{"id":3497,"date":"2026-05-05T16:40:46","date_gmt":"2026-05-05T19:40:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=3497"},"modified":"2026-05-07T09:21:44","modified_gmt":"2026-05-07T12:21:44","slug":"a-vida-antes-durante-e-depois-das-quatro-linhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/a-vida-antes-durante-e-depois-das-quatro-linhas\/","title":{"rendered":"A vida antes, durante e depois das \u2018quatro linhas\u2019"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3502\" style=\"width: 594px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3502\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3502\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto_-Arquivo-pessoal_Karina-Balestra-1.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><p id=\"caption-attachment-3502\" class=\"wp-caption-text\">Arquivo pessoal: Karina Balestra<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Quartas de finais do Campeonato Brasileiro Feminino de 2<\/span>020.\u00a0Os ponteiros do rel\u00f3gio se aproximavam das quatro da tarde, momento em que o \u00e1rbitro Diego da Costa Cidra soaria o apito na Arena do Gr\u00eamio, em Porto Alegre. O dia 25 de outubro ficaria gravado na mem\u00f3ria de Karina Balestra para sempre: era a \u00faltima vez que colocaria os p\u00e9s em campo como jogadora profissional de futebol.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">No dia 21 de janeiro de 1982, na capital do Rio Grande do Sul, nascia Karina Balestra da Luz. Ainda na inf\u00e2ncia, em Cachoeirinha (RS), o futebol j\u00e1 fazia parte da vida dela. Seu despertar para o esporte, por volta dos sete anos, foi ao lado do irm\u00e3o mais velho. \u201cMeu irm\u00e3o estava sempre jogando, sempre com uma bola. Onde ele ia, eu ia atr\u00e1s\u201d, relembra. E o que come\u00e7ou como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">hobby <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">dentro do ambiente familiar, mais tarde se tornaria sua profiss\u00e3o. \u201cEra minha brincadeira preferida. Eu chegava da escola e j\u00e1 sa\u00eda jogar futebol na rua\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">No in\u00edcio da adolesc\u00eancia, Karina se viu diante de um impasse: mudar do futsal para o futebol de campo. Por n\u00e3o haver time feminino na cidade, a jovem aceitou o convite para jogar entre os garotos. Os obst\u00e1culos, por\u00e9m, n\u00e3o demoraram a surgir. \u201cNa hora de jogar o campeonato, eu n\u00e3o podia ser inscrita. Foi bem frustrante, porque eu queria competir e n\u00e3o ficar s\u00f3 treinando\u201d, lamenta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Karina percebeu, ent\u00e3o, que o caminho a ser trilhado n\u00e3o seria simples. \u201cFoi a\u00ed que despertou a vontade de ser atleta profissional, de jogar somente com meninas, de levar isso para a minha vida\u201d, explica. E foi aos 14 anos, \u00e0 procura de uma escolinha de futebol em Porto Alegre, que Karina ingressou no Internacional. O \u00eaxtase por desfrutar do futebol feminino era indiscut\u00edvel, mas viver o sonho tamb\u00e9m tinha um pre\u00e7o. \u201cEu tinha que pegar dois \u00f4nibus para ir at\u00e9 l\u00e1. Claro que, muitas vezes, tinha que pedir um dinheiro para tia, para o tio, porque, \u00e0s vezes, o pai n\u00e3o tinha\u201d. Treinar longe de casa, segundo ela, tamb\u00e9m foi um desafio. \u201cTudo era dif\u00edcil naquela \u00e9poca, n\u00e3o tem como falar que foi f\u00e1cil.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><strong><i>Do suor ao sucesso\u00a0<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Em menos de um ano no Inter, a atleta ascendeu \u00e0 equipe profissional. No fim da d\u00e9cada de 1990, disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro adulto, com somente 15 anos. Na primeira competi\u00e7\u00e3o, Karina recorda que p\u00f4de jogar contra Sissi, a primeira camisa 10 do futebol feminino brasileiro. Na \u00e9poca, a j\u00e1 consagrada atleta jogava pelo S\u00e3o Paulo. \u201cEu era muito f\u00e3 da Sissi. Me vi pensando: \u2018poxa\u2019, estou jogando o mesmo jogo que ela\u201d, detalha.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Nos seis anos que passou pelo Clube do Povo (1997-2003), Karina tamb\u00e9m entrou no radar do comando da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. \u201cMe lembro que a Duda [Eduarda Luizelli, ex-jogadora, gestora de futebol e respons\u00e1vel pela reabertura do Departamento Feminino do Internacional] tinha me falado que eu estava sendo monitorada\u201d, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Ela, que dividiu vesti\u00e1rio com nomes como Marta e Cristiane, rememora com orgulho a sensa\u00e7\u00e3o de vestir a amarelinha. \u201c\u00c9 uma responsabilidade grande. Quando voc\u00ea chega na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, atinge o auge do atleta, da sua carreira\u201d. Desde a primeira convoca\u00e7\u00e3o em 2001, a ex-atacante representou o pa\u00eds por outros cinco anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">O \u00e1pice servindo \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o veio em 2003, com a conquista in\u00e9dita do Campeonato Pan-Americano: \u201cAquele Pan-Americano foi o primeiro, ent\u00e3o, querendo ou n\u00e3o, ficamos para a hist\u00f3ria\u201d. Apesar das boas lembran\u00e7as, e de um t\u00edtulo para chamar de \u2018seu\u2019, assim como v\u00e1rias atletas, Karina tamb\u00e9m teve que conviver com les\u00f5es ao longo da carreira. Em 2006, vivendo sua melhor fase, ela ficou de fora do Mundial. \u201cTomei um carrinho durante um jogo do Campeonato Paulista e quebrei meu p\u00e9 em duas partes. Foi uma les\u00e3o que me deixou em d\u00favida se eu iria continuar jogando futebol profissionalmente\u201d, reflete.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Na bagagem de mais de 20 anos de carreira, Karina trouxe consigo experi\u00eancias em clubes como Juventude, Corinthians, Suwon FC, na Cor\u00e9ia do Sul, Ferrovi\u00e1ria e Gr\u00eamio, al\u00e9m do Projeto Duda\/Canoas. A passagem pelo Leste Asi\u00e1tico, sobretudo, foi um divisor de \u00e1guas. Essa foi a primeira vez que a ex-jogadora conseguiu se sustentar somente com o futebol, al\u00e9m de recuperar seu n\u00edvel f\u00edsico e t\u00e9cnico. \u201cQuando cheguei na Cor\u00e9ia tive um choque de realidade. L\u00e1 os jogos s\u00e3o televisionados, a imprensa acompanha, a estrutura do feminino \u00e9 a mesma do masculino. Me senti muito valorizada\u201d, enaltece.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><strong><i>A \u00faltima dan\u00e7a<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">No Gr\u00eamio Foot-Ball Porto Alegrense, em 2017, um novo cap\u00edtulo de sua jornada no futebol ga\u00facho se iniciava. \u201cFalo que fui a pessoa que bati na porta do presidente do Gr\u00eamio para reabrir o futebol feminino\u201d, brinca a ex-jogadora. Uma das l\u00edderes da reativa\u00e7\u00e3o do projeto, artilheira do clube desde a reabertura, com 57 gols marcados, e respons\u00e1vel por recolocar o \u2018Imortal\u2019 na S\u00e9rie A1, em 2019, o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">status <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">de Karina n\u00e3o poderia ser outro: ela havia se tornado \u00eddola da institui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Mas, como toda bela hist\u00f3ria, a de Karina se aproximava do fim. Na \u00faltima partida da fase classificat\u00f3ria do Brasileir\u00e3o Feminino, em 2020, o Gr\u00eamio viajou at\u00e9 S\u00e3o Paulo para enfrentar o \u2018Tricolor Paulista\u2019. Ao regressar a Porto Alegre, por\u00e9m, uma not\u00edcia abalaria o planejamento do clube para as eliminat\u00f3rias da competi\u00e7\u00e3o: 10 membros do time, entre jogadoras e comiss\u00e3o t\u00e9cnica, testaram positivo para Covid-19. Entre eles, Karina Balestra. \u201cDali oito dias t\u00ednhamos jogo contra o Corinthians. Era o jogo que marcava a estreia do futebol feminino na Arena do Gr\u00eamio\u201d, recorda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">No fim daquele m\u00eas de outubro, o contrato de Karina se encerraria, ou seja, era sua \u00faltima oportunidade de jogar. A preocupa\u00e7\u00e3o era vis\u00edvel, seja pela recupera\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o, da doen\u00e7a, seja pela possibilidade de haver resqu\u00edcios dos sintomas, ou at\u00e9 pela falta de preparo e treinamento f\u00edsico ao longo da semana. \u201cDe tr\u00eas em tr\u00eas dias eu fazia o teste para ver se dava negativo, para pelo menos estar na convoca\u00e7\u00e3o do jogo\u201d, revela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Na sexta-feira, todos os resultados sa\u00edram negativos, por\u00e9m, Karina ainda n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es plenas para jogar. \u201cLembro que fiz um treino no s\u00e1bado e eu n\u00e3o consegui correr, tinha falta de ar ainda, dor no corpo e dor de cabe\u00e7a\u201d. O desejo de jogar na Arena, contudo, era maior do que qualquer contratempo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Para que ela participasse do momento hist\u00f3rico, Patr\u00edcia Gusm\u00e3o, ent\u00e3o treinadora, e Yura (J\u00falio Titow), diretor, deram aval \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o de Karina, que entraria somente nos minutos finais, aos 45\u2019 do 2\u00ba tempo. \u201cFoi uma despedida ruim. Gostaria de ter me despedido melhor dos gramados\u201d, desabafa.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_3500\" style=\"width: 164px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3500\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3500\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Mulheres-no-futebol-brasileiro-120x300.png\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Mulheres-no-futebol-brasileiro-120x300.png 120w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Mulheres-no-futebol-brasileiro-410x1024.png 410w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Mulheres-no-futebol-brasileiro-768x1920.png 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Mulheres-no-futebol-brasileiro-614x1536.png 614w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Mulheres-no-futebol-brasileiro-432x1080.png 432w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Mulheres-no-futebol-brasileiro.png 800w\" sizes=\"(max-width: 154px) 100vw, 154px\" \/><p id=\"caption-attachment-3500\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Karine Santos e Marina Ranzani<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left\"><strong><i>Depois do \u2018adeus\u2019<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Aos 38 anos, se aposentar significou mais do que apenas se despedir dos gramados. Representou, sobretudo, se familiarizar com o novo \u2018comum\u2019. \u201cAcho que fiquei um ano com a ficha querendo cair, que eu n\u00e3o era mais atleta, que eu n\u00e3o podia mais ajudar dentro de campo\u201d, relembra. Karina compreendia, por\u00e9m, que tamb\u00e9m poderia fazer a diferen\u00e7a fora das \u2018quatro linhas\u2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">A ex-jogadora dedicou-se, ent\u00e3o, a decifrar os bastidores do futebol e a aprender sobre gest\u00e3o esportiva. Em 2021, ela ingressou no Sindicato dos Atletas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul (SIAPERGS). L\u00e1, al\u00e9m de se tornar diretora do Departamento de Futebol Feminino, ela tamb\u00e9m criou o projeto \u201cAtletas Livres Feminino\u201d, voltado a resgatar o sonho de \u2018gurias\u2019 que n\u00e3o tiveram a oportunidade de praticar o futebol em sua plenitude. \u201cIsso \u00e9 gratificante. Ver as meninas jogando, fazendo o que gostam\u201d, celebra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">E quis o destino ainda que Karina retornasse ao clube onde fez hist\u00f3ria: o Gr\u00eamio. No fim de 2023, a ex-atleta recebeu o convite de Marianita Nascimento, tamb\u00e9m \u00eddola do clube, para ser diretora adjunta do Departamento de Futebol Feminino. Em dezembro de 2025, ap\u00f3s tr\u00eas anos de gest\u00e3o e de forma repentina, Karina recebeu a not\u00edcia do seu desligamento do time. \u201cTiraram duas grandes mulheres, duas ex-atletas, entendedoras da modalidade. Sempre falamos que o Gr\u00eamio mexeu em uma coisa que n\u00e3o poderia, que estava dando certo\u201d, exp\u00f5e.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Em 2026, no ano em que o projeto no SIAPERGS completa quatro anos, a ex-esportista segue acreditando e trabalhando pela modalidade. \u00c0 medida que a Copa do Mundo Feminina de 2027, sediada pelo Brasil, se aproxima, Karina expressa seus votos para o futuro da categoria. \u201cN\u00f3s\u00a0 esperamos que levem a s\u00e9rio o futebol feminino. Que a menina possa viver s\u00f3 disso, n\u00e3o s\u00f3 por tr\u00eas meses\u201d, reivindica. Na vis\u00e3o de quem viveu e, ainda vive, pelo esporte, o \u201cPa\u00eds do Futebol\u201d precisa e deve evoluir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Esta reportagem integra a colet\u00e2nea de livro-reportagem investigativo<\/span>\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">\u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">De dentro do campo: As viv\u00eancias das \u201cGurias do Sul\u201d no futebol brasileiro\u201d, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">que ao longo deste ano ir\u00e1 retratar a trajet\u00f3ria e as experi\u00eancias que permeiam a carreira de mulheres que dedicam-se ao futebol feminino no Sul do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o: <\/b>Giulia Neves<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Hendryo Andr\u00e9<\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Emilly Paitch e Mafe Sperafico<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quartas de finais do Campeonato Brasileiro Feminino de 2020.\u00a0Os ponteiros do rel\u00f3gio se aproximavam das quatro da tarde, momento em que o \u00e1rbitro Diego da Costa Cidra soaria o apito na Arena do Gr\u00eamio, em Porto Alegre. 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