{"id":1611,"date":"2025-06-16T17:05:51","date_gmt":"2025-06-16T20:05:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=1611"},"modified":"2025-10-06T16:24:17","modified_gmt":"2025-10-06T19:24:17","slug":"maes-de-jovens-negros-mortos-pela-policia-lutam-por-justica-anos-apos-crimes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/maes-de-jovens-negros-mortos-pela-policia-lutam-por-justica-anos-apos-crimes\/","title":{"rendered":"M\u00e3es de jovens negros mortos pela pol\u00edcia lutam por justi\u00e7a anos ap\u00f3s crimes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Homenagem a Ruhan Luiz Santos Machado. Foto: Suzete Zaira<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">T<\/span><span style=\"font-weight: 400\">axa de mortalidade de jovens negros por interven\u00e7\u00e3o policial representa mais de 80% das v\u00edtimas<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Vidas interrompidas precocemente por a\u00e7\u00f5es violentas de agentes do Estado revelam um padr\u00e3o alarmante: a cor da pele e o CEP ainda define quem tem o direito de viver. Esta reportagem busca olhar al\u00e9m das estat\u00edsticas e mostrar os rostos, os sonhos e as hist\u00f3rias dos jovens que foram mortos pela pol\u00edcia. Entre eles, est\u00e1 Ruhan Luiz Santos Machado, de apenas 19 anos, executado por policiais militares em Curitiba, no dia 22 de outubro de 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Naquela noite, era v\u00e9spera da formatura em Pedagogia de Suzete Zaira dos Santos, mulher preta da periferia, ex-catadora de papel, ex-diarista, ex-frentista de posto de combust\u00edvel. \u201cMe preparei com muito esfor\u00e7o para o ENEM e consegui passar com bolsa de 100% pelo PROUNI. E no dia em que eu deveria estar me formando, eu estava enterrando meu filho\u201d, conta Suzete.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ruhan havia passado o dia na autoescola, terminando suas \u00faltimas aulas te\u00f3ricas. Precisava da carteira de habilita\u00e7\u00e3o para frequentar a faculdade com seguran\u00e7a e realizar o sonho de cursar direito. Estava decidido a usar o conhecimento jur\u00eddico para transformar realidades como a dele e de tantos outros jovens da periferia. Filho de uma mulher politicamente engajada, cresceu cercado de debates sobre justi\u00e7a e igualdade social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Naquela noite, ap\u00f3s o assassinato de um familiar de um policial em outro ponto da cidade, a PM entrou na regi\u00e3o do Cajuru, onde o pai de Ruhan morava. Ruhan estava jogando na casa do primo, com mais quatro amigos. Um deles saiu para fumar e, ao ver a aproxima\u00e7\u00e3o da viatura, assustado, correu de volta para dentro e trancou o port\u00e3o. A pol\u00edcia arrombou o cadeado e invadiu o terreno. Segundo relatos de familiares e testemunhas, os policiais entraram atirando. Dois dos garotos conseguiram pular o muro. Ruhan, ferido por um tiro de fuzil na perna, foi alvejado outras sete vezes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os dois jovens que permaneceram no im\u00f3vel foram rendidos e obrigados a se ajoelhar. A irm\u00e3 e o pai de Ruhan, que moravam perto, ouviram os tiros e correram para o local. Chegaram a tempo de presenciar os \u00faltimos disparos. A \u00e1rea foi cercada, impedindo o acesso da fam\u00edlia e da comunidade. A pol\u00edcia alegou que Ruhan estava armado e envolvido com drogas, acusa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o foram comprovadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O assassinato de Ruhan gerou revolta. O Cajuru foi tomado por protestos que duraram tr\u00eas dias. Em uma tentativa de ressignificar a dor, sua m\u00e3e, que deveria estar celebrando sua formatura naquela semana, organizou, um m\u00eas depois, a 1\u00aa Caminhada pela Paz, na Rua XV de Novembro. Desde ent\u00e3o, ela se uniu a movimentos sociais, como a Associa\u00e7\u00e3o Nascer, \u00e9 articuladora da Rede Nenhuma Vida a Menos e foi presidente do n\u00facleo perif\u00e9rico (no per\u00edodo de 2019 a\u00a0 2023) em busca de justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o. Ruhan recebeu uma homenagem: seu nome foi dado a uma rua na mesma regi\u00e3o onde foi morto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ruhan era inteligente e apaixonado pela fam\u00edlia. Praticante de artes marciais, vivia dividido entre a\u00a0 Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e o Direito. Escolheu a segunda por acreditar que teria maior impacto social. Crescendo entre a casa da m\u00e3e e a do pai, no Cajuru, conhecia de perto hist\u00f3rias de pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, sem provas, sem respeito, sem garantias legais, situa\u00e7\u00f5es comuns nas comunidades perif\u00e9ricas. \u201c\u00d4 m\u00e3e, os moleques n\u00e3o aprendem o que ningu\u00e9m ensina. Preconceito existe em todo lugar, e alguns deles n\u00e3o conseguem ver nenhum benef\u00edcio no conhecimento\u201d, dizia ele \u00e0 m\u00e3e.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O sonho dele era criar um coletivo. Ruhan e a fam\u00edlia planejavam criar um espa\u00e7o de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica voltado para preparar jovens do bairro para o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (ENEM) e o Exame Nacional para Certifica\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancias de Jovens e Adultos (ENCCEJA), que permite obter o diploma do ensino fundamental ou m\u00e9dio. A fam\u00edlia acreditava que a educa\u00e7\u00e3o podia ser um caminho de resgate. Ruhan tinha muito orgulho da m\u00e3e, que estava prestes a se formar, e tamb\u00e9m do padrasto, com quem convivia desde os quatro anos. Ambos foram aprovados no ENEM e conseguiram bolsas de estudo. No ano anterior, o padrasto conseguiu uma bolsa de 50% e se preparava para tentar uma de 100%. Ruhan via na supera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia um espelho e uma esperan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Do luto \u00e0 luta por justi\u00e7a<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica apontam que, das mortes por interven\u00e7\u00e3o policial registradas em 2022, 84,1% das v\u00edtimas eram negras. A maior parte delas era jovem, moradora de regi\u00f5es perif\u00e9ricas e sem antecedentes criminais. Estas mortes, em sua maioria, n\u00e3o s\u00e3o investigadas de forma adequada e raramente resultam em responsabiliza\u00e7\u00e3o. \u201cEu percebi que n\u00e3o podia ficar parada. Conheci pessoas e movimentos que lutam por justi\u00e7a e\u00a0 repara\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Para honrar meu filho e tantos outros, comecei a militar. Luto diariamente para que a justi\u00e7a aconte\u00e7a e para que todos os meninos possam viver em paz\u201d, ressalta.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1628\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1628\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1628\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/06\/Captura-de-tela-de-2025-06-16-16-45-27-300x169.png\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/06\/Captura-de-tela-de-2025-06-16-16-45-27-300x169.png 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/06\/Captura-de-tela-de-2025-06-16-16-45-27.png 546w\" sizes=\"(max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><p id=\"caption-attachment-1628\" class=\"wp-caption-text\">Mortes em confrontos com policiais por semestre \u2013 2015 a 2023: Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A luta por justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apenas pessoal, mas coletiva. Ao lado de outras m\u00e3es e familiares, Suzete transformou o luto em resist\u00eancia. Os movimentos sociais ajudam a dar voz a hist\u00f3rias que o Estado insiste em silenciar. \u201cN\u00e3o podemos normalizar a viol\u00eancia policial. Quando isso acontece, estamos aceitando a pena de morte nas periferias. Estamos dizendo que alguns corpos n\u00e3o t\u00eam direito \u00e0 vida\u201c, aponta<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Apesar da acusa\u00e7\u00e3o de homic\u00eddio e fraude processual, os policiais envolvidos seguem sem nenhuma puni\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, fam\u00edlias como a de Ruhan seguem enfrentando o sistema, buscando justi\u00e7a onde muitas vezes s\u00f3 encontram sil\u00eancio. As estat\u00edsticas crescem, e por tr\u00e1s de cada n\u00famero h\u00e1 uma hist\u00f3ria interrompida, uma m\u00e3e em luto e um futuro arrancado \u00e0 for\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>O Caso de Johnatha, no Rio de Janeiro\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No Rio de Janeiro, outro nome grita por justi\u00e7a h\u00e1 mais de 11 anos, Johnatha de Oliveira Lima. Ele era um menino negro, de muito amigos. A m\u00e3e Ana Paula Oliveira, guarda com o mesmo amor de quando ele chegou \u00e0 sua vida de forma inesperada, aos 17 anos. \u201cHoje ele teria 30 anos\u201d, diz Ana Paula.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Desde pequeno, Johnatha se destacava pela generosidade. Era ele quem chamava os amigos da comunidade para irem juntos ao zool\u00f3gico e fazia quest\u00e3o de incluir aqueles que n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de pagar. &#8216;Na sua inoc\u00eancia, ele era sempre muito bom. Queria que todos pudessem ir, mesmo quem n\u00e3o tinha como&#8217;, relembra a m\u00e3e de Johnatha.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os planos de futuro foram interrompidos em 14 de maio de 2014, quando Johnatha, aos 19 anos, foi atingido por um tiro nas costas, disparado por um soldado da Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP) de Manguinhos. O acusado pelo crime \u00e9 o policial militar Alessandro Marcelino de Souza, que ainda aguarda julgamento. O j\u00fari popular\u00a0 est\u00e1 marcado para 2025, no 3\u00ba Tribunal do J\u00fari da Capital, mais de 11 anos ap\u00f3s o assassinato.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Durante todos esses anos, Ana Paula transformou o luto em luta. Tornou-se uma das vozes mais potentes contra a impunidade policial e o exterm\u00ednio da juventude negra nas favelas cariocas. \u201cMeu filho foi morto com um tiro nas costas. E at\u00e9 hoje o assassino est\u00e1 solto. Se meu filho fosse branco, esse caso j\u00e1 teria sido resolvido. Eles veem nossos filhos como corpos mat\u00e1veis , como se n\u00e3o importassem\u201d, denuncia a ativista.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1620\" style=\"width: 387px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1620\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1620\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/06\/Captura-de-tela-de-2025-06-16-16-43-51-268x300.png\" alt=\"\" width=\"377\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/06\/Captura-de-tela-de-2025-06-16-16-43-51-268x300.png 268w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/06\/Captura-de-tela-de-2025-06-16-16-43-51.png 314w\" sizes=\"(max-width: 377px) 100vw, 377px\" \/><p id=\"caption-attachment-1620\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0Ana Paula Oliveira \u00e9 Mulher Negra, cria da favela de Manguinhos, M\u00e3e de Johnatha de Oliveira Lima (v\u00edtima letal da viol\u00eancia policial no RJ), formada em Pedagogia, Ativista, Defensora de Direitos Humanos, cofundadora e coordenadora do movimento M\u00e3es de Manguinhos, Integrante do F\u00f3rum Social de Manguinhos. O seu grito inspira muitas Mulheres Negras a se levantaram contra o genoc\u00eddio do povo negro nas favelas e periferias do Brasil.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ela afirma que, embora saiba que a justi\u00e7a plena talvez nunca aconte\u00e7a, segue lutando por uma justi\u00e7a de n\u00e3o repeti\u00e7\u00e3o, para que outras m\u00e3es n\u00e3o passem pelo que ela passou. \u201cPrecisei provar que meu filho foi v\u00edtima da pol\u00edcia. Tive que fazer o papel da justi\u00e7a, do luto, da mem\u00f3ria. Isso me angustia, mas tamb\u00e9m me d\u00e1 for\u00e7a. N\u00e3o existe bala perdida. Existe uma pol\u00edtica de exterm\u00ednio. E enquanto eu viver, meu filho vai ter voz.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ana Paula criou o grupo M\u00e3es de Manguinhos, ao lado de F\u00e1tima Pinho, que tamb\u00e9m perdeu o filho assassinado por um agente do Estado. Juntas, passaram a acolher outras v\u00edtimas e cobrar respostas das autoridades.\u00a0 O processo ainda est\u00e1 marcado por disputas jur\u00eddicas. Os recursos exigem a realiza\u00e7\u00e3o de um novo julgamento pelo Tribunal do J\u00fari, com base nas provas periciais, reconhecendo que se trata de um homic\u00eddio doloso, ou seja, com inten\u00e7\u00e3o de matar. O policial inicialmente negou a autoria, mas, diante do resultado da bal\u00edstica, admitiu ser o autor do disparo, alegando n\u00e3o ter sido intencional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A senten\u00e7a de mar\u00e7o deste ano classifica o crime como homic\u00eddio sem inten\u00e7\u00e3o de matar, mas Souza segue em liberdade e ainda sem pena fixada. Em casos como este, cabe \u00e0 Justi\u00e7a Militar decidir sobre a condena\u00e7\u00e3o, o que prolonga ainda mais a dor de Ana Paula e de todas as m\u00e3es que buscam por justi\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ela comenta que segue lutando por uma justi\u00e7a de n\u00e3o repeti\u00e7\u00e3o para que outras m\u00e3es n\u00e3o passem pelo que ela passou. \u201cPrecisei provar que meu filho foi v\u00edtima da pol\u00edcia. Tive que fazer o papel da justi\u00e7a, do luto, da mem\u00f3ria. Isso me angustia, mas tamb\u00e9m me d\u00e1 for\u00e7a. N\u00e3o existe bala perdida. Existe uma pol\u00edtica de exterm\u00ednio. E enquanto eu viver, meu filho vai ter voz.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ana Paula \u00e9 uma das principais vozes contra o genoc\u00eddio negro no Brasil. Sua trajet\u00f3ria, que mistura dor, coragem e milit\u00e2ncia, inspira outras mulheres negras a romperem o sil\u00eancio e a transformarem o sofrimento em den\u00fancia coletiva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEsses casos mostram como a viol\u00eancia vai se perpetuando. Por isso, \u00e9 fundamental dar visibilidade a essas hist\u00f3rias, falar sobre quem esses jovens eram e oferecer acolhimento \u00e0s fam\u00edlias desses jovens negros e perif\u00e9ricos\u201d, destaca Patricia Herman, integrante da p\u00e1gina Rede Nenhuma Vida a Menos, criada por familiares e amigos de v\u00edtimas da viol\u00eancia policial,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>A impunidade nos casos de viol\u00eancia policial an\u00e1lise dos crimes e do n\u00famero de agentes punidos<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Esta reportagem integra uma colet\u00e2nea de livro-reportagem investigativo. Este cap\u00edtulo trata de estat\u00edsticas que comprovam que a cor da pele \u00e9 um fator determinante para ceifar a vida de pessoas. Leia o cap\u00edtulo anterior <a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/familia-luta-ha-quatro-anos-por-esclarecimentos-sobre-morte-de-willian-lucas\/\">aqui<\/a>. Acompanhe no Peri\u00f3dico as pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es. No pr\u00f3ximo cap\u00edtulo, haver\u00e1 um levantamento detalhado sobre os perfis das v\u00edtimas de viol\u00eancia policial no Brasil. Tamb\u00e9m ser\u00e1 abordada a impunidade nos casos de viol\u00eancia policial, com uma an\u00e1lise desses crimes.<\/span><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Gabrieli Mendes<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Fabr\u00edcio Zvir, Gabriela Denkwiski, Jo\u00e3o Foga\u00e7a e Eduarda Gomes<\/span><\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Hendryo Andr\u00e9<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Aline Rosso e Kevin Kossar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homenagem a Ruhan Luiz Santos Machado. Foto: Suzete Zaira Taxa de mortalidade de jovens negros por interven\u00e7\u00e3o policial representa mais de 80% das v\u00edtimas Vidas interrompidas precocemente por a\u00e7\u00f5es violentas de agentes do Estado revelam um padr\u00e3o alarmante: a cor da pele e o CEP ainda define quem tem o direito de viver. Esta reportagem&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":812,"featured_media":1619,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1611"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/812"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1611"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1611\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2469,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1611\/revisions\/2469"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}