{"id":11518,"date":"2026-03-06T14:06:20","date_gmt":"2026-03-06T17:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/no-08-de-marco-uepg-mostra-mulheres-que-fazem-a-universidade-diversa\/"},"modified":"2026-03-06T14:06:20","modified_gmt":"2026-03-06T17:06:20","slug":"no-08-de-marco-uepg-mostra-mulheres-que-fazem-a-universidade-diversa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/proex\/no-08-de-marco-uepg-mostra-mulheres-que-fazem-a-universidade-diversa\/","title":{"rendered":"No 08 de Mar\u00e7o, UEPG mostra mulheres que fazem a Universidade diversa"},"content":{"rendered":"<p>Em cada sala de aula, escrit\u00f3rio, corredor e espa\u00e7os de conviv\u00eancia, h\u00e1 uma mulher na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) que inspira. No Dia Internacional da Mulher, comemorado no domingo (08), a institui\u00e7\u00e3o traz faces de mulheres que se orgulham do que s\u00e3o e do que fazem. A data tem um significado importante para a institui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a maioria do corpo universit\u00e1rio \u00e9 formado por elas: S\u00e3o 994 professoras e agentes universit\u00e1rias, de um total de 1766. Entre as alunas da gradua\u00e7\u00e3o, presencial e a dist\u00e2ncia, elas s\u00e3o 5230, do total de 8687 de estudantes. Somente nos Hospitais Universit\u00e1rios, estima-se que dos cerca de 3 mil funcion\u00e1rios, 70% seja do g\u00eanero feminino. Em uma institui\u00e7\u00e3o com paridade de g\u00eanero, 53% dos cargos de confian\u00e7a s\u00e3o ocupados por mulheres.<\/p>\n<p>Dentre as tantas mulheres que circulam pela Universidade, a UEPG conta as hist\u00f3rias e mostra o trabalho de Cristiane, Ramily e Eunice, respectivamente agente universit\u00e1ria, aluna e professora.<\/p>\n<p><span><strong>Cristiane\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cristiane-Galvao-Fidelis-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-22.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-111066 alignleft\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cristiane-Galvao-Fidelis-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-22-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"394\"><\/a>Era 10 de julho de 2024, quando ela andou pelos corredores da Universidade pela primeira vez \u2013 semana de recesso institucional, uma quarta-feira, data escolhida com estrat\u00e9gia para iniciar uma nova vida. Foi o momento em que Cristiane Galv\u00e3o Fidelis se apresentou ao mundo, o dia do (re)nascimento, que ocorreu dentro da UEPG.<\/p>\n<p>Cris \u00e9 uma agente universit\u00e1ria que inovou os sistemas da institui\u00e7\u00e3o. Mas faz quase dois anos que ela \u00e9 reconhecida para al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o profissional. Agora, a marca da servidora \u00e9 tamb\u00e9m o sorriso, o brilho no olhar e a alegria de poder, finalmente, ser quem verdadeiramente \u00e9.<\/p>\n<p>Escolher uma quarta-feira para se apresentar como Cristiane teve um motivo, segundo ela. \u201cEu lembro muito desse dia. Quis um meio de semana, pois s\u00f3 faltariam mais dois dias para chegar \u00e0 sexta-feira\u201d, conta. Ela caminhou rapidamente at\u00e9 a sua sala no bloco da Reitoria, naquela manh\u00e3. \u201cCheguei bem antes do hor\u00e1rio, passei pelos corredores, entrei na minha sala e fiz uma postagem no Instagram: \u2018Dia 01!&#8217;\u201d. Aos poucos, os colegas foram chegando para conhecer uma pessoa que sempre esteve ali, mas que se revelou ao mundo naquele dia.<\/p>\n<p>Cristiane come\u00e7ou a trajet\u00f3ria na UEPG como aluna da gradua\u00e7\u00e3o em Processamento de Dados, em 1988. Desde aquele ano, ela nunca mais saiu de casa: em 1991, entrou como Programadora e depois subiu para Analista de Inform\u00e1tica, no antigo Centro de Processamento de Dados (CPD) \u2013 hoje N\u00facleo de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (NTI). \u201cDesde o in\u00edcio, me entregaram a responsabilidade dos sistemas acad\u00eamicos da Universidade, porque eu sempre fui aficionada pela \u00e1rea de banco de dados, ent\u00e3o meus projetos aqui foram relacionados a isso\u201d.<\/p>\n<p>Foi na paix\u00e3o pela profiss\u00e3o que Cristiane desenvolveu quatro sistemas de controle acad\u00eamico, como a implanta\u00e7\u00e3o do di\u00e1rio de classe eletr\u00f4nico e o acad\u00eamico on-line. \u201cEscolhi essa \u00e1rea, porque falavam que era a profiss\u00e3o do futuro, e no fim das contas acabei me apaixonando pela minha profiss\u00e3o\u201d. E foi o que garantiu o futuro profissional da curitibana que desde crian\u00e7a mora em Ponta Grossa. Em 2018, surgiu um novo desafio, ser pr\u00f3-reitora de recursos humanos \u2013 hoje Pr\u00f3-Reitoria de Gest\u00e3o de Pessoas (Progesp). Logo depois, tornou-se chefe da Coordenadoria de Controle Interno, um cargo que exige grande responsabilidade. \u201cUm dos meus principais pap\u00e9is atualmente \u00e9 intermediar todas as requisi\u00e7\u00f5es que o Tribunal de Contas e a Controladoria Geral do Estado fazem para a UEPG. Eu recebo essas solicita\u00e7\u00f5es e busco as informa\u00e7\u00f5es junto aos \u00f3rg\u00e3os competentes. Adicionalmente, eu sou tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela Ouvidoria, pela transpar\u00eancia e pelo <em>compliance<\/em>\u201c. Com a fun\u00e7\u00e3o, Cris acompanha todo o trabalho da Universidade. \u201c\u00c9 desafiador, mas \u00e9 algo que me satisfaz, pois eu sempre convivi com essas responsabilidades em n\u00edveis diferentes\u201d.<\/p>\n<p>Em 2021, com a carreira em alta, Cris viu a necessidade ajeitar a vida pessoal. \u201cEm mar\u00e7o daquele ano, eu entendi que precisava dar um rumo na minha vida e comecei o meu processo de hormoniza\u00e7\u00e3o [<span class=\"_aupe copyable-text xkrh14z\">procedimento m\u00e9dico de afirma\u00e7\u00e3o de g\u00eanero que utiliza horm\u00f4nios].<\/span> Era algo que eu estava disposta a enfrentar, e a\u00ed comecei tamb\u00e9m a preparar minha chegada [na sociedade]\u201d. Foram tr\u00eas anos at\u00e9 que chegasse o momento. \u201cEm janeiro de 2024, conversando com a minha endocrinologista, eu disse: \u2018\u00c9, tem que ser esse ano&#8217;\u201d.<\/p>\n<p>Pelo cargo de alta confian\u00e7a que ocupa, Cris decidiu que uma das primeiras pessoas a saberem de sua nova vida seria o reitor, professor Miguel Sanches Neto. Foi um dia marcante, segundo ela. \u201cLembro que cheguei toda apavorada, pensando como \u00e9 que ia conversar com o reitor, mas eu tinha que enfrentar, independentemente se ele me tirasse do cargo ou n\u00e3o. Comecei a conversa \u2018olha, eu sou uma mulher trans\u2019, e despejei toda minha hist\u00f3ria pra ele. E depois de uma altura do campeonato, eu falei que se ele entendesse que deveria me afastar, tudo bem por mim\u201d. A resposta do reitor n\u00e3o poderia ser mais feliz: \u201cele s\u00f3 disse \u2018eu pensei que era algum problema na Ouvidoria, se \u00e9 s\u00f3 isso, tudo bem, continue o trabalho&#8217;\u201d, Cris recorda, gargalhando. \u201cFoi uma das coisas mais significativas que aconteceram comigo, ver que as pessoas do meu trabalho estavam me aceitando\u201d. A plenitude daquele momento deu lugar ao pensamento \u201cpor que n\u00e3o fiz isso antes?\u201d, que logo migrou para o sentimento \u201cque bom que eu fiz agora, sem deixar pra amanh\u00e3\u201d, descreve.<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cristiane-Galvao-Fidelis-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-111046\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cristiane-Galvao-Fidelis-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"681\" height=\"455\"><\/a><\/p>\n<p class=\"vLAZ4d\" data-type=\"Segment\" data-start=\"1319.52\" data-segment-label=\"21:59\" data-rt-id=\"bGFSM1j\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Na Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1, campus Ponta Grossa, Cris atua como docente. Por l\u00e1, a recep\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi respeitosa, o que mostra o car\u00e1ter acolhedor das universidades, segundo ela. \u201cNo primeiro semestre, era o professor Fidelis, j\u00e1 no segundo, chegou a professora Cris Fidelis, foi assim que eu me apresentei, e foi muito interessante, todos me respeitaram muito, mesmo os alunos que haviam reprovado no in\u00edcio do ano na minha mat\u00e9ria\u201d, sorri.<\/p>\n<p class=\"vLAZ4d\" data-type=\"Segment\" data-start=\"1319.52\" data-segment-label=\"21:59\" data-rt-id=\"bGFSM1j\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Dentre tantos momentos que a fazem feliz, como todos os citados acima neste texto, Cris acrescenta os colegas de trabalho. \u201cVoc\u00ea ter um bom relacionamento com os colegas \u00e9 algo espetacular. Em especial, depois da minha transi\u00e7\u00e3o, em que eu tinha medo de como eles iriam me tratar e me receber, vejo eles me dando <em>feedbacks<\/em> fant\u00e1sticos, me falando como eu t\u00f4 bonita, muito mais legal, muito mais feliz\u201d. A import\u00e2ncia de ser quem \u00e9 tamb\u00e9m passa pelo fato das pessoas conhecerem a sua verdadeira personalidade, segundo Cristiane. \u201cEu at\u00e9 tentava convencer as pessoas, de que quando eu me apresentasse como quem verdadeiramente sou, eu seria a mesma pessoa. Mas tudo muda, \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o indescrit\u00edvel, eu me sinto uma pessoa melhor, numa vers\u00e3o muito melhor, e isso me alegra muito. Me entusiasma muito viver, ser eu e conhecer, experienciar coisas novas\u201d, celebra.<\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"328.3\" data-segment-label=\"05:28\" data-rt-id=\"bGFSMe\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Ser mulher \u00e9 um desafio? Para Cris, sim. \u201cN\u00f3s, mulheres, temos v\u00e1rios desafios nas viv\u00eancias, a gente sente diferente, a gente v\u00ea o mundo de uma forma diferente, temos um desafio de compara\u00e7\u00e3o com outras pessoas e com o trabalho dos homens, uma s\u00e9rie de cobran\u00e7as adicionais que o universo masculino n\u00e3o tem\u201d, cita. Mas a felicidade de se olhar no espelho, de ser chamada pelo g\u00eanero correto, de poder comprar roupas que sempre gostou e de ser vista como quem sempre foi \u00e9 incompar\u00e1vel. \u201cA partir do momento em que eu comecei a botar o p\u00e9 no mundo, como a Cris, as pessoas me reconheceram, me encontraram e me abra\u00e7aram, isso tudo revolucionou a minha vida\u201d. Cris ainda fez quest\u00e3o de falar sobre mulheres trans:<\/p>\n<blockquote>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"328.3\" data-segment-label=\"05:28\" data-rt-id=\"bGFSMe\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Ser uma mulher transg\u00eanero nos dias atuais ainda \u00e9 um desafio gigante, pois o mundo tenta impor e limitar quem n\u00f3s podemos ser. Temos que enfrentar o apagamento, o preconceito e reinvidicar um espa\u00e7o que \u00e9 nosso por direito. Hoje na UEPG, sinto a responsabilidade de honrar todas que vieram antes de mim e que resistem e lutam pelo respeito, como alunas, professoras, agentes universit\u00e1rias e pessoas do mundo. O respeito precisa deixar de ser um pedido, mas uma realidade. Neste Dia da Mulher, que n\u00f3s mulheres sejamos celebradas em todas as formas, mas tamb\u00e9m em sua pluralidade. Enfim, amo ser uma das mulheres Agentes Universit\u00e1rias na UEPG, uma institui\u00e7\u00e3o que acolhe, abra\u00e7a e respeita as mulheres e tamb\u00e9m a diversidade. Viva a UEPG, viva o Dia da Mulher hoje e todos os dias.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"328.3\" data-segment-label=\"05:28\" data-rt-id=\"bGFSMe\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Ao olhar para tr\u00e1s, para a Cris que sonhava com o pr\u00f3prio nome e identidade desde os oito anos de idade, a mulher de 55 anos tem certeza: a Cris sempre existiu. \u201cEssa \u00e9 a grande verdade, a Cris nunca deixou de existir, a Cris sempre esteve l\u00e1 e hoje a Cris vive no mundo externo, e ela est\u00e1 muito feliz!\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/cristiane-galvao-fidelis-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-4\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cristiane-Galvao-Fidelis-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-4.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/cristiane-galvao-fidelis-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-11\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cristiane-Galvao-Fidelis-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-11.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/cristiane-galvao-fidelis-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-9\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cristiane-Galvao-Fidelis-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-9.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\"><span><strong>Ramily<\/strong><\/span><\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aluna-indigena-Ramily-Goncalves-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-19.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-111044 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aluna-indigena-Ramily-Goncalves-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-19.jpg\" alt=\"\" width=\"421\" height=\"281\"><\/a>Ela caminha com passos firmes e um sorriso que, mesmo com os l\u00e1bios cerrados, transparece no olhar. Assim \u00e9 Ramily Gon\u00e7alves dos Santos. Dizem que com 18 anos, as pessoas acabam de sair da adolesc\u00eancia para a juventude, mas os sonhos da caloura de Medicina s\u00e3o de gente grande.<\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Vinda da Terra Ind\u00edgena de Mangueirinha, Aldeia Campina, no sudoeste do Paran\u00e1, ela conta que escolheu o curso porque o sonho \u00e9 ajudar pessoas. \u201c\u00c0 medida que eu fui crescendo, eu acabei percebendo que muitas pessoas da minha comunidade n\u00e3o tinham acesso \u00e0 uma sa\u00fade realmente de qualidade. E a\u00ed eu senti esse desejo de ajudar essas pessoas e tantas outras ao redor do Brasil que n\u00e3o t\u00eam acesso a isso\u201d, descreve. Ramily concede a entrevista para esta reportagem no Campus Uvaranas, local que passar\u00e1 os pr\u00f3ximos anos imersa nos estudos.<\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Estudar sempre foi uma atividade prazerosa para ela: \u201ceu j\u00e1 me preparava para para diversos vestibulares desde o come\u00e7o do Ensino M\u00e9dio, porque sempre tive muito incentivo com rela\u00e7\u00e3o aos estudos vindo da parte da minha m\u00e3e\u201d. Filha de professora, ela viu de perto como a educa\u00e7\u00e3o muda vidas. \u201cA inf\u00e2ncia da minha m\u00e3e foi muito dif\u00edcil. Eles [a fam\u00edlia da m\u00e3e] n\u00e3o tinham boas condi\u00e7\u00f5es financeiras, eram em muitos filhos, e ela acabou passando por muitas coisas dif\u00edceis ao longo do tempo. E ela tamb\u00e9m viu nas minhas tias, as irm\u00e3s mais velhas dela, a falta de autonomia e independ\u00eancia sobre a pr\u00f3pria vida\u201d. A independ\u00eancia para a m\u00e3e de Ramily veio por meio dos estudos, experi\u00eancia passada para a filha. \u201cFoi ela quem me incentivou e incentiva muito a estudar\u201d. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aluna-indigena-Ramily-Goncalves-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-111029 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aluna-indigena-Ramily-Goncalves-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-5.jpg\" alt=\"\" width=\"519\" height=\"347\"><\/a><\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Ramily entrou na UEPG por meio do Vestibular dos Povos Ind\u00edgenas no Paran\u00e1, que aconteceu em 2025. Foi a primeira prova que realizou, com a certeza na mente e no cora\u00e7\u00e3o de que escolheria a UEPG como novo lar. \u201cEu j\u00e1 sabia que queria estudar aqui, porque eu tenho pessoas da minha fam\u00edlia e da minha aldeia que j\u00e1 estudaram aqui e que me falaram que \u00e9 uma universidade muito boa, e eu acabei me encantando com isso, sabe?\u201d. Foi assim que a caloura fez as malas e embarcou na nova aventura em Ponta Grossa.<\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Como est\u00e1 no in\u00edcio do ano letivo, alguns desafios se apresentaram, como a nova realidade em morar numa cidade maior. Mas o apoio institucional e dos colegas nesses primeiros dias j\u00e1 se fizeram presentes. \u201cEu gostei bastante da estrutura do Campus, consegui me relacionar bem com os meus colegas, eu achei que todos foram bastante acolhedores, e tive muito suporte da Cuia [Comiss\u00e3o Universidade para o \u00cdndio], ent\u00e3o t\u00e1 tudo bem tranquilo\u201d. O mais importante e o que fica no fim das contas, segundo ela, \u00e9 aprender:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"vLAZ4d\" data-type=\"Segment\" data-start=\"237.44\" data-segment-label=\"03:57\" data-rt-id=\"bFOM6a\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Buscar conhecimento, pra mim, \u00e9 uma quest\u00e3o de for\u00e7a, de resist\u00eancia. Porque ao longo dos anos as mulheres, n\u00e3o s\u00f3 as ind\u00edgenas, como tamb\u00e9m n\u00e3o-ind\u00edgenas, sempre foram muito oprimidas, sempre foram muito privadas dos seus estudos. Isso \u00e9 uma coisa que eu vejo que na minha aldeia \u00e9 muito frequente. Muitas meninas, mulheres, jovens que t\u00eam a minha idade, quando terminam o Ensino M\u00e9dio, acabam n\u00e3o tendo a sua verdadeira independ\u00eancia. E eu sinto que ao fazer isso, ao me posicionar dessa forma, eu posso acabar inspirando outras meninas da minha comunidade a estudarem, a se formarem, a irem atr\u00e1s da sua pr\u00f3pria autonomia de conseguirem fazer as coisas por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"237.44\" data-segment-label=\"03:57\" data-rt-id=\"bFOM6a\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">O desejo de ajudar as pessoas fez com que Ramily quisesse, inicialmente, ser professora, assim como a m\u00e3e. Mas o tempo passou: \u201cpercebi que eu poderia ser mais \u00fatil para as pessoas dentro da Medicina, por isso eu gostaria de transitar por outras aldeias ind\u00edgenas, porque existem diversas etnias espalhadas pelo Brasil, ent\u00e3o quero passar por esses lugares para ajudar as pessoas l\u00e1 tamb\u00e9m\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/aluna-indigena-ramily-goncalves-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-3\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aluna-indigena-Ramily-Goncalves-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-3.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/aluna-indigena-ramily-goncalves-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-9\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aluna-indigena-Ramily-Goncalves-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-9.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/aluna-indigena-ramily-goncalves-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-15\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aluna-indigena-Ramily-Goncalves-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-15.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\"><span><strong>Eunice\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Professora-Eunice-de-Morais-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-111011 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Professora-Eunice-de-Morais-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-4.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"279\"><\/a>Ela estava ainda na gradua\u00e7\u00e3o, quando se apaixonou pelo tema que a acompanharia at\u00e9 hoje. A professora Eunice de Morais \u00e9 umas refer\u00eancias da institui\u00e7\u00e3o se o tema \u00e9 fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica \u2013 um tipo de literatura que relaciona a fic\u00e7\u00e3o com fatos, locais e acontecimentos hist\u00f3ricos. \u201cEu sempre fui uma pesquisadora de fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, minha disserta\u00e7\u00e3o e tese foram relacionadas a isso\u201d, descreve. Mas foi h\u00e1 poucos anos que ela embarcou em um novo caminho, com foco em personagens femininas e escritoras mulheres que se dedicam a este g\u00eanero narrativo. \u201cObservamos um aumento significativo de mulheres nesta \u00e1rea atualmente, e isso nos fez olhar para como a sociedade tratou, no passado, a figura da mulher, as fun\u00e7\u00f5es femininas, as complexidades das escritoras e como isso foi se transformando a partir dos movimentos feministas\u201d.<\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"2055.44\" data-segment-label=\"34:15\" data-rt-id=\"bGFSM2c\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Mesmo com o aumento progressivo de escritoras, desde o s\u00e9culo XIX, o n\u00famero ainda \u00e9 pequeno, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o masculina. \u201cA minha pesquisa n\u00e3o tinha como fugir disso, especialmente na sociedade em que estamos vivendo, com explos\u00f5es de casos de feminic\u00eddio e viol\u00eancia contra a mulher. E a literatura vem como uma forma de di\u00e1logo com essa quest\u00e3o social\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p class=\"vLAZ4d\" data-type=\"Segment\" data-start=\"344.26\" data-segment-label=\"05:44\" data-rt-id=\"bSEQ7e\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">E quando se olha para a literatura de fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica feita por mulheres, existe um diferencial discursivo, de linguagem e de perspectiva hist\u00f3rica, segundo Eunice. \u201cQuando as escritoras olham o passado, elas escrevem pensando em como a mulher vivia naquela sociedade, buscando elementos pequenos, porque n\u00e3o temos muito material hist\u00f3rico que fale sobre a figura feminina. As escritoras v\u00e3o amarrando pequenos fatos para entender as circunst\u00e2ncias, que muitas vezes eram mis\u00f3ginas e machistas, pensando numa sociedade que tinha um posicionamento patriarcal\u201d. Para a professora, a escrita traz a mulher para o centro da narrativa, \u201cquando na maioria das vezes ela aparece como um sujeito secund\u00e1rio, e a literatura das escritoras traz essa mulher como sujeito prim\u00e1rio, como a protagonista das hist\u00f3rias\u201d. E qual o elemento destaque dessa literatura feminina? Para Eunice, \u00e9 a mem\u00f3ria.<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Professora-Eunice-de-Morais-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-7.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-111014\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Professora-Eunice-de-Morais-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-7-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"503\" height=\"335\"><\/a><\/p>\n<p class=\"vLAZ4d\" data-type=\"Segment\" data-start=\"492.5\" data-segment-label=\"08:12\" data-rt-id=\"bSEQ7k\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">\u201cEsse memorialismo \u00e9 um aspecto important\u00edssimo na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da mulher, porque a gente n\u00e3o tem muitos registros f\u00edsicos. Ent\u00e3o, o que acontece? Eu conto a minha hist\u00f3ria a partir do que as minhas av\u00f3s contavam sobre as suas m\u00e3es. A gente constr\u00f3i essa linha, de certa forma ancestral, a partir da oralidade, das narrativas familiares, e a mem\u00f3ria \u00e9 essencial para construir esse discurso. A quest\u00e3o da mem\u00f3ria, ela atravessa essas literaturas\u201d, destaca.<\/p>\n<p class=\"vLAZ4d\" data-type=\"Segment\" data-start=\"492.5\" data-segment-label=\"08:12\" data-rt-id=\"bSEQ7k\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Uma escritora deste estilo, que chama a aten\u00e7\u00e3o da pesquisadora, \u00e9 uma mulher negra brasileira, que viveu na mesma \u00e9poca que Machado de Assis, considerada a primeira romancista negra da Am\u00e9rica Latina. \u201cMaria Firmina dos Reis era uma professora e escritora, que escreveu algumas narrativas esparsas e o livro \u2018\u00darsula\u2019. Mas n\u00f3s n\u00e3o temos uma fotografia dela, apenas pinturas a partir de descri\u00e7\u00f5es dela. Ela \u00e9 considerada um marco para a nossa literatura, mas em registros da \u00e9poca ela sequer \u00e9 mencionada\u201d. Uma das proposi\u00e7\u00f5es da professora \u00e9 se Maria Firmina dos Reis seria o ponto de partida para constru\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria da literatura feminina no Brasil. \u201cPorque ela constr\u00f3i a narrativa dela, ela abre esse espa\u00e7o para identidade feminina e tamb\u00e9m para identidade feminina, negra e escravizada\u201d.<\/p>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"492.5\" data-segment-label=\"08:12\" data-rt-id=\"bSEQ7k\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Em Ponta Grossa, ainda existe outro marco feminino no campo da fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: Emilia Dantas, uma romancista que escrevia <span class=\"_aupe copyable-text xkrh14z\">poemas e artigos opinativos sobre o voto feminino e a educa\u00e7\u00e3o. \u201cEla tem um marco importante para a cidade, e temos estudos publicados sobre ela, ent\u00e3o \u00e9 interessante trazer esse nome que \u00e9 pr\u00f3ximo de n\u00f3s\u201d. \u00a0\u00c9 por essas e outras tantas escritoras de fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que a docente h\u00e1 mais de 20 de anos e pesquisadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos da Linguagem faz quest\u00e3o de mostrar, mais e mais, a literatura feminina aos seus alunos e alunas:\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"vLAZ4d\" data-type=\"Segment\" data-start=\"1595.38\" data-segment-label=\"26:35\" data-rt-id=\"bSEQ71s\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">\u00c9 importante mostrar para os alunos essa presen\u00e7a das mulheres na literatura, porque durante muito tempo a gente deu aula de literatura lendo s\u00f3 os autores cl\u00e1ssicos, que em geral s\u00e3o homens. E isso vai deixando de lado esse olhar sobre a escrita da mulher, a gente vai se perguntando por que t\u00e3o poucas mulheres aparecem na hist\u00f3ria da literatura brasileira. Temos uma gama de autoras, mulheres, que foram esquecidas, e \u00e9 justo que a gente, como mulher, traga para os alunos tamb\u00e9m esse outro olhar sobre a literatura. A literatura feminina foi durante muito tempo estigmatizada. Pensava-se muito que mulher n\u00e3o tem o que falar, que s\u00f3 fala bobagem. Mas n\u00f3s temos muito o que dizer, n\u00f3s temos uma experi\u00eancia de vida, uma vis\u00e3o de mundo que se diferencia muito da vis\u00e3o masculina e daquilo que se espera de n\u00f3s.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p data-type=\"Segment\" data-start=\"1595.38\" data-segment-label=\"26:35\" data-rt-id=\"bSEQ71s\" data-rt-kind=\"1\" data-rt-type=\"Paragraph\">Para continuar o tema, nesta semana, a professora Eunice, em parceria com a docente do PPGEL Keli Cristina Pacheco lan\u00e7aram o e-book \u201cCenas da fic\u00e7\u00e3o e da arte: mem\u00f3rias, mulheres e resist\u00eancia\u201d. A obra \u00e9 resultado da colabora\u00e7\u00e3o entre pesquisadores das disciplinas de T\u00f3picos de Estudos Liter\u00e1rios e Literatura e Outras Artes. O estudo prop\u00f5e uma investiga\u00e7\u00e3o aprofundada sobre a autoria feminina e a configura\u00e7\u00e3o de personagens mulheres em diversos g\u00eaneros narrativos e produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas contempor\u00e2neas. O livro pode ser acessado gratuitamente pelo<a href=\"https:\/\/www.textoecontextoeditora.com.br\/produto\/detalhe\/cenas-da-ficcao-e-da-arte-memorias-mulheres-e-resistencia-1%C2%AA\/153\"> link aqui<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/professora-eunice-de-morais-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-3\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Professora-Eunice-de-Morais-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-3.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/professora-eunice-de-morais-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-2\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Professora-Eunice-de-Morais-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-2.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/dia-da-mulher-2026\/professora-eunice-de-morais-dia-da-mulher-foto-jessica-natal-baixa-11\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Professora-Eunice-de-Morais-Dia-da-Mulher-foto-Jessica-Natal-BAIXA-11.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p>Texto e fotos: J\u00e9ssica Natal<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em cada sala de aula, escrit\u00f3rio, corredor e espa\u00e7os de conviv\u00eancia, h\u00e1 uma mulher na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) que inspira. No Dia Internacional da Mulher, comemorado no domingo (08), a institui\u00e7\u00e3o traz faces de mulheres que se orgulham do que s\u00e3o e do que fazem. 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