{"id":4047,"date":"2026-06-25T11:26:23","date_gmt":"2026-06-25T14:26:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=4047"},"modified":"2026-06-25T11:41:54","modified_gmt":"2026-06-25T14:41:54","slug":"nao-tenho-rede-sobre-mim-para-proteger-da-queda-solidao-e-saude-mental-no-carcere-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/nao-tenho-rede-sobre-mim-para-proteger-da-queda-solidao-e-saude-mental-no-carcere-feminino\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o tenho rede sobre mim para proteger da queda\u201d: solid\u00e3o e sa\u00fade mental no c\u00e1rcere feminino"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">Arte: David Hart<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">O abandono familiar e a aus\u00eancia de cuidado psicol\u00f3gico aprofundam o sofrimento mental de mulheres privadas de liberdade.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um levantamento feito pelo G1, a partir de dados do painel da Secretaria Nacional de Pol\u00edticas Penais (Senappen) sobre o sistema penitenci\u00e1rio brasileiro, mostra que 26,8% das mulheres presas no Brasil n\u00e3o t\u00eam visitantes cadastrados, ou seja, n\u00e3o recebem nenhuma visita. O dado reflete a solid\u00e3o enfrentada pelas mulheres no c\u00e1rcere.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga Glaucia Orth, coordenadora de um projeto voltado \u00e0 sa\u00fade mental de mulheres privadas de liberdade no Paran\u00e1, explica que o abandono e a solid\u00e3o no c\u00e1rcere aprofundam vulnerabilidades j\u00e1 existentes. Para ela, os dados oficiais ainda n\u00e3o conseguem dimensionar a realidade vivida dentro das unidades femininas. Ela afirma que 26% ainda \u00e9 um n\u00famero baixo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao realizar o projeto, Glaucia e sua equipe perguntaram em que dia as mulheres poderiam participar, j\u00e1 que, durante a semana, todas trabalhavam. Ela pensou que s\u00e1bado n\u00e3o seria poss\u00edvel por ser dia de visita, mas a resposta das mulheres evidencia o abandono: \u201cquase nenhuma delas tem visita\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2020, durante a pandemia, foram institu\u00eddas as chamadas de v\u00eddeo nos pres\u00eddios. Para ter direito a este recurso o familiar deve possuir a carteira de visitante e realizar cadastro pr\u00e9vio na unidade. As liga\u00e7\u00f5es s\u00e3o monitoradas, t\u00eam tempo restrito e acontecem em dias e hor\u00e1rios agendados. Segundo Glaucia, as chamadas de v\u00eddeo com as fam\u00edlias amenizam o isolamento, mas ainda est\u00e3o longe de suprir a aus\u00eancia de contato familiar. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o ter visita \u00e9 mais um fator para o adoecimento. A fam\u00edlia \u00e9 nossa prote\u00e7\u00e3o informal. Se acontece alguma coisa, \u00e9 para ela que recorremos. N\u00e3o ter visita representa uma vulnerabilidade ainda maior, \u00e9 pensar: \u2018eu n\u00e3o tenho com quem contar\u2019 \u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mireille Let\u00edcia Ishimaru passou um ano e cinco meses presa. Ao falar sobre o abandono feminino dentro do c\u00e1rcere, descreve uma diferen\u00e7a que se evidencia nos dias de visita. \u201cSe voc\u00ea vai em uma cadeia feminina, pode contar no dedo quantas visitas v\u00e3o ter para as mulheres. Agora, se voc\u00ea vai em uma masculina, veja a quantidade de mulheres que est\u00e3o na fila para visitar os homens. N\u00e3o tem nem compara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ela tamb\u00e9m relata como a sa\u00fade mental era tratada no pres\u00eddio. Havia apenas uma consulta por m\u00eas com um m\u00e9dico generalista, que receitava todos os medicamentos. Mireille tinha s\u00e9rios problemas respirat\u00f3rios, agravados pelas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas da cadeia. Por isso, n\u00e3o podia recusar o atendimento m\u00e9dico, contudo era, tamb\u00e9m, o momento em que lhe prescreviam medica\u00e7\u00e3o psicotr\u00f3pica em excesso. Ela, e as outras mulheres privadas de liberdade eram dopadas com uma quantidade excessiva de rem\u00e9dios. \u201cEu cheguei a tomar tanto rem\u00e9dio que hoje eu n\u00e3o vivo sem. Quando fico sem, tenho tremedeira. Eu me tornei dependente\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Glaucia afirma que esse uso indiscriminado de medicamentos acontece em todas as unidades prisionais.\u201c\u00c9 assustador perceber que quase 100% delas tomam medica\u00e7\u00e3o pesada e em excesso. Voc\u00ea n\u00e3o tem um cuidado de sa\u00fade mental\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga e pesquisadora da Fiocruz, participou do Inqu\u00e9rito Nacional de Sa\u00fade no Sistema Prisional. No Paran\u00e1, foram avaliadas 44 unidades prisionais. Segundo ela, apenas uma funciona da maneira conforme a\u00a0 lei, que articula os servi\u00e7os de sa\u00fade do SUS.\u00a0 Na maioria dos lugares, o acesso \u00e0 sa\u00fade dessa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negligenciado. \u201c\u00c9 uma s\u00e9rie de problemas, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma s\u00e9rie de intencionalidades de manter as coisas como elas s\u00e3o\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Glaucia explica que as pessoas privadas de liberdade j\u00e1 chegam ao sistema prisional com problemas anteriores de sa\u00fade mental. \u201c\u00c9 uma popula\u00e7\u00e3o exposta a muita viol\u00eancia desde o in\u00edcio da vida. E sofrer viol\u00eancia ou ser exposto \u00e0 viol\u00eancia diariamente traz um adoecimento mental \u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ela tamb\u00e9m participou, como pesquisadora da Fiocruz, de um estudo realizado na Penitenci\u00e1ria Estadual de Ponta Grossa (PEPG) e na Unidade de Progress\u00e3o de Ponta Grossa (UPPG). Os dados coletados revelam que 75% dos apenados foram expostos a seis ou mais eventos traum\u00e1ticos ao longo da vida, enquanto mais de 58% apresentaram sintomas compat\u00edveis com o diagn\u00f3stico prov\u00e1vel de Transtorno de Estresse P\u00f3s-Traum\u00e1tico (TEPT).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Foi nesse contexto que surgiu o projeto Narrando Nossas Hist\u00f3rias, iniciativa voltada ao cuidado em sa\u00fade mental de mulheres privadas de liberdade no sistema penitenci\u00e1rio do Paran\u00e1. O projeto utilizou a Terapia de Exposi\u00e7\u00e3o Narrativa (NET) para o tratamento de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico e foi realizado durante seis meses no Centro de Integra\u00e7\u00e3o Social (CIS) de Piraquara, uma unidade feminina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Cinquenta mulheres participaram de atendimentos terap\u00eauticos individuais e c\u00edrculos de constru\u00e7\u00e3o de paz, espa\u00e7os seguros baseados na justi\u00e7a restaurativa, para que as participantes expressem seus sentimentos. A experi\u00eancia tamb\u00e9m deu origem a ao document\u00e1rio<\/span><a href=\"https:\/\/youtu.be\/UOBJnY4DfUc?si=Pa0pBefQhPwsDLNv\"><span style=\"font-weight: 400\"> \u201cAt\u00e9 Virar Jardim\u201d,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> produzido a partir das narrativas das mulheres. Para construir confian\u00e7a com as participantes, o primeiro passo foi instruir as detentas para que elas pudessem atuar como agentes multiplicadores na metodologia da justi\u00e7a restaurativa. Glaucia compartilha a fala de uma das mulheres atendidas: \u201cMe faz muito bem ver que quem est\u00e1 \u00e0 frente disso \u00e9 uma mulher que veste laranja e branco, igual eu. Eu nunca achei que ter\u00edamos\u00a0 a capacidade de fazer alguma coisa nesse n\u00edvel de protagonismo\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A partir das experi\u00eancias e relatos delas, foi constru\u00edda uma m\u00fasica com a letra que d\u00e1 t\u00edtulo a esta reportagem: \u201cCorro de perigo, mudo meu destino, salto sobre o abismo. N\u00e3o tenho rede sobre mim para proteger da queda.\u201d A letra de Al\u00edcia Gomes exemplifica a aus\u00eancia de rede de prote\u00e7\u00e3o para mulheres privadas de liberdade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os relatos escutados durante o projeto em Piraquara revelaram um hist\u00f3rico recorrente de viol\u00eancia sexual e dom\u00e9stica entre as participantes. \u201c\u00c9 assustador ver como a viol\u00eancia sexual aparece j\u00e1 na inf\u00e2ncia, muitas vezes sem qualquer prote\u00e7\u00e3o. Na adolesc\u00eancia, come\u00e7am as viol\u00eancias nos relacionamentos \u00edntimos e seguem no casamento. S\u00e3o viol\u00eancias cr\u00f4nicas, que acontecem diariamente\u201d. Para Glaucia, o impacto dessas experi\u00eancias nos primeiros anos de vida compromete a constru\u00e7\u00e3o da identidade. Entre os efeitos mais frequentes, ela aponta desregula\u00e7\u00e3o emocional, depress\u00e3o, agressividade e tentativas de suic\u00eddio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O medo da liberdade tamb\u00e9m aparece como uma consequ\u00eancia do encarceramento. Glaucia observa que, embora todas desejem sair da pris\u00e3o, a proximidade da liberdade costuma provocar desespero. \u201cElas perguntam: \u2018Para onde eu vou? Onde eu vou morar? O que eu vou fazer?\u2019\u201d. De acordo com ela, a pris\u00e3o retira das pessoas a possibilidade de escolha cotidiana, voc\u00ea n\u00e3o escolhe o que veste, onde dorme, o que come. \u201cA pris\u00e3o n\u00e3o prepara voc\u00ea para a vida, que \u00e9 feita de escolhas\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em alguns casos, mulheres que sa\u00edram do regime fechado cometem novos crimes poucas horas depois de deixar a unidade prisional, \u201cA transi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m precisa ser cuidada. O sistema falha ao reinserir essas mulheres na sociedade\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse medo tamb\u00e9m foi relatado por Mireille. Apesar de desejar muito sair da pris\u00e3o, no in\u00edcio ela pedia para n\u00e3o ser colocada em pris\u00e3o domiciliar, porque tinha medo de n\u00e3o conseguir permanecer em casa e acabar retornando ao c\u00e1rcere, algo que via acontecer com frequ\u00eancia entre outras mulheres libertadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com Glaucia, o primeiro ano ap\u00f3s a sa\u00edda da pris\u00e3o concentra os maiores \u00edndices de reincid\u00eancia, especialmente no primeiro m\u00eas. Para ela, isso revela a aus\u00eancia de redes de prote\u00e7\u00e3o e suporte social fora do c\u00e1rcere.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre os fatores que mais contribuem para o adoecimento mental no c\u00e1rcere, Glaucia cita a saudade dos filhos e a inseguran\u00e7a sobre o bem-estar deles. Outros motivos s\u00e3o a falta de ar livre, visto que em algumas pris\u00f5es h\u00e1 apenas duas horas de sol por semana, a aus\u00eancia de atividades e lazer e a falta de perspectiva sobre o futuro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mireille tamb\u00e9m relata a dificuldade de precisar demonstrar for\u00e7a o tempo inteiro dentro da pris\u00e3o, sem poder ser ela mesma. Glaucia destaca como essa quest\u00e3o \u00e9 central no processo terap\u00eautico e na constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, ter algu\u00e9m com quem seja poss\u00edvel falar, demonstrar vulnerabilidade e expressar sentimentos sem medo de repres\u00e1lias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga afirma que os resultados do projeto com terapia psicossocial mostraram redu\u00e7\u00e3o significativa dos sintomas ps\u00edquicos, mesmo em uma interven\u00e7\u00e3o breve, pensada para funcionar dentro das limita\u00e7\u00f5es do sistema prisional. Para ela, isso demonstra a import\u00e2ncia de cuidar da sa\u00fade mental das pessoas detentas. \u201cSe a gente n\u00e3o cuidar da sa\u00fade mental das pessoas privadas de liberdade, tamb\u00e9m n\u00e3o cuidamos da seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A legisla\u00e7\u00e3o brasileira, por meio da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (LEP \u2014 Lei n\u00ba 7.210\/1984), estabelece a assist\u00eancia psicol\u00f3gica como um direito fundamental da pessoa presa e como parte da equipe t\u00e9cnica necess\u00e1ria para o funcionamento das unidades prisionais. No entanto, a legisla\u00e7\u00e3o nem sempre \u00e9 aplicada na pr\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a base de dados do Sistema Nacional de Pol\u00edticas Penais referente ao segundo semestre de 2025, a Cadeia P\u00fablica Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, n\u00e3o possui psic\u00f3logos, apesar de contar com sala para atendimentos multiprofissionais, que incluem a psicologia. J\u00e1 a Penitenci\u00e1ria Estadual de Ponta Grossa possui um profissional de psicologia, assim como a Unidade de Progress\u00e3o PEPG-UP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esta reportagem integra uma colet\u00e2nea de livro-reportagem. Este cap\u00edtulo trata sobre como o c\u00e1rcere afeta a sa\u00fade mental das detentas. Leia o cap\u00edtulo anterior aqui. Acompanhe no Peri\u00f3dico as pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Pietra Gasparini<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: <\/b>Jana\u00edne Kronbauer<\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: <\/b>Luiz Cruz, Natalia Almeida e Roberto Indzejczak<\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte: David Hart O abandono familiar e a aus\u00eancia de cuidado psicol\u00f3gico aprofundam o sofrimento mental de mulheres privadas de liberdade. Um levantamento feito pelo G1, a partir de dados do painel da Secretaria Nacional de Pol\u00edticas Penais (Senappen) sobre o sistema penitenci\u00e1rio brasileiro, mostra que 26,8% das mulheres presas no Brasil n\u00e3o t\u00eam visitantes&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":924,"featured_media":4066,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4047"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/924"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4047"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4047\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4095,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4047\/revisions\/4095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}