{"id":4412,"date":"2026-08-11T16:49:13","date_gmt":"2026-08-11T19:49:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=4412"},"modified":"2026-08-11T16:51:44","modified_gmt":"2026-08-11T19:51:44","slug":"barbada-e-abusada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/barbada-e-abusada\/","title":{"rendered":"Barbada e abusada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Performance e resist\u00eancia:\u00a0 criada em 2016, Cindy Cindy t\u00eam 10 anos de hist\u00f3ria na arte drag pontagrossense<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEra junho de 2016, n\u00f3s combinamos de ir em uma festa junina no antigo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Deck Club<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, combinamos que todos iriam de vestidos, e no\u00a0 fim foi s\u00f3 eu. \u00c9ramos um grupo de cinco, seis amigos, sa\u00edamos todo fim de semana juntos. At\u00e9 esse momento eu n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o que eu iria ser uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> queen.\u201d Foi naquela noite que Cindy Cindy deu suas caras para o p\u00fablico. \u201cEu tinha um salto, estava com um vestidinho rosinha, cheio de babadinho, comprei uma peruca, daquelas bem simples assim e chamei um amigo para fazer uma maquiagem.\u201d Seus amigos, ent\u00e3o, antes de chegar na festa apontaram, \u201cOlha, voc\u00ea precisa ter um nome, n\u00e3o podemos chegar no rol\u00ea e chamar voc\u00ea de F\u00e1bio, n\u00e9? Afinal, voc\u00ea est\u00e1 todo montado!\u201d Depois de muito pensar nas possibilidades, enquanto estavam esperando para sair, come\u00e7ou a tocar uma m\u00fasica da Cindy Lauper e ent\u00e3o o caso foi solucionado. \u201cVoc\u00ea adora Cindy Lauper. Vamos chamar voc\u00ea de Cindy!\u201d disse amigo pr\u00f3ximo de Cindy. Chegando na festa, foi um sucesso sem igual, chamou muita aten\u00e7\u00e3o, talvez porque Cindy preferiu n\u00e3o tirar a barba, achando que nunca mais ia fazer aquilo em sua vida. E isso se tornou um diferencial em sua<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201cQuando eu decidi sair mais vezes, eu continuei saindo, toda montada, mas com a barba. E eu percebi que\u00a0 algumas pessoas se incomodavam, outras pessoas ficavam curiosas tentando entender porque eu n\u00e3o tirava a barba. O estigma que todas as <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drags<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> tinham que ser extremamente femininas, ainda existia. Ent\u00e3o, todas as<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drags<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> que faziam algo diferente disso eram mal vistas, precisavam estar depiladas, para performar a feminilidade, e em um mundo onde mulheres s\u00e3o pressionadas diariamente para se depilar, isso pode afetar at\u00e9 a performance do feminino. \u201cIsso vai ser um diferencial da minha <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">porque as pessoas n\u00e3o v\u00e3o me esquecer. Elas v\u00e3o me ver lind\u00edssima e aquela barba vai chamar a aten\u00e7\u00e3o. Foi a\u00ed que eu resolvi que a Cindy Cindy seria uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> barbada\u201d, diz Cindy.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Com ou sem maquiagem, a barba prevalece, e tamb\u00e9m a ess\u00eancia de F\u00e1bio Mendes, quem d\u00e1 a vida para Cindy Cindy h\u00e1 10 anos. Diferente de Cindy, um furac\u00e3o por onde passa, F\u00e1bio sempre foi muito t\u00edmido, quieto e reservado, mas isso n\u00e3o \u00e9 mais um problema para ele, foi atrav\u00e9s da arte, que come\u00e7ou a se impor, porque de repente, a Cindy come\u00e7ou a se destacar, a Cindy come\u00e7ou a ser a Cindy Cindy <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Ent\u00e3o aquele sentimento de pot\u00eancia tamb\u00e9m foi para o F\u00e1bio. \u201cEu comecei a entender que tipo, o F\u00e1bio tamb\u00e9m \u00e9 forte, o F\u00e1bio tamb\u00e9m sabe impor limites, o F\u00e1bio tamb\u00e9m sabe se impor, sabe? O F\u00e1bio tamb\u00e9m tem o seu valor.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se, por um lado, a<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> trouxe for\u00e7a e seguran\u00e7a para fora, por outro, algumas quest\u00f5es pessoais seguiram caminhos mais silenciosos, especialmente quando o assunto \u00e9 fam\u00edlia. Hoje, aos 42 anos, F\u00e1bio conta que s\u00f3 conseguiu se assumir h\u00e1 cerca de tr\u00eas ou quatro anos, quando j\u00e1 tinha quase 38 anos. A decis\u00e3o n\u00e3o veio a partir de um ponto de ruptura. \u201cEu s\u00f3 me assumi porque eu estava num relacionamento s\u00e9rio. Ia morar com um menino que eu estava me relacionando. A\u00ed eu pensei: agora eu vou ter que falar.\u201d Esse momento carrega um contexto mais profundo, F\u00e1bio \u00e9 filho adotivo e foi adotado aos oito anos de idade, depois de j\u00e1 ter passado por situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Ao chegar na nova fam\u00edlia, construiu uma rela\u00e7\u00e3o marcada por gratid\u00e3o e responsabilidade, vivendo muito em fun\u00e7\u00e3o deles. \u201cEu entendi que aquela fam\u00edlia me salvou da situa\u00e7\u00e3o que eu vivia. Ent\u00e3o eu sempre fui muito focado neles, vivi muito pra eles, ajudei muito enquanto estive com eles.\u201d Foi justamente esse sentimento que, por muitos anos, adiou o enfrentamento da pr\u00f3pria sexualidade dentro de casa. A partir dos 18, 19 anos, esse conflito come\u00e7ou a crescer. A fam\u00edlia, religiosa e inserida em uma realidade do interior, nunca fez perguntas diretas, mas o sil\u00eancio tamb\u00e9m dizia muito. \u201cEles nunca me cobraram nada, nunca me perguntaram. Mas o meu medo era que eles sofressem se algu\u00e9m descobrisse alguma coisa sobre mim.\u201d Foi ent\u00e3o que ele decidiu sair de casa e buscar a pr\u00f3pria vida em outra cidade. A dist\u00e2ncia trouxe autonomia, mas n\u00e3o necessariamente abriu espa\u00e7o para di\u00e1logo. At\u00e9 hoje a rela\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia carrega alguns limites. \u201cN\u00f3s conversamos, tem contato, mas n\u00e3o fala muito sobre isso. \u00c9 outra realidade.\u201d Se assumir como homem gay foi um passo necess\u00e1rio, mas a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> segue em outro lugar. \u201cA minha sexualidade eu senti necessidade de contar. Mas a<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u2026 eu n\u00e3o sei se eles entenderiam. E tamb\u00e9m n\u00e3o sei se existe essa necessidade.\u201d A d\u00favida n\u00e3o \u00e9 apenas sobre aceita\u00e7\u00e3o, mas sobre tradu\u00e7\u00e3o. \u201cSer\u00e1 que eles v\u00e3o entender o que \u00e9 arte <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">? Eu n\u00e3o sei. E eu n\u00e3o quero correr esse risco.\u201d H\u00e1, nessa escolha, uma tentativa de preservar o v\u00ednculo, entendendo que nem todo espa\u00e7o comporta todas as vers\u00f5es de si. \u201cTem coisas e lugares pra tudo. Talvez l\u00e1, na rotina deles, isso n\u00e3o caiba.\u201d Ainda assim, ele reconhece o que j\u00e1 foi conquistado. \u201cEles j\u00e1 me aceitaram como filho gay. T\u00eam orgulho de mim.\u201d A <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, ent\u00e3o, permanece como um lugar separado, n\u00e3o negado, mas tamb\u00e9m n\u00e3o compartilhado. \u201cSe um dia eles me perguntarem, eu falo. Mas por enquanto, eu n\u00e3o quero passar por esse processo de ter que explicar.\u201d<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_4416\" style=\"width: 613px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4416\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4416\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/Foto_-Marina-Ranzani-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"603\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/Foto_-Marina-Ranzani-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/Foto_-Marina-Ranzani-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/Foto_-Marina-Ranzani-768x511.jpeg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/Foto_-Marina-Ranzani-1232x820.jpeg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/Foto_-Marina-Ranzani-272x182.jpeg 272w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/Foto_-Marina-Ranzani.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 603px) 100vw, 603px\" \/><p id=\"caption-attachment-4416\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marina Ranzani<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para Cindy, ser<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 apenas um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">hobby<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, pois antes mesmo dela existir,\u00a0 \u00e9 propriet\u00e1rio do seu pr\u00f3prio sal\u00e3o de beleza, no centro de Ponta Grossa. Conforme o sal\u00e3o foi crescendo, Cindy contratou tr\u00eas homens gays para trabalhar com ela no sal\u00e3o, logo os coment\u00e1rios e olhares desagrad\u00e1veis chegaram. \u201cNo primeiro momento foi o preconceito de: Meu Deus, quatro gays montaram um sal\u00e3o. Eles nem sabiam que o sal\u00e3o era s\u00f3 meu. Tinha gente que vinha, parava no corredor e ficava olhando aqui para dentro. Uma cara estranha. E eu n\u00e3o entendia porqu\u00ea\u201d. Quando o mundo<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">colidiu com o de cabeleireiro, muitas pessoas n\u00e3o entenderam o que era ser uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag queen,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e com isso, as rea\u00e7\u00f5es vieram. \u201cO <\/span><span style=\"font-weight: 400\">fato de eu estar me apresentando como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">teve alguns deboches, algumas pessoas que n\u00e3o entenderam, que acharam que eu ia me assumir uma mulher trans. Vieram me questionar dentro do meu sal\u00e3o, sabe? Com coment\u00e1rios: Ai! nossa, achei que ia chegar aqui e voc\u00ea ia estar trabalhando de peito. A\u00ed eu falei: &#8220;T\u00e1, mas se eu tivesse com peito ou sem peito ia ter diferen\u00e7a no meu trabalho, a t\u00e9cnica \u00e9 a mesma, a minha experi\u00eancia \u00e9 a mesma\u201d. O que chocou Cindy Cindy era que os coment\u00e1rios maldosos vinham, principalmente, de pessoas mais novas,\u00a0 as clientes mais velhas, n\u00e3o trouxeram preconceitos, apenas d\u00favidas sobre do que se tratava a express\u00e3o art\u00edstica. Com isso, Cindy tornou o espa\u00e7o de beleza dela um lugar livre de d\u00favidas. \u201cAconteceu uma coisa muito legal que eu s\u00f3 fui me tocar um tempo depois, eu comecei a fazer uma milit\u00e2ncia dentro do meu sal\u00e3o, eu comecei a \u201ceducar\u201d as clientes, comecei a ajudar elas a entenderem o que que \u00e9 uma travesti, o que era transexual, o que \u00e9 uma<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag queen<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, um<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag king<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u2026\u201d aponta Cindy sobre seu relacionamento com suas clientes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Quando surgiu o projeto Holofotes, projeto onde Cindy Cindy \u00e9 a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">apresentadora, v\u00e1rios clientes foram ao teatro para assistir o show das<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drags<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, e acharam maravilhosos. \u201cEu tenho muitas clientes que seguem o meu perfil de drag que elas amam. Elas sabem o que \u00e9 uma<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag queen.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> Elas entendem, porque antes elas n\u00e3o me entendiam. Me perguntavam: O que \u00e9 uma<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag queen<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">? Quem \u00e9 Pabllo Vittar? Elas achavam que era um cara que virou mulher. Ent\u00e3o hoje em dia, todas as minhas clientes sabem, conhecem, acompanham, e, gostam, acham incr\u00edvel, maravilhoso.\u201d diz Cindy.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um dos principais escudos para todo preconceito que escutava dentro e fora de seu sal\u00e3o, foi ser uma pessoa politizada, saber seus direitos e seus limites perante a sociedade. Para ele, se expressar artisticamente fala mais que apenas performar uma m\u00fasica. \u201cA partir do momento que eu comecei a me montar, entendi que ser<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 um ato pol\u00edtico tamb\u00e9m. Voc\u00ea assume um papel perante a sociedade enquanto um artista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">e voc\u00ea assume certos posicionamentos e mandamentos pol\u00edticos, n\u00e9? Teve preconceito no come\u00e7o, mas depois foi muito bacana, porque virou uma forma das pessoas entenderem o mundo<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e a comunidade LGBTQIAPN+\u201d. \u00c9 nesse espa\u00e7o que Cindy Cindy transita, levando suas piadas sobre bairros de Ponta Grossa e humores \u00e1cidos sobre quem est\u00e1 devendo dinheiro para ela. Ser <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> veio para Cindy de uma forma muito natural e bonita, e \u00e9 isso que ela espera de sua<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">para o presente e o futuro: mais 10 anos pela frente, fazendo o que ama e, performando o que gosta. \u201cEu j\u00e1 consolidei bastante coisa legal, mas acho que ainda tem bastante coisa ainda que eu posso estar fazendo e que aos poucos v\u00e3o surgindo. N\u00e3o tenho nada planejado, mas eu ainda quero fazer mais coisas ainda com a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, quero ainda talvez ser mais conhecida e levar mais a arte <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">drag <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">para outros espa\u00e7os. \u00c9 uma coisa que eu amo fazer, ent\u00e3o eu n\u00e3o pretendo parar. Acho que tudo vai acontecer conforme tem que ser &#8220;, relata Cindy Cindy sobre sua viv\u00eancia na arte.<\/span><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Marina Ranzani<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Hendryo Andr\u00e9<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ingrid Muller, Lucas Jolondek e Mafe Sperafico<\/span><\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Aline Rosso e Muriel Em\u00eddio do Amaral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Performance e resist\u00eancia:\u00a0 criada em 2016, Cindy Cindy t\u00eam 10 anos de hist\u00f3ria na arte drag pontagrossense \u201cEra junho de 2016, n\u00f3s combinamos de ir em uma festa junina no antigo Deck Club, combinamos que todos iriam de vestidos, e no\u00a0 fim foi s\u00f3 eu. \u00c9ramos um grupo de cinco, seis amigos, sa\u00edamos todo fim&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":945,"featured_media":4415,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4412"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/945"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4412"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4412\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4419,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4412\/revisions\/4419"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}