{"id":3580,"date":"2026-05-12T17:14:56","date_gmt":"2026-05-12T20:14:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=3580"},"modified":"2026-05-12T17:18:25","modified_gmt":"2026-05-12T20:18:25","slug":"o-voo-do-asas-negras-12-anos-de-desafios-e-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/o-voo-do-asas-negras-12-anos-de-desafios-e-historia\/","title":{"rendered":"O voo do Asas Negras: 12 anos de desafios e hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>Hexacampe\u00e3 do JOIA PG e bicampe\u00e3 do Campeonato Nacional da Uni\u00e3o Brasileira de Cheerleaders, Asas Negras completa 12 anos de cria\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>Arquivo pessoal: Asas Negras<\/em><\/p>\n<blockquote><p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\">O cheerleading \u00e9 um esporte de alta performance que combina acrobacias, flexibilidade, for\u00e7a e sincroniza\u00e7\u00e3o. A modalidade vai al\u00e9m dos pompons e da imagem popular de l\u00edderes de torcidas normalmente vistos em s\u00e9ries e filmes. Trata-se de um esporte com regras pr\u00f3prias, categorias por n\u00edvel t\u00e9cnico e competi\u00e7\u00f5es regionais, nacionais e internacionais. Em Ponta Grossa, aquilo que come\u00e7ou como um sonho distante, 12 anos depois virou movimento e virou identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As equipes trabalham com cinco elementos: stunts (eleva\u00e7\u00f5es), tumbling (acrobacias de solo), jumps (saltos), pir\u00e2mide (stunts coletivos elevados e conectados) e dance (dan\u00e7a) que exigem precis\u00e3o e treino constante. Segundo a <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/esportes\/noticia\/2023\/09\/18\/popular-entre-estudantes-cheerleading-cresce-no-brasil.ghtml\">Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Cheerleading e Dan\u00e7a (CBCD)<\/a>, o cheerleading cresce no Brasil em n\u00famero de atletas todos os anos. Em uma cidade onde o esporte n\u00e3o era valorizado, o cheerleading tornou-se parte da cultura universit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dentro do esporte, existem dois tipos mais comuns de equipes:<i> all star<\/i> e <i>universit\u00e1rio<\/i>. As equipes <i>all star<\/i> s\u00e3o independentes, sem v\u00ednculo com institui\u00e7\u00f5es de ensino e costumam ter treinos voltados para o desempenho competitivo com foco em campeonatos de grande porte. J\u00e1 o cheerleading universit\u00e1rio re\u00fane atletas que representam suas respectivas atl\u00e9ticas universit\u00e1rias, em que o esporte funciona tamb\u00e9m como parte da vida acad\u00eamica e da identidade estudantil. Enquanto os times <i>all star<\/i> podem reunir atletas de idades diversas e n\u00edveis espec\u00edficos, as equipes universit\u00e1rias seguem regulamentos da Liga de Cheerleading de Ponta Grossa e costumam equilibrar performance esportiva com atividades de integra\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o institucional. Ambos os formatos compartilham a mesma base t\u00e9cnica, mas possuem culturas, rotinas e objetivos distintos dentro do chamado \u201ccheer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De acordo com os dados da Liga de Cheerleading de Ponta Grossa (LCPG) apresentados \u00e0 Secretaria de Esportes em 2024, Ponta Grossa fica atr\u00e1s apenas de Curitiba, no estado, em quantidade de times universit\u00e1rios. O cheerleading na cidade iniciou em 2014. Atualmente com 13 equipes, o cheerleading universit\u00e1rio segue em crescimento constante. A equipe Asas Negras, que representa os cursos de engenharias da Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (UTFPR), foi uma das pioneiras do esporte na cidade. Criado por B\u00e1rbara Silva, conhecida como Babi, o Asas Negras foi fundado em 26 de agosto de 2014, junto com mais seis atletas. O time era apenas um sonho que se tornou um dos maiores times universit\u00e1rios de Ponta Grossa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar das dificuldades enfrentadas pela equipe, como a limita\u00e7\u00e3o do n\u00famero de atletas, o Asas Negras j\u00e1 chegou a treinar com apenas cinco integrantes em 2014. Em abril de 2026, o time contava com 11 atletas, n\u00famero considerado pequeno para um time de cheerleading. Com conquistas como a primeira coloca\u00e7\u00e3o na competi\u00e7\u00e3o de cheerleading dos Jogos Inter Atl\u00e9ticas de Ponta Grossa (JOIA PG) em 2015, a equipe se consolidou com uma sequ\u00eancia de vit\u00f3rias conforme os anos: o time universit\u00e1rio \u00e9 hexacampe\u00e3o do JOIA PG (2015, 2016, 2017, 2019, 2022 e 2025), campe\u00f5es do Engenhar\u00edadas Paranaense (2022), bicampe\u00e3o paranaense (2022 e 2023) e do Campeonato Nacional da Uni\u00e3o Brasileira de Cheerleaders (UBC) (2016 e 2019). Em 2019, no campeonato da UBC, o time conquistou a maior pontua\u00e7\u00e3o entre as equipes universit\u00e1rias e conquistou o Grand Champion da categoria universit\u00e1ria, o t\u00edtulo mais alto que um time pode conquistar dentro de um campeonato.<\/p>\n<div id=\"attachment_3593\" style=\"width: 1293px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3593\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3593\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto-Arquivo-Asas-Negras-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1283\" height=\"847\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto-Arquivo-Asas-Negras-1.jpg 1283w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto-Arquivo-Asas-Negras-1-300x198.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto-Arquivo-Asas-Negras-1-1024x676.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto-Arquivo-Asas-Negras-1-768x507.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/05\/Foto-Arquivo-Asas-Negras-1-1232x813.jpg 1232w\" sizes=\"(max-width: 1283px) 100vw, 1283px\" \/><p id=\"caption-attachment-3593\" class=\"wp-caption-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o resultante na primeira medalha de ouro do time no JOIA PG 2015<br \/>Arquivo pessoal: Asas Negras<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Julio Cesar Braga Martins, atleta desde 2017 e atual coach da equipe, destaca que o \u201c\u2019cheer\u2019\u2019 \u00e9 um esporte muito novo no Brasil e apresent\u00e1-lo na universidade n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. O cheerleading, apesar de receber apoio de algumas institui\u00e7\u00f5es, como a Secretaria de Esportes da cidade, e da pr\u00f3pria universidade, ainda enfrenta problemas estruturais. Para a equipe Asas Negras, a UTFPR disponibiliza locais para treinos, como os gin\u00e1sios da institui\u00e7\u00e3o. Julio menciona que esse apoio \u00e9 fruto de uma constante insist\u00eancia e busca de valoriza\u00e7\u00e3o do time. O atleta comenta que o cheerleading enfrenta invalida\u00e7\u00f5es por pessoas que acreditam que \u00e9 apenas entretenimento e n\u00e3o uma modalidade esportiva de alto rendimento. Ele destaca que o esporte deveria ter mais visibilidade e presen\u00e7a em eventos e comemora\u00e7\u00f5es na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar das dificuldades, Julio ressalta a uni\u00e3o do grupo. \u201c\u00c9 sobre se sentir pertencente, encontrar o seu lugar em meio ao caos e saber que as pessoas que est\u00e3o ali v\u00e3o fazer o poss\u00edvel e imposs\u00edvel por voc\u00ea. \u00c9 literalmente minha segunda fam\u00edlia\u2019\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Coreografias<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O head coach \u00e9 o t\u00e9cnico respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o da coreografia apresentada nas competi\u00e7\u00f5es. No time do Asas Negras, o respons\u00e1vel por essa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 Dilan Kayne. Atleta de cheerleading h\u00e1 mais de 10 anos, contratado pelo conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Asas Negras coloca em pr\u00e1tica, nas suas rotinas, tatames comprados com dinheiro arrecadado pelo pr\u00f3prio time atrav\u00e9s de rifas, vendas de produtos e realiza\u00e7\u00e3o de eventos viabilizam o treino da equipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O time treina durante os fins de semana no Rebellion Arena, gin\u00e1sio esportivo de alto n\u00edvel localizado no bairro Ronda, em Ponta Grossa, e durante a semana, no hor\u00e1rio de almo\u00e7o, no gin\u00e1sio da UTFPR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A coreografia, ou \u201crotina\u201d, g\u00edria utilizada pelos atletas da modalidade, dura em m\u00e9dia dois minutos, e possui quadros espec\u00edficos: stunts, duplas, saltos, pir\u00e2mides e dan\u00e7a. Em cada quadro, os atletas buscam demonstrar por meio dos movimentos (skills), n\u00edveis de dificuldade para alcan\u00e7ar a melhora na somat\u00f3ria de pontos para o resultado final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gabriel Olszewski iniciou a sua trajet\u00f3ria no cheerleading universit\u00e1rio no Asas Negras e, para ele, a palavra que melhor define a equipe \u00e9 \u2018\u2019fam\u00edlia\u2019\u2019. O atleta diz que encontrou no esporte o suporte para superar dificuldades pessoais. Entretanto, o time demanda tempo e, muitas vezes, cobran\u00e7as fazem com que pense em desistir. Mesmo com as dificuldades, Gabriel destaca a resili\u00eancia. \u201cO stunt pode cair uma, duas, tr\u00eas, ou diversas vezes, mas voc\u00ea n\u00e3o pode desistir, porque uma hora vai dar certo\u2019\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gabriel relata que o Asas Negras foi essencial para conhecer novas pessoas e ajudou na melhora de sua timidez e autoconfian\u00e7a. \u201cIsso \u00e9 uma carta aberta ao Asas Negras, meu primeiro time competitivo, em que conquistei minha primeira medalha. Posso dizer que \u00e9 o esporte em que eu me encaixei\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta reportagem integra uma colet\u00e2nea de livro-reportagem investigativo. Este cap\u00edtulo trata da equipe Asas Negras. Acompanhe no Peri\u00f3dico as pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o: <\/b>Lucas Jolondek<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: <\/b>Hendryo Anderson Andr\u00e9<\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: <\/b>Maria Vit\u00f3ria da Cunha Machado, Giulia Neves, Dimitri de Souza e Amanda Rafaella<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o: <\/b>Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":941,"featured_media":3585,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,28],"tags":[89,88,39],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3580"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/941"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3580"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3580\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3603,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3580\/revisions\/3603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}