{"id":1797,"date":"2025-08-06T14:27:03","date_gmt":"2025-08-06T17:27:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=1797"},"modified":"2025-08-06T14:34:18","modified_gmt":"2025-08-06T17:34:18","slug":"cura-e-fe-a-cultura-do-benzimento-em-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/cura-e-fe-a-cultura-do-benzimento-em-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Cura e f\u00e9: a cultura do benzimento em Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">\u201cH\u00e1 nove anos, \u00e9ramos em 18 na cidade, hoje muitas j\u00e1 se foram\u201d diz a benzedeira C\u00e9lia Aparecida Mance | Foto: Maria Cec\u00edlia Mascarenhas<\/span><\/i><\/p>\n<p>A busca pela cura espiritual ou f\u00edsica, \u00e9 a marca registrada da pr\u00e1tica do benzimento, algo muito comum entre pessoas religiosas. Essa tradi\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio ainda na Idade M\u00e9dia, no continente Europeu. No Brasil, de acordo com a pesquisa, \u201cDesfazendo o \u201cMau-olhado\u201d: Magia, Sa\u00fade e Desenvolvimento no Of\u00edcio das Benzedeiras\u201d, desenvolveu-se a partir do s\u00e9culo XVII, e tornou-se uma cultura extremamente enraizada no pa\u00eds.\u00a0 O uso de ter\u00e7os, ervas medicinais, velas, ceras, imagens de santos e outros objetos simb\u00f3licos estabelecem liga\u00e7\u00e3o entre a pessoa que benze e que procura o atendimento para se curar.<\/p>\n<p>O benzimento serve para alguns tipos de enfermidades, e possuem at\u00e9 mesmo um vocabul\u00e1rio espec\u00edfico, como: lombrigas, bichas, quebrantes e cobreiros. Termos que s\u00e3o manifestados com frequ\u00eancia por aqueles que entendem dessa cultura.<\/p>\n<p>O conhecimento das benzedeiras \u00e9 passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia ou para aqueles que t\u00eam o dom da cura. Essas pessoas unem os saberes da ancestralidade com o conhecimento popular e o colocam em pr\u00e1tica no cotidiano com a finalidade de ajudar aqueles que necessitam.<\/p>\n<div id=\"attachment_1819\" style=\"width: 527px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1819\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1819 \" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"517\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/O-conhecimento-passado-de-mae-para-filha-com-o-objetivo-de-curar-pessoas.-Foto-Maria-Cecilia-Mascarenhas.-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><p id=\"caption-attachment-1819\" class=\"wp-caption-text\">O conhecimento passado de m\u00e3e para filha com o objetivo de curar pessoas. | Foto: Maria Cec\u00edlia Mascarenhas<\/p><\/div>\n<p>Aos quinze anos, dona Apol\u00f4nia Lesniak Mance iniciou a carreira como benzedeira. Com ensinamentos passados de m\u00e3e para filha, essa cultura est\u00e1 na fam\u00edlia Mance h\u00e1 quatro gera\u00e7\u00f5es. Hoje, aos 86 anos de idade, ela relata o orgulho de ter aprendido sobre o benzimento com a m\u00e3e e ensinado a filha, assim mant\u00e9m vivo os saberes de seus antepassados. Aos 71 anos na atividade, ela relata a sua hist\u00f3ria: \u201cna minha fam\u00edlia, a minha bisav\u00f3 j\u00e1 benzia. E eu tinha oito anos quando comecei a querer benzer, porque me criei no benzimento\u201d. Ela chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da empatia em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo nos benzimentos. \u201cEu sempre quis fazer o bem para os outros. Nascemos com essa voca\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Apol\u00f4nia.<\/p>\n<p>A tamb\u00e9m benzedeira, Flavia Fernandes trabalha com o benzimento h\u00e1 cerca de quarenta anos. Carregando esse aprendizado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, ela aprendeu sobre essa cultura com sua av\u00f3. Flavia pontua que costuma realizar muitos benzimentos na \u00e1rea amorosa, da sa\u00fade e de diversos tipos de problemas. E destaca que\u00a0 \u201co benzimento\u00a0 elimina tudo de ruim que est\u00e1 acontecendo na vida das pessoas, evita olho gordo, inveja, mal olhado e todas as coisas ruins\u201d.<\/p>\n<p><b>A diminui\u00e7\u00e3o da cultura do benzimento na atualidade<\/b><\/p>\n<p>Por se tratar de uma tradi\u00e7\u00e3o, o benzimento \u00e9 uma forma de cura que tem diminu\u00eddo o n\u00famero de pessoas para pratic\u00e1-lo. Em 2016, a Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura de Ponta Grossa realizou o projeto<i> Benzedeiras de Ponta Grossa<\/i>, que tinha o objetivo de registrar, mapear e valorizar culturalmente as profissionais da cidade. O projeto chegou a registrar dezoito mulheres que trabalhavam com a cultura do benzimento, espalhadas em diferentes regi\u00f5es do munic\u00edpio. Hoje, nove anos depois dessa pesquisa, muitas delas j\u00e1 n\u00e3o trabalham mais na \u00e1rea em raz\u00e3o da idade, problemas de sa\u00fade e at\u00e9 falecimentos.<\/p>\n<p>C\u00e9lia Aparecida Mance aprendeu o benzer com a m\u00e3e Apol\u00f4nia. \u201cMinha m\u00e3e diz que quando eu era crian\u00e7a eu j\u00e1 demonstrava interesse em aprender sobre o benzimento. Com o passar dos anos, fui vendo ela trabalhar e passei a aprender s\u00f3 de assistir. Mas para isso n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio s\u00f3 querer aprender, benzer \u00e9 um dom do Esp\u00edrito Santo\u201d descreve.<\/p>\n<p>As benzedeiras C\u00e9lia e Apol\u00f4nia atendem cerca de sessenta pessoas por dia. C\u00e9lia comenta que o n\u00famero de atendimentos cresceu muito nos \u00faltimos anos, devido \u00e0 falta de pessoas que realizam benzeduras. Hoje em dia \u00e9 escasso o n\u00famero de profissionais. \u201cEu, inclusive,\u00a0 atendo pessoas que v\u00eam de outras cidades para se benzer. N\u00e3o se encontram mais benzedeiras nem no interior do estado\u201d, relata.<\/p>\n<p><b>As dificuldades enfrentadas pelas benzedeiras<\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m da sobrecarga de trabalho, resultado da redu\u00e7\u00e3o de pessoas que ainda realizam a pr\u00e1tica, as duas benzedeiras de Ponta Grossa comentam\u00a0 que \u00e9 necess\u00e1rio estar disposta a trabalhar na hora que for preciso para atender aqueles que est\u00e3o necessitados. Celia relata que na madrugada\u00a0 da \u00faltima P\u00e1scoa, ela teve que atender uma crian\u00e7a portadora de \u201cbichas\u201d, como \u00e9 popularmente conhecida as doen\u00e7as relacionadas a parasitoses intestinais.<\/p>\n<p>Pessoas que enfrentam problemas psicol\u00f3gicos, f\u00edsicos e espirituais, podem recorrer \u00e0s benzedeiras, profiss\u00e3o que exige muito da energia pessoal para a cura do pr\u00f3ximo. \u201cPerdemos muita energia e se pegarmos todas as dores dos outros para n\u00f3s, no outro dia n\u00e3o conseguimos nem levantar da cama\u201d aponta C\u00e9lia. Apol\u00f4nia relata a import\u00e2ncia de se preparar para os atendimentos:\u201c N\u00f3s devemosestar prontas, fazer muita ora\u00e7\u00e3o, tomar banho de descarrego e fortalecer, principalmente, o espiritual\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Perguntada sobre a percep\u00e7\u00e3o da sociedade em rela\u00e7\u00e3o a cultura do benzimento, C\u00e9lia afirma quemelhorou, mas ainda existe muito preconceito. \u201cSe fosse antigamente, eu e minha m\u00e3e morrer\u00edamos queimadas no fogo, ser\u00edamos consideradas bruxas. E questiona: quantas benzedeiras e curandeiras n\u00e3o foram queimadas porque o povo n\u00e3o acreditava no seu dom?\u201d. Ela salienta que muitas pessoas, ainda, agem com ironia, desrespeito e preconceito em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de cura que realiza na cidade.<\/p>\n<p><b>O benzimento e a ci\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>O benzimento \u00e9 uma forma de manifesta\u00e7\u00e3o de f\u00e9 das pessoas que acontece por meio de ritos e ora\u00e7\u00f5es. No entanto, essa alternativa para a cura de certas doen\u00e7as do corpo e da alma n\u00e3o deve substituir os tratamentos tradicionais da ci\u00eancia e da medicina. Por fazer parte de sua cultura e das tradi\u00e7\u00f5es locais, a cidade de Rebou\u00e7as (PR) reconheceu as benzedeiras como profissionais h\u00e1 cerca de 15 anos. <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/pr\/r\/reboucas\/lei-ordinaria\/2010\/140\/1401\/lei-ordinaria-n-1401-2010-dispoe-sobre-o-processo-de-reconhecimento-dos-oficios-tradicionais-de-saude-popular-em-suas-distintas-modalidades-benzedeiros-a-curadores-costureiros-a-de-rendiduras-ou-machucaduras-e-regulamenta-o-livre-acesso-a-coleta-de-plantas-medicinais-nativas-no-municipio-de-reboucas-estado-do-parana-conforme-especifica\">A Lei n\u00b01.401, aprovada em 2010<\/a>, conhecida como \u201cLei das Benzedeiras\u201d tamb\u00e9m institucionalizou os trabalhadores de curadoras (es), costureiras (os) de rendiduras (musculares) ou machucaduras. Al\u00e9m de regulamentar o livre acesso \u00e0 coleta de plantas medicinais nativas do munic\u00edpio. A enfermeira e secret\u00e1ria de sa\u00fade do munic\u00edpio, Anaiara Adamante Cipriano, explica que a lei funciona como uma forma de reconhecimento do trabalho das benzedeiras, assegurando a elas o direito de exercer a atividade e repassar seus conhecimentos. \u201cA lei d\u00e1 uma autenticidade para elas e para que busquem algu\u00e9m que continue o ensinamento, que geralmente \u00e9 algu\u00e9m da pr\u00f3pria fam\u00edlia ou da comunidade\u201d, diz.<\/p>\n<div id=\"attachment_1820\" style=\"width: 484px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1820\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1820\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-300x200.png\" alt=\"\" width=\"474\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-300x200.png 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-1024x683.png 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-768x512.png 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-1536x1024.png 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-2048x1365.png 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-1232x821.png 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-1620x1080.png 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/A-cera-de-abelha-vem-para-puxar-tudo-de-ruim-que-esta-acontecendo-na-vida-da-pessoa-_-relata-a-benze-272x182.png 272w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><p id=\"caption-attachment-1820\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;A cera de abelha v\u00eam para puxar tudo de ruim que est\u00e1 acontecendo na vida da pessoa&#8221;, relata a benzedeira em rela\u00e7\u00e3o ao instrumento de benzimento. | Foto: Maria Cec\u00edlia Mascarenhas.<\/p><\/div>\n<p>A cultura da benzedura \u00e9 forte, de acordo com a secretaria. Ela pontua que h\u00e1 pessoas que n\u00e3o acreditam no que os m\u00e9dicos das unidades de sa\u00fade dizem e buscam o atendimento por meio da f\u00e9. A partir disso, ela tamb\u00e9m afirma que \u00e9 necess\u00e1rio informar para a popula\u00e7\u00e3o quest\u00f5es referentes aos cuidados cl\u00ednicos e a import\u00e2ncia dos medicamentos ou vacinas. \u201c\u00c9 preciso desmistificar as not\u00edcias falsas e falar sobre imuniza\u00e7\u00e3o, consultas e protocolos, mas sem colocar em descr\u00e9dito o que as benzedeiras fazem\u201d, relata a secret\u00e1ria.<\/p>\n<p><b>Benef\u00edcios da cultura do benzimento\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Indianara Aparecida de Aguiar conta que sempre levou o filho para benz\u00ea-lo e acredita nos efeitos positivos do benzimento para problemas\u00a0 f\u00edsicos, psicol\u00f3gicos e espirituais. Ela expressa preocupa\u00e7\u00e3o com a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de benzedeiras, e afirma que\u00a0 a cultura do benzimento \u00e9 muito importante. \u201cO que me preocupa muito \u00e9 que o benzimento est\u00e1 desaparecendo. Hoje as pessoas precisam procurar muito por este tipo de atendimento, porque as benzedeiras est\u00e3o falecendo e esse tipo de servi\u00e7o est\u00e1 ficando cada vez mais escasso\u201d, diz Indianara<\/p>\n<p>Sobre a sua voca\u00e7\u00e3o para o benzimento, C\u00e9lia explica, \u201cn\u00e3o somos n\u00f3s que vamos curar. N\u00f3s temos o dom de cura pelas m\u00e3os, mas o que cura as pessoas \u00e9 a pr\u00f3pria f\u00e9 delas\u201d. C\u00e9lia relata que \u00e9 gratificante exercer o benzimento e fazer bem ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Fernanda de Matos Maria Cec\u00edlia Mascarenhas<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Anna Perucelli, Fabr\u00edcio Zvir, Gabriele Proen\u00e7a e Isabele Machado<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Carlos Alberto de Souza<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Aline Rosso e Kevin Furtado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cH\u00e1 nove anos, \u00e9ramos em 18 na cidade, hoje muitas j\u00e1 se foram\u201d diz a benzedeira C\u00e9lia Aparecida Mance | Foto: Maria Cec\u00edlia Mascarenhas A busca pela cura espiritual ou f\u00edsica, \u00e9 a marca registrada da pr\u00e1tica do benzimento, algo muito comum entre pessoas religiosas. 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