{"id":2289,"date":"2020-07-14T14:20:25","date_gmt":"2020-07-14T17:20:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/proex\/?page_id=2289"},"modified":"2021-03-18T14:46:59","modified_gmt":"2021-03-18T17:46:59","slug":"acervo-dac","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/acervo-dac\/","title":{"rendered":"Acervo DAC"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><strong>Espa\u00e7o Acervo DAC\/ PROEX<\/strong><\/h2>\n<h3>\u201cA arte diz o indiz\u00edvel, exprime o inexprim\u00edvel, traduz o intraduz\u00edvel\u201d<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: right\">(Leonardo da Vinci)<\/h3>\n<p><strong>ACERVO<\/strong>\u00a0\u00e9 uma palavra proveniente do termo latim \u201cacervus\u201d (cole\u00e7\u00e3o). Palavra utilizada para fazer refer\u00eancia a uma cole\u00e7\u00e3o de obras ou bens que fazem parte de uma propriedade privada ou p\u00fablica. Este patrim\u00f4nio pode ser de \u00e2mbito art\u00edstico, bibliogr\u00e1fico, cient\u00edfico, documental, gen\u00e9tico, iconogr\u00e1fico ou hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>OBRAS DO ACERVO DAC\/PROEX<\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2323 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra-300x161.jpg\" alt=\"\" width=\"410\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra-300x161.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">OBRA: Represa de Alagados<br \/>\nARTISTA: Horst Schenepper<br \/>\nDATA: 1962<br \/>\nT\u00c9CNICA: O.S.T<br \/>\nDIMENS\u00c3O: 65&#215;120<br \/>\nLOCAL: ACERVO DAC\/PROEX<\/h6>\n<p>A Galeria DAC\/PROEX resolveu apresentar seu acervo para que todos tenham a oportunidade de conhec\u00ea-lo. Temos muitas obras interessantes, para que juntos possamos fruir sobre elas. A frui\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade de interpretar a partir do olhar individual. Sentimentos que devem ser despertados, isto \u00e9, quando o expectador se permite \u201cviajar\u201d pela cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Nossa vis\u00e3o est\u00e1 continuamente ativa, em movimento, captando coisas num c\u00edrculo \u00e0 sua pr\u00f3pria volta. Toda imagem incorpora uma forma de ver. (BERGER, 1999)<\/p>\n<p>Observem essa pintura de paisagem, feita a algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s retratando nela o Alagados de Ponta Grossa, mais precisamente, no interior do Paran\u00e1&#8230; \u00a0observem sua textura, veja sua luminosidade entre as Arauc\u00e1rias e o \u00faltimo plano, no seu ponto de vista \u00e9 amanhecer ou entardecer?<\/p>\n<p>Quais elementos observa na obra?<\/p>\n<p>Gosta de estar em lugares como este?<\/p>\n<p>Voc\u00ea conhece o Alagados, em Ponta Grossa?<\/p>\n<p>Quais as mem\u00f3rias que guarda desse lugar? Ou de algum lugar parecido com esse?<\/p>\n<p>Por onde ser\u00e1 que esta estrada percorrer\u00e1 e quais outras paisagens poder\u00e3o vir na sua mente?<\/p>\n<p>Pode deixar seus pensamentos no coment\u00e1rio&#8230; Vamos interagir?<\/p>\n<p>Biografia do artista: HORST\u00a0 SCHNEPPER<\/p>\n<p>Natural de Curitiba, come\u00e7ou a dar vaz\u00e3o aos seus impulsos vocacionais aos oito anos de idade, quando pela\u00a0primeira\u00a0vez reproduziu\u00a0uma\u00a0paisagem\u00a0em\u00a0aquarela.\u00a0Aos\u00a0\u00a0 treze anos seus\u00a0trabalhos\u00a0passaram a\u00a0ser\u00a0feitos\u00a0a \u00f3leo e desde ent\u00e3o a arte tem sido constante em sua vida. Autodidata,\u00a0passou\u00a0a optar pela\u00a0tinta acr\u00edlica, com a qual retrata e\u00a0se identifica, principalmente\u00a0com temas regionais. Suas telas\u00a0v\u00eam\u00a0alcan\u00e7ando\u00a0grande aceita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil como entre turistas de outros pa\u00edses como: Estados\u00a0Unidos, Canad\u00e1, Holanda, Alemanha\u00a0e\u00a0Jap\u00e3o, para\u00a0onde\u00a0s\u00e3o vendidas\u00a0grande parte\u00a0de\u00a0suas obras. Em 1972 realizou sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual na Galeria DAC\/PROEX em Ponta Grossa, ocasi\u00e3o em que vendeu todas as telas expostas. A partir da\u00ed, a aceita\u00e7\u00e3o de seus quadros foi crescendo a ponto de hoje ter mais de seis mil telas espalhadas em nossa Cidade.<\/p>\n<p>Horst\u00a0 Schnepper \u00e9 professor\u00a0 licenciado\u00a0 em\u00a0 letras e exerceu o magist\u00e9rio durante 30 anos, paralelamente com as artes pl\u00e1sticas. Em 1996 fundou a Galeria de Arte Horst Schnepper, que passou a constituir o principal ponto de venda de suas obras. Galeria de Arte Horst Scheneper &#8211; Rua Dr. Joaquim de Paula Xavier, 133- Ponta Grossa\/Pr.<\/p>\n<p><strong>FONTE:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.horstschnepper.com.br\/biograf.html\">http:\/\/www.horstschnepper.com.br\/biograf.html<\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\">TEXTO: Profa Adriana R. Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\nFOTO:\u00a0Andreia Spanholi<\/h6>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2325 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/OBRA-2-233x300.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/OBRA-2-233x300.jpg 233w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/OBRA-2.jpg 511w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">OBRA: ESPERA, 1976<br \/>\nARTISTA: SUZANA VILLELA<br \/>\nT\u00c9CNICA: O.S.T.<br \/>\nDIMENS\u00c3O: 90&#215;108<br \/>\nLOCAL: ACERVO DAC\/ PROEX<\/h6>\n<p>Para Aumont (2004), aprender olhando, aprender a olhar \u00e9 o tema da descoberta do visual por meio da arte, da similitude entre ver e compreender. Com isso, precisamos cada vez mais aprender a ver, compreendendo aquilo que vemos a nossa frente. A partir disso propomos algumas reflex\u00f5es acerca de mais uma obra do acervo da DAC\/PROEX:\u00a0 \u201cESPERA\u201d. Nossos sonhos, nossa realidade, nossas emo\u00e7\u00f5es, nossas indigna\u00e7\u00f5es diante do mundo em que vivemos podem ser resultados de uma vida constante em que desejamos ter ou que j\u00e1 temos.\u00a0 As diferen\u00e7as que nos movem e que nos tiram de uma realidade constante e acomodada faz ressurgir emo\u00e7\u00f5es que h\u00e1 tempos n\u00e3o sent\u00edamos.<\/p>\n<p>Vamos observar juntos a obra \u201cESPERA\u201d, da artista Suzana Villela do ano de 1976.<\/p>\n<p>Quais as cores conseguem observar na obra? E as express\u00f5es dessas mulheres, o que consegue sentir? Seria a mesma mulher, ou seriam tr\u00eas mulheres?<\/p>\n<p>Quais os sentimentos podem decifrar ao contemplar a obra?<\/p>\n<p>E como ela se comporta diante da sua vis\u00e3o\/observa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O que ser\u00e1 que a obra \u201cESPERA\u201d, pode representar atualmente?<\/p>\n<p>Voc\u00ea acha realmente que a espera traz emo\u00e7\u00f5es corporais que voc\u00ea h\u00e1 tempos n\u00e3o sentia?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que nossa espera, diante aos acontecimentos da pandemia, vai resultar em algo bom para um novo tempo?<\/p>\n<p>Hoje, a espera pode ser boa em sua vida de que forma?<\/p>\n<p><strong>Biografia da artista:<\/strong> Suzana Villela, nasceu em 1941 em Ponta Grossa\/PR. Autodidata, dedicou-se a pintura desde 1962. Em 1967 realiza sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual. Fez desenho, pintura, escultura e gravura. Tamb\u00e9m em 1967 participou no 30\u00b0 Sal\u00e3o de Arte Religiosa Brasileira. Em 1973 fez individual no Centro Cultural Brasil-EUA em Curitiba. Em 1974 fez coletiva na Galeria Acu-Acu em Santa Catarina, Coletiva Paran\u00e1 Arte-Hoje em Curitiba, e coletiva Eucatexpo na Galeria de Arte de S\u00e3o Paulo, e ainda individual em Belo Horizonte. Em 1975 faz coletiva Eucatexpo na Galeria de Arte de Curitiba e Individual de Chat Galeri em Niter\u00f3i. Em 1976 faz coletiva de 22 Artistas do Paran\u00e1 no SCEC em Curitiba. Em 1977 faz Coletiva em S\u00e3o Paulo e individual na Galeria Schmaubelt Balls em Munique na Alemanha. Em 1982 faz coletiva na Funda\u00e7\u00e3o Cultural em Cuiab\u00e1 e Individual na Casabranca Galeria de Arte em Curitiba.<\/p>\n<p><strong>FONTE:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.clubecuritibano.com.br\/arte\/sem-titulo-29\/\">https:\/\/www.clubecuritibano.com.br\/arte\/sem-titulo-29\/<\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\">TEXTO: Profa Adriana R. Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\nFOTO:\u00a0Andreia Spanholi<\/h6>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">OBRA: Vila Velha, na Rota dos Tropeiros<img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2326 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra3-300x212.jpg\" alt=\"\" width=\"362\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra3-300x212.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra3.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><br \/>\nARTISTA: Veraliz Regina Cominato (in memorian)<br \/>\nDATA: 2008<br \/>\nT\u00c9CNICA: O.S.T.<br \/>\nDIMENS\u00c3O: 70&#215;100<br \/>\nLOCAL: Acervo DAC\/ PROEX<\/h6>\n<p>Segundo Manguel (2001), as imagens como a hist\u00f3ria nos informam, por isso a import\u00e2ncia de saber \u201cler imagens\u201d. Nossa exist\u00eancia se passa em um rolo de imagens que se desdobra continuamente, imagens capturadas pela vis\u00e3o e real\u00e7adas ou moderadas pelos outros sentidos. Imagens cujo significado varia constantemente, configurando uma linguagem feita de imagens traduzidas em palavras e de palavras traduzidas em imagens, por meio das quais tentamos abarcar e compreender nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Para ler uma imagem precisamos \u201cresgatar\u201d nossas mem\u00f3rias, ativando nosso (s) olhar (es), provocando nossos sentimentos, e assim, permitir a nossa frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Portanto, quando nos deparamos com lugares diferentes em nossa vida, podemos sentir sensa\u00e7\u00f5es diferentes dependendo do contexto em que nos encontramos. Reconhecer lugares onde passamos e onde ainda passaremos, nos serve intrinsicamente como evolu\u00e7\u00e3o do nosso ser e dos nossos sonhos que poderemos ter. Ver a imagem de lugares que conhecemos e pensando sobre estes \u201clugares\u201d que j\u00e1 passamos, moramos, nascemos e at\u00e9 sonhamos, e que nos marcam, pensemos por um minutinho:<\/p>\n<ul>\n<li>Quais lugares interessantes voc\u00ea conhece? Ou sonha em conhecer?<\/li>\n<li>Quais lugares desperta em voc\u00ea, sensa\u00e7\u00f5es boas e tranquilas?<\/li>\n<li>Entre tantos lugares que j\u00e1 passou, conheceu, qual gostaria de voltar?<\/li>\n<li>Se voc\u00ea fosse um artista, qual lugar voc\u00ea representaria em sua obra de arte?<\/li>\n<li>Observe o quadro: <em>Vila Velha, na Rota dos Tropeiros<\/em><strong>, <\/strong>da artista Veraliz Regina Cominato. Voc\u00ea conhece este lugar?<\/li>\n<li>Conhece o Parque de Vila Velha, em Ponta Gossa\/Paran\u00e1?<\/li>\n<li>Ser\u00e1 que a viagem dos tropeiros foi tranquila e calma como representada na obra pict\u00f3rica,<em> Vila Velha, na Rota dos Tropeiros <\/em>de 2008?<\/li>\n<li>Qual sua narrativa sobre esta imagem?<\/li>\n<\/ul>\n<h6 style=\"text-align: left\"><strong>TEXTO:<\/strong> Profa Adriana R. Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\n<strong>FOTO:<\/strong> Andreia Spanholi<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left\"><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2330 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra4-300x245.png\" alt=\"\" width=\"371\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra4-300x245.png 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/obra4.png 538w\" sizes=\"(max-width: 371px) 100vw, 371px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">OBRA: Galinhas e patos<br \/>\nDATA: 2005<br \/>\nARTISTA: Astrid Jonker<br \/>\n<span class=\"text_exposed_show\">T\u00c9CNICA: O.S.T.<\/span><br \/>\n<span class=\"text_exposed_show\">DIMENS\u00c3O:\u00a0 40&#215;50<\/span><br \/>\n<span class=\"text_exposed_show\">LOCAL: ACERVO DAC\/PROEX<\/span><\/h6>\n<p><strong>Tempo&#8230;mem\u00f3rias!<\/strong><\/p>\n<p>O tempo flui, como um rio, aquele ao qual Her\u00e1clito disse que n\u00e3o podemos descer duas vezes. H\u00e1, basicamente, duas maneiras de conceber o fluxo do tempo: desde o passado em dire\u00e7\u00e3o ao futuro, ou desde o futuro em dire\u00e7\u00e3o ao passado (BORGES, 1960), quando a partir desse fluxo do tempo, guardamos nossas mem\u00f3rias!<br \/>\nExistem muitas maneiras de revisitar nossas mem\u00f3rias. A pintura, uma dessas maneiras, nos ajuda a registrar o tempo, os momentos, as paisagens, as pessoas, a natureza, de maneira objetiva ou subjetiva.<br \/>\nEnt\u00e3o&#8230;<br \/>\nSe eu come\u00e7asse esse post com a pergunta: hoje, o que voc\u00ea consegue enxergar da janela do seu quarto que lhe chama a aten\u00e7\u00e3o?<br \/>\nTalvez voc\u00ea me responderia que fossem \u00e1rvores, flores, quintal de casa, ou at\u00e9 mesmo uma bela vis\u00e3o do \u00faltimo andar de um pr\u00e9dio tendo o privil\u00e9gio de enxergar toda a cidade ou&#8230;<br \/>\ne tamb\u00e9m&#8230;<br \/>\nO mundo est\u00e1 mudando constantemente, paisagens mudam, se transformam para melhor ou pior, lugares se modificam e deles podemos apenas ter lembran\u00e7as com alguns retratos e pinturas que nos fa\u00e7am imaginar quais lugares v\u00e3o nos agradando ou n\u00e3o, diante do presente.<br \/>\n\u2022 Hoje voc\u00ea realmente est\u00e1 contente com a paisagem da sua vida?<br \/>\n\u2022 Voc\u00ea realmente est\u00e1 contente com a paisagem em que voc\u00ea vive e sobrevive?<br \/>\n\u2022 Qual \u201cpaisagem\u201d guardaria em sua mem\u00f3ria?<br \/>\n\u2022 Se sua vida est\u00e1 numa paisagem rural, gostaria de ser urbana? E voc\u00ea que est\u00e1 na urbana gostaria de ser rural? Por que n\u00e3o tentar mudar isso?<br \/>\n\u2022 Gostaria de nos contar alguma coisa que essa pintura lhe transmite?<\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\">TEXTO: Adriana Rodrigues Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\nFOTO: Andreia Spanholi<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2623 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/Rute-Yumi--300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/Rute-Yumi--300x199.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/Rute-Yumi-.jpg 659w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>ARTISTA: RUTE YUMI<br \/>\nOBRA: S\u00e9rie \u00a8Ipes\u00a8<br \/>\nT\u00c9CNICA: Sumi\u00ea (pintura com nanquim em barra)<br \/>\nLOCAL: PROEX<\/h6>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<p style=\"text-align: left\">Voc\u00ea j\u00e1 teve a sensa\u00e7\u00e3o de estar num lugar ermo e silencioso onde parece ser o \u00fanico lugar que voc\u00ea j\u00e1 esteve, talvez em outras vidas?<br \/>\nAquele lugar que te deixa calmo, alegre e ao mesmo tempo pensante sobre o que acontece depois que partirmos dessa vida?<br \/>\nPara voc\u00ea, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de solid\u00e3o? ou mesmo tendo a \u00e1rvore como vida, apresenta uma solid\u00e3o, um sil\u00eancio que pode nos causar uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es? O que somos, como nos comportamos e para onde vamos? Quando algo n\u00e3o d\u00e1 certo em nossa vida temos sempre uma &#8220;\u00e1rvore&#8221; que nos iluminar\u00e1 com suas gamas de cores e deixar\u00e1 nosso caminho mais belo?<br \/>\nS\u00e3o apenas algumas reflex\u00f5es&#8230;<br \/>\nCausar sentimentos e emo\u00e7\u00f5es perante a observa\u00e7\u00e3o e leitura de uma imagem, seja ela qual for \u00e9 um fator relevante para que o fazer art\u00edstico se torne uma obra de arte significativa. O artista tem, muitas vezes, a inten\u00e7\u00e3o de alcan\u00e7ar pessoas que observem a obra e assim tenham a vontade de expressar o que sentem. A obra fala por si s\u00f3, mas o fruidor tem o direito de expressar seus sentimentos e emo\u00e7\u00f5es.<br \/>\nNa obra S\u00e9rie \u201cIp\u00eas\u201d, da artista\u00a0<a class=\"profileLink\" title=\"Rute Yumi\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rute.yumi?__tn__=K-R&amp;eid=ARDq8ree9uvwHxDLrowJOVNC72Ylsl1bE5l9yV-Tg2uP_XGUvrSzOLNnofeKiSx6jaJ2lmDASaF1MiMu&amp;fref=mentions&amp;__xts__%5B0%5D=68.ARCf7Qp183Z_TzQsnCrEofeXDx5cjD2q-b4QoeUi3kohbmACq_wy3WX4unInu5I1WjOvwqZS_W1svUiWkb28h-fJCMdSu_mQ7g4O0ae2-OD6ndGxRcV2d7lsTzuIzzhclOFIT0eLTKUWA933CsTQuEuROwiIalxd4RhmVymIrjOd1jp-32g6mnGHwJz8ozhs4qQzWL82R1uL7HCp982WAdRKDfMyrXPj9BDZHZRMWix2syULfh-dNgEbiUfcbwE3V8QQ8jIRKityBFTSohrYo1w0LL5da-9tZ-o0MoyHDvfR4pU7122ji7jnbY5T7B2ek1JzMISxyw7hzlPouZM05XnJeg\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100002413865281&amp;extragetparams=%7B%22__tn__%22%3A%22%2CdK-R-R%22%2C%22eid%22%3A%22ARDq8ree9uvwHxDLrowJOVNC72Ylsl1bE5l9yV-Tg2uP_XGUvrSzOLNnofeKiSx6jaJ2lmDASaF1MiMu%22%2C%22fref%22%3A%22mentions%22%7D\" data-hovercard-prefer-more-content-show=\"1\">Rute Yumi<\/a>\u00a0, temos uma absor\u00e7\u00e3o total de 2 cores que se complementam diante das paisagens. O cinza com suas varia\u00e7\u00f5es de tonalidades sejam elas do mais claro para o mais escuro, apresentam um degrad\u00ea, e o amarelo em destaque,dando alus\u00e3o de que a \u00e1rvore \u00e9 o principal elemento da obra. A S\u00e9rie \u00e9 uma pintura com nanquim em barra e tinta de caligrafia amarela.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201cPor meio da Arte \u00e9 poss\u00edvel desenvolver a percep\u00e7\u00e3o e a imagina\u00e7\u00e3o, aprender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade cr\u00edtica, permitindo ao individuo analisar a realidade percebida ao desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada.\u201d (BARBOSA, A. M. Inquieta\u00e7\u00f5es e Mudan\u00e7as no Ensino da Arte.- 2. Ed. \u2013 S\u00e3o Paulo: Cortez, 2003,cap 1o)<\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\">Texto: Adriana Rodrigues Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\nFotografia: Andreia Spanholi<\/h6>\n<p>veja em: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/GaleriaPROEXUEPG\/\">https:\/\/www.facebook.com\/GaleriaPROEXUEPG\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2620 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/casa-de-Hades-293x300.jpg\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/casa-de-Hades-293x300.jpg 293w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/07\/casa-de-Hades.jpg 438w\" sizes=\"(max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">&#8220;Casa de Hades&#8221;, 2018<br \/>\nCELSO PARUBOCZ<br \/>\nMista S. T. 160&#215;160<br \/>\nLOCAL: ACERVO PROEX<\/h6>\n<p style=\"text-align: left\">Esta obra \u00e9 do artista CELSO PARUBOCZ, e tem como objetivo retratar a &#8220;Casa de Hades&#8221;. Hades era um Deus grego do submundo, tamb\u00e9m chamado de Plut\u00e3o que guardava todas as riquezas e bens materiais que valiam como preciosidades. Hades reside no lugar mais sombrio da terra como descreve a mitologia e guarda nesse lugar as almas dos mortos. Conseguimos enxergar a liberdade com que as pinceladas s\u00e3o retratadas (abstrato expressionista). Tra\u00e7os com a escala dos tons vermelhos, col<span class=\"text_exposed_show\">ocados ao fundo, e em primeiro plano, o amarelo (composi\u00e7\u00e3o da paleta de cores quentes) entra como se nos contasse que ali h\u00e1 chamas queimando, talvez, podemos fruir sobre a obra, a representa\u00e7\u00e3o de um lugar quente e sombrio. A cor mais escura no terceiro plano da uma profundidade maior na tela, onde podemos perceber que esse fogo que arde no primeiro plano j\u00e1 deixou sua marca nas profundezas, podendo, quem sabe, ser um sinal de que j\u00e1 tenha queimado e destru\u00eddo com tudo o que h\u00e1 nas profundezas.<br \/>\nA &#8220;Casa de Hades&#8221; torna-se uma pintura em movimento, com cores quentes e uma representa\u00e7\u00e3o abstrata, subjetiva, que nos leva a busca de uma constru\u00e7\u00e3o de formas vis\u00edveis para que tenhamos uma leitura da imagem mais \u00f3bvia. E quem precisa de uma imagem \u00f3bvia? Para responder \u00e0s quest\u00f5es \u00f3bvias?<br \/>\nEnt\u00e3o vamos refletir a partir da obra: &#8220;Casa de Hades&#8221;<\/span><\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\" style=\"text-align: left\">\n<p style=\"text-align: left\">\uf0d8 O que \u00e9 o inferno para voc\u00ea?<br \/>\n\uf0d8 Ser\u00e1 mesmo que esse lugar sombrio \u00e9 s\u00f3 depois que morremos ou ele j\u00e1 existe dentro de cada um de n\u00f3s?<br \/>\n\uf0d8 O que voc\u00ea enxerga nesta pintura?<br \/>\n\uf0d8 Ela reflete um lugar sombrio e quente na sua observa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\">Texto: Prof Adriana Rodrigues Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\nfoto: Andreia Spanholi<\/h6>\n<p>veja em: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/GaleriaPROEXUEPG\/\">https:\/\/www.facebook.com\/GaleriaPROEXUEPG\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2704 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/descanso-300x218.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/descanso-300x218.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/descanso.jpg 638w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Descanso de Apolo<br \/>\nROSSANA STORI MOTELLA<br \/>\nOBRA Descanso de Apolo<br \/>\nDATA 2009<br \/>\nT\u00c9CNICA a.s.t<br \/>\nMEDIDAS 50&#215;70<br \/>\nLOCAL PROEX Observe essa obra: Descanso de Apolo<\/h6>\n<p style=\"text-align: left\">Sabe quem foi Apolo?<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Apolo \u00e9 um deus da mitologia greco-romana, considerado um dos maiores deuses do Olimpo. Ele \u00e9 venerado como o deus do Sol, da profecia, da poesia, das artes, da m\u00fasica, da cura, da justi\u00e7a, da lei, da ordem, do tiro ao alvo e da peste. Imagine o descanso de Apolo diante do que ele representa para a mitologia.<br \/>\nPercebemos que o Ser retratado est\u00e1 descansando, ele que \u00e9 considerado o Deus da cura da Justi\u00e7a e da Lei. Em uma breve compara\u00e7\u00e3o com os dias atuais, onde parece que a Justi\u00e7a descansa sem ter hora para acordar diante de acontecimentos mundiais. Apolo s\u00f3 poderia estar desolado para querer descansar bem na hora da labuta.<br \/>\nObservamos que na pintura da artista Rossana Stori Moletta, nos apresenta uma profundidade muito bem definida, cores que remetem a leveza de um descanso calmo e sereno, parece que ningu\u00e9m deve atrapalhar seu sono. Os tra\u00e7os de sombra em contraste com a luz fazem da pintura a principal forma de revela\u00e7\u00e3o do corpo. O corpo de Apolo est\u00e1 coberto por um pano, onde nele se mistura ao seu corpo aparente. Vejamos que mesmo com cores monocrom\u00e1ticas, na escala das cores neutras, podemos observar a sobreposi\u00e7\u00e3o das formas do corpo com objetos de cena, obtendo assim, a defini\u00e7\u00e3o \u00f3bvia do que observamos no cen\u00e1rio.<br \/>\nO descanso torna-se ponto chave quando queremos pensar em calmaria e finaliza\u00e7\u00e3o de um dia, de um trabalho \u00e1rduo que nos leva a fadiga. O descanso \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e mentalmente na vida do indiv\u00edduo. O descanso torna-se principal ponto de t\u00e9rmino e in\u00edcio de renova\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO que voc\u00ea enxerga na representa\u00e7\u00e3o do descanso de Apolo? O deus do Sol, da profecia, da poesia, das artes, da m\u00fasica, da cura, da justi\u00e7a, da lei, da ordem, do tiro ao alvo e da peste, poderia descansar? Ser\u00e1 mesmo que ele descansava por prazer ou por necessidade do cansa\u00e7o do corpo e da mente?<br \/>\nImaginemos esse olhar perante o indiv\u00edduo nos dias de hoje, quais propor\u00e7\u00f5es pode se tornar refer\u00eancia de cansa\u00e7o? O que tem te cansado, tirado sua paz? Qual descanso voc\u00ea precisa? Mental? F\u00edsico? Espiritual? O descanso se torna eminente quando n\u00e3o temos mais for\u00e7as em continuar ou quando estamos cansados de tudo?<\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\">texto: Alberto Mikoski e Adriana Rodrigues Suarez<br \/>\nfoto: Adreia Spanholi<\/h6>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2819 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/2-300x234.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/2-300x234.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/2.jpg 556w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">ARTISTA AID\u00ca ZOREK<br \/>\nOBRA A Ferro e o Fogo DATA 2001<br \/>\nT\u00c9CNICA Mista S.T.<br \/>\nMEDIDAS 80&#215;100<br \/>\nLOCAL PROEX<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2818 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/1-300x237.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/1-300x237.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/08\/1.jpg 553w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> ARTISTA AID\u00ca ZOREK<br \/>\nOBRA Passagens DATA 2010<br \/>\nT\u00c9CNICA Mista S.T.<br \/>\nMEDIDAS 80&#215;100<br \/>\nLOCAL PROEX<\/h6>\n<p style=\"text-align: left\">O senso comum talvez pense inicialmente: \u201cpintura cheia de rabisco!\u201d ou at\u00e9 mesmo \u201cnossa, desta arte at\u00e9 eu fa\u00e7o!\u201d e se questionar\u00e1 \u201cisto \u00e9 arte!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0Lhe respondo: &#8211; SIM, isso \u00e9 arte!<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Independentemente do que a obra nos revela materialmente, ou t\u00e9cnica usada, a poiesis do artista junto com a pr\u00e1xis \u00e9 um dos meios vistos dentro de uma curadoria de arte, que revela a imensid\u00e3o do sentido\/significado do objeto arte para com o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O abstracionismo, que usa as formas abstratas em detrimento das figuras, vem de encontro a forma mais humana de interagir com o material, seja pintura, escultura, gravura, entre outras artes. O artista expressa suas emo\u00e7\u00f5es diante da tela sem estar completamente focado nas formas reais, mas, com princ\u00edpios e argumentos para a criticidade da obra. A imagem desconstru\u00edda do abstracionismo, arte \u201cn\u00e3o representacional\u201d, faz parte do sentir, trazendo a subjetividade e permitindo ao expectador, liberdade de \u201cver\u201d aquilo que seus anseios procuram. O Abstrato \u00e9\u00a0um movimento que apresenta uma ruptura art\u00edstica, tendo como precursor o artista russo Wassily Kandisnky. Pintor interessado em estudar os efeitos da cor e da cria\u00e7\u00e3o aliada \u00e0 m\u00fasica. Surge no final do s\u00e9culo XIX. (STANGOS, 2000)<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left\">Voc\u00ea se acha expressivo?<\/li>\n<li style=\"text-align: left\">Compreende o que abstracionismo tenta nos revelar?<\/li>\n<li style=\"text-align: left\">Nas obras da artista Aid\u00ea Zorek, o que consegue ver? Sentir?<\/li>\n<li style=\"text-align: left\">As cores e os movimentos das pinceladas das obras \u201cPassagens\u201d e \u201cFerro e Fogo\u201d, te agradam? Desperta sentimentos? Quais?<\/li>\n<\/ul>\n<h6 style=\"text-align: left\">texto: Alberto Mikoski e Prof Adriana Rodrigues Suarez<br \/>\nfoto: Adreia Spanholi<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3374 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/11\/2.jpg\" alt=\"\" width=\"268\" height=\"303\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">FRATERNIDADE I<br \/>\nMaria Cecilia Issa<br \/>\nO.S.T<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3373 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/11\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"306\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\">FRATERNIDADE II<br \/>\nMaria Cecilia Issa<br \/>\nO.S.T<\/h6>\n<p>Quando nos referimos a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, devemos revel\u00e1-la intrinsecamente no modo mais puro de ser, e reconhecer que a cria\u00e7\u00e3o nos revela o mais puro dos puros trabalhos, podendo se referir a Arte.O fazer art\u00edstico se torna trabalho de si. Sobre a criatividade Fayga Ostrower afirma que:<\/p>\n<p><em>&#8220;O homem elabora seu potencial criador atrav\u00e9s do trabalho. \u00c9 uma experi\u00eancia vital. Nela o homem encontra sua humanidade ao realizar tarefas essenciais \u00e0 vida humana e essencialmente humanas. A cria\u00e7\u00e3o se desdobra no trabalho porquanto este traz em si a necessidade que gera as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es criativas. Nem na arte existiria criatividade se n\u00e3o pud\u00e9ssemos encarar o fazer art\u00edstico como trabalho, como um fazer intencional produtivo e necess\u00e1rio que amplia em n\u00f3s a capacidade de viver. Retirando \u00e0 arte do car\u00e1ter de trabalho, ela \u00e9 reduzida a algo de sup\u00e9rfluo, enfeite talvez por\u00e9m prescind\u00edvel \u00e0 exist\u00eancia humana. &#8221; <\/em>(OSTROWER, F. Criatividade e Processos de Cria\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis. Ed. Vozes \u2013 1987).<\/p>\n<p>O discurso de Ostrower (1997)afirma que o potencial art\u00edstico do indiv\u00edduo se destaca na capacidade criadora do seu trabalho. Como vai sua criatividade? Voc\u00ea \u00e9 uma pessoa criativa? E a criatividade da artista Maria Cecilia com as obras apresentadas? Ao observarmos as duas obras de Arte percebemos que s\u00e3o pinturas, \u00f3leo sobre tela, da artista Maria Cecilia. Os nomes das obras se interligam como coirm\u00e3s na leitura de imagem.A obra Fraternidade I retrata dois meninos e a obra Fraternidade retrata duas meninas, ambas, num abra\u00e7o fraterno, rumo a um determinado lugar. As cores usadas pela artista comungam com o tema abordado. Cores sutis, construindo uma harmonia visual, suavidade, serenidade. Qual seria a inten\u00e7\u00e3o da artista ao retratar crian\u00e7as em um momento harmonioso, de amizade, de confraterniza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Trazendo para os dias atuais onde o distanciamento social ocorre, podemos considerar que o abra\u00e7o faz falta, e que essa amizade t\u00e3o pura, inocente, onde o calor de um abra\u00e7o est\u00e1 ligado as emo\u00e7\u00f5es, podemos fazer uma leitura de que o comportamento humano necessita de uma fraternidade, necessita do toque. Notemos, que al\u00e9m da observa\u00e7\u00e3o leve de amizade que existe dentro da obra, podemos trazer a leveza para a t\u00e9cnica dos tra\u00e7os e cores utilizadas na pintura, comungando com o todo. Existe uma realidade entre a imagem e o expectador, mas que se difundem ao observar de perto os tra\u00e7os utilizados para a formaliza\u00e7\u00e3o da imagem, como se a artista escolhe onde, quando e qual cor a pintura necessita para ela, com propriedade, concluindo perfeitamente os tra\u00e7os da sua representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Podemos \u201cler\u201d essas obras nos questionando&#8230;<\/p>\n<ul>\n<li>Para onde essas obras nos levam ou at\u00e9 mesmo, para onde os pr\u00f3prios personagens est\u00e3o indo?<\/li>\n<li>A fraternidade existe mesmo diante do contexto contempor\u00e2neo reconhecendo tantas barb\u00e1ries no mundo?<\/li>\n<li>Ser\u00e1 mesmo que o mundo torna-se um lugar fraterno ao longo do tempo?<\/li>\n<li>Pra voc\u00ea, a imagem condiz com o nome da obra?<\/li>\n<li>Quem seriam esses personagens?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Experimente!<\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\">texto: Adriana Rodrigues Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\nfoto: Alberto Mikoski<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3699 aligncenter\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/03\/thumbnail_PSX_20201118_092215-300x251.jpg\" alt=\"\" width=\"473\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/03\/thumbnail_PSX_20201118_092215-300x251.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/03\/thumbnail_PSX_20201118_092215-1024x858.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/03\/thumbnail_PSX_20201118_092215-768x643.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/03\/thumbnail_PSX_20201118_092215-1232x1032.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/03\/thumbnail_PSX_20201118_092215.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 473px) 100vw, 473px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><strong>A CAMA, 2010<\/strong><br \/>\n<strong> Emerson Persona<\/strong><br \/>\n<strong>\u00a0Acr\u00edlica sobre tela. Dimens\u00e3o: 120 x 145<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Encontramos na Arte diversas formas de interpreta\u00e7\u00f5es, a partir da leitura de imagem podemos chegar mais pr\u00f3ximos das reflex\u00f5es cr\u00edticas sobre o que observamos. O autor Antonio Costella (1999) em seu livro, Para Apreciar a Arte, apresenta alguns pontos de vista a serem observados pelos espectador diante da obra de arte. Os dez pontos de vista destacados pelo autor s\u00e3o: Factual, Expressional, T\u00e9cnico, Convencional, Estil\u00edstico, Atualizado, Institucional, Comercial, Neofactual e Est\u00e9tico, cada ponto tem a responsabilidade de despertar o olhar do contemplador. Para a leitura da obra A CAMA, do artista Emerson Persona ser\u00e3o utilizados dois pontos de vista, o Ponto de Vista Factual e o Ponto de Vista Expressional, aqueles que, para o momento ser\u00e3o pertinentes para as reflex\u00f5es.<br \/>\nAo observarmos uma Obra de Arte temos v\u00e1rias concep\u00e7\u00f5es. A an\u00e1lise pelo Ponto de Vista Factual sobre a obra A CAMA, nos leva a interpretar a leveza dos objetos, os quais parecem suspensos e em movimento, numa energia transparente de encontro ou de fuga. Na cor azul, o artista, talvez, tenha buscado representar a \u00e1gua? Ou n\u00e3o. E as cores? quando observamos as cores, percebemos um predom\u00ednio da cor quente, uma escala crom\u00e1tica intensa, e ao mesmo tempo as cores frias surgem na composi\u00e7\u00e3o. O azul claro e escuro se contrap\u00f5e junto ao vermelho em destaque, deixando assim uma clara separa\u00e7\u00e3o, mesmo assim, uma jun\u00e7\u00e3o no contraste. Figuras narrativas de seres irreconhec\u00edveis, compartilham o mesmo espa\u00e7o com forma\u00e7\u00f5es fantasmag\u00f3ricas onde nos faz pensar numa poss\u00edvel leitura de ser terrestre, mas que deixa incompleto enquanto explica\u00e7\u00e3o real do que possa ser. M\u00e1scaras com forma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>humana, ou rostos humanos flutuando. Seria uma mulher? Representa um sonho? Uma fuga? Algo real? Irreal? Medo? Encontro? Desencontro?<br \/>\nNo Ponto de Vista Expressional, o autor descreve como parte constituinte da obra de arte, ponto que mexe com o sentimento do observador. O artista, a partir da linguagem pictorial, consegue induzir no expectador um sentimento \u00fanico, trazendo \u00e0 tona suas experi\u00eancias de vida \u00e0 obra.<br \/>\nPor que voc\u00ea n\u00e3o experimenta trazer seu Ponto de Vista Expressional a obra: A CAMA, do artista Emerson Persona?<br \/>\n\uf0d8 Qual seu pensamento mais \u00edntimo quando observa esta obra?<br \/>\n\uf0d8 Quais as sensa\u00e7\u00f5es positivas e\/ou negativas quando a observa?<br \/>\n\uf0d8 Ao deparar-se com essa pintura, quais s\u00e3o suas percep\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o dos elementos e cores que o artista representou?<br \/>\n\uf0d8 Voc\u00ea reconhece todas as imagens representadas na obra?<br \/>\n\uf0d8 Para analisar, sentir uma obra, as imagens precisam ser reais?<br \/>\nReconhec\u00edveis?<br \/>\n\u201cVoe\u201d em seus pensamentos, a liberdade nos permite irmos at\u00e9 onde nosso cora\u00e7\u00e3o nos levar&#8230;<br \/>\nPermita-se!<\/p>\n<h6><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left\">texto: Adriana Rodrigues Suarez e Alberto Mikoski<br \/>\nfoto: Alberto Mikoski<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center\">________________________________________________________________________________<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o Acervo DAC\/ PROEX \u201cA arte diz o indiz\u00edvel, exprime o inexprim\u00edvel, traduz o intraduz\u00edvel\u201d (Leonardo da Vinci) ACERVO\u00a0\u00e9 uma palavra proveniente do termo latim \u201cacervus\u201d (cole\u00e7\u00e3o). 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Este patrim\u00f4nio pode ser de \u00e2mbito art\u00edstico,&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":85,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2289"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/users\/85"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2289"}],"version-history":[{"count":28,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3703,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2289\/revisions\/3703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}