{"id":2722,"date":"2025-10-29T14:19:10","date_gmt":"2025-10-29T17:19:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=2722"},"modified":"2025-10-29T14:21:54","modified_gmt":"2025-10-29T17:21:54","slug":"do-balcao-de-farmacia-a-redacao-a-trajetoria-de-regis-rieger-no-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/do-balcao-de-farmacia-a-redacao-a-trajetoria-de-regis-rieger-no-jornalismo\/","title":{"rendered":"Do balc\u00e3o de farm\u00e1cia \u00e0 reda\u00e7\u00e3o: a trajet\u00f3ria de R\u00e9gis Rieger no jornalismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\" data-start=\"568\" data-end=\"741\"><em>Nas pausas entre o trabalho e a rotina intensa, R\u00e9gis encontrou no fazer jornal\u00edstico um espa\u00e7o de identidade e realiza\u00e7\u00e3o | Foto: Arquivo pessoal<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">R\u00e9gis Rieger, natural de Marechal C\u00e2ndido Rondon, n\u00e3o imaginava na adolesc\u00eancia que dedicaria sua vida ao Jornalismo. Aos 15 anos, come\u00e7ou a trabalhar como balconista de farm\u00e1cia e almejava uma carreira na \u00e1rea da sa\u00fade. O jovem chegou a prestar vestibular para Medicina, mas n\u00e3o foi aprovado. No entanto, tudo mudou ap\u00f3s um epis\u00f3dio marcante em 1994. Ao ler uma revista entregue por um representante de produtos laboratoriais, o interesse pelo jornalismo despertou. A partir dali, a comunica\u00e7\u00e3o se tornou uma paix\u00e3o e o caminho profissional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Naquele momento, R\u00e9gis j\u00e1 morava em Ponta Grossa, pois havia se mudado para realizar o Ensino M\u00e9dio no Col\u00e9gio Agr\u00edcola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do Ensino M\u00e9dio, o jovem continuou a trabalhar em farm\u00e1cia enquanto era bolsista no cursinho pr\u00e9-vestibular do Col\u00e9gio Sepam. R\u00e9gis foi aprovado no vestibular para Jornalismo na UEPG e ingressou no curso em 1995.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas a trajet\u00f3ria dentro da Universidade n\u00e3o foi cont\u00ednua. As dificuldades financeiras o for\u00e7aram a trancar a faculdade por dois anos. \u201cOu eu pagava o aluguel ou ia para o curso\u201d. Ap\u00f3s estruturar-se financeiramente, Regis retornou ao curso em 1998 e concluiu a gradua\u00e7\u00e3o em 2000.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Durante a gradua\u00e7\u00e3o, R\u00e9gis n\u00e3o apenas consolidou a paix\u00e3o pela profiss\u00e3o, mas tamb\u00e9m viveu transforma\u00e7\u00f5es pessoais. Conheceu e iniciou um relacionamento com a esposa K\u00e1tia Brembatti, tamb\u00e9m jornalista e atual presidente da Abraji (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo). O casal teve um filho, ainda na gradua\u00e7\u00e3o, chamado Henrique. \u201cUm diploma extra\u201d, brinca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ainda no per\u00edodo da faculdade, R\u00e9gis conciliava o curso com trabalho na r\u00e1dio e na TV. O acad\u00eamico acordava \u00e0s 4h30 para come\u00e7ar o expediente na r\u00e1dio. \u00c0s 7h30 chegava \u00e0 UEPG para os estudos. Voltava para a emissora \u00e0 tarde e s\u00f3 encerrava o dia por volta da meia-noite na emissora de TV. \u201cFoi um per\u00edodo de muitos desafios e de supera\u00e7\u00e3o. Um divisor de \u00e1guas para minha vida\u201d destaca. R\u00e9gis relembra um epis\u00f3dio em que um professor, j\u00e1 fora do departamento, afirmou que ele n\u00e3o teria capacidade para trabalhar em r\u00e1dio. \u201cSai da sala chorando, mas no futuro provei que tinha compet\u00eancia\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O jornalista trabalhou durante anos em emissoras de r\u00e1dio e TV e colecionou amizades. Uma das principais foi com <\/span><a href=\"https:\/\/terceirotempo.uol.com.br\/que-fim-levou\/nei-costa-1506\"><span style=\"font-weight: 400\">Nei Costa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, radialista com quem trabalhou na R\u00e1dio Clube. Costa seguiu carreira na Rede Bandeirantes e se tornou padrinho de casamento de R\u00e9gis. O radialista faleceu em 2019, aos 74 anos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Da reda\u00e7\u00e3o \u00e0 assessoria\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A transi\u00e7\u00e3o para a Assessoria de Imprensa surgiu a partir de uma oportunidade inesperada. R\u00e9gis j\u00e1 atuou assessorando setores p\u00fablico e privado e no marketing. Hoje, o jornalista trabalha como Gerente de Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing da Portos do Paran\u00e1. R\u00e9gis reconhece que o perfil do profissional de comunica\u00e7\u00e3o mudou. \u00c9 preciso dominar m\u00faltiplas habilidades, como a produ\u00e7\u00e3o de texto, fotografia, v\u00eddeos, \u00e1udios, edi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de artes gr\u00e1ficas. \u201cAs reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o cada vez mais enxutas. A gente precisa ser multifun\u00e7\u00e3o\u201d. Mesmo longe de emissoras, o jornalista nunca perdeu o carinho pelo r\u00e1dio e pela TV. \u201cSe me perguntarem se eu voltaria, responderia que sim\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com mestrado em Ci\u00eancias Sociais Aplicadas conclu\u00eddo em 2005, R\u00e9gis continua comprometido com a qualidade do trabalho que faz. N\u00e3o busca fama, nem grandes cargos. \u201cS\u00f3 quero fazer um bom trabalho. Se eu mantiver o padr\u00e3o que tenho hoje, est\u00e1 tudo certo. Me sinto completamente realizado.\u201d Para ele, o maior reconhecimento est\u00e1 em ser refer\u00eancia como profissional.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Jo\u00e3o Bobato<\/span><\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Diego Santana e Jo\u00e3o Ricardo Foga\u00e7a<\/span><\/p>\n<p><b>Revis\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Fabr\u00edcio Zvir<\/span><\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Aline Rosso<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas pausas entre o trabalho e a rotina intensa, R\u00e9gis encontrou no fazer jornal\u00edstico um espa\u00e7o de identidade e realiza\u00e7\u00e3o | Foto: Arquivo pessoal R\u00e9gis Rieger, natural de Marechal C\u00e2ndido Rondon, n\u00e3o imaginava na adolesc\u00eancia que dedicaria sua vida ao Jornalismo. 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