{"id":40,"date":"2020-08-04T10:11:35","date_gmt":"2020-08-04T13:11:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/?page_id=40"},"modified":"2025-05-08T14:21:03","modified_gmt":"2025-05-08T17:21:03","slug":"area-de-concentracao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/area-de-concentracao\/","title":{"rendered":"\u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/area-de-concentracion\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-664 alignright\" src=\"http:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-content\/uploads\/sites\/131\/2022\/08\/espanha.png\" alt=\"\" width=\"63\" height=\"42\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/concentration-area\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-665\" src=\"http:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-content\/uploads\/sites\/131\/2022\/08\/inglaterra.png\" alt=\"\" width=\"73\" height=\"37\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>CULTURA E REGIONALIDADES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o emerge da articula\u00e7\u00e3o compreensiva de dois conceitos interligados e que fundamentam a pr\u00f3pria \u00e1rea: cultura e regionalidades; o primeiro como matriz perceptiva dos fen\u00f4menos tecidos entre valores e sentidos que organizam a vida social no tempo e o segundo derivado da no\u00e7\u00e3o de regi\u00e3o, problematizando-a, entendida como procedimento e perspectiva que percebe os objetos de an\u00e1lise em suas m\u00faltiplas rela\u00e7\u00f5es. A proposta<br \/>\nepistemol\u00f3gica pautada na regionalidade visa superar e criticar a no\u00e7\u00e3o comum de regi\u00e3o como sendo meramente um recorte territorial ou locus naturalizado, um recept\u00e1culo onde as rela\u00e7\u00f5es socioculturais acontecem. Trata-se de um conceito tribut\u00e1rio do conceito de espa\u00e7o como uma constru\u00e7\u00e3o social, cultural e hist\u00f3rica que \u00e9 produzida e\u00a0 reproduzida pelas pr\u00e1ticas sociais e pol\u00edticas dos grupos que o configuram. O que o conceito de regi\u00e3o acrescenta \u00e0 no\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o como constructo social s\u00e3o as perspectivas relacional e interacional em permanente transforma\u00e7\u00e3o. Com esta concep\u00e7\u00e3o, a articula\u00e7\u00e3o dos conceitos cultura e regionalidade busca enfatizar a complexidade de uma abordagem que reconhece e problematiza o entrela\u00e7amento intr\u00ednseco entre tempo e espa\u00e7o. O entendimento sobre como os processos hist\u00f3ricos se regionalizam a partir das viv\u00eancias e representa\u00e7\u00f5es dos diferentes indiv\u00edduos, grupos, classes e culturas que os comp\u00f5em visa se contrapor \u00e0s metanarrativas universalizantes e hegem\u00f4nicas<br \/>\nque homogeneizam a experi\u00eancia hist\u00f3rica. Assim, o estudo focado em como as constru\u00e7\u00f5es discursivas, a produ\u00e7\u00e3o e as configura\u00e7\u00f5es de sentidos e os processos identit\u00e1rios se entrecruzam e se manifestam em determinado\u00a0 tempo\/espa\u00e7o \u00e9 fundamental tanto para a compreens\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es sociais espec\u00edficas e variadas que caracterizam o viver humano, bem como para a formula\u00e7\u00e3o de uma historiografia efetivamente comprometida com a compreens\u00e3o<br \/>\nde experi\u00eancias e alternativas de organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Ao articular cultura e regionalidades, propomos uma abordagem integrada e indissoci\u00e1vel das dimens\u00f5es materiais, simb\u00f3licas e ideol\u00f3gicas dos objetos e temas investigados, uma constru\u00e7\u00e3o multidimensional e aberta que evidencia a ideia de uma espacialidade m\u00faltipla numa mesma ou em m\u00faltiplas din\u00e2micas temporais. Mas tamb\u00e9m marcamos posi\u00e7\u00e3o de que os espa\u00e7os em quest\u00e3o n\u00e3o de reduzem a sua dimens\u00e3o f\u00edsica, pois se tratam tamb\u00e9m de disposi\u00e7\u00f5es dimensionais entre sujeitos e objetos, incluindo as regionalidades epistemol\u00f3gicas, referenciais, virtuais, sociais e outras: sujeitos, objetos, temas e abordagens definem-se e s\u00e3o pensados relacionalmente em fun\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias que estabelecem uma regionalidade em que os elementos s\u00e3o dispostos e significados a partir de seu lugar, evitando-se assim abord\u00e1los per si ou em si ou recorrendo-se a conceitos essencialistas.<\/p>\n<p>Ao tomar a complexidade das perspectivas espa\u00e7o-temporais com enfoque dos temas e objetos de pesquisa, o que se inova n\u00e3o \u00e9 a escolha tem\u00e1tica \u2013 uma vez que todos os temas de an\u00e1lise est\u00e3o inseridos em dimens\u00f5es espaciais e temporais \u2013, mas a \u00eanfase na complexidade das l\u00f3gicas locais e regionais de produ\u00e7\u00e3o social e cultural ao inv\u00e9s de simplifica\u00e7\u00f5es generalistas.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, a articula\u00e7\u00e3o dos conceitos de cultura e regionalidades como fundamento epistemol\u00f3gico de um programa de investiga\u00e7\u00e3o aponta para uma no\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria aberta, inerentemente constitu\u00edda na multiplicidade dos pontos de vista que surgem de diferentes experi\u00eancias e posicionamentos. A \u00eanfase nas regionalidades ecoa a relev\u00e2ncia do Programa, destacando a import\u00e2ncia no contexto regional, enriquecendo assim a pesquisa hist\u00f3rica ao considerar as intrincadas din\u00e2micas locais na constru\u00e7\u00e3o da historiografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/area-de-concentracao-2012-2024\/\">\u00c1rea de concentra\u00e7\u00e3o vigente entre 2012 e 2024<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; CULTURA E REGIONALIDADES A \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o emerge da articula\u00e7\u00e3o compreensiva de dois conceitos interligados e que fundamentam a pr\u00f3pria \u00e1rea: cultura e regionalidades; o primeiro como matriz perceptiva dos fen\u00f4menos tecidos entre valores e sentidos que organizam a vida social no tempo e o segundo derivado da no\u00e7\u00e3o de regi\u00e3o, problematizando-a, entendida&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/40"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/40\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1238,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/40\/revisions\/1238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgh\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}