela ainda relatou que as crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam plena consci\u00eancia do impacto do uso excessivo dos celulares no dia a dia. \u201cEles n\u00e3o t\u00eam nenhuma no\u00e7\u00e3o que isso acarreta em\u00a0 muitos problemas, n\u00e3o aproveitando as oportunidades e momentos de lazer com amigos e fam\u00edlia\u201d, acrescentou Daniele.<\/p>\n<p>Esta mat\u00e9ria\u00a0 integra uma colet\u00e2nea de livro-reportagem investigativo. Este cap\u00edtulo trata do impacto da restri\u00e7\u00e3o dos celulares nas escolas. Continue acompanhando as pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es para os demais desdobramentos.<\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o:<\/b> Jo\u00e3o Ricardo Foga\u00e7a<\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/b> Gabriele Proen\u00e7a, Juliane Goltz e Luiz Cruz<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o:<\/b> Hendryo Anderson Andr\u00e9<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:<\/b> Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo levantamento do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil, 90% dos jovens est\u00e3o conectados \u00e0 internet, e 95% utilizam o celular como principal dispositivo de acesso. 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