{"id":2673,"date":"2025-10-27T16:31:31","date_gmt":"2025-10-27T19:31:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=2673"},"modified":"2025-10-27T16:31:31","modified_gmt":"2025-10-27T19:31:31","slug":"do-preto-e-branco-da-fotografia-as-lembrancas-vivas-do-egresso-de-jornalismo-emildo-coutinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/do-preto-e-branco-da-fotografia-as-lembrancas-vivas-do-egresso-de-jornalismo-emildo-coutinho\/","title":{"rendered":"Do preto e branco da fotografia \u00e0s lembran\u00e7as vivas do egresso de jornalismo Emildo Coutinho"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Algumas lembran\u00e7as da vida universit\u00e1ria se tornam tatuagens na mem\u00f3ria, imposs\u00edveis de apagar. Para Emildo Coutinho, algumas recorda\u00e7\u00f5es do tempo de faculdade se misturam com o cheiro caracter\u00edstico dos produtos qu\u00edmicos usados para revelar fotos. Coutinho relembra com carinho suas viv\u00eancias. Para ele, estar no laborat\u00f3rio de fotografia, acompanhando cada imagem surgir no papel em preto e branco, foi uma das experi\u00eancias mais marcantes da sua vida acad\u00eamica. \u201cN\u00f3s fotografamos intensamente e revelamos nossas fotos no laborat\u00f3rio, isso pra mim foi inesquec\u00edvel\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2685\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/7449b67e-194a-4286-b493-785fd0d8e267-300x219.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/7449b67e-194a-4286-b493-785fd0d8e267-300x219.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/7449b67e-194a-4286-b493-785fd0d8e267-1024x748.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/7449b67e-194a-4286-b493-785fd0d8e267-768x561.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/7449b67e-194a-4286-b493-785fd0d8e267-1232x900.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/7449b67e-194a-4286-b493-785fd0d8e267.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas nem tudo se resume\u00a0 apenas \u00e0s c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas. O curso de Jornalismo da UEPG foi, para ele, um espa\u00e7o de descobertas. A trajet\u00f3ria de Emildo durante a gradua\u00e7\u00e3o foi marcada tamb\u00e9m pela timidez, pela ingenuidade e por um processo de amadurecimento lento. Ele reconhece que n\u00e3o aproveitou tudo o que poderia. Era criativo e se destacava nos trabalhos em grupo, mas tinha dificuldade em se expor. \u201cEu n\u00e3o soltava a voz, n\u00e3o ia pra frente da c\u00e2mera, ficava s\u00f3 ali nos bastidores\u201d, conta. R\u00e1dio e TV pareciam lugares que Coutinho n\u00e3o se encaixava, enquanto o jornal-laborat\u00f3rio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Extra Pauta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> lhe oferecia aprendizados. Ali, produziu mat\u00e9rias extensas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A experi\u00eancia universit\u00e1ria foi, para ele, uma mistura de descobertas culturais, encontros inesquec\u00edveis e aventuras quase improv\u00e1veis. Um dos epis\u00f3dios marcantes aconteceu quando, junto a colegas, decidiu ir at\u00e9 Florian\u00f3polis participar de um simp\u00f3sio de comunica\u00e7\u00e3o. Sem dinheiro para a viagem, atravessou estradas de carona, vivendo dias que hoje descreve como pura ousadia juvenil. Voltou de \u00f4nibus, carregando hist\u00f3rias que se somaram \u00e0 mem\u00f3ria afetiva da turma de 1992, conhecida pela irrever\u00eancia e pelo esp\u00edrito inventivo. N\u00e3o \u00e0 toa, produziram at\u00e9 fanzines que geraram sindic\u00e2ncia, fruto da ousadia e tamb\u00e9m da irresponsabilidade t\u00edpica da juventude.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2684\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/20193a66-3d5e-4347-97a9-1bf72185f521-300x207.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/20193a66-3d5e-4347-97a9-1bf72185f521-300x207.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/20193a66-3d5e-4347-97a9-1bf72185f521-1024x707.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/20193a66-3d5e-4347-97a9-1bf72185f521-768x530.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/20193a66-3d5e-4347-97a9-1bf72185f521-1232x851.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/20193a66-3d5e-4347-97a9-1bf72185f521.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre os professores que passaram pelo curso, para ele, alguns se tornaram refer\u00eancias. As teorias de <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Jo\u00e3o Soma<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> pareciam complicadas demais, mas o tempo o ajudou a compreender.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Ivana <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Chemin Branco <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">com seu jeito did\u00e1tico de escrever no quadro.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Lair <\/span><span style=\"font-weight: 400\">era professor das aulas de r\u00e1dio, a risada ainda era lembran\u00e7a viva. Elcio Faxina, nas aulas de fotografia, foi quem deixou uma marca definitiva. Houve tamb\u00e9m encontros e amizade inesperada com o\u00a0 professor que primeiro o reprovou na mat\u00e9ria e depois virou amigo pr\u00f3ximo, com quem conversava sobre m\u00fasica e literatura.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2683\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/b429b9fc-be8e-47e6-8d67-daa3b6367228-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/b429b9fc-be8e-47e6-8d67-daa3b6367228-300x214.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/b429b9fc-be8e-47e6-8d67-daa3b6367228-1024x729.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/b429b9fc-be8e-47e6-8d67-daa3b6367228-768x547.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/b429b9fc-be8e-47e6-8d67-daa3b6367228-1232x877.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2025\/10\/b429b9fc-be8e-47e6-8d67-daa3b6367228.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A escrita foi seu caminho natural. Fez freelancer para a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Folha de Londrina<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e para revistas de economia. Ainda assim, perto de se formar, sentiu-se perdido. Questionava se realmente era jornalista, vivia ansioso e inseguro. O mercado n\u00e3o foi f\u00e1cil: passou por diferentes jornais, enfrentou frustra\u00e7\u00f5es, como quando via ideias suas aparecerem em grandes revistas sem o devido cr\u00e9dito. Dessa experi\u00eancia, ficou a li\u00e7\u00e3o de que o jornalismo exige mais do que dedica\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso ter mal\u00edcia e aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O tempo tamb\u00e9m lhe deu maturidade. Suas reflex\u00f5es sobre o curso e a profiss\u00e3o acabaram virando literatura. Anos depois, escreveu um livro sobre a frustra\u00e7\u00e3o com o jornalismo, fruto de sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. \u201cFiz coisa legal, mas \u00e9 uma profiss\u00e3o que exige estar antenado, esperto\u201d, resume.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Hoje aos 57 anos, ao olhar para tr\u00e1s, Emildo lembra com carinho dos amigos, dos professores e dos sonhos daquela \u00e9poca. A faculdade foi palco de erros e acertos, mas tamb\u00e9m de crescimento. Mais do que t\u00e9cnicas e teorias, o que ficou foi o olhar sens\u00edvel para as hist\u00f3rias e a lembran\u00e7a do preto e branco revelado em laborat\u00f3rio: uma compara\u00e7\u00e3o da sua trajet\u00f3ria: simples, mas ainda assim, carregada de sentido.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"post-content-inner\">\n<div class=\"col-padding\">\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Amanda Stafin<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Amanda Grzbielucka<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o: <\/strong>Diego Santana e Luiz Cruz<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Aline Rosso<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Aline Rosso e Kevin Kossar<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-meta mdc-card__actions col-padding\">\n<div class=\"mdc-card__action-icons col-xs-12 col-sm-fit\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas lembran\u00e7as da vida universit\u00e1ria se tornam tatuagens na mem\u00f3ria, imposs\u00edveis de apagar. 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