{"id":4452,"date":"2026-08-18T15:50:38","date_gmt":"2026-08-18T18:50:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/?p=4452"},"modified":"2026-08-18T15:50:38","modified_gmt":"2026-08-18T18:50:38","slug":"a-saudade-que-chegou-sobre-trilhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/a-saudade-que-chegou-sobre-trilhos\/","title":{"rendered":"A saudade que chegou sobre trilhos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Antiga Esta\u00e7\u00e3o Paran\u00e1. <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400\">Foto: Acervo de Museu Cenas \/ Acervo Ponta Grossa Hist\u00f3rica<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Em meados dos anos 1900, nascia no cora\u00e7\u00e3o de Ponta Grossa, uma saudade em forma de ferrovia. Antes mesmo de carregar esse nome, a Esta\u00e7\u00e3o Saudade j\u00e1 fazia parte da paisagem e da rotina de uma cidade que crescia impulsionada pelos trilhos. Entre chegadas e partidas, o espa\u00e7o se tornou testemunha do desenvolvimento ponta-grossense e da transforma\u00e7\u00e3o urbana dos Campos Gerais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Constru\u00edda entre os anos de 1899 e 1900, pela companhia Via\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo \u2013 Rio Grande, a esta\u00e7\u00e3o surgiu em um momento de intensa expans\u00e3o ferrovi\u00e1ria no sul do Brasil. A antiga Esta\u00e7\u00e3o Paran\u00e1, que funcionava anteriormente na cidade, n\u00e3o conseguia atender ao aumento do fluxo de passageiros e mercadorias que circulavam pela regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para al\u00e9m da funcionalidade, o novo pr\u00e9dio ferrovi\u00e1rio tamb\u00e9m foi projetado para impressionar, tanto que foi considerada de primeira classe aos padr\u00f5es da \u00e9poca, ainda mais em se tratando de uma cidade interiorana paranaense, que consolidava a sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Durante d\u00e9cadas, a esta\u00e7\u00e3o teve papel estrat\u00e9gico no transporte ferrovi\u00e1rio brasileiro. A nova esta\u00e7\u00e3o conectava a outros munic\u00edpios do estado, inclusive de outro estado do interior de S\u00e3o Paulo, at\u00e9 mesmo destino fora do pa\u00eds, como o Uruguai. O som das locomotivas, o apito anunciando as partidas, o vai-e-vem de passageiros junto ao cheiro de carv\u00e3o e \u00f3leo diesel tornaram-se marcas nas lembran\u00e7as de quem viveu aqueles dias.\u00a0 E todo esse movimento ajudava a transformar Ponta Grossa em um dos mais importantes entroncamentos ferrovi\u00e1rios do Paran\u00e1.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_4455\" style=\"width: 559px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4455\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4455 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4495-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"549\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4495-300x213.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4495.jpg 724w\" sizes=\"(max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><p id=\"caption-attachment-4455\" class=\"wp-caption-text\">Esta\u00e7\u00e3o Saudade. Foto &#8211; Acervo de Jefferson Mainardes \/ Acervo Ponta Grossa Hist\u00f3rica<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: center\">\n<div id=\"attachment_4459\" style=\"width: 566px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4459\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4459 \" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4493-300x184.jpg\" alt=\"\" width=\"556\" height=\"341\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4493-300x184.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4493.jpg 639w\" sizes=\"(max-width: 556px) 100vw, 556px\" \/><p id=\"caption-attachment-4459\" class=\"wp-caption-text\">Foto &#8211; Acervo de Ivete Zampieri \/ Acervo Ponta Grossa Hist\u00f3rica<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Recorda\u00e7\u00f5es da \u00e9poca\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para muitos moradores, andar de trem era mais do que uma simples viagem, era um acontecimento. Maria Teresa Muller, hoje com 74 anos, guarda lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia ligadas \u00e0 esta\u00e7\u00e3o e ao fasc\u00ednio que sentia ao entrar em um vag\u00e3o. Ela tinha aproximadamente oito anos de idade quando viveu essas experi\u00eancias. \u201cNa \u00e9poca, se a gente se comportasse , nossos pais nos levavam para passear de trem\u201d, relembra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ela conta que a esta\u00e7\u00e3o sempre parecia cheia, tomada por trabalhadores, vendedores e passageiros que circulavam diariamente pela regi\u00e3o central. \u201c Parecia que a cidade inteira passava por ali em algum momento do dia\u201d, comenta.O pr\u00e9dio tamb\u00e9m despertava encantamento. \u201cEu lembro que era uma constru\u00e7\u00e3o muito bonita, diferente das outras da cidade. Tinha uma impon\u00eancia\u201d, afirma. Mesmo sendo crian\u00e7a na \u00e9poca, Maria Teresa ainda recorda da sensa\u00e7\u00e3o de observar os trilhos e esperar o momento do embarque. Para ela, viajar de trem era completamente diferente de andar de \u00f4nibus. \u201cO trem parecia mais m\u00e1gico. O barulho, o balan\u00e7o, as paisagens passando devagar pela janela\u2026 tudo ficava marcado\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Joanina Schwb, hoje com 86 anos, tamb\u00e9m construiu parte das suas mem\u00f3rias sobre os trilhos. Ela tinha cerca de 23 anos de idade quando embarcou em uma viagem saindo da esta\u00e7\u00e3o, no come\u00e7o dos anos 1960.\u00a0 Joanina n\u00e3o consegue recordar exatamente qual era o destino final, mas se lembra nitidamente de passar pela cidade de Palmeira, perto de Ponta Grossa. Como aquele trem era o \u00e1pice da tecnologia, as viagens eram longas; Muitas vezes, os passageiros passavam horas, ou at\u00e9 mesmo a noite inteira, dentro dos vag\u00f5es. Joanina conta que essa demora transformava pequenos momentos em lembran\u00e7as inesquec\u00edveis. \u201cEu me recordo at\u00e9 hoje que a janta foi um ch\u00e1 e peda\u00e7o de broa. Levaram em uma \u2018chocolateira\u2019 esmaltada, como os antigos chamavam aqueles bules\u201d, relembra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Enquanto os passageiros viviam experi\u00eancias marcantes dentro dos trens, havia tamb\u00e9m aqueles que eram respons\u00e1veis por garantir que tudo funcionasse em seguran\u00e7a. Entre os profissionais fundamentais para o funcionamento ferrovi\u00e1rio estavam os telegrafistas, encarregados da comunica\u00e7\u00e3o entre as esta\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do c\u00f3digo Morse, um dispositivo tecnol\u00f3gico, ent\u00e3o moderno, para comunica\u00e7\u00e3o a longa dist\u00e2ncia. Parte das lembran\u00e7as de S\u00f4nia de Oliveira sobre seu pai, \u00c1lvaro de Oliveira Cruz, permanece viva. Ele trabalhou por 33 anos em diversas fun\u00e7\u00f5es na esta\u00e7\u00e3o. Em um v\u00eddeo preservado pela fam\u00edlia, \u00c1lvaro relatava a \u00e9poca em que trabalhou como telegrafista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Naquela \u00e9poca, havia poucos profissionais preparados para atuar na comunica\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria em Ponta Grossa. Foi ent\u00e3o que decidiu assumir a fun\u00e7\u00e3o, aproveitando os conhecimentos adquiridos durante o per\u00edodo em que serviu ao Ex\u00e9rcito como radiotelegrafista. Os profissionais transmitiam ordens de servi\u00e7o, informavam hor\u00e1rios e autorizavam a circula\u00e7\u00e3o das locomotivas, evitando acidentes e garantindo o funcionamento seguro da linha f\u00e9rrea. \u00c1lvaro tinha orgulho da rapidez com que conseguia interpretar e transmitir mensagens. Segundo os relatos deixados por ele, fazia contato frequente com os munic\u00edpios de Londrina, Itarar\u00e9 e Wenceslau Braz e tinha facilidade em entender c\u00f3digos e escrever informa\u00e7\u00f5es rapidamente e que poucas pessoas conseguiam aprender o servi\u00e7o com agilidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No v\u00eddeo, ele diz com orgulho: \u201cQuando parei de trabalhar l\u00e1, muita gente sentiu falta porque ningu\u00e9m tinha a mesma rapidez\u201d. O relato de \u00c1lvaro revela o quanto aqueles profissionais se tornaram pe\u00e7as essenciais para o funcionamento da esta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4460\" style=\"width: 223px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4460\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4460\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-185x300.jpg\" alt=\"\" width=\"213\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-185x300.jpg 185w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-631x1024.jpg 631w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-768x1246.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-947x1536.jpg 947w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-1262x2048.jpg 1262w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-1232x1999.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-666x1080.jpg 666w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/7c1c9b60-58e9-4255-a496-d47992e01106-scaled.jpg 1578w\" sizes=\"(max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><p id=\"caption-attachment-4460\" class=\"wp-caption-text\">Quepe utilizado pelos trabalhadores da Esta\u00e7\u00e3o. Em mem\u00f3ria a \u00c1lvaro de Oliveira Cruz. Foto por Yasmin Aguilera<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>O come\u00e7o do fim das linhas f\u00e9rreas\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Com o passar das d\u00e9cadas, a movimenta\u00e7\u00e3o intensa da esta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a diminuir. O avan\u00e7o das rodovias, a populariza\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus e as mudan\u00e7as no sistema de transporte fizeram com que os trens de passageiros perdessem espa\u00e7o gradativamente. Jo\u00e3o Ademir Pontes acompanhou esse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. Em 1967, quando come\u00e7ou a trabalhar na empresa Auto Via\u00e7\u00e3o Ponta-grossense S. A., no bairro Uvaranas, ele passava diariamente pela regi\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o. Segundo ele, naquele per\u00edodo, os trens de passageiros j\u00e1 quase n\u00e3o circulavam mais. Ainda assim, o espa\u00e7o continuava integrado \u00e0 rotina da cidade.\u00a0 O ponto final da linha Palmeirinha era localizado na pra\u00e7a em frente \u00e0 esta\u00e7\u00e3o e muitos trabalhadores utilizavam o caminho ferrovi\u00e1rio para atravessar a regi\u00e3o diariamente. Jo\u00e3o conta que parte da plataforma permanecia aberta, permitindo que as pessoas seguissem caminhando ao lado dos trilhos at\u00e9 a rua Carlos Cavalcanti. \u201cA gente passava por ali todos os dias para chegar ao trabalho\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Pouco a pouco, o sil\u00eancio come\u00e7ou a ocupar os espa\u00e7os antes dominados pelo barulho das locomotivas, o pr\u00e9dio permaneceu de p\u00e9, mas j\u00e1 n\u00e3o possu\u00eda a mesma fun\u00e7\u00e3o de antes. Ainda assim, nunca deixou de existir na mem\u00f3ria coletiva dos ponta-grossenses. Em 1990, a antiga esta\u00e7\u00e3o foi tombada como patrim\u00f4nio cultural estadual. Foi tamb\u00e9m nesse per\u00edodo que passou a receber oficialmente o nome de Esta\u00e7\u00e3o Saudade, um t\u00edtulo simb\u00f3lico, nascido justamente da aus\u00eancia deixada pelo fim das atividades ferrovi\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_4461\" style=\"width: 507px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4461\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4461\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4482-300x162.jpg\" alt=\"\" width=\"497\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4482-300x162.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4482-1024x553.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4482-768x415.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4482.jpg 1179w\" sizes=\"(max-width: 497px) 100vw, 497px\" \/><p id=\"caption-attachment-4461\" class=\"wp-caption-text\">Foto por Adryan Fernando Muller<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s anos de abandono e desgaste estrutural, o complexo hist\u00f3rico passou por um importante processo de revitaliza\u00e7\u00e3o. Hoje, o espa\u00e7o abriga o Sesc Esta\u00e7\u00e3o Saudade, um dos principais centros culturais de Ponta Grossa. O local recebe exposi\u00e7\u00f5es, oficinas, apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, eventos educativos e atividades culturais que mant\u00eam viva a rela\u00e7\u00e3o da cidade com sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_4462\" style=\"width: 504px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4462\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4462\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4483-300x163.jpg\" alt=\"\" width=\"494\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4483-300x163.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4483-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4483-768x416.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4483.jpg 1179w\" sizes=\"(max-width: 494px) 100vw, 494px\" \/><p id=\"caption-attachment-4462\" class=\"wp-caption-text\">Foto por Adryan Fernando Muller<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Locomotiva 250<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Entre os s\u00edmbolos mais marcantes da mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria de Ponta Grossa est\u00e1 a Locomotiva 250, mais conhecida como Maria Fuma\u00e7a, que se tornou quase uma personagem viva na hist\u00f3ria da cidade. Com sua estrutura robusta, o apito forte e a fuma\u00e7a escura que cortava o c\u00e9u, a m\u00e1quina ajudou a compor por d\u00e9cadas a paisagem sonora e visual da antiga esta\u00e7\u00e3o. Atualmente preservada no Parque Ambiental, como parte da mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria ponta-grossense, a locomotiva permanece como um dos elementos mais emblem\u00e1ticos da antiga Esta\u00e7\u00e3o Saudade, funcionando n\u00e3o apenas como rel\u00edquia hist\u00f3rica, mas como um elo afetivo entre diferentes gera\u00e7\u00f5es que cresceram acompanhando o ritmo dos trilhos.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_4463\" style=\"width: 577px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4463\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4463\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4489-300x163.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4489-300x163.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4489-1024x558.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4489-768x418.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-content\/uploads\/sites\/282\/2026\/08\/IMG_4489.jpg 1179w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><p id=\"caption-attachment-4463\" class=\"wp-caption-text\">Foto por Adryan Fernando Muller<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Mais do que preservar uma constru\u00e7\u00e3o, a antiga esta\u00e7\u00e3o preserva sentimentos. Atrav\u00e9s de paredes hist\u00f3ricas, trilhos silenciosos e mem\u00f3rias compartilhadas por diferentes gera\u00e7\u00f5es, permanece aquilo que talvez nunca tenha partido completamente: a saudade<\/span><b>. <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Este cap\u00edtulo \u00e9 uma homenagem a uma pessoa que fez parte da mem\u00f3ria da cidade e da minha: meu tio, Adryan Fernando Muller. Onde quer que esteja, obrigada por me dar acesso a esse lindo acervo de fotos. Guardo voc\u00ea na mem\u00f3ria e no cora\u00e7\u00e3o, para sempre.<\/span><\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><b>Produ\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Ingrid Muller<\/span><\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Hendryo Andr\u00e9<\/span><\/p>\n<p><b>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Marina Ranzani e Mafe Sperafico<\/span><\/p>\n<p><b>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Aline Rosso e Muriel Em\u00eddio Pessoa do Amaral<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antiga Esta\u00e7\u00e3o Paran\u00e1. Foto: Acervo de Museu Cenas \/ Acervo Ponta Grossa Hist\u00f3rica Em meados dos anos 1900, nascia no cora\u00e7\u00e3o de Ponta Grossa, uma saudade em forma de ferrovia. Antes mesmo de carregar esse nome, a Esta\u00e7\u00e3o Saudade j\u00e1 fazia parte da paisagem e da rotina de uma cidade que crescia impulsionada pelos trilhos.&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":945,"featured_media":4458,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/945"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4452"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4464,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452\/revisions\/4464"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/periodico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}