{"id":2908,"date":"2025-11-27T17:19:51","date_gmt":"2025-11-27T20:19:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=2908"},"modified":"2025-12-02T11:01:03","modified_gmt":"2025-12-02T14:01:03","slug":"por-tras-dos-pompons-o-crescimento-do-cheerleading-em-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/por-tras-dos-pompons-o-crescimento-do-cheerleading-em-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Por tr\u00e1s dos pompons: o crescimento do cheerleading em Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<div class='embed-container'><iframe loading=\"lazy\" title=\"Minidocument\u00e1rio Por tr\u00e1s dos pompons O crescimento do Cheerleading em Ponta Grossa\" width=\"1778\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wX1AHs10Ph4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>De treinos improvisados em pra\u00e7as ao reconhecimento institucional, o cheer pontagrossense se consolida como um dos maiores do Paran\u00e1<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O cheerleading em Ponta Grossa, guarda uma trajet\u00f3ria marcada por resist\u00eancia, disciplina e amor ao esporte. A modalidade, antes restrita a apresenta\u00e7\u00f5es escolares e eventos esportivos, transformou-se em um movimento atl\u00e9tico e cultural que mobiliza mais de 130 atletas na cidade. De acordo com dados da Liga Cheerleading Ponta Grossa (LCPG), entre 2022 e 2024 o n\u00famero de equipes inscritas no Campeonato Paranaense cresceu de 25 para cerca de 40. Atualmente, o munic\u00edpio de Ponta Grossa conta com 11 equipes universit\u00e1rias, igualando-se a Curitiba e Maring\u00e1 em representatividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O cheerleading\u00a0 pontagrossense se divide entre as equipes universit\u00e1rias da\u00a0 Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Universidade Tecnol\u00f3gica do Paran\u00e1 (UTFPR), e a equipe All Star do Rebellion, que representam diferentes vertentes do esporte. Enquanto o\u00a0 cheer universit\u00e1rio tem foco na representa\u00e7\u00e3o institucional e no esp\u00edrito acad\u00eamico, o All Star se configura como uma modalidade puramente competitiva, com coreografias mais complexas e com alto n\u00edvel t\u00e9cnico, praticada em academias especializadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre 2015 e 2016, os primeiros grupos come\u00e7aram a surgir na cidade. Equipes como Asas Negras, Bulleaders, Pirates e Anjos em Chamas foram pioneiras na pr\u00e1tica. Sem locais adequados, treinavam em blocos de universidades ou em parques p\u00fablicos. Douglas Cobiank, conhecido como Doug, \u00e9 um dos\u00a0 pioneiros que acompanhou toda a evolu\u00e7\u00e3o do esporte na cidade. \u201cNessa \u00e9poca as equipes dificilmente tinham eleva\u00e7\u00f5es de dificuldade nas apresenta\u00e7\u00f5es, era apenas dan\u00e7a com pompons\u201d, relembra o atleta do Presas de Marfim, equipe da qual faz parte desde 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O aprimoramento\u00a0 do cheer como um esporte, em Ponta Grossa, come\u00e7ou a crescer em 2017, quando alguns times contrataram t\u00e9cnicos especializados no esporte. Presas de Marfim, time universit\u00e1rio da UTFPR, contratou um t\u00e9cnico para introduzir o cheerleading competitivo. \u201cCom o treinamento especializado, conseguimos evoluir o n\u00edvel das performances e abrir caminho para o cheer como esporte de fato\u201d, explica Doug. Com isso, as equipes come\u00e7aram a consolidar o nome da cidade nos campeonatos estaduais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A cria\u00e7\u00e3o da Liga Cheerleading Ponta Grossa (LCPG), em 2014, foi outro marco decisivo. A organiza\u00e7\u00e3o passou a promover eventos, incentivar a pr\u00e1tica esportiva e intermediar o di\u00e1logo com o poder p\u00fablico. Por meio da LCPG, o cheer conquistou visibilidade e, em 2025, garantiu apoio da Prefeitura Municipal com a cess\u00e3o do Gin\u00e1sio Jamal para treinos aos finais de semana. \u201cEsse reconhecimento \u00e9 fruto de anos de insist\u00eancia e organiza\u00e7\u00e3o dos atletas ligados ao cheer\u201d, afirma Doug. Guilherme de Campos, t\u00e9cnico e atleta que atua no Rebellion All Star desde 2018, destaca que a estrutura adequada \u00e9 essencial para a seguran\u00e7a dos atletas. \u201cO cheer exige t\u00e9cnica e preparo f\u00edsico, e n\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel treinar em qualquer lugar. Ter um espa\u00e7o fixo \u00e9 uma conquista coletiva.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Rebellion Gym, atual sede da equipe Rebellion All Star, \u00e9 o \u00fanico espa\u00e7o privado da cidade com estrutura espec\u00edfica para o esporte. Equipado com piso de absor\u00e7\u00e3o de impacto, o gin\u00e1sio tornou-se refer\u00eancia regional. A representatividade e diversidade no cheer tamb\u00e9m t\u00eam crescido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para Renan de Oliveira, atleta do Rebellion desde 2024, o esporte tem quebrado estere\u00f3tipos de g\u00eanero. \u201cQuando comecei, imaginei que seria base por causa de ideias limitantes sobre o papel dos homens no cheer. A cria\u00e7\u00e3o da categoria all boy mudou tudo para mim. Foi uma realiza\u00e7\u00e3o muito grande poder competir em igualdade\u201d, comenta. O surgimento dessa categoria ampliou o espa\u00e7o para diferentes forma\u00e7\u00f5es e fortaleceu o sentimento de pertencimento dentro da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 no ambiente universit\u00e1rio, o Arlequinas Cheerleading, equipe da UEPG, representa um exemplo de persist\u00eancia. Maria Vit\u00f3ria Carollo, integrante desde 2022, relata as dificuldades enfrentadas nos primeiros anos. \u201cTrein\u00e1vamos na quadra do Col\u00e9gio Polivalente, emprestada, mas sofr\u00edamos muito com a falta de estrutura, principalmente nos dias de chuva, quando a \u00e1gua entrava na quadra\u201d, lembra. Apesar dos obst\u00e1culos, o time cresceu e, em 2024, conquistou o feito de participar do Campeonato Paranaense, em Curitiba. \u201cFoi o auge do Arlequinas at\u00e9 agora, levar o nome da UEPG para fora da cidade foi uma emo\u00e7\u00e3o indescrit\u00edvel\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje, Ponta Grossa re\u00fane mais de 130 atletas ativos em diversas equipes, entre universit\u00e1rias e independentes, como Asas Negras, The Flames e Devils. O n\u00famero expressivo reflete o avan\u00e7o da modalidade e o engajamento local. A cidade, antes carente de reconhecimento institucional, agora come\u00e7a a colher os frutos de uma d\u00e9cada de esfor\u00e7o coletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mesmo assim, o cen\u00e1rio ainda exige pol\u00edticas mais consistentes. O apoio da LCPG e a conquista do espa\u00e7o p\u00fablico para treinos s\u00e3o passos importantes, mas insuficientes diante da demanda crescente. \u201cO cheer \u00e9 um esporte que envolve t\u00e9cnica, preparo f\u00edsico e investimento\u201d, refor\u00e7a Guilherme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por tr\u00e1s dos pompons, h\u00e1 hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o, identidade e pertencimento. O que come\u00e7ou como uma dan\u00e7a improvisada em pra\u00e7as hoje se firma como um movimento esportivo e cultural que molda uma nova gera\u00e7\u00e3o de atletas ponta-grossenses, e coloca a cidade, definitivamente, no mapa do cheerleading paranaense.<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ingrid M\u00fcller, Lucas Jolondek e Yasmin Aguilera<br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Giovana Guarneri<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Aline Rosso<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Aline Rosso e Kevin Furtado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De treinos improvisados em pra\u00e7as ao reconhecimento institucional, o cheer pontagrossense se consolida como um dos maiores do Paran\u00e1 O cheerleading em Ponta Grossa, guarda uma trajet\u00f3ria marcada por resist\u00eancia, disciplina e amor ao esporte. 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