{"id":7,"date":"2018-10-25T12:30:27","date_gmt":"2018-10-25T14:30:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/proex\/?page_id=7"},"modified":"2022-03-21T16:02:40","modified_gmt":"2022-03-21T19:02:40","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-7\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-7-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-7-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-7-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t><h3 class=\"widget-title\">RESUMO HIST\u00d3RICO DA EXTENS\u00c3O UNIVERSIT\u00c1RIA<\/h3>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p class=\"style1\">O primeiro registro oficial da extens\u00e3o no Brasil foi o Decreto Lei n. 19.851, de 1931. Segundo a concep\u00e7\u00e3o desta \u00e9poca, a extens\u00e3o funcionava como uma modalidade de curso, confer\u00eancia ou assist\u00eancia t\u00e9cnica rural, destinada aos diplomados. Suas finalidades eram o progresso da ci\u00eancia (por meio da pesquisa) e a transmiss\u00e3o do conhecimento (por meio do ensino). Na d\u00e9cada de 60, sob a press\u00e3o do Movimento Estudantil, surgem a\u00e7\u00f5es de algumas universidades, mais voltadas para as popula\u00e7\u00f5es carentes e com car\u00e1ter assistencialista. Em conson\u00e2ncia com isso, em 1966, d\u00e1-se a cria\u00e7\u00e3o do Projeto Rondon, pelo governo militar. Com o intuito de levar o estudante universit\u00e1rio a engajar-se num plano desenvolvimentista e tecnicista. No mesmo ano, e ampliando tal pol\u00edtica, foi criado o CRUTAC \u2013 Centros Rurais Universit\u00e1rios de Treinamento e A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria. Neste mesmo per\u00edodo, iniciavam-se as a\u00e7\u00f5es extensionistas na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).<\/p>\n<p class=\"style1\">A maioridade da Extens\u00e3o vem com o primeiro FORPROEX \u2013 F\u00f3rum Nacional de Pr\u00f3-Reitores de Extens\u00e3o, em 1987. A bandeira levantada \u00e9 a da indissociabilidade ensino-pesquisa-extens\u00e3o, cabendo a esta \u00faltima um papel fundamental dentro das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e dos trabalhos de pesquisa.<\/p>\n<p class=\"style1\">Tal concep\u00e7\u00e3o:<br \/>\n- Permite que se teste e se reelabore o saber acad\u00eamico, no mesmo instante em que se prestam servi\u00e7os para a comunidade e se democratizam os conhecimentos.<br \/>\n- Na pesquisa, a a\u00e7\u00e3o extensionista funciona no sentido de considerar para quais fins e para quais interesses se buscam novos conhecimentos.<\/p>\n<p class=\"style1\">\u00c9 neste est\u00e1gio de valoriza\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o que nos encontramos. Saliente-se que esta \u00e1rea vem ocupando mais espa\u00e7o nas pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-7-0-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor\" data-index=\"1\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t><h3 class=\"widget-title\">A EXTENS\u00c3O UNIVERSIT\u00c1RIA NA UEPG<\/h3>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p>A primeira a\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o na UEPG deu-se em 1971. E j\u00e1 em 1973, ocorreu a cria\u00e7\u00e3o do Grupo de Teatro Universit\u00e1rio e do FENATA \u2013 ent\u00e3o Festival Nacional de Teatro Amador. Em 1974, nasceu o CRUTAC, que passou a funcionar em 1976, e \u00e9 o \u00faltimo centro em funcionamento no pa\u00eds. Em 1977, surgiu o projeto Themis, hoje Pr\u00f3-Egresso, que faz o acompanhamento t\u00e9cnico do indiv\u00edduo que sofreu san\u00e7\u00e3o penal. Na d\u00e9cada de 80, com as mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas, a Extens\u00e3o, nacionalmente, deixa de ser vista como destinada a ofertar cursos e servi\u00e7os para a comunidade e passa a fazer uma maior articula\u00e7\u00e3o com o ensino e a pesquisa. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais vista apenas como receptora de conhecimentos e pr\u00e1ticas. Passa a haver um efetivo di\u00e1logo entre Universidade e Comunidade.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-7-0-0-2\" class=\"so-panel widget widget_media_video panel-last-child\" data-index=\"2\" ><h3 class=\"widget-title\">A casa da PROEX<\/h3><div style=\"width:100%;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-7-1\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/youtube\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CFNawCDRrJ0&#038;t=1s&#038;_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CFNawCDRrJ0&#038;t=1s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CFNawCDRrJ0&#038;t=1s<\/a><\/video><\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-7-1\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-7-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-7-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-image panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"3\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-image so-widget-sow-image-default-6b88c04c1f9b-7\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<h3 class=\"widget-title\">O PR\u00c9DIO DA PROEX<\/h3>\n<div class=\"sow-image-container\">\n\t\t<img src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2018\/10\/antiga_proex_sepia.jpg\" width=\"800\" height=\"516\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2018\/10\/antiga_proex_sepia.jpg 800w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2018\/10\/antiga_proex_sepia-300x194.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2018\/10\/antiga_proex_sepia-768x495.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" title=\"O PR\u00c9DIO DA PROEX\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \t\tclass=\"so-widget-image\"\/>\n\t<\/div>\n\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-7-2\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-7-2-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-7-2-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"4\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\">A Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e de Assuntos Culturais da UEPG est\u00e1 sediada no pr\u00e9dio tombado pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico do Estado do Paran\u00e1, localizado na Pra\u00e7a Marechal Floriano Peixoto, 129, centro de Ponta Grossa - PR.<\/p>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\">Sua hist\u00f3ria est\u00e1 muito bem retratada na Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Hist\u00f3ria da\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7350059327911200\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dra. DROPA, Marcia Maria<\/a>\u00a0(<strong>A mem\u00f3ria do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico tombado em Ponta Grossa-Paran\u00e1<\/strong>. Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho-UNESP, Brasil, 362p. 1999), a qual colocamos abaixo, na \u00edntegra, os relatos e considera\u00e7\u00f5es do referido pr\u00e9dio.<\/p>\n<h5 class=\"style1\" style=\"text-align: center\"><strong>Contexto Hist\u00f3rico<\/strong><\/h5>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\"><span class=\"style11\">\"A hist\u00f3ria inicial deste pr\u00e9dio est\u00e1 ligada ao com\u00e9rcio da cidade, uma vez que foi o estabelecimento comercial de propriedade de Guilherme Naumann.<br \/>\nA origem do com\u00e9rcio em Ponta Grossa est\u00e1\u00a0 vinculada \u00e0 atividade tropeira, em fun\u00e7\u00e3o de que a Freguesia estava ligada e fazia parte do Caminho das Tropas, propiciando sua integra\u00e7\u00e3o \u00e0 economia nacional, mediante a\u00a0 cria\u00e7\u00e3o, o aluguel de campos para a invernagem e a pr\u00f3pria comercializa\u00e7\u00e3o do gado. Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio movimento das tropas que passavam pela cidade levou a um crescimento do povoado, e chegou \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Freguesia, transformando a atividade do com\u00e9rcio em estabelecimentos permanentes.<br \/>\nEm fun\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Paran\u00e1, em 1894, e o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro S\u00e3o Paulo-Rio Grande, em 1896, Ponta Grossa passou por um crescimento urbano significativo, desenvolvendo suas atividades comerciais. Num primeiro momento, essas atividades estavam ligadas ao beneficiamento e transporte da erva-mate e, posteriormente, fazendo surgir novas casas de com\u00e9rcio, bem como consolidando as j\u00e1 existentes, uma vez que o \u201ccom\u00e9rcio de atacado e varejo de secos e molhados, sempre se constituiu num dos baluartes da arrecada\u00e7\u00e3o mantenedora do progresso da cidade\u201d (Pinto &amp;Gon\u00e7alves, 1983, p.58).<br \/>\nImportante ressaltar que, apesar de existirem casas comerciais desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, sem d\u00favida o crescimento do com\u00e9rcio foi favorecido tamb\u00e9m pela chegada de imigrantes, que \u201calcan\u00e7aram pouco a pouco posi\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel na estrutura s\u00f3cio-econ\u00f4mica da regi\u00e3o\u201d(Ibid. p.58).<br \/>\nDentre as casas comerciais que mais se destacaram pode-se citar, a Casa Juca Pedro (1840), Casa Vilela (1854) e, a partir de 1880, os imigrantes come\u00e7aram a fundar suas propriedades, como: Casa de Sementes Augusto Canto (1885), Casa Progresso da Fam\u00edlia Holzmann (1893), Estabelecimento do Sr, Vicente Motti (1894), Casa Osternack (1896), Casa Romano (1906), entre outras.<br \/>\nAs caracter\u00edsticas arquitet\u00f4nicas das casas comerciais em Ponta Grossa, a partir da d\u00e9cada de 1910, ser\u00e3o marcadas pelas constru\u00e7\u00f5es de dois andares, onde o andar inferior servia para o com\u00e9rcio e o superior para moradia. Poucos foram preservados, e um deles \u00e9 o Edif\u00edcio Guilherme Naumann.<\/span><\/p>\n<h5 class=\"style1\" style=\"text-align: center\"><span class=\"style11\"><strong>Guilherme Naumann<\/strong><\/span><\/h5>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\"><span class=\"style11\">A partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, \u00e9 que existem as primeiras not\u00edcias da chegada de imigrantes no Paran\u00e1. Em 1829, em Rio Negro, instalou-se o primeiro n\u00facleo de imigrantes alem\u00e3es. Em 1847, imigrantes franceses se estabeleceram nas margens do Rio Iva\u00ed e, em 1852, em Superagui (Paranagu\u00e1), fundou-se um novo n\u00facleo com franceses, su\u00ed\u00e7os e alem\u00e3es. Estas primeiras iniciativas n\u00e3o prosperaram em fun\u00e7\u00e3o da falta de uma pol\u00edtica imigrat\u00f3ria eficaz, pois os primeiros n\u00facleos tinham antes de tudo a fun\u00e7\u00e3o de preencher vazios demogr\u00e1ficos.<br \/>\nQuando da instala\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia do Paran\u00e1 (1853), existiam na regi\u00e3o n\u00e3o mais de 500 colonos. Foi a partir deste momento, que passou a existir uma preocupa\u00e7\u00e3o mais efetiva n\u00e3o s\u00f3 com a vinda de imigrantes, mas tamb\u00e9m com as condi\u00e7\u00f5es que seriam oferecidas a eles, para que pudessem se desenvolver. A partir da d\u00e9cada de 70, a vinda de imigrantes se intensificou em n\u00famero e etnia. Chegaram ao Paran\u00e1 alem\u00e3es, poloneses, ucranianos , italianos, su\u00ed\u00e7os, russos, entre outros.<br \/>\nPonta Grossa come\u00e7ou a receber, desde a segunda metade do s\u00e9culo XIX, levas de imigrantes das mais diferenciadas etnias, diversificando n\u00e3o somente a popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m as atividades econ\u00f4micas. Entre essas levas, destacou-se a alem\u00e3, com muitos imigrantes vindos diretamente da Europa e outros reimigrando de outras regi\u00f5es do Brasil, principalmente do sul e tamb\u00e9m de pa\u00edses sul-americanos. Destacam-se na cidade as fam\u00edlias Albach, Hilgenberg, Hoffmann, Holzmann, Kossatz, Thielen. Ressalta-se que essas fam\u00edlias eram de imigrantes alem\u00e3es e russo-alem\u00e3es.<br \/>\nE, nesta conjuntura, chegou a Ponta Grossa procedente da Alemanha, Guilherme Naumann (1890) e, de acordo com Gilberto Zardo, foi o segundo germ\u00e2nico a pisar em terras dos Campos Gerais. Casado com uma ponta-grossense constituiu uma numerosa fam\u00edlia. Sapateiro por profiss\u00e3o, montou na Pra\u00e7a Marechal Floriano Peixoto sua sapataria \u201cque gra\u00e7as ao seu talento prospera rapidamente\u201d, segundo Gilberto Zardo.<br \/>\nCom o crescimento de seu neg\u00f3cio, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, iniciou a constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio com dois pavimentos no pr\u00f3prio local onde residia, passando a atuar tamb\u00e9m no ramo do com\u00e9rcio de ferragens, possuindo\u00a0 uma variedade de artigos comercializ\u00e1veis. Sua loja possu\u00eda desde ferramentas simples e utilit\u00e1rias at\u00e9 famosas m\u00e1quinas de costura das marcas Singer e Original Vit\u00f3ria, sendo que estas eram importadas da pr\u00f3pria Alemanha e\u00a0 da Am\u00e9rica do Norte.<br \/>\nAo edif\u00edcio deu o seu nome, passando a ser conhecido como Edif\u00edcio Guilherme Naumann. Ao observar a constru\u00e7\u00e3o, apesar de ter sido descaracterizada com o tempo pelas pr\u00f3prias fun\u00e7\u00f5es que o pr\u00e9dio assumiu, pode-se supor a vontade de um homem que queria fazer parte de uma sociedade, procurando destaque pela profiss\u00e3o e tamb\u00e9m pelo lado material, transferindo para a fachada de sua casa a import\u00e2ncia que a sociedade n\u00e3o lhe conferia.\u00a0 Isso em fun\u00e7\u00e3o de que, uma das grandes dificuldades dos imigrantes foi a integra\u00e7\u00e3o com a comunidade local.<br \/>\nUma hip\u00f3tese para tentar justificar os detalhes arquitet\u00f4nicos do pr\u00e9dio pode ser a de que o propriet\u00e1rio tentou imprimir externamente uma preocupa\u00e7\u00e3o de aceita\u00e7\u00e3o, de passar ao imagin\u00e1rio das pessoas, por meio do concreto, a import\u00e2ncia que possu\u00eda. Afirma\u00a0 Baczko (1985,p.301), \u201c\u00e9 pr\u00f3prio da imagina\u00e7\u00e3o transportar o homem para fora de si pr\u00f3prio. Nenhuma rela\u00e7\u00e3o social, \u00e9 poss\u00edvel sem que o homem prolongue sua exist\u00eancia atrav\u00e9s da imagem que tem de si pr\u00f3prio e de outrem\u201d.<br \/>\nEssa quest\u00e3o de transfer\u00eancia do ser ou ent\u00e3o do vir a ser do homem, por interm\u00e9dio de constru\u00e7\u00f5es materiais, pode se tornar uma quest\u00e3o a ser\u00a0 debatida na ci\u00eancia historiogr\u00e1fica.<\/span><\/p>\n<h5 class=\"style1\" style=\"text-align: center\"><span class=\"style11\"><strong>Hist\u00f3rico do\u00a0Pr\u00e9dio<\/strong><\/span><\/h5>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\"><span class=\"style11\">\u00c9 um edif\u00edcio de dois andares, localizado na Pra\u00e7a Marechal Floriano Peixoto n.\u00ba 129, no Centro Hist\u00f3rico da cidade, pertencente \u00e0 Universidade Estadual de Ponta Grossa e serve de sede para a Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e Assuntos Culturais, da\u00ed ser conhecido como pr\u00e9dio da PROEX.<br \/>\nConstru\u00e7\u00e3o iniciada por volta de 1900 e conclu\u00edda em 1906. Depois da Catedral, destaca-se como sendo o pr\u00e9dio mais alto da cidade. Em fun\u00e7\u00e3o de sua localiza\u00e7\u00e3o privilegiada, era visto dos mais diversos pontos.<br \/>\nGuilherme Naumann dividiu sua propriedade em dois setores: a parte inferior, que era a sua loja, e a parte superior, que servia de morada da fam\u00edlia. Manteve sua loja de ferragens naquele local at\u00e9 1933, quando a mesma foi vendida para o Sr. Proxedes Gon\u00e7alves Pereira, residente na Capital (Curitiba) que, a partir de ent\u00e3o, n\u00e3o ocupa o im\u00f3vel, passando a alug\u00e1-lo a outras pessoas.<br \/>\nO pr\u00e9dio, que era constru\u00eddo para moradia e com\u00e9rcio, passou a receber as mais diferenciadas fun\u00e7\u00f5es, sendo adaptado \u00e0 exig\u00eancia de cada uma delas, o que veio a descaracteriz\u00e1-lo tanto interna como externamente.<br \/>\nA primeira fun\u00e7\u00e3o a ele designada foi a de ser sede do Servi\u00e7o de Tel\u00e9grafo e mais tarde sede da Companhia de Correios e Tel\u00e9grafos, a qual permaneceu no im\u00f3vel por mais de 10 anos.<br \/>\nCom a sa\u00edda do servi\u00e7o de\u00a0 Correio e Tel\u00e9grafo, o pr\u00e9dio voltou a assumir novamente uma atividade comercial, desta vez como sede da farm\u00e1cia do Dr. Jayme Gusmann que, al\u00e9m do com\u00e9rcio farmac\u00eautico, possu\u00eda no local um laborat\u00f3rio de manipula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO propriet\u00e1rio do edif\u00edcio, Sr. Proxedes, ap\u00f3s a desativa\u00e7\u00e3o da farm\u00e1cia, vendeu-o para o Governo do Estado do Paran\u00e1, sendo ent\u00e3o instalada no local a Faculdade de Odontologia. Esta nova fun\u00e7\u00e3o permaneceu por dois anos, quando a Faculdade foi desativada por n\u00e3o ter sido reconhecida pelos \u00f3rg\u00e3os oficiais de ensino superior.<br \/>\nDepois de algum tempo desocupado, o Governo do Estado, seu propriet\u00e1rio, instalou no local os Escrit\u00f3rios do DER \u2013 Departamento de Estradas de Rodagem, que permaneceu por volta de 10 anos.<br \/>\nCom a transfer\u00eancia do DER para sede nova e pr\u00f3pria, o Governo do Estado permitiu ent\u00e3o que no local fosse instalada a Sede dos Escoteiros de Ponta Grossa, bem como a Creche Pureza Ribas. A sa\u00edda destes dois \u00f3rg\u00e3os aconteceu em fun\u00e7\u00e3o do prec\u00e1rio estado de conserva\u00e7\u00e3o em que se encontrava o pr\u00e9dio. O pr\u00e9dio, constru\u00eddo no in\u00edcio do s\u00e9culo, adentrou a d\u00e9cada de 80 bastante descaracterizado do seu original.<br \/>\nA partir de 1980, a Universidade Estadual de Ponta Grossa, passou a solicitar ao Governo do Estado o direito de uso do im\u00f3vel e, no governo de Jos\u00e9 Richa, foi lavrada em cart\u00f3rio uma Escritura P\u00fablica de Cess\u00e3o de Uso de Im\u00f3vel, sendo o \u00f3rg\u00e3o cedente o Governo do Estado do Paran\u00e1 e como outorgada cession\u00e1ria a Universidade Estadual de Ponta Grossa. Ocorreu um trabalho de recupera\u00e7\u00e3o parcial do pr\u00e9dio e, a partir de ent\u00e3o, tornou-se sede do Centro de Criatividade, posteriormente passando a abrigar a Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e Assuntos Culturais.<br \/>\nTornou-se tamb\u00e9m um espa\u00e7o para exposi\u00e7\u00f5es de artes pl\u00e1sticas, e um local onde a Universidade oferece para a comunidade os mais variados tipos de cursos como: pintura, escultura, serigrafia, canto e instrumentaliza\u00e7\u00e3o musical. Em 1990, o edif\u00edcio foi tombado pela Coordenadoria do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico do Paran\u00e1 e desde o seu tombamento a Universidade solicitou \u00e0 Secretaria da Cultura uma restaura\u00e7\u00e3o no pr\u00e9dio. Segundo os relat\u00f3rios t\u00e9cnicos de 1990, foram preconizadas solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para deter o processo degenerativo, principalmente na estrutura de madeira que d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o ao telhado.<br \/>\nEm 1991, novos pedidos foram encaminhados. Novamente, em 1995, ocorreu vistoria t\u00e9cnica e um novo pedido de restauro, agora acrescentado de uma documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica do estado prec\u00e1rio do pr\u00e9dio. A deterioriza\u00e7\u00e3o, passados cinco anos do tombamento e pedido de restauro, havia agravado o estado interno do pr\u00e9dio. A partir de 1995, os pedidos junto \u00e0 Secretaria de Cultura do Estado foram\u00a0 de\u00a0 restauro total. Em 1998, foi dado in\u00edcio ao processo de recupera\u00e7\u00e3o da estrutura interna e externa do pr\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<h5 class=\"style1\" style=\"text-align: center\"><span class=\"style11\"><span class=\"style1\"><strong>O Pr\u00e9dio e sua Arquitetura<\/strong><\/span><\/span><\/h5>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\"><span class=\"style11\"><span class=\"style1\">Se em rela\u00e7\u00e3o ao\u00a0 pr\u00e9dio do F\u00f3rum h\u00e1 registros de seus criadores, com o pr\u00e9dio da PROEX n\u00e3o ocorre o mesmo. N\u00e3o se conhece o autor do projeto nem seu construtor, mas, pode-se afirmar que, em rela\u00e7\u00e3o a esse edif\u00edcio e seu propriet\u00e1rio, existem grandes inc\u00f3gnitas. Apesar de ter sido uma grande loja de ferragens, n\u00e3o foram encontrados documentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua hist\u00f3ria. Percorridos jornais, \u00e1lbuns e revistas da \u00e9poca, al\u00e9m de uma pesquisa no \u201cArquivo da Prefeitura\u201d, nenhuma refer\u00eancia foi encontrada.<br \/>\nMas o pr\u00e9dio est\u00e1 l\u00e1, e o que chama aten\u00e7\u00e3o foi a sua perman\u00eancia pois, com exce\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9dio do F\u00f3rum, todas as antigas constru\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a Marechal Floriano Peixoto j\u00e1 desapareceram.<br \/>\nSegundo Rosina C. Parchen, este pr\u00e9dio com suas caracter\u00edsticas arquitet\u00f4nicas, a qualidade dos detalhes internos e externos, bem como a sua privilegiada inser\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o urbano, confere-no inquestion\u00e1vel import\u00e2ncia\u201d.<br \/>\nEssa afirma\u00e7\u00e3o solidifica a quest\u00e3o colocada no in\u00edcio, al\u00e9m de este pr\u00e9dio estar bem localizado estrategicamente do ponto de vista geogr\u00e1fico, pode ser observado (figura 56) que ele tamb\u00e9m estava num local privilegiado do ponto de vista econ\u00f4mico, na regi\u00e3o nobre da cidade.<br \/>\nImponente edif\u00edcio de dois pavimentos, sem recuo de testada, constru\u00eddo no alinhamento da rua, suas paredes s\u00e3o de alvenaria de tijolo e sua cobertura de duas \u00e1guas, completadas com telhas francesas. De acordo com o C\u00f3digo de Posturas do munic\u00edpio, por ser uma constru\u00e7\u00e3o sem recuo,<\/span>\u00a0o telhado \u00e9 escondido por uma platibanda abalaustrada, quer dizer, platibanda \u00e9 vedada por bala\u00fastres, formando uma moldura, conforme pode ser observado nas figuras 59 e 60. Esta platibanda, na \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o, era completada por pontas em forma de pequenos globos.<br \/>\nNa fachada do pr\u00e9dio, destacam-se ressaltos em massa em cima das janelas, que merecem ser referenciados pela t\u00e9cnica e perfei\u00e7\u00e3o com que foram executados. Na parte t\u00e9rrea, os paramentos s\u00e3o tratados a bossagem e, no superior, s\u00e3o lisos com adornos de sobreverga em volutas (figura 61).\u00a0 Os v\u00e3os das janelas superiores s\u00e3o rasgados e guarnecidos por guarda corpo de bala\u00fastres, isto \u00e9, sacadas abalaustradas. Completam a fachada dois balc\u00f5es sobre robustos modilh\u00f5es.<br \/>\nObservar o pr\u00e9dio da PROEX \u00e9 afirmar que a arquitetura pode ser um aspecto visual da hist\u00f3ria. Neste sentido, pode-se levantar a hip\u00f3tese que nas\u00a0 suas linhas arquitet\u00f4nicas, em sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, seu propriet\u00e1rio procurava mostrar no aspecto exterior de sua resid\u00eancia o valor econ\u00f4mico que o pr\u00e9dio possu\u00eda pois, muitas vezes, a amplid\u00e3o das formas exibe o poder de seu possuidor. Foi constru\u00edda em uma \u00e9poca em que o discurso de progresso e moderniza\u00e7\u00e3o por meio do crescimento urbano era vivo na cidade. Quem possu\u00eda um destaque econ\u00f4mico, transferia para sua propriedade ornamentos tais, como a dizer, aqui a riqueza existe. Afirma Coelho Neto, \u201co modo de disposi\u00e7\u00e3o e de atribui\u00e7\u00e3o de significados ao espa\u00e7o \u00e9 na verdade um dos elementos da infra-estrutura do comportamento humano\u201d (1997,\u00a0 p.41).<br \/>\nConv\u00e9m destacar que o pr\u00e9dio estudado sofreu v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es durante os anos de sua exist\u00eancia, para que fossem cumpridas as fun\u00e7\u00f5es que a ele delegavam. Na fachada externa, ora abriam novas portas, ora fechavam-nas, transformando-as em janelas. Os diferentes usos que se faz de um certo espa\u00e7o e os diferentes sentidos que se atribuem a ele conforme a cultura e a \u00e9poca, podem levar a uma descaracteriza\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o original do bem, e isso aconteceu nesse pr\u00e9dio.<br \/>\nO processo de restauro do pr\u00e9dio da Proex \u00e9 uma forma de \u201c<em>refurbishment\u201d<\/em>, que \u00e9 um modo de reorganiza\u00e7\u00e3o espacial, ou seja, deixa-se a casca e reforma-se o interior.\u00a0 Algumas pessoas que passam em frente ao pr\u00e9dio e observam sua reforma, acusam o engenheiro de descaracteriza\u00e7\u00e3o do bem; por\u00e9m, se for analisada de uma maneira mais detalhada, constata-se que na realidade est\u00e1 se buscando deixar a casa o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do original. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o de arquitetura de formas bem elaboradas e funcionalistas. Seu aspecto exterior, ap\u00f3s o restauro, permanecer\u00e1, por\u00e9m, internamente segundo Joel Larroca,<br \/>\n<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"style1\"><span class=\"style11\">O intuito da Corrdenadoria do Patrim\u00f4nio Cultural do Paran\u00e1, no tombamento foi a manuten\u00e7\u00e3o da volumetria externa. Ent\u00e3o, teoricamente, por dentro, da para fazer uma s\u00e9rie de coisas, por\u00e9m iremos realizar reformas internas para voltar a casa o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do seu original<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\"><span class=\"style11\">\u00c9 relativamente f\u00e1cil confrontar id\u00e9ias favor\u00e1veis ou n\u00e3o a esse tipo de postura. Uma quest\u00e3o se coloca: \u00e9 adequado manter a estrutura externa em detrimento da interna? Muitos arquitetos n\u00e3o afirmam que \u00e9 o espa\u00e7o interior o mais importante na arquitetura? Aqui entra a fun\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria neste processo de preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, o pr\u00e9dio preservado n\u00e3o pode ser visto somente como uma est\u00e9tica bonita ou feia. Preservar n\u00e3o significa idolatrar o passado.\u00a0 A postura do historiador frente a esses problemas deve ser uma postura de observa\u00e7\u00e3o da arquitetura de uma maneira em que ela n\u00e3o se encerra, mas avan\u00e7a sobre o espa\u00e7o.<br \/>\nAfirma Argan (1992, p.236), \u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"style1\"><span class=\"style11\">\u201ca arquitetura privada se torna comunica\u00e7\u00e3o de valores reais ou atribu\u00eddos: ela denuncia, n\u00e3o s\u00f3 com o luxo ou a grandeza, a condi\u00e7\u00e3o social ou apenas econ\u00f4mica dos propriet\u00e1rios, mas tamb\u00e9m com a repeti\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos de prest\u00edgio tomados de empr\u00e9stimo aos monumentos-modelos e com sua pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o no contexto urbano\u201d.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\"><span class=\"style11\">Para o historiador, o bem deve ser analisado, visto como um referencial, um documento, um registro de informa\u00e7\u00f5es que foram deixadas e que podem ser resgatadas. Devemos entender que tudo que aparece como realiza\u00e7\u00f5es, dentro do contexto da cidade, pode ser interpretado, e a ele dado um valor. N\u00e3o interessa somente preservar ou conservar um monumento segundo crit\u00e9rios de julgamento ou atribui\u00e7\u00e3o de valores dados por especialistas, mas o interesse deve residir, sim, em como o pr\u00e9dio pode continuamente ser reavaliado pela comunidade urbana, j\u00e1 que uma constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 feita s\u00f3 de pedras, mas de homens. E s\u00e3o estes homens que atribuem valor \u00e0s pedras, \u00e0s constru\u00e7\u00f5es e n\u00e3o somente os especialistas.<br \/>\nO valor de um bem \u00e9 o que a comunidade lhe atribui e descobrir, estudar esses valores atrav\u00e9s de \u00e9pocas diferentes deve ser o papel do historiador, pois o monumento s\u00f3 se transforma em documento a partir de como ele \u00e9 analisado.<br \/>\nEsta deve ser uma preocupa\u00e7\u00e3o constante no processo de an\u00e1lise hist\u00f3rica dos patrim\u00f4nios culturais, que n\u00e3o merecem ser vistos t\u00e3o somente pelo seu valor est\u00e9tico. S\u00e3o os homens que atribuem valores, transformam coisas em bens, e esses bens constituem o Patrim\u00f4nio, que deve ser adquirido e transmitido, sempre num ciclo constante. Se isso n\u00e3o acontecer, corre-se o risco de retomar-se \u00e0 postura de preservar o patrim\u00f4nio somente como monumento material. Desvencilhar-se dessa no\u00e7\u00e3o patrim\u00f4nio\/monumento n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, deve ser constantemente repensada.<br \/>\nPode ser que, por este caminho, o homem veja na reforma de um pr\u00e9dio hist\u00f3rico, n\u00e3o uma descaracteriza\u00e7\u00e3o, mas a atribui\u00e7\u00e3o de uma nova fun\u00e7\u00e3o, revitaliza\u00e7\u00e3o e a continuidade do pr\u00e9dio no contexto social da comunidade. E o c\u00e9tico que acredita que preservar o passado por interm\u00e9dio de suas constru\u00e7\u00f5es \u00e9 congelamento e, por isso, atraso no crescimento urbano, venha a olhar diferente o patrim\u00f4nio, pois ele tamb\u00e9m \u00e9 parte de uma comunidade que atribui valor ao monumento, transformando-o em documento.<br \/>\nA partir de um estudo mais sistem\u00e1tico desse pr\u00e9dio e sua inser\u00e7\u00e3o no conjunto de bens m\u00f3veis urbanos que fazem parte da vida da cidade, poderemos romper com a vis\u00e3o monumental da preserva\u00e7\u00e3o, percebendo mais especificamente os valores inerentes ao Patrim\u00f4nio Cultural.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"style1\"><span class=\"style11\">\u00c9 preciso, pois sublinhar que os valores s\u00e3o sempre atribu\u00eddos. Da\u00ed serem historicamente marcados. Assim, para se falar de valores culturais, exige-se conhecimento das redes de intera\u00e7\u00e3o, por interm\u00e9dio dos quais s\u00e3o produzidos, armazenados, postos em circula\u00e7\u00e3o, consumidos, reciclados e descartados os valores (Meneses, 1992, p.189).<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"style1\" style=\"text-align: left\"><span class=\"style11\">O pr\u00e9dio inserido no contexto urbano \u00e9 uma esp\u00e9cie de escrita, um tipo de texto que o historiador pode decifrar para a sociedade. A leitura do Pr\u00e9dio da Proex, deve ser feita no contexto urbano da regi\u00e3o onde ele est\u00e1 localizado e \u00e9, por sua vez, ampla, restando apenas reinici\u00e1-la.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro registro oficial da extens\u00e3o no Brasil foi o Decreto Lei n. 19.851, de 1931. 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