{"id":2819,"date":"2025-11-19T13:06:31","date_gmt":"2025-11-19T16:06:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=2819"},"modified":"2025-11-21T10:37:45","modified_gmt":"2025-11-21T13:37:45","slug":"aida-franco-de-lima-entre-palavras-animais-e-lutas-a-jornalista-que-fez-da-escrita-um-ato-de-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/aida-franco-de-lima-entre-palavras-animais-e-lutas-a-jornalista-que-fez-da-escrita-um-ato-de-resistencia\/","title":{"rendered":"Aida Franco de Lima: entre palavras, animais e lutas, a jornalista que fez da escrita um ato de resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">Egressa em atividade de cinegrafia durante o curso<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nascida em Cianorte, mas registrada em Terra Boa, no interior do Paran\u00e1, Aida Franco de Lima, hoje com 51 anos, sempre teve a vida guiada pela escrita e pelo desejo de defender a natureza e os animais. Ainda jovem, descobriu que o caminho para unir sensibilidade e engajamento, seria o jornalismo. Em 1993, ingressou na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), formando-se na turma de 1996. Atualmente, \u00e9 professora colaboradora da Unicentro, em Guarapuava, e colunista do portal H2Foz, onde segue unindo o texto \u00e0s suas convic\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Antes mesmo da universidade, o jornalismo j\u00e1 a havia encontrado. Em Cianorte, onde cresceu, come\u00e7ou a escrever para a Tribuna local, e sentiu na pr\u00e1tica o impacto de suas mat\u00e9rias no cotidiano das pessoas. Ali, ainda adolescente, aprendeu que a profiss\u00e3o n\u00e3o se fazia apenas de palavras, mas tamb\u00e9m de enfrentamentos. Sua demiss\u00e3o ap\u00f3s tentar denunciar a matan\u00e7a cruel de c\u00e3es mostrou-lhe os limites da censura, mas tamb\u00e9m a pot\u00eancia da persist\u00eancia: levou a den\u00fancia \u00e0 RPC e \u00e0 Folha de Londrina, interrompendo as pr\u00e1ticas da carrocinha na cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A escolha pela UEPG foi quase um encontro marcado. Encantada com a ideia do curso desde que via colegas com o moletom escrito \u201cjornalismo\u201d, decidiu prestar vestibular em Ponta Grossa. Aqui, mergulhou de corpo e alma na vida universit\u00e1ria: participou do Centro Acad\u00eamico, esteve \u00e0 frente da mobiliza\u00e7\u00e3o que mudou o curso do per\u00edodo vespertino para o matutino e viveu intensamente a rep\u00fablica estudantil, entre truco nos corredores, festas e amizades que atravessaram d\u00e9cadas. \u201cFoi minha cartilha, meu beab\u00e1. Foram anos intensos, imposs\u00edveis de comparar a qualquer outra experi\u00eancia\u201d, resume.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O per\u00edodo na UEPG foi tamb\u00e9m um divisor de \u00e1guas para sua vis\u00e3o do jornalismo. Estagiando no jornal Jo\u00e3o de Barro, envolveu-se com pautas ambientais quando o tema ainda era considerado de nicho. Paralelamente, atuava no Grupo Ecol\u00f3gico dos Campos Gerais, experi\u00eancia que lhe trouxe n\u00e3o s\u00f3 amizades duradouras, mas a convic\u00e7\u00e3o de que o jornalismo \u00e9, acima de tudo, uma ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conclu\u00eddo o curso, a transi\u00e7\u00e3o para o mercado aconteceu de maneira natural. Escreveu artigos de opini\u00e3o que movimentaram debates p\u00fablicos, assumiu a dire\u00e7\u00e3o de uma ONG em Cianorte, atuou como assessora parlamentar em Ponta Grossa e, pouco depois, deu in\u00edcio \u00e0 sua carreira como professora universit\u00e1ria. Mudou-se para Minas Gerais, onde lecionou por cinco anos na PUC Minas, conciliando doc\u00eancia, mercado e vida familiar. De volta ao Paran\u00e1, fixou-se na carreira acad\u00eamica e hoje ocupa a cadeira que j\u00e1 foi de um de seus mestres, o professor Edgar Melech, do curso de Jornalismo da Unicentro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao longo da trajet\u00f3ria, hist\u00f3rias marcantes tiveram destaque por conta\u00a0 da sua escrita. Uma delas foi\u00a0 de uma mulher em situa\u00e7\u00e3o de rua, que s\u00f3 aceitava ajuda se pudesse ficar com seus c\u00e3es. O relato sensibilizou a comunidade, mobilizou doa\u00e7\u00f5es e transformou a vida daquela senhora, que conquistou casa pr\u00f3pria e trabalho. Epis\u00f3dios como esse confirmaram para Aida que o jornalismo que escolheu fazer \u00e9 aquele que d\u00e1 voz a quem n\u00e3o tem espa\u00e7o e transforma vidas pela narrativa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Hoje, al\u00e9m de lecionar e escrever colunas semanais, Aida se dedica \u00e0 literatura. Criou a s\u00e9rie <\/span><b>\u201c<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Guardador de Palavras da Gabi<\/span><b>\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, inspirada nos di\u00e1logos com sua filha, baseada em princ\u00edpios de Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta e Escuta Ativa. Tamb\u00e9m mant\u00e9m trabalhos na \u00e1rea de document\u00e1rios e segue firme como ativista ambiental, como a\u00a0 jovem que, nos corredores da UEPG, j\u00e1 sonhava em usar o texto para\u00a0 lutar por um mundo melhor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Convicta de que os jornalistas formados ter\u00e3o papel decisivo na era das not\u00edcias falsas, Aida acredita que a escrita permanece como a identidade essencial do profissional. Para os jovens estudantes que iniciam a caminhada no jornalismo, deixa um conselho: \u201cN\u00e3o espere o melhor momento nem o melhor equipamento. Antes o feito era perfeito. Escreva, aproveite ao m\u00e1ximo os professores e colegas e crie sua pr\u00f3pria voz. O jornalismo ainda \u00e9, sim, uma ferramenta para mudar o mundo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Sabrina Waselcoski<\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o:<\/b> Rafaela Tzaskos<\/p>\n<p><strong>Publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Juliana Emelly<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Aline Rosso<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de Publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Aline Rosso e Kevin Kossar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Egressa em atividade de cinegrafia durante o curso Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal Nascida em Cianorte, mas registrada em Terra Boa, no interior do Paran\u00e1, Aida Franco de Lima, hoje com 51 anos, sempre teve a vida guiada pela escrita e pelo desejo de defender a natureza e os animais. 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