{"id":3709,"date":"2026-06-02T16:03:15","date_gmt":"2026-06-02T19:03:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=3709"},"modified":"2026-06-02T18:07:28","modified_gmt":"2026-06-02T21:07:28","slug":"mae-pai-eu-quero-ser-jogadora-de-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/mae-pai-eu-quero-ser-jogadora-de-futebol\/","title":{"rendered":"\u201cM\u00e3e! Pai! Eu quero ser jogadora de futebol\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">Arquivo Pessoal &#8211; \u00c1gatha Guarienti<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Em meio \u00e0 desigualdade na forma\u00e7\u00e3o de atletas no futebol feminino brasileiro, \u00c1gatha Guarienti enfrenta desafios para perseguir o sonho de se tornar jogadora profissional<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">At\u00e9 2018, o Brasil n\u00e3o possu\u00eda competi\u00e7\u00f5es nacionais de base femininas organizadas pela Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com o Relat\u00f3rio Nacional do Futebol Feminino, divulgado em 2025 pela CBF, 23 das 27 Unidades Federativas brasileiras desenvolveram alguma competi\u00e7\u00e3o de base feminina. Todavia, a realiza\u00e7\u00e3o de campeonatos regulares, das categorias sub-15, sub-17 e sub-20, ainda s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A desigualdade entre a regi\u00e3o Sul, sobretudo, desperta aten\u00e7\u00e3o. O Rio Grande do Sul, por exemplo, \u00e9 um dos tr\u00eas estados que mant\u00e9m competi\u00e7\u00f5es regulares nas categorias mencionadas. O Paran\u00e1, de modo semelhante, organiza campeonatos de forma regular voltados somente ao sub-17 e sub-15. Em Santa Catarina, entretanto, a realiza\u00e7\u00e3o de torneios, para todas essas faixas-et\u00e1rias, \u00e9 feita de forma pontual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A longo prazo, os impactos s\u00e3o percept\u00edveis: o calend\u00e1rio preenchido, n\u00e3o apenas por competi\u00e7\u00f5es nacionais, mas tamb\u00e9m por torneios organizados pelas pr\u00f3prias federa\u00e7\u00f5es, fomenta a forma\u00e7\u00e3o de atletas na regi\u00e3o, contribuindo para o desenvolvimento t\u00e9cnico e f\u00edsico exigido no futebol profissional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O Diagn\u00f3stico Futebol Feminino Brasil de 2023, realizado pelo Minist\u00e9rio do Esporte, coleta informa\u00e7\u00f5es de cerca de 200 atletas de clubes nacionais com v\u00ednculo federativo e que disputam competi\u00e7\u00f5es nacionais de base. A partir da avalia\u00e7\u00e3o de jogadoras, alguns dados refletem transforma\u00e7\u00f5es significativas: mais de 50% das atletas possu\u00edam contrato de forma\u00e7\u00e3o, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 assegurar a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, educacional, f\u00edsica e psicol\u00f3gica. A bolsa de aprendizagem, por exemplo, \u00e9 um dos benef\u00edcios garantidos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">S\u00e3o milhares de meninas, distribu\u00eddas pelos \u2018quatro cantos\u2019 do pa\u00eds, que desejam se tornar jogadoras profissionais. Entre essas jovens atletas est\u00e1 \u00c1gatha Guarienti, de 14 anos, que atua pela equipe sub-17 do Crici\u00fama Esporte Clube.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_3718\" style=\"width: 292px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3718\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3718\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Grafico_-Giulia-Neves-240x300.png\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Grafico_-Giulia-Neves-240x300.png 240w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Grafico_-Giulia-Neves-819x1024.png 819w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Grafico_-Giulia-Neves-768x960.png 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Grafico_-Giulia-Neves-864x1080.png 864w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Grafico_-Giulia-Neves.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 282px) 100vw, 282px\" \/><p id=\"caption-attachment-3718\" class=\"wp-caption-text\">Gr\u00e1fico: Giulia Neves<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><i>De torcedora \u00e0 jogadora<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Moradora de Torres, munic\u00edpio do Rio Grande do Sul com pouco mais de 40 mil habitantes, \u00c1gatha teve seu primeiro contato com o esporte cedo na vida,\u00a0 ao lado do pai, grande f\u00e3 da modalidade, ainda na inf\u00e2ncia. \u201cEu nasci e ele j\u00e1 me p\u00f4s para assistir\u201d, brinca. Aos 10 anos, a paix\u00e3o pelo futebol foi t\u00e3o grande que s\u00f3 ser torcedora j\u00e1 n\u00e3o bastava: a menina tamb\u00e9m queria jogar bola.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na \u00e9poca, por ser uma cidade pequena, n\u00e3o havia projetos voltados \u00e0s garotas. Por isso, \u00c1gatha teve que recorrer \u00e0 \u00fanica alternativa vi\u00e1vel. \u201cEra uma escolinha mista, com os \u2018guris\u2019, s\u00f3 que era meio de v\u00e1rzea\u201d, detalha. De forma gradual, ao perceber o desejo de seguir no futebol como profiss\u00e3o, precisou tomar outra decis\u00e3o. \u201cComecei a treinar sozinha. Eu sabia que treinando com os garotos eu n\u00e3o iria chegar a lugar algum\u201d, reflete.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O movimento decisivo, de acordo com \u00c1gatha, foi no momento em que revelou aos pais o interesse por seguir carreira no esporte. \u201cEu tinha vergonha de falar que queria ser jogadora profissional de futebol\u201d, confessa. E apesar do receio da fam\u00edlia, pela rotina como atleta n\u00e3o ser f\u00e1cil, seus pais logo se prontificaram a lev\u00e1-la em peneiras e avalia\u00e7\u00f5es pela regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><i>Em busca do \u201csim\u201d<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Sua primeira peneira foi na Escola de Futebol do Juventude, onde \u00c1gatha foi aceita. Em virtude das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, em 2024, a jovem se viu diante de um novo problema: os projetos do clube foram interrompidos. \u201cEu achava que ia me profissionalizar no Juventude. J\u00e1 esperava que o Ensino M\u00e9dio ia fazer em Caxias, ou, pelo menos, a faculdade\u201d, lamenta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00c1gatha faz parte, inclusive, do \u00edndice de 85% de jovens atletas que t\u00eam como objetivo fazer uma gradua\u00e7\u00e3o, segundo o Diagn\u00f3stico Futebol Feminino Brasil. Ela relata que Fisioterapia e Nutri\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre suas principais op\u00e7\u00f5es. \u201cAcredito que mesmo com todos os avan\u00e7os no futebol feminino, s\u00f3 com ele n\u00e3o d\u00e1 para se sustentar\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No Crici\u00fama, a aprova\u00e7\u00e3o demorou a chegar. Ela participou de duas peneiras e n\u00e3o foi aprovada. A fam\u00edlia resolveu, ent\u00e3o, lev\u00e1-la \u00e0 escolinha do time catarinense. L\u00e1, n\u00e3o demorou para que a jogadora se destacasse. Segundo a atleta, a pr\u00f3pria treinadora do sub-14 do Crici\u00fama, Renata Machado, declarou: \u201cPode chamar \u2018essa a\u00ed\u2019 que ela vai treinar com a gente\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ainda em 2025, per\u00edodo em que j\u00e1 atuava pela equipe de futsal do Tigre, \u00c1gatha p\u00f4de jogar pelo Fus\u00e3o Esportiva do Vale do Taquari (Fevat). Entre o in\u00edcio de agosto e o fim de setembro, a jogadora disputou o Gauch\u00e3o Feminino sub-15. Para ela, a conquista do terceiro lugar da competi\u00e7\u00e3o e o t\u00edtulo de \u201cCampe\u00e3s do Interior&#8221;, ao derrotar o Juventude, trazem boas lembran\u00e7as. \u201cNa final, conseguimos jogar na nossa casa. Quase todo mundo da cidade foi. Depois que a gente ganhou os moradores at\u00e9 entraram no campo\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><i>Dia a dia no \u2018Tigre\u2019<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ao almejar a profissionaliza\u00e7\u00e3o, alguns sacrif\u00edcios precisam ser feitos. Nas categorias de base, para al\u00e9m do talento, a determina\u00e7\u00e3o e a disciplina s\u00e3o essenciais para encarar a agenda. A rotina de \u00c1gatha come\u00e7a cedo. Todos os dias, ela se desloca de Torres (SC) at\u00e9 Sombrio (SC) para estudar. Na cidade catarinense, viaja de \u00f4nibus para Crici\u00fama, em trajeto que dura cerca de uma hora. L\u00e1, utiliza o transporte p\u00fablico para ir at\u00e9 o treino e, por fim, passa seis horas no Centro de Treinamento (CT). \u201c\u00c0s seis da tarde eu pego o \u00f4nibus de novo e chego em casa \u00e0s oito da noite\u201d, relata.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Em meio \u00e0 intensa rotina, o in\u00edcio de 2026 reservou fortes emo\u00e7\u00f5es. Em fevereiro, ela foi informada que iria jogar pela equipe sub-17 do Crici\u00fama. Imediatamente, a jogadora reconheceu algumas diferen\u00e7as. \u201cElas t\u00eam mais corpo do que eu, ent\u00e3o, uso outros recursos para conseguir me destacar nos treinos\u201d, explica. \u00c1gatha deparou-se, tamb\u00e9m, com um obst\u00e1culo para jogar\u00a0 no campo: os treinamentos acontecem pela manh\u00e3, hor\u00e1rio em que ela est\u00e1 na escola. Assim, sua prepara\u00e7\u00e3<\/span>o acontece, majoritariamente, na quadra. Como alternativa, divide sua rotina entre o futsal e o futebol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No Crici\u00fama, as <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Meninas Carvoeiras<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, de acordo com \u00c1gatha, disp\u00f5em de boa estrutura. \u201cNo alojamento s\u00e3o v\u00e1rios quartos, cada quarto tem seu pr\u00f3prio banheiro, o refeit\u00f3rio \u00e9 muito bom tamb\u00e9m, l\u00e1 tem sala de massagem. Tem tudo, \u00e9 bem completo\u201d, conta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Somando-se ao in\u00edcio movimentado da temporada, \u00c1gatha jogou, pela primeira vez, a Liga de Dese<\/span><span style=\"font-weight: 400\">nvolvimento sub-16, organizada pela CBF. \u201c\u00c9 excepcional o trabalho deles, os hot\u00e9is que ficamos s\u00e3o muito bons, a transmiss\u00e3o \u00e9 pelo pr\u00f3prio canal da CBF\u201d, detalha.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na competi\u00e7\u00e3o, a meio-campista p\u00f4de duelar contra times tradicionais do futebol brasileiro, como Corinthians e S\u00e3o Paulo. E, segundo ela, a disparidade entre as equipes \u00e9 percept\u00edvel. \u201cElas j\u00e1 t\u00eam um calend\u00e1rio\u00a0 formado. A estrutura e o dinheiro que elas t\u00eam \u00e9 muito maior. Ent\u00e3o d\u00e1 muita diferen\u00e7a no corpo, f\u00edsico, tudo\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_3719\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3719\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3719 size-medium\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Arquivo-Pessoal_Agatha-Guarienti-2-240x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Arquivo-Pessoal_Agatha-Guarienti-2-240x300.jpeg 240w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Arquivo-Pessoal_Agatha-Guarienti-2-819x1024.jpeg 819w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Arquivo-Pessoal_Agatha-Guarienti-2-768x960.jpeg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Arquivo-Pessoal_Agatha-Guarienti-2-864x1080.jpeg 864w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/06\/Arquivo-Pessoal_Agatha-Guarienti-2.jpeg 1024w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><p id=\"caption-attachment-3719\" class=\"wp-caption-text\">Arquivo Pessoal &#8211; \u00c1gatha Guarienti<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><i>Da alegria \u00e0s l\u00e1grimas<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para a jovem jogadora, a Liga de Desenvolvimento de 2026 n\u00e3o ficaria marcada pelas experi\u00eancias e aprendizados, mas sim, por uma grave les\u00e3o: o rompimento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) no \u00faltimo dia de competi\u00e7\u00e3o. \u201cQuando falaram que foi LCA eu pensei em desistir, porque um ano para voltar \u00e9 muita coisa\u201d, recorda. Aos 14 anos, a interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica para reconstruir o LCA pode gerar danos permanentes. \u201cEu n\u00e3o posso fazer cirurgia, porque se pegar a placa de crescimento, vou ficar com uma perna maior que a outra\u201d, esclarece.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o do Departamento M\u00e9dico, \u00c1gatha ir\u00e1, por ora, realizar somente acompanhamento fisioter\u00e1pico. Quando completar 15 anos, no m\u00eas de novembro, a expectativa \u00e9 de j\u00e1 realizar a opera\u00e7\u00e3o. A depender da progress\u00e3o e dos resultados do tratamento, o retorno aos gramados pode demorar de seis meses a um ano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ao explorar seus maiores sonhos na profiss\u00e3o, \u00c1gatha frisou o impacto da les\u00e3o no desejo de ser convocada para a sele\u00e7\u00e3o de base. \u201cEu estava tentando ir esse ano ou ano que vem, s\u00f3 que com essa les\u00e3o n\u00e3o sei o que vai acontecer\u201d, reflete. Apesar do cr\u00edtico cen\u00e1rio, a confian\u00e7a dela se mant\u00e9m inabal\u00e1vel. Conforme suas palavras, a vontade de desistir \u201cdurou pouco, uns 30 minutos e j\u00e1 quis voltar mais forte\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Esta reportagem integra uma colet\u00e2nea de livro-reportagem investigativo. Este cap\u00edtulo trata da hist\u00f3ria de uma jovem que enfrenta desafios para perseguir o sonho de se tornar jogadora profissional. Leia o cap\u00edtulo anterior <\/span><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/a-vida-antes-durante-e-depois-das-quatro-linhas\/\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui.<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> Acompanhe no Peri\u00f3dico as pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Giulia Neves<\/span><\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Hendryo Andr\u00e9<\/span><\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Natalia Almeida, Pietra Gasparini e Mafe Sperafico<\/span><\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arquivo Pessoal &#8211; \u00c1gatha Guarienti Em meio \u00e0 desigualdade na forma\u00e7\u00e3o de atletas no futebol feminino brasileiro, \u00c1gatha Guarienti enfrenta desafios para perseguir o sonho de se tornar jogadora profissional At\u00e9 2018, o Brasil n\u00e3o possu\u00eda competi\u00e7\u00f5es nacionais de base femininas organizadas pela Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF). 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