{"id":4708,"date":"2025-03-08T16:56:43","date_gmt":"2025-03-08T19:56:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/propesp\/?p=4708"},"modified":"2025-04-24T16:59:42","modified_gmt":"2025-04-24T19:59:42","slug":"no-08-de-marco-uepg-traz-pesquisadoras-que-pesquisam-sobre-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/propesp\/no-08-de-marco-uepg-traz-pesquisadoras-que-pesquisam-sobre-mulheres\/","title":{"rendered":"No 08 de mar\u00e7o, UEPG traz pesquisadoras que pesquisam sobre mulheres"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Longe das defini\u00e7\u00f5es tradicionais, as pesquisadoras da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) s\u00e3o as que se desdobram no ensino, na pesquisa e na extens\u00e3o. Neste 08 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, a institui\u00e7\u00e3o traz alunas e professoras que pesquisam sobre mulheres e g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A data tem um significado importante para a institui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a maioria do corpo universit\u00e1rio \u00e9 formado por elas: S\u00e3o 770 dentre professoras e agentes universit\u00e1rias, de um total de 1066. Entre as alunas, elas representam 681 (dos 1111 alunos) que se formaram em 2024. Neste ano, a previs\u00e3o \u00e9 de que ingressem 736 alunas, em compara\u00e7\u00e3o a 570 alunos. No campo da pesquisa, s\u00e3o 753 mulheres, dentre Mestrado, Doutorado e Especializa\u00e7\u00f5es. Nesta \u00e1rea, os homens est\u00e3o em 500 na UEPG. Ainda de acordo com dados da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa (Propesp), s\u00e3o 461 estudantes mulheres na Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, considerando Pibic, Pibiti, Bic e Pibic Jr, num total de 719. De algumas delas, a UEPG traz a trajet\u00f3ria agora:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"color: #339966\">Elas na educa\u00e7\u00e3o transformadora<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Bruna-Emilyn-da-Silva-Je\u0301ssica-Natal-baixa-4-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83137 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Bruna-Emilyn-da-Silva-Je\u0301ssica-Natal-baixa-4-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"202\" \/><\/a>A educa\u00e7\u00e3o transforma. Este \u00e9 o lema que Bruna Emilyn da Silva leva para a vida. Ela \u00e9 mais um exemplo de como a universidade p\u00fablica pode abrir horizontes. &#8220;Sou a primeira pessoa a entrar numa universidade p\u00fablica da minha fam\u00edlia&#8221;. Foi a\u00ed que ela conheceu um novo mundo. Depois da gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia pela UEPG, veio o Mestrado e Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o. \u201cAntes de entrar aqui, eu n\u00e3o fazia ideia do que era um Mestrado, um Doutorado\u2026foi a partir da Universidade que eu entendi o que eu poderia fazer&#8221;. O ato de se reconhecer na educa\u00e7\u00e3o e ver nela um meio de mudan\u00e7a impacta diretamente na sua tese quase finalizada &#8211; Bruna estuda representa\u00e7\u00f5es sociais de m\u00e3es solo a respeito da educa\u00e7\u00e3o infantil e do trabalho docente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cO trabalho relaciona a interseccionalidade de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe dessas mulheres, para entender o que elas pensam da educa\u00e7\u00e3o&#8221;, conta. Foram entrevistadas 155 mulheres atendidas pelo <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Centro de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social (Cras) e moradoras da Ocupa\u00e7\u00e3o<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Erickson John Duarte. \u201cEnt\u00e3o, o perfil de mulheres entrevistadas s\u00e3o negras, pobres e da periferia. N\u00f3s identificamos hist\u00f3rias marcadas pela viol\u00eancia, pela discrimina\u00e7\u00e3o e pela segrega\u00e7\u00e3o. Elas sentem esse impacto que a sociedade lhes causa&#8221;. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Bruna-Emilyn-da-Silva-Je\u0301ssica-Natal-baixa-14-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83162 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Bruna-Emilyn-da-Silva-Je\u0301ssica-Natal-baixa-14-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"246\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">E quando as mulheres foram perguntadas o que elas pensam da educa\u00e7\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o aos filhos, as respostas eram parecidas: \u201celas respondiam que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 ser algu\u00e9m na vida. Elas pensam que os filhos estando na escola ter\u00e3o um futuro melhor, ter\u00e3o uma vida melhor, ent\u00e3o esse trabalho nos mostra que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato de resist\u00eancia para essas mulheres&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Enquanto mulher negra, Bruna diz que dar voz a outras mulheres negras \u00e9 um ato de resist\u00eancia. \u201c\u00c9 tamb\u00e9m um rompimento de estere\u00f3tipos que colocam as mulheres em espa\u00e7os segregados na sociedade. E eu pude fazer com que as da minha pesquisa fossem ouvidas&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #ff9900\"><strong>Elas na hist\u00f3ria<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Angela-Ribeiro-Ferreira-Histo\u0301ria-Cetep-Aline-Jasper-BAIXA_4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83166 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Angela-Ribeiro-Ferreira-Histo\u0301ria-Cetep-Aline-Jasper-BAIXA_4.jpg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"258\" \/><\/a>Quando se pensa em livros did\u00e1ticos, normalmente se pensa em autores homens. \u00c9 a partir dessa inquieta\u00e7\u00e3o que a professora \u00c2ngela Ribeiro Ferreira, do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Forma\u00e7\u00e3o de Professores e Ensino de Hist\u00f3ria, olhou para o acervo de livros did\u00e1ticos antigos e recentes. &#8220;N<\/span>a Hist\u00f3ria a gente tem v\u00e1rios nomes famosos, desde o s\u00e9culo XIX, todos de homens, que escreveram livros did\u00e1ticos sob encomenda, inclusive, no per\u00edodo ainda do Imp\u00e9rio, e depois da Rep\u00fablica&#8221;, conta. &#8220;Mas eu comecei a pesquisar e a encontrar v\u00e1rias professoras que escreveram livros did\u00e1ticos, que eram usados em v\u00e1rias escolas. Algumas chegaram a alcan\u00e7ar quase que o pa\u00eds inteiro&#8221;. E \u00e9 para contar a hist\u00f3ria dessas mulheres que contaram a Hist\u00f3ria, mas que ficaram \u00e0 parte dela, que a professora Angela est\u00e1 se dedicando a entender quem eram essas autoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Guilhermina Loureiro de Andrade, J\u00falia Lopes de Almeida, Esmeralda Masson de Azevedo, Angelina Almeida do Amaral, Esmeralda de Abreu Lobo, Ed\u00e9sia Vieira, Rita Amil de Rialva. &#8220;S\u00e3o mulheres que fizeram muita coisa pelo Brasil e a gente n\u00e3o conhece&#8221;. Uma delas \u00e9 nome de rua em Ponta Grossa &#8211; n\u00e3o pelos livros did\u00e1ticos que escreveu, mas pelo envolvimento na literatura brasileira: J\u00falia Lopes. &#8220;A hist\u00f3ria da J\u00falia \u00e9 muito interessante, porque ela foi uma das idealizadoras, junto com alguns outros escritores, da Academia Brasileira de Letras&#8221;, conta \u00c2ngela. S\u00f3 que no momento de decidir os membros imortais da Academia, decidiram que s\u00f3 podiam participar homens. &#8220;Entrou o marido dela. As mulheres s\u00f3 foram entrar na metade do s\u00e9culo XX em diante&#8221;. Al\u00e9m de contos, cr\u00f4nicas e romances, Julia tamb\u00e9m escreveu livros did\u00e1ticos, tanto de leitura como de Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Angela-Ribeiro-Ferreira-Histo\u0301ria-Cetep-Aline-Jasper-BAIXA_5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83165 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Angela-Ribeiro-Ferreira-Histo\u0301ria-Cetep-Aline-Jasper-BAIXA_5.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"222\" \/><\/a>Na UEPG, \u00c2ngela coordena o\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">Laborat\u00f3rio de Estudos de G\u00eanero, Diversidade, Inf\u00e2ncia e Subjetividades (Lagedis). A<\/span> voca\u00e7\u00e3o para estudar g\u00eanero vem desde a d\u00e9cada de 1990. Ainda durante a gradua\u00e7\u00e3o, \u00c2ngela estudou a viol\u00eancia sexual contra meninas no come\u00e7o do s\u00e9culo XX, a partir de processos-crime. Formada, foi trabalhar como educadora social em um programa municipal de enfrentamento da viol\u00eancia contra crian\u00e7as. &#8220;Eu sempre achei que os professores e professoras precisam saber minimamente sobre esse assunto para poder ajudar, inclusive, a identificar quando a crian\u00e7a for v\u00edtima, na escola, e ajudar a denunciar&#8221;. Ela leva essa vis\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o de profissionais da Hist\u00f3ria na Licenciatura e no Bacharelado e para a orienta\u00e7\u00e3o de centenas de pesquisas de gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #800080\"><strong>Elas que abrem caminhos\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A professora Ronna Freitas de Oliveira hoje d\u00e1 aulas no mesmo lugar onde um dia foi aluna. Docente do curso de Letras, ela \u00e9 tamb\u00e9m pesquisadora transfeminista, que pesquisou pol\u00edtica e legisla\u00e7\u00e3o antitrans na sua disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Estudos da Linguagem. \u201cNo per\u00edodo da minha pesquisa, muitas legisla\u00e7\u00f5es antitrans come\u00e7aram a ser protocoladas em v\u00e1rias casas legislativas no Brasil, e o curioso \u00e9 que os textos muitas vezes eram exatamente os mesmos\u201d, conta. O trabalho permitiu a Ronna tamb\u00e9m pensar em epistemologias trans dentro do campo da linguagem. \u201cAgora no Doutorado, estou olhando mais pra mem\u00f3ria transbrasileira, para pensar a nossa trajet\u00f3ria, que passos a gente j\u00e1 deu e o que podemos fazer na sequ\u00eancia&#8221;, acrescenta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Ronna-Freitas-curso-de-Letras-foto-Je\u0301ssica-Natal-6-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83160 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Ronna-Freitas-curso-de-Letras-foto-Je\u0301ssica-Natal-6-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"246\" \/><\/a>Ronna conta que percebe uma movimenta\u00e7\u00e3o, em que pessoas trans e travestis come\u00e7aram a ocupar novos espa\u00e7os. \u201cHoje a gente consegue ter um m\u00ednimo de acesso, em que temos pessoas formadas no ensino superior e pessoas eleitas em cargos pol\u00edticos, por exemplo&#8221;. Ao ocupar espa\u00e7os, surgem novas barreiras a serem ultrapassadas. Ela conta que defendeu a disserta\u00e7\u00e3o e foram necess\u00e1rios 11 meses para emiss\u00e3o do certificado, por conta de questionamentos sobre o trabalho. Por outro lado, Ronna destaca positivamente o fato de dar aulas no mesmo Departamento em que professores e professoras lecionavam aulas para ela. \u201cExiste no curso de Letras um compromisso importante, pelo menos de boa parte do Departamento, no trabalho com grupos minorizados, com debates j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo, ent\u00e3o a minha presen\u00e7a aqui amplia a possibilidade dessa discuss\u00e3o&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ao pensar para al\u00e9m das paredes da UEPG, surge um alerta mais ampliado: \u201cExiste em alguns campos espec\u00edficos um tipo de \u2018capital social&#8217;, quando se tem pessoas trans pr\u00f3ximas. Muitos se aproximam de pessoas trans,\u00a0 de pessoas negras, de pessoas ind\u00edgenas, porque em certa medida isso as protege para que possam dizer que n\u00e3o s\u00e3o violentas, que n\u00e3o s\u00e3o excludentes, e isso nem sempre \u00e9 verdade&#8221;. Com as novas experi\u00eancias, a professora destaca o fato recente de aprender em como existir dentro de novos espa\u00e7os, \u201cporque a gente tem a presen\u00e7a de pessoas trans dentro do ensino superior de uma forma mais massiva recentemente&#8221;. Esta presen\u00e7a \u00e9 recente tamb\u00e9m na UEPG. \u201cEu sou a primeira travesti a ser professora aqui, e eu n\u00e3o acho que s\u00f3 por ser uma pessoa trans, eu abro algum caminho, sabe? Eu n\u00e3o acho que isso \u00e9 suficiente. A gente precisa agir para possibilitar essa abertura&#8221;. Embora sempre exista a iniciativa de reconhecer quem veio primeiro, ser s\u00f3 a primeira ainda \u00e9 muito pouco. \u201cEu sou a primeira e ainda sou a \u00fanica, e espero que por pouco tempo, porque isso traz uma sensa\u00e7\u00e3o de isolamento muito intensa&#8221;. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Ronna-Freitas-curso-de-Letras-foto-Je\u0301ssica-Natal-9-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83161 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/professora-Ronna-Freitas-curso-de-Letras-foto-Je\u0301ssica-Natal-9-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"233\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Como uma professora travesti que est\u00e1 sempre em movimento, Ronna n\u00e3o fica parada: atua especialmente na <\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/redetranspg\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Rede Trans Fernanda Riquelme<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, organiza\u00e7\u00e3o coletiva local, e no <\/span><a href=\"https:\/\/www.revistaestudostransviades.com\/preparatorio-transviades\"><span style=\"font-weight: 400\">Preparat\u00f3rio Transviades<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que entre outros trabalhos, auxilia pessoas trans a ingressar em Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o pelo Brasil. Ser docente tamb\u00e9m traz a Ronna v\u00e1rias experi\u00eancias positivas, especialmente na alegria em dar aulas. \u201cEu me divirto bastante, amo dar aula&#8221;, sorri. No trabalho de professora da disciplina de est\u00e1gio, ela acompanha os acad\u00eamicos em escolas da regi\u00e3o. \u201cEu acho que tamb\u00e9m sou a primeira travesti que as escolas t\u00eam que lidar neste lugar [de professora universit\u00e1ria], ent\u00e3o elas n\u00e3o podem me dizer \u2018este banheiro n\u00e3o \u00e9 pra voc\u00ea&#8217;, e n\u00e3o podem dizer isso para pessoas trans alunas na minha frente&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se Ronna \u00e9 uma professora exigente com seus alunos? A resposta vem com um sorriso e uma palavra: depende. \u201cAs licenciaturas s\u00e3o cursos que atraem principalmente um corpo trabalhador, com seus contornos raciais e de g\u00eanero e com demandas importantes de descanso, ent\u00e3o eu procuro fazer atividades em sala\u201d. A exig\u00eancia vem ao cobrar que seus alunos consigam observar e perceber as diferen\u00e7as que existem no espa\u00e7o escolar. \u201cA forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica \u00e9 a minha maior preocupa\u00e7\u00e3o e eu tenho rigidez neste sentido, e n\u00e3o tanto com notas, eu fico mais feliz que meus alunos quando eles v\u00e3o com 10 na m\u00e9dia final&#8221;, adiciona. Com o livro de Jota Momba\u00e7a nas m\u00e3os, Ronna acaba refletindo sobre a pr\u00f3pria exist\u00eancia nos espa\u00e7os em que circula. \u201c\u00c9 sobre a possibilidade de construir uma comunidade, \u00e9 a possibilidade de dar o truque, que \u00e9 fingir em certa medida que o que a gente faz \u00e9 o que querem que a gente fa\u00e7a, mas a gente t\u00e1 fazendo o que a gente acha que tem que fazer&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"color: #ff99cc\">Elas no empreendedorismo\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Professora-Adriana-Fabrini-Come\u0301rcio-Exterior-Foto-Je\u0301ssica-Natal-18-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83157 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Professora-Adriana-Fabrini-Come\u0301rcio-Exterior-Foto-Je\u0301ssica-Natal-18-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"337\" height=\"225\" \/><\/a>Qual o perfil das mulheres empreendedoras de Ponta Grossa? Esta pergunta permeia a pesquisa liderada pela professora do curso de Administra\u00e7\u00e3o Com\u00e9rcio Exterior e do Mestrado em Economia, Adriana Fabrini. Foi a partir da disciplina de empreendedorismo, que leciona no Mestrado, que a ideia de expandir para a Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica come\u00e7ou. Juntamente com a mestranda Claudiane de F\u00e1tima Clock e a graduanda Ellen do Porto Sviercoski, ela analisa um grupo de empreendedoras da cidade, ligadas \u00e0 <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Associa\u00e7\u00e3o Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG).<\/span><span style=\"font-weight: 400\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Professora-Adriana-Fabrini-Come\u0301rcio-Exterior-Foto-Je\u0301ssica-Natal-15-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83156 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Professora-Adriana-Fabrini-Come\u0301rcio-Exterior-Foto-Je\u0301ssica-Natal-15-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"216\" \/><\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;S\u00e3o mulheres que al\u00e9m do empreendedorismo, cuidam da casa, t\u00eam filhos\u2026 ent\u00e3o elas t\u00eam que se desdobrar&#8221;. Adriana aponta que <\/span><span style=\"font-weight: 400\">as mulheres s\u00e3o l\u00edderes diferentes nos neg\u00f3cios. &#8220;S\u00e3o mais sens\u00edveis, mais carism\u00e1ticas e mais preocupadas com a equipe, e historicamente as pesquisas cient\u00edficas precisam ser refinadas com esse olhar para as mulheres&#8221;, acrescenta. Adriana, Ellen e Claudiane, perguntadas o que \u00e9 ser mulher e pesquisar sobre mulheres, demonstraram o mesmo sentimento. \u201cA gente se entende\u201d, respondem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para Adriana, fica a afirma\u00e7\u00e3o de que ainda \u00e9 necess\u00e1ria uma valoriza\u00e7\u00e3o maior dos pap\u00e9is representados na mulher na sociedade. \u201c\u00c9 n\u00edtido\u00a0que um empreendimento gerido por mulheres tem a capacidade de agregar pessoas, de ser gerido de uma forma mais sustent\u00e1vel ao longo prazo, mas apesar disso, o empreendedorismo feminino n\u00e3o \u00e9 valorizado&#8221;. E quando precisamos de algu\u00e9m para cuidar, sempre pensamos em uma mulher, acrescenta a professora. \u201cEstamos sempre presentes nesses pap\u00e9is de cuidado, sempre recorremos a uma mulher, ent\u00e3o o meu desejo \u00e9 que possamos valorizar mais a atua\u00e7\u00e3o feminina na sociedade&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"color: #666699\">Elas no movimento estudantil<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Aldimara-Catarina-Brito-Delabona-Boutin-professora-do-Caar-e-po\u0301s-doc-em-educac\u0327a\u0303o-foto-Je\u0301ssica-Natal-5-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83133 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Aldimara-Catarina-Brito-Delabona-Boutin-professora-do-Caar-e-po\u0301s-doc-em-educac\u0327a\u0303o-foto-Je\u0301ssica-Natal-5-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"195\" \/><\/a>No quadro da sala de aula, Aldimara Catarina Brito Delabona Boutin escreve as palavras que para ela representam a \u00faltima pesquisa que desenvolveu: \u201cmulheres de luta&#8221;, &#8220;participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica feminina\u201d e &#8220;mulheres estudantes&#8221;. Os termos refletem um trabalho de p\u00f3s-doutorado, do PPG em Educa\u00e7\u00e3o da UEPG, que buscou analisar a milit\u00e2ncia feminina no movimento estudantil, com foco nas ocupa\u00e7\u00f5es de 2016. Quando conheceu as pessoas que participaram do ato em Ponta Grossa, n\u00e3o tinha como n\u00e3o lembrar das pr\u00f3prias experi\u00eancias. \u201cRememorei alguns desafios que enfrentamos, como o equil\u00edbrio entre a carreira e a vida pessoal, a press\u00e3o por atender a expectativas de comportamento e apar\u00eancia, ou at\u00e9 mesmo situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito&#8221;. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Aldimara-Catarina-Brito-Delabona-Boutin-professora-do-Caar-e-po\u0301s-doc-em-educac\u0327a\u0303o-foto-Je\u0301ssica-Natal-17-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-83135 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Aldimara-Catarina-Brito-Delabona-Boutin-professora-do-Caar-e-po\u0301s-doc-em-educac\u0327a\u0303o-foto-Je\u0301ssica-Natal-17-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"334\" height=\"223\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Aldimara \u00e9 uma pesquisadora que vive o ambiente escolar diariamente, j\u00e1 que tamb\u00e9m \u00e9 professora no Col\u00e9gio Agr\u00edcola Augusto Ribas (Caar). Ao entrevistar as mulheres de luta pelo movimento estudantil, ela refor\u00e7ou o la\u00e7o em comum de todas as mulheres: &#8220;Temos o desejo de sermos ouvidas, respeitadas e reconhecidas em igualdade de direitos&#8221;. A pesquisa destacou que o movimento estudantil como um\u00a0 movimento social que tem uma trajet\u00f3ria marcada pela demanda da educa\u00e7\u00e3o. \u201cCom isso, vem se abrindo um debate sobre a representatividade pol\u00edtica de mulheres&#8221;. Para Aldimara, a pesquisa ajuda a quebrar estere\u00f3tipos limitantes atribu\u00eddas a mulheres, como o sexo fr\u00e1gil ou guiada por emo\u00e7\u00f5es. Sobre ser mulher e pesquisar sobre mulheres, a professora afirma: \u201ctraz para a reflex\u00e3o coletiva as vozes silenciadas, os desafios que as mulheres enfrentam em diferentes contextos e a possibilidade de problematizar as estruturas sociais, culturais e hist\u00f3ricas que moldaram e ainda moldam a vida de n\u00f3s mulheres&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #333399\"><strong>Elas na hist\u00f3ria da ci\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Christiane-Philippini-Ferreira-Borges-Departamento-de-Qui\u0301mica-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83139 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Christiane-Philippini-Ferreira-Borges-Departamento-de-Qui\u0301mica-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"201\" \/><\/a>Novembro do ano passado fez 30 anos que Christiane Philippini Ferreira Borges defendeu o Doutorado, que trata da ci\u00eancia b\u00e1sica em fisicoqu\u00edmica na \u00e1rea de espectroscopia, \u00e1rea que estuda a rela\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria com a radia\u00e7\u00e3o. De l\u00e1 pra c\u00e1, muito aconteceu e a docente do Departamento de Qu\u00edmica permanece nesta \u00e1rea de estudos. \u201cEu amo espectroscopia&#8221;, sorri. Mas a paix\u00e3o pela pesquisa encontrou barreiras que s\u00e3o comuns a muitas mulheres como ela. \u201cTeve o machismo, e eu sou negra, ent\u00e3o tamb\u00e9m tinha o racismo e o preconceito por eu ser nordestina&#8221;. Quando saiu de Pernambuco para estudar em S\u00e3o Paulo, esperava encontrar um ambiente com respeito, \u201cporque as pessoas tinham alto n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu esperava que elas acreditassem na igualdade, mas a gente v\u00ea que isso \u00e0s vezes n\u00e3o acontece, n\u00e9?&#8221;. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Quando olha para tr\u00e1s, Christiane relembra como a mulher na pesquisa precisa superar muitas barreiras que n\u00e3o existem para os homens. \u201cEu tinha casa pra cuidar e tinha meu filho rec\u00e9m-nascido. Eu vinha para a universidade orientar trabalho durante a licen\u00e7a maternidade, porque parar a pesquisa perdia pontos frente \u00e0s fontes de fomento&#8221;. Mesmo dividindo as tarefas com seu marido, o trabalho pesava para Christiane, e o mesmo ocorria com colegas. \u201cEu vivenciei cenas de colegas minhas com o seio explodindo de leite e o beb\u00ea delas em casa chorando. A gente tinha que sair para acudir, e deixava uma colega aqui dando suporte\u201d. Quest\u00f5es de maternidade, muitas vezes, s\u00e3o vistas apenas pelas pesquisadoras mulheres, segundo ela. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Christiane-Philippini-Ferreira-Borges-Departamento-de-Qui\u0301mica-foto-Je\u0301ssica-Natal-17-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83163 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Christiane-Philippini-Ferreira-Borges-Departamento-de-Qui\u0301mica-foto-Je\u0301ssica-Natal-17-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"394\" height=\"263\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cComo muitas vezes n\u00e3o estamos em cargos de dire\u00e7\u00e3o em n\u00edvel nacional, estes desafios foram deixados de lado por muitos anos&#8221;. A professora aponta a exig\u00eancia da academia por produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de mulheres m\u00e3es. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00cdfico e Tecnol\u00f3gico (CNPQ) neste ano estendeu o prazo de avalia\u00e7\u00e3o da produtividade cient\u00edfica para mulheres por cada parto ou ado\u00e7\u00e3o. \u201cMas antigamente, o tempo de maternidade n\u00e3o contava, e depois cada filho valia um artigo publicado, mas n\u00e3o se mede filho por artigo\u2026 isso n\u00e3o \u00e9 uma coisa matem\u00e1tica&#8221;. As tarefas de cuidado acompanham as pesquisadoras durante toda a vida, &#8220;porque a gente n\u00e3o tem apenas o trabalho universit\u00e1rio, tem que cuidar dos filhos, depois que eles crescem e n\u00f3s envelhecemos, temos que cuidar dos nossos pais&#8221;. A partir das viv\u00eancias pr\u00f3prias e observando a experi\u00eancia que viu de colegas, Christianne come\u00e7ou a perceber a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A professora integra um projeto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia, chamado \u2018Programa SBPC Vai \u00e0 Escola&#8217;, juntamente com as professoras Leila Freire e Betina Haardt. \u201cPercebemos que os alunos do ensino b\u00e1sico n\u00e3o conheciam mulheres que pesquisadoras pelo mundo, ent\u00e3o integramos um projeto que leva cientistas para os alunos conhecerem&#8221;. Com aux\u00edlio do CNPQ, como remanescente deste projeto, a professora hoje orienta pela Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica J\u00fanior (Pibic Jr) o trabalho &#8216;Mulheres cientistas e suas pesquisas&#8217;. O objetivo \u00e9 tamb\u00e9m chamar a aten\u00e7\u00e3o de meninas para a pesquisa. \u201cSentimos falta de mais mulheres nas ci\u00eancias exatas e queremos que elas ocupem esses espa\u00e7os&#8221;. E foi juntando a necessidade de mais mulheres na ci\u00eancia e a paix\u00e3o por espectroscopia, que Christiane hoje orienta as alunas do Col\u00e9gio Borell du Vernay, Ana Beatriz de Mello e Isadora Eleonora Migliorini Ziguimundo. Ambas pesquisam a trajet\u00f3ria de mulheres cientistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para a professora, quanto mais mulheres forem estimuladas a estarem na ci\u00eancia, mais os debates sobre direitos podem avan\u00e7ar. \u201cVemos muitos avan\u00e7os com mais inclus\u00e3o de mulheres, mas ainda podemos ir mais longe\u201d, finaliza Christiane.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #ff00ff\"><strong>Elas na educa\u00e7\u00e3o antirracista\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/De\u0301bora-Ferreira-mestranda-em-estudos-da-linguagem-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83144 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/De\u0301bora-Ferreira-mestranda-em-estudos-da-linguagem-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"212\" \/><\/a>A mestranda D\u00e9bora Ferreira Pinto est\u00e1 mergulhada no contexto escolar. O trabalho de Mestrado em Estudos da Linguagem se concentra em estudar percep\u00e7\u00f5es do racismo por alunos do ensino b\u00e1sico. Os aspectos de g\u00eanero e ra\u00e7a acabam por ser inevit\u00e1veis dentro da an\u00e1lise. \u201cEu busco analisar a experi\u00eancia dos alunos sobre racismo e como eles visualizam e vivenciam isso dentro do ambiente escolar. Ent\u00e3o, para investigar o fen\u00f4meno do racismo foi necess\u00e1rio tamb\u00e9m a gente tratar dessa quest\u00e3o de g\u00eanero&#8221;, salienta. O processo de investiga\u00e7\u00e3o se baseou no que a autora Bell Hooks chama de comunidades de aprendizagem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;Fizemos algumas leituras para eles entenderem um pouco do que que \u00e9 o racismo, e eu percebi que alguns alunos j\u00e1 tinham sofrido racismo, mas eles n\u00e3o sabiam tipificar, dar nome para aquilo, ent\u00e3o a partir desses encontros eles tamb\u00e9m se familiarizaram com o tema&#8221;. Como o trabalho acontece desde 2024, neste ano D\u00e9bora j\u00e1 viu resultados. \u201cReencontrei uma aluna e vi como os olhos dela brilhavam quando ela me viu, muito por conta da representatividade da figura feminina&#8221;. E \u00e9 isso que D\u00e9bora busca acima de tudo: \u201cEu quero que minha pesquisa inspire mais alunos, quero dar voz a eles&#8221;. A mestranda \u00e9 formada em Filosofia e trabalha no Col\u00e9gio Regente Feij\u00f3. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/De\u0301bora-Ferreira-mestranda-em-estudos-da-linguagem-foto-Je\u0301ssica-Natal-3-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83143 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/De\u0301bora-Ferreira-mestranda-em-estudos-da-linguagem-foto-Je\u0301ssica-Natal-3-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"212\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ser uma mulher em contexto educacional \u00e9 ser refer\u00eancia para alunas. \u201cElas at\u00e9 j\u00e1 comentaram comigo que elas sentem uma liberdade de me contar algumas situa\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m fazer den\u00fancias\u201d. Como pesquisadora, ela se inspira muito em Grada Kilomba e Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, j\u00e1 que as pr\u00f3prias viv\u00eancias influenciam diretamente na forma com que ela\u00a0 realiza pesquisa. \u201cAcredito na pesquisa como forma de resist\u00eancia&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">D\u00e9bora \u00e9 do Quilombo Sutil, de Ponta Grossa, e tamb\u00e9m busca pesquisas que de fato tragam viv\u00eancias. \u201cEstamos cansados dos outros dizerem quem n\u00f3s somos. Agora eu quero trazer a minha voz, colocar minha hist\u00f3ria, e tamb\u00e9m trazer a voz dos meus, das minhas alunas, dos meus alunos tamb\u00e9m, principalmente dos alunos negros&#8221;. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">A mestranda tamb\u00e9m revisitou mem\u00f3rias no processo de pesquisa, que acabou por mexer em feridas. \u201cMas tamb\u00e9m est\u00e1 sendo a minha cura, pois \u00e9 um momento de afirmar minha exist\u00eancia&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #ff6600\"><strong>Elas na educa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/E\u0301rica-da-Silva-Conrado-mestranda-em-cie\u0302ncias-e-educac\u0327a\u0303o-matema\u0301tica-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83147 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/E\u0301rica-da-Silva-Conrado-mestranda-em-cie\u0302ncias-e-educac\u0327a\u0303o-matema\u0301tica-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"178\" \/><\/a>O futuro reserva uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado inovadora para \u00c9rica da Silva Conrado. Formada em 2024, ela pretende trazer reflex\u00f5es sobre o papel de professoras trans dentro do ensino da matem\u00e1tica no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ensino de Ci\u00eancias e Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica. \u201cA minha proposta \u00e9 analisar a jornada acad\u00eamica, desde quando elas entram na universidade, a sua perman\u00eancia e tamb\u00e9m a sua atua\u00e7\u00e3o enquanto docentes&#8221;, explica. A aprova\u00e7\u00e3o como aluna de Mestrado foi recebida com alegria e altas expectativas para a nova fase da egressa do curso de licenciatura em Matem\u00e1tica. \u201c\u00c9 muito importante a gente dar voz \u00e0 nossa comunidade, que \u00e9 ainda muito marginalizada. E eu entendo que, no local em que eu estou hoje, eu posso pesquisar sobre as minhas&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9rica tem refer\u00eancias de amigas que fazem pesquisas na mesma \u00e1rea em que ela prop\u00f4s o pr\u00e9-projeto. \u201cEu vejo que essas pesquisas foram importantes para que eu tamb\u00e9m pudesse entrar na \u00e1rea e pesquisar sobre as mulheres trans&#8221;. Para ela, a ideia de que a \u00e1rea da Matem\u00e1tica e das Ci\u00eancias Exatas \u00e9 dominada apenas por homens j\u00e1 est\u00e1 mudando. &#8220;Na minha sala j\u00e1 havia mais mulheres do que homens, mas quando falamos de pessoas trans, j\u00e1 \u00e9 algo mais complicado, ent\u00e3o \u00e9 muito importante que ocupemos estes espa\u00e7os&#8221;. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/E\u0301rica-da-Silva-Conrado-mestranda-em-cie\u0302ncias-e-educac\u0327a\u0303o-matema\u0301tica-foto-Je\u0301ssica-Natal-3-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83146 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/E\u0301rica-da-Silva-Conrado-mestranda-em-cie\u0302ncias-e-educac\u0327a\u0303o-matema\u0301tica-foto-Je\u0301ssica-Natal-3-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"325\" height=\"217\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A meta agora \u00e9 produzir materiais cient\u00edficos que sirvam como refer\u00eancia para futuros pesquisadores. \u201cEu quero muito seguir a \u00e1rea acad\u00eamica, tenho muitas inspira\u00e7\u00f5es na minha fam\u00edlia, tenho tamb\u00e9m uma colega minha, a Erikah Alc\u00e2ntara, que \u00e9 uma mulher trans e professora de matem\u00e1tica, ent\u00e3o eu come\u00e7o a ver que existe essa possibilidade e eu quero chegar l\u00e1\u201d. \u00c9 importante que se tenha mais literatura acad\u00eamica sobre mulheres trans na educa\u00e7\u00e3o, conforme salienta \u00c9rica. \u201cExiste uma dificuldade de encontrar pensadores nessas \u00e1reas, ent\u00e3o eu vejo como muito importante contribuir como uma professora e mulher trans&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #339966\"><strong>Elas na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Leila-Freire-professora-de-Quimica-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83151 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Leila-Freire-professora-de-Quimica-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"258\" height=\"172\" \/><\/a>Quando perguntados sobre quais s\u00e3o os cientistas que conheciam, os alunos de Ensino M\u00e9dio de Ponta Grossa mal lembraram das mulheres, e alguns apenas citaram Marie Curie, uma f\u00edsica e qu\u00edmica franco-polonesa, que conduziu pesquisas pioneiras sobre radioatividade. Foi a\u00ed que a professora Leila Freire, em parceria com a docente Bettina Heerdt, criou o projeto Mulheres na Ci\u00eancia. \u201cSurgiu de um questionamento, pois est\u00e1vamos em uma escola muito pr\u00f3xima da UEPG, e os alunos n\u00e3o sabiam que aqui tamb\u00e9m se produz ci\u00eancia&#8221;, relembra. A partir disso, surgiu a ideia de divulgar as mulheres cientistas da UEPG, no sentido de engajar mais meninas na ci\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Leila sempre trabalhou com a arte e com a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o que culminou na cria\u00e7\u00e3o do Grupo de Teatro Cient\u00edfico da UEPG. \u201cEm 2023 ainda, quando n\u00f3s fomos fazer a proposta de uma nova pe\u00e7a, n\u00f3s achamos que era prudente fazer uma sobre mulheres na ci\u00eancia, ent\u00e3o nada melhor do que pegar hist\u00f3rias de cientistas locais&#8221;. Do projeto de pesquisa, tamb\u00e9m surgiram exposi\u00e7\u00f5es, fotografias e obras de arte, produzidas a partir de entrevistas com as pesquisadoras. Para Leila, trabalhar com trajet\u00f3rias e hist\u00f3rias de vida \u00e9 algo que sempre a moveu. \u201cIsso encoraja outras pessoas a tamb\u00e9m fazer, porque voc\u00ea v\u00ea uma materialidade muito real, voc\u00ea v\u00ea pessoas que s\u00e3o como voc\u00ea e que fazem coisas legais na ci\u00eancia&#8221;. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Leila-Freire-professora-de-Quimica-foto-Je\u0301ssica-Natal-2-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83150 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Leila-Freire-professora-de-Quimica-foto-Je\u0301ssica-Natal-2-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"234\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O planejamento agora \u00e9 trazer um projeto que divulgue mulheres e meninas nas ci\u00eancias exatas, projeto que foi submetido ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico ano passado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Pesquisar sobre mulheres acaba por esbarrar na pr\u00f3pria trajet\u00f3ria, de acordo com Leila. \u201cA gente entende que precisa de modelos femininos na ci\u00eancia, sen\u00e3o a gente n\u00e3o vai ter mais meninas na ci\u00eancia, ent\u00e3o este projeto \u00e9 um processo de forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m&#8221;. Leila destaca que divulgar a ci\u00eancia \u00e9 fazer com que as pessoas entendam que a ci\u00eancia \u00e9 feita por pessoas. \u201cS\u00e3o humanos como n\u00f3s, com todas as suas caracter\u00edsticas, com todas as suas dificuldades, n\u00e3o s\u00e3o super-her\u00f3is, ent\u00e3o divulgar \u00e9 fazer com que as meninas entendam que elas tamb\u00e9m podem&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #3366ff\"><strong>Elas no protagonismo feminino\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lorena-Zomer-professora-de-Histo\u0301ria-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-83153 \" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lorena-Zomer-professora-de-Histo\u0301ria-foto-Je\u0301ssica-Natal-4-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"276\" height=\"184\" \/><\/a>A pesquisa de Lorena Zomer come\u00e7ou no Museu do Imigrante Holand\u00eas de Arapoti. &#8220;Me incomodou muito o fato das mulheres n\u00e3o aparecerem nem na exposi\u00e7\u00e3o, nem no enredo do Museu&#8221;, conta. A partir de entrevistas que fez com as mulheres, para compreender qual era o lugar delas naquele espa\u00e7o, Lorena come\u00e7ou a debater o espa\u00e7o da mulher na mem\u00f3ria, em rela\u00e7\u00e3o a objetos, viv\u00eancias e mem\u00f3ria social. \u201cEm uma dessas entrevistas, eu fui para minha pesquisa mais atual, que \u00e9 o Quilombo de Arapoti&#8221;. A Comunidade Quilombola Fam\u00edlia Xavier \u00e9 a <\/span><span style=\"font-weight: 400\">38\u00aa comunidade reconhecida pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares no Paran\u00e1. A Fam\u00edlia Xavier era umas das mais importantes do Paran\u00e1, e todas as pessoas que pertenciam a eles eram da fam\u00edlia Xavier, conforme explica Lorena.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEsta fam\u00edlia perdeu a sua rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o no \u00faltimo s\u00e9culo e foi se espalhando por todo o Paran\u00e1, e agora est\u00e3o em processo de aquilombamento, e isso \u00e9 liderado por mulheres&#8221;, explica. Aquilombamento \u00e9 o processo em que pessoas se reconhecem como comunidade e, como tal, t\u00eam manifesta\u00e7\u00f5es sociais e culturais pr\u00f3prias, uma tecnologia ancestral que sobrevive nas periferias e comunidades. \u201cEles perderam completamente o direito quando eles foram expulsos de l\u00e1, e agora este processo de retorno e de conquistas de direitos est\u00e1 sendo liderado pelas mulheres do Quilombo&#8221;. <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lorena-Zomer-professora-de-Histo\u0301ria-foto-Je\u0301ssica-Natal-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-83152 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lorena-Zomer-professora-de-Histo\u0301ria-foto-Je\u0301ssica-Natal-1-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"307\" height=\"205\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ser mulher e pesquisar sobre mulheres, para a professora dos cursos de Hist\u00f3ria da UEPG, tem uma estreita rela\u00e7\u00e3o com as minorias, &#8220;porque apesar de n\u00f3s mulheres hoje estarmos em todos os lugares, n\u00f3s ainda morremos e apanhamos dos companheiros, ainda somos demitidas depois da licen\u00e7a maternidade e ainda somos questionadas por nossas roupas&#8221;. S\u00e3o v\u00e1rios os motivos para debater sobre g\u00eanero em contextos sociais, culturais e pol\u00edticos. \u201cN\u00e3o \u00e9 um sexo ou a constru\u00e7\u00e3o da ideia de um sexo que nos define daquilo que n\u00f3s podemos fazer, ent\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400\">acho que essas pesquisas devem continuar, mas principalmente elas devem beneficiar pessoas que ainda n\u00e3o adquiriram uma equidade social, tanto as mulheres quanto outros grupos que s\u00e3o minorizados&#8221;, completa.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\">Texto: J\u00e9ssica Natal, com colabora\u00e7\u00e3o de Aline Jasper | Fotos: J\u00e9ssica Natal | Fotos da professora \u00c2ngela: Aline Jasper<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Longe das defini\u00e7\u00f5es tradicionais, as pesquisadoras da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) s\u00e3o as que se desdobram no ensino, na pesquisa e na extens\u00e3o. Neste 08 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, a institui\u00e7\u00e3o traz alunas e professoras que pesquisam sobre mulheres e g\u00eanero. 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