{"id":1853,"date":"2025-08-11T16:24:40","date_gmt":"2025-08-11T19:24:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=1853"},"modified":"2025-08-11T16:26:23","modified_gmt":"2025-08-11T19:26:23","slug":"velando-o-proprio-crime-o-disfarce-do-agressor-no-velorio-da-vitima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/velando-o-proprio-crime-o-disfarce-do-agressor-no-velorio-da-vitima\/","title":{"rendered":"Velando o pr\u00f3prio crime: o disfarce do agressor no vel\u00f3rio da v\u00edtima"},"content":{"rendered":"<p><i>Comportamentos dos agressores: frios, calculadores e pr\u00f3ximos das v\u00edtimas s\u00e3o mais comuns do que se imagina, e prolongam a viol\u00eancia mesmo ap\u00f3s a morte<\/i><\/p>\n<p>Ele matou e depois apareceu no vel\u00f3rio. Esse tipo de comportamento n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o entre agressores de mulheres no Brasil, \u00e9 parte de um padr\u00e3o. Segundo o psicanalista Luiz Pauluk, esse comportamento pode indicar psicopatia. \u201cO agressor comparecer ao vel\u00f3rio da pr\u00f3pria v\u00edtima indica uma falsa empatia, uma tentativa de despistar as investiga\u00e7\u00f5es e manipular as percep\u00e7\u00f5es de quem est\u00e1 ao redor\u201d. Essa proximidade facilita n\u00e3o apenas o acesso, mas tamb\u00e9m a manipula\u00e7\u00e3o das investiga\u00e7\u00f5es. Em muitos desses casos, o autor do crime \u00e9 tamb\u00e9m quem notifica o desaparecimento, acompanha buscas e at\u00e9 conforta a fam\u00edlia, tudo para manter uma apar\u00eancia de inoc\u00eancia. Trata-se de um comportamento frio que prolonga a viol\u00eancia mesmo ap\u00f3s a morte.<\/p>\n<p>Alguns dos agressores choram, outros abra\u00e7am familiares, muitos simulam luto. Poucos s\u00e3o imediatamente suspeitos. Essa aparente normalidade, \u00e9 parte do roteiro que se repete em casos de viol\u00eancia de g\u00eanero. E como um ato de apar\u00eancias, l\u00e1 estava ele: o agressor no vel\u00f3rio de sua pr\u00f3pria v\u00edtima.<\/p>\n<p>Na noite em que a fam\u00edlia de Sirlene velava o corpo da jovem assassinada, Ernesto (nome fict\u00edcio) se fazia presente. Sentado entre familiares e vizinhos, manteve-se firme, como se fosse apenas mais um entre tantos que lamentavam a morte. Vestia uma camisa branca, abotoada at\u00e9 o pesco\u00e7o. \u201cEu lembro que estava sentado no gramado, tinha muita gente ali. O pai dela, o Gilson (nome fict\u00edcio), j\u00e1 tinha desconfian\u00e7a. Achou que ele n\u00e3o teria coragem de aparecer, mas ele foi\u201d, conta Jo\u00e3o (nome fict\u00edcio), uma das testemunhas daquele momento.<\/p>\n<div id=\"attachment_1851\" style=\"width: 656px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1851\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-1851\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"646\" height=\"484\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-2048x1536.jpeg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-1232x924.jpeg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/Diante-do-tumulo-de-Sirlene-a-memoria-da-violencia-ainda-e-a-dor-de-uma-familia-1440x1080.jpeg 1440w\" sizes=\"(max-width: 646px) 100vw, 646px\" \/><p id=\"caption-attachment-1851\" class=\"wp-caption-text\">Diante do t\u00famulo de Sirlene, a mem\u00f3ria da viol\u00eancia ainda \u00e9 a dor de uma fam\u00edlia.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Foto: Amanda Stafin<\/p><\/div>\n<p>Um amigo da fam\u00edlia testemunhou que Ernesto permaneceu cerca de quatro horas no vel\u00f3rio. Estava contido, e n\u00e3o disse qualquer palavra \u00e0 maioria dos presentes. \u201cParecia algu\u00e9m abalado, mas a gente n\u00e3o sabe o que tem por tr\u00e1s do sil\u00eancio das pessoas\u201d, comentou uma das vizinhas, mais tarde, quando o nome de Ernesto surgiu entre os suspeitos.<\/p>\n<p>O caix\u00e3o chegou por volta das duas da manh\u00e3. Gilson (nome fict\u00edcio),\u00a0 pai da v\u00edtima, foi quem encontrou o corpo da filha. Estranhando a demora, havia sa\u00eddo para procur\u00e1-la quando o rel\u00f3gio j\u00e1 avan\u00e7ava \u00e0s seis da tarde. Era estranho ela demorar, costumava voltar sempre no \u00f4nibus da linha Estrela do Sul, por volta das 18 horas. Fazia isso sozinha, como de costume: descia na beira da BR-277 e caminhava os \u00faltimos metros pela estrada de terra at\u00e9 o s\u00edtio da fam\u00edlia. Mas naquele 22 de novembro de 1988, ela n\u00e3o veio.<\/p>\n<p>Rosa (nome fict\u00edcio), irm\u00e3 de Sirlene, passava o tempo no alto de um eucalipto para ver o \u00f4nibus chegar. Nesse dia, n\u00e3o viu o transporte chegar. Gilson, preocupado, saiu a p\u00e9 pela estrada. O sol j\u00e1 se escondia quando, no meio do matagal, ele encontrou o corpo de Sirlene. Em relato, Gilson detalha o que seus olhos nunca mais esqueceram: a cabe\u00e7a desfigurada, esmagada, envolta por muito sangue, a poucos metros da estrada de terra. Por um instante, o tempo parou. O som do vento entre as \u00e1rvores cessou, e tudo ao redor pareceu emudecer diante daquela cena brutal. Seu mundo havia perdido o ch\u00e3o. Sua filha n\u00e3o voltaria mais para casa. A menina que ele sempre cuidou estava no ch\u00e3o de terra, levada por uma viol\u00eancia que ele ainda n\u00e3o compreendia.<\/p>\n<p>Os gritos dele atravessaram o local. Ivone (nome fict\u00edcio), esposa do acusado e vizinha pr\u00f3xima, escutou. Voltava da casa de uma amiga quando ouviu o desespero do pai da v\u00edtima. Correu at\u00e9 o local e encontrou Gilson. O corpo de Sirlene ainda estava ali. O pai ent\u00e3o correu para o posto pr\u00f3ximo da localidade, para usar o telefone, e ligou para a pol\u00edcia. N\u00e3o sabia dizer como tinha conseguido correr.<\/p>\n<p>Eug\u00eanio e Helena (nomes fict\u00edcios), vizinhos e conhecidos de longa data da fam\u00edlia, relataram, em depoimento, o comportamento de Ernesto: quieto, ausente. Sentava do lado de fora da casa, sem se aproximar do caix\u00e3o. Quando algu\u00e9m tocava no assunto, ele n\u00e3o respondia. N\u00e3o dizia nada. Saiu junto com a fam\u00edlia \u00e0s 2h40 da madrugada, segundo relato da esposa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1858\" style=\"width: 642px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1858\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-1858\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"632\" height=\"474\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-2048x1536.jpeg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-1232x924.jpeg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/08\/foto-2-sirlene-1440x1080.jpeg 1440w\" sizes=\"(max-width: 632px) 100vw, 632px\" \/><p id=\"caption-attachment-1858\" class=\"wp-caption-text\">A l\u00e1pide de Sirlene guarda mais que um nome. \u00c9 o s\u00edmbolo de uma viol\u00eancia. Foto: Amanda Stafin<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro morador da regi\u00e3o tamb\u00e9m esteve presente. Viu Ernesto do lado de fora, de bra\u00e7os cruzados, alheio \u00e0s ora\u00e7\u00f5es, aos prantos, \u00e0s tentativas de consolo. Naquela casa de luto, todo mundo notava o vazio, mas poucos falavam sobre ele.<\/p>\n<p>Aos poucos, as hist\u00f3rias emergiram como cacos. Um vizinho contou que viu Ernesto dias antes nos fundos da casa da fam\u00edlia. Outro lembrou que ele carregava uma espingarda quando visitava as meninas da lavoura. Gilson escutava em sil\u00eancio. Ainda tentava processar a imagem da filha morta, a lembran\u00e7a daquele fim de tarde. Agora tamb\u00e9m guardava as lembran\u00e7as dos pequenos sinais que talvez ningu\u00e9m tivesse interpretado.<\/p>\n<p>O vel\u00f3rio seguiu em um ritual dif\u00edcil. Dentro, o ambiente era pesado. As irm\u00e3s choravam, encostadas nas paredes. A fam\u00edlia, amigos e conhecidos estavam reunidos. O aroma das flores tomava conta do ambiente. L\u00e1 fora, a escurid\u00e3o era cortada apenas pelos far\u00f3is dos carros de conhecidos que chegavam em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, dia do enterro, o agressor acompanhou ao lado da esposa, como se fosse apenas mais um entre os amigos. Vizinhos e conhecidos relataram que ele chegou a levar flores, um gesto que, mais tarde, seria lembrado com inc\u00f4modo. Romildo (nome fict\u00edcio), ministro na \u00e9poca, recorda da cena que viu: Ernesto encostado no port\u00e3o do cemit\u00e9rio, calado, vestindo uma camisa de manga longa apesar do calor daquele dia. \u201cLembro dele na celebra\u00e7\u00e3o e depois no cemit\u00e9rio. Os rumores j\u00e1 circulavam, mas ningu\u00e9m sabia de nada com certeza\u201d, contou. A presen\u00e7a silenciosa do agressor, somada aos boatos, come\u00e7ava a mudar o tom do luto.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o sepultamento, Ernesto mudou-se com a fam\u00edlia para a casa do cunhado Francisco, em outra localidade, a cerca de 12 quil\u00f4metros dali. Disse que era por medo: o assassino ainda era desconhecido e poderia estar por perto. Na verdade ele pr\u00f3prio temia ser descoberto.<\/p>\n<p>Dois dias depois do enterro, em 24 de novembro, Ernesto registrou um boletim de ocorr\u00eancia numa delegacia. Alegava que sua casa havia sido arrombada. Relatou que haviam furtado uma espingarda, 35 mil cruzados e uma quantidade de torresmo. A hist\u00f3ria parecia mal contada desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o logo revelou o que o agressor tentava esconder: n\u00e3o havia furto algum. A pr\u00f3pria cena foi montada, os vidros estilha\u00e7ados de sua casa foram quebrados pelo lado de dentro, um detalhe que, mais do que sugerir, quase denunciava a farsa. Ele mesmo havia escondido a espingarda sob o assoalho, nos fundos da casa, perto da fossa. O dinheiro j\u00e1 tinha sido gasto, e o torresmo, num detalhe quase c\u00f4mico e tr\u00e1gico, foi jogado para o cachorro.\u00a0 O objetivo do falso furto era claro: criar confus\u00e3o, desviar a aten\u00e7\u00e3o das autoridades e dar um \u00e1libi para si mesmo, numa tentativa desesperada de evitar que a investiga\u00e7\u00e3o o apontasse como culpado.<\/p>\n<p>Poucos dias depois, Ernesto desapareceu. Deixou a casa do cunhado de madrugada. Por volta das tr\u00eas da madrugada do dia 26, Ernesto se levantou da cama e come\u00e7ou a se vestir. Ao perceber, a esposa acordou e o questionou sobre o que estava fazendo. Ele disse que iria embora. Ela perguntou para onde, por qu\u00ea, o que estava acontecendo. Ele n\u00e3o respondeu, apenas entregou um bilhete, pegou uma mala e saiu com a moto. Segundo a esposa, no papel, havia instru\u00e7\u00f5es para que ela vendesse a casa, os animais e outros pertences, e cuidasse bem dos filhos. Nada mais. Mais tarde rasgou o bilhete e o jogou no fogo.<\/p>\n<p>Ernesto escondeu a moto na casa de um tio, em Irati, e seguiu rumo a Guarapuava e depois a Pato Branco. L\u00e1 contratou um advogado e se apresentou \u00e0 pol\u00edcia. A partir dessa s\u00e9rie de fatos, abre-se uma nova fase da hist\u00f3ria: o avan\u00e7o das investiga\u00e7\u00f5es, o clima de revolta entre os moradores, uma tentativa de linchamento e os detalhes da apresenta\u00e7\u00e3o oficial do agressor \u00e0s autoridades.<\/p>\n<p>Esta reportagem integra uma colet\u00e2nea de livro-reportagem investigativo. Este cap\u00edtulo trata do comportamento do assassino de Sirlene Pires ap\u00f3s o crime. Leia o cap\u00edtulo anterior <a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/a-volta-para-casa-o-crime-que-tirou-a-vida-de-sirlene-pires\/\">aqui<\/a>. Acompanhe no Peri\u00f3dico as pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o: <\/b>Amanda Stafin<\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: <\/b>Eduarda Gomes, Jo\u00e3o Foga\u00e7a e Amanda Grzebielucka<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: <\/b>Hendryo Andr\u00e9<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o: <\/b>Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comportamentos dos agressores: frios, calculadores e pr\u00f3ximos das v\u00edtimas s\u00e3o mais comuns do que se imagina, e prolongam a viol\u00eancia mesmo ap\u00f3s a morte Ele matou e depois apareceu no vel\u00f3rio. Esse tipo de comportamento n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o entre agressores de mulheres no Brasil, \u00e9 parte de um padr\u00e3o. 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