{"id":1020,"date":"2020-03-15T19:57:41","date_gmt":"2020-03-15T22:57:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/ppgjor\/?p=1020"},"modified":"2023-05-04T16:00:34","modified_gmt":"2023-05-04T19:00:34","slug":"rif-recebe-trabalhos-para-dossie-sobre-folkcomunicacao-povos-e-comunidades-tradicionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgjor\/rif-recebe-trabalhos-para-dossie-sobre-folkcomunicacao-povos-e-comunidades-tradicionais\/","title":{"rendered":"RIF recebe trabalhos para dossi\u00ea sobre folkcomunica\u00e7\u00e3o, povos e comunidades tradicionais"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<p><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1021 alignleft\" src=\"http:\/\/www2.uepg.br\/ppgjor\/wp-content\/uploads\/sites\/26\/2020\/03\/xxxxxxxxxxxxx-1.jpg\" alt=\"\" width=\"278\" height=\"393\" \/>A\u00a0Revista Internacional de Folkcomunica\u00e7\u00e3o\u00a0(RIF) recebe, at\u00e9 o dia 30 de abril, artigos para o dossi\u00ea tem\u00e1tico \u201cFolkcomunica\u00e7\u00e3o, povos\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\">e comunidades\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\">tradicionais\u201d, que enfoca a ancestralidade e as quest\u00f5es identit\u00e1rias. A organiza\u00e7\u00e3o do dossi\u00ea, que ser\u00e1 publicado na edi\u00e7\u00e3o de junho de 2020, ser\u00e1 realizada pela professora Dra. Cristina Schmidt, da Universidade de Mogi das Cruzes,\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span>pela professora Dra. Clarissa Marques, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, e pelo professor Dr. Wolfgang Teske,\u00a0<\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\">da Universidade Federal de Tocantins.<\/span><\/span><\/p>\n<p><a name=\"m_-2344475995299547643__GoBack\"><\/a><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><b>Tem\u00e1tica do dossi<\/b><\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><b>\u00ea<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">O mundo moderno vem sendo apresentado a partir de uma l\u00f3gica que nasce de seu pr\u00f3prio sistema, deixando as peculiaridades das experi\u00eancias hist\u00f3ricas e coloniais como um anexo a ser consultado a depender das conting\u00eancias. Entretanto, uma outra hist\u00f3ria pode ser identificada. \u00c9 a hist\u00f3ria do capitalismo hist\u00f3rico no \u201cMundo Atl\u00e2ntico\u201d e suas modernidades coloniais, j\u00e1 que foram muitas e n\u00e3o apenas uma \u00fanica constru\u00e7\u00e3o moderna. Seus resultados emergem da domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e cultural, da coloniza\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio, que terminou por construir como marca a subalternidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">O s\u00e9culo XX enxergou a diferen\u00e7a colonial a partir da distin\u00e7\u00e3o centro-periferia. Hoje, a diferen\u00e7a est\u00e1 em toda parte, \u201cnas periferias do centro ou nos centros da periferia\u201d, como diria Walter Mignolo. Sendo assim, a provoca\u00e7\u00e3o aqui realizada pela edi\u00e7\u00e3o\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">n\u00ba 20\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">da RIF fundamenta-se diante do corte epistemol\u00f3gico que identifica a crise como uma crise de civiliza\u00e7\u00e3o, do pensamento ocidental, como uma crise da diferen\u00e7a, na qual o pensamento liminar \u00e9 consequ\u00eancia da diferen\u00e7a colonial.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">A resist\u00eancia em nome da diferen\u00e7a torna-se um enorme desafio diante da tela na qual desigualdades e exclus\u00e3o s\u00e3o tra\u00e7os marcantes e nem sempre coloridos, tornando cada vez mais necess\u00e1rias as lutas assumidas pelos debates, pesquisas e publica\u00e7\u00f5es sobre ra\u00e7a, etnia, identidade, preserva\u00e7\u00e3o ambiental, territ\u00f3rio, dentre outros, seja a partir dos estudos culturais ou fora deles.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">O colonialismo se foi, mas deixou a colonialidade como desafio \u00e0s resist\u00eancias. Nessa toada resistem culturas din\u00e2micas que dialogam ou conflitam permanentemente, interna e externamente, com as iguais ou com as diferentes, algumas de modo mais intenso que outras. Nesse compasso misturam, integram, desintegram, ressignificam. Nada de cultura pura ou unicidade hist\u00f3rica.\u00a0Essas mesclas e indefini\u00e7\u00f5es comp\u00f5em os movimentos e experi\u00eancias culturais da contemporaneidade, o universalismo moderno fracassou.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">A ancestralidade, bem como a territorialidade dos povos e comunidades tradicionais trazem em sua trajet\u00f3ria identit\u00e1ria e consolidadora cren\u00e7as e rituais instauradores, saberes herdados em tempos e povos long\u00ednquos. Mas, tamb\u00e9m exp\u00f5em as interven\u00e7\u00f5es conflituosas no decorrer da hist\u00f3ria: de viol\u00eancias, de exclus\u00e3o, exterm\u00ednio e massacre cultural \u2013 seja pelos meios religiosos, econ\u00f4micos, pol\u00edticos, educacionais, religiosos, midi\u00e1ticos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">E, nesses \u00faltimos tr\u00eas anos, povos e comunidades tradicionais acompanham um desmoronar das pol\u00edticas p\u00fablicas que lhes garantiam, minimamente, perspectivas de inclus\u00e3o social por meio de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, pelo direito ao territ\u00f3rio e de express\u00e3o cultural, religiosa e pol\u00edtica.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">Por isso, com suportes conceituais como: grupos marginalizados, l\u00edder de opini\u00e3o, ativista midi\u00e1tico, folkmidia, folkmarketing, taxionomia da Folkcomunica\u00e7\u00e3o, folkcom pol\u00edtica, folkcom tur\u00edstica, refletir sobre a ancestralidade exige um descortinar estrat\u00e9gico que permita visualizar o que se perdeu nesses processos. E\/ou at\u00e9 mais importante, compreender e revelar o que se configura no momento presente, as linhas que conduzem\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">a<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">\u00a0novas culturas, as refer\u00eancias que configuram grupos e express\u00f5es atuais. Ainda, ao se propor que a Folkcomunica\u00e7\u00e3o &#8211; seus termos, conceitos, metodologia &#8211; seja tomada para analisar essa tem\u00e1tica \u00e9 proposto um posicionamento mediante uma situa\u00e7\u00e3o social de luta de classe, de marginalidade e exclus\u00e3o, que exige protagonismos.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">A RIF incentiva submiss\u00f5es de artigos que proponham reflex\u00f5es te\u00f3ricas ou pr\u00e1ticas, advindas de pesquisas bibliogr\u00e1ficas e\/ou emp\u00edricas envolvendo diferentes aspectos, tais como:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Culturas origin\u00e1rias e contemporaneidade: rela\u00e7\u00f5es com as urbanidades; urbaniza\u00e7\u00f5es e gentrifica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Povos tradicionais: experi\u00eancias de inclus\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Territ\u00f3rios e ancestralidade: simbolismo e geopol\u00edtica, o valor e a posse da terra.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Manifesta\u00e7\u00f5es e express\u00f5es tradicionais: festas e dan\u00e7as, culin\u00e1ria e medicina tradicional, hist\u00f3rias, causos, registros e mem\u00f3rias.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Ancestralidade e identidade \u00e9tnica.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Cultura e Religiosidade tradicional: rela\u00e7\u00f5es e conflitos com religi\u00f5es oficializadas crist\u00e3s e de outras denomina\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Transmiss\u00e3o de saberes e fazeres tradicionais: m\u00eddias e suportes, mediadores, mensagens, processos e produtos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Povos tradicionais, Pol\u00edticas P\u00fablicas e movimentos de resist\u00eancia: a\u00e7\u00f5es, coletivos, movimentos, lideran\u00e7as, legisla\u00e7\u00e3o \u2013 pol\u00edticas, programas, projetos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, serif\">&#8211; Problemas p\u00fablicos e rela\u00e7\u00f5es com o poder: Estado de prote\u00e7\u00e3o social ou de aniquilamento.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><b>Submiss\u00f5es<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span>Os artigos podem ser submetidos em portugu\u00eas, espanhol ou ingl\u00eas at\u00e9 o dia 30 de abril, diretamente pelo sistema on-line da revista, no endere\u00e7o\u00a0<\/span><\/span><\/span><a href=\"http:\/\/www.revistas.uepg.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.revistas.uepg.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1584395439640000&amp;usg=AFQjCNGiAY9VSa1-d_MjcEtw_15nysLfpQ\"><span style=\"color: #1155cc\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span>http:\/\/www.revistas.uepg.br<\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span>. Os textos, de 12 a 15 p\u00e1ginas, devem conter resumo em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol entre 5 e 10 linhas, al\u00e9m de tr\u00eas a cinco palavras-chave que expressem os conceitos centrais do texto. A formata\u00e7\u00e3o dos trabalhos deve ser feita conforme template dispon\u00edvel nas diretrizes aos autores, no site da Revista.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span>A RIF recebe tamb\u00e9m artigos sobre temas gerais, entrevistas, ensaios fotogr\u00e1ficos e resenhas relacionados \u00e0 folkcomunica\u00e7\u00e3o e \u00e0 cultura popular em fluxo cont\u00ednuo. Editada pelo PPG Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, em parceria com a Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunica\u00e7\u00e3o, a revista possui periodicidade semestral e publica a cada edi\u00e7\u00e3o um dossi\u00ea sobre tema relativo aos estudos folkcomunicacionais.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0Revista Internacional de Folkcomunica\u00e7\u00e3o\u00a0(RIF) recebe, at\u00e9 o dia 30 de abril, artigos para o dossi\u00ea tem\u00e1tico \u201cFolkcomunica\u00e7\u00e3o, povos\u00a0e comunidades\u00a0tradicionais\u201d, que enfoca a ancestralidade e as quest\u00f5es identit\u00e1rias. A organiza\u00e7\u00e3o do dossi\u00ea, que ser\u00e1 publicado na edi\u00e7\u00e3o de junho de 2020, ser\u00e1 realizada pela professora Dra. 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