{"id":2118,"date":"2024-04-15T14:33:19","date_gmt":"2024-04-15T17:33:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgjor\/?p=2118"},"modified":"2024-04-15T14:33:19","modified_gmt":"2024-04-15T17:33:19","slug":"rif-lanca-chamada-para-dossie-folkcomunicacao-saude-e-saberes-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/ppgjor\/rif-lanca-chamada-para-dossie-folkcomunicacao-saude-e-saberes-populares\/","title":{"rendered":"RIF lan\u00e7a chamada para dossi\u00ea &#8220;Folkcomunica\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e saberes populares&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>A Revista Internacional de Folkcomunica\u00e7\u00e3o (RIF) abre chamada\u00a0 para submiss\u00e3o de artigos relacionados \u00e0 \u201c<strong>Folkcomunica\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e saberes populares\u201d<\/strong>. A organiza\u00e7\u00e3o do dossi\u00ea ser\u00e1 realizada pelos professores Dr. Pedro Paulo Proc\u00f3pio (UFPE, Senac-PE, Faculdade Pernambucana de Sa\u00fade-FPS) e Dra. Juliana Guerra (Faculdade Pernambucana de Sa\u00fade-FPS) e a edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 publicada no primeiro semestre de 2024.<\/p>\n<p>Este dossi\u00ea busca compreender as narrativas de comunica\u00e7\u00e3o na legitima\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, sobretudo da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, a fim de discutir o campo de disputas em que se insere o saber popular \u00e0 luz da biomedicina. Na perspectiva decolonial, a folkcomunica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade suscita reflex\u00f5es importantes sobre poder, conhecimento e resist\u00eancia.<\/p>\n<p>A folkcomunica\u00e7\u00e3o \u00e9 valorizada como uma forma de transmiss\u00e3o de saberes populares e tradicionais, que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o legitimados. Por isso, \u00e9 fundamental refletir acerca de quem det\u00e9m o poder de definir quais conhecimentos s\u00e3o considerados leg\u00edtimos e quais s\u00e3o desvalorizados como &#8220;saberes populares&#8221;. A colonialidade do saber opera ao privilegiar epistemologias euroc\u00eantricas em detrimento dos conhecimentos e pr\u00e1ticas das comunidades locais.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a folkcomunica\u00e7\u00e3o na sa\u00fade pode ser vista como uma arena na qual ocorre uma luta pela legitima\u00e7\u00e3o dos saberes e pr\u00e1ticas tradicionais das comunidades marginalizadas. A \u00eanfase na medicaliza\u00e7\u00e3o e na biomedicina desconsidera as formas de cuidado e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as desenvolvidas dentro de comunidades perif\u00e9ricas e rurais, contribuindo para a subjuga\u00e7\u00e3o de seus conhecimentos e para a perpetua\u00e7\u00e3o das desigualdades estruturais. A folkcomunica\u00e7\u00e3o desempenha um papel crucial, pois envolve conhecimentos sobre pr\u00e1ticas de cuidado, rem\u00e9dios caseiros e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, muitas vezes passados de forma intergeracional.<\/p>\n<p>Essa troca de informa\u00e7\u00f5es contribui para a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dentro das comunidades, fortalecendo os la\u00e7os sociais e o senso de identidade cultural. Portanto, uma abordagem decolonial na sa\u00fade demanda uma valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes locais, al\u00e9m da desconstru\u00e7\u00e3o das hierarquias de conhecimento impostas pela colonialidade. Isso envolve a promo\u00e7\u00e3o de di\u00e1logos interculturais e a valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos ancestrais como formas leg\u00edtimas de cuidado e resist\u00eancia contra as opress\u00f5es sist\u00eamicas. A desqualifica\u00e7\u00e3o da folkcomunica\u00e7\u00e3o como pol\u00edtica de cuidado causa esvaziamento do sentido social de suas pr\u00e1ticas terap\u00eauticas e do acesso \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade no Brasil, deslegitimando as subjetividades que emergem do saber popular.<\/p>\n<p><strong>Submiss\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Os artigos podem ser submetidos at\u00e9 o\u00a0<strong>dia 03 de maio\u00a0<\/strong>pelo sistema on-line da revista, no endere\u00e7o\u00a0<a href=\"http:\/\/revistas.uepg.br\/index.php\/folkcom\">revistas.uepg.br\/index.php\/folkcom<\/a>. Os textos, de 30 mil e 42 mil caracteres, devem conter resumo em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol entre 5 e 10 linhas, al\u00e9m de tr\u00eas a cinco palavras-chave que expressem os conceitos centrais do texto. A formata\u00e7\u00e3o dos trabalhos deve ser feita conforme template dispon\u00edvel nas diretrizes aos autores, no site da Revista. A RIF recebe tamb\u00e9m artigos sobre temas gerais, entrevistas, ensaios fotogr\u00e1ficos e resenhas relacionados \u00e0 folkcomunica\u00e7\u00e3o e \u00e0 cultura popular em fluxo cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>MIGNOLO, W.\u00a0<strong>Hist\u00f3rias Locais\/Projetos Globais<\/strong>: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Tradu\u00e7\u00e3o de Solange Ribeiro de Oliveira. Belo Horizonte: UFMG, 2003. pp. 09-130.<\/p>\n<p>QUIJANO, A. Colonialidade do Poder e Classifica\u00e7\u00e3o Social. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (orgs).\u00a0<strong>Epistemologias do Sul<\/strong>. Coimbra: Almedina, 2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Revista Internacional de Folkcomunica\u00e7\u00e3o (RIF) abre chamada\u00a0 para submiss\u00e3o de artigos relacionados \u00e0 \u201cFolkcomunica\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e saberes populares\u201d. 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