{"id":3633,"date":"2025-11-27T15:00:56","date_gmt":"2025-11-27T18:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/proplan\/de-fusca-azul-mario-bronguel-compartilha-seus-hobbies-e-seu-amor-pela-vida\/"},"modified":"2025-11-27T15:00:56","modified_gmt":"2025-11-27T18:00:56","slug":"de-fusca-azul-mario-bronguel-compartilha-seus-hobbies-e-seu-amor-pela-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/proplan\/de-fusca-azul-mario-bronguel-compartilha-seus-hobbies-e-seu-amor-pela-vida\/","title":{"rendered":"De fusca azul, M\u00e1rio Bronguel compartilha seus hobbies e seu amor pela vida"},"content":{"rendered":"<p><span><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_20.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-105894 alignleft\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_20-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"508\" height=\"339\"><\/a>\u00c9 imposs\u00edvel ficar indiferente ao ver um Fusca Azul passando pela rua. A pessoa quase sempre vai esticar o pesco\u00e7o, fazer um coment\u00e1rio ou dar um soquinho no bra\u00e7o de quem estiver do lado, mas ignorar\u2026 muito dif\u00edcil. Se j\u00e1 chamavam aten\u00e7\u00e3o na \u00e9poca em que foram fabricados, imagina em 2025. Quem passa pelo Campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mais especificamente em frente ao <\/span><span>Protocolo Geral<\/span><span>, tem o privil\u00e9gio de ver um carro desse modelo estacionado l\u00e1 quase todos os dias.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cChama bastante aten\u00e7\u00e3o por onde passa. <\/span><span>Ainda mais <\/span><span>crian\u00e7a<\/span><span> e adolescente\u201d, comenta o seu propriet\u00e1rio, o servidor p\u00fablico M\u00e1rio C\u00e9zar Bronguel<\/span><span>. O Fusca azul acompanha M\u00e1rio em quase tudo. O carro \u00e9 seu xod\u00f3 e tamb\u00e9m faz parte da hist\u00f3ria da sua fam\u00edlia. \u201cEsse Fusca t\u00e1 na minha fam\u00edlia h\u00e1 uns 40 anos\u201d, conta. O ve\u00edculo era do seu pai, depois que ele faleceu passou para o seu irm\u00e3o. At\u00e9 que uma hora ele decidiu trocar por um <em>Fiat Uno,<\/em> e M\u00e1rio n\u00e3o teve d\u00favidas. \u201cEu n\u00e3o tinha carro, ent\u00e3o resolvi comprar o Fusca e estou com ele at\u00e9 hoje.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>M\u00e1rio mant\u00e9m o carro com cuidado, e diz que o visual engana: \u201cEle \u00e9 de 1974. N\u00e3o parece, n\u00e9? Mas j\u00e1 foi feita a pintura, j\u00e1 foi trocado o motor. A cor original dele \u00e9 um azul clarinho. Da\u00ed eu escolhi essa cor aqui que eu acho mais bonita, \u00e9 famosa.\u201d Segundo ele, manter um Fusca n\u00e3o \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil. \u201c\u00c9 f\u00e1cil arranjar mec\u00e2nico, todo mundo sabe lidar. Tenho um profissional de confian\u00e7a que cobra um pre\u00e7o justo.\u201d A manuten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o pesa tanto quanto a de carros modernos. \u201cFusca \u00e0s vezes d\u00e1 menos problema do que carro novo, e as pe\u00e7as dele s\u00e3o todas baratinhas. Acha f\u00e1cil.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cO Fusca \u00e9 a minha paix\u00e3o\u201d, afirma M\u00e1rio. Ele e a esposa t\u00eam outro ve\u00edculo, um <em>Onix<\/em>, usado para trajetos mais longos. \u201c\u00c9 melhor n\u00e3o arriscar, se bem que o Fusquinha ainda puxa bem, o motor \u00e9 muito bom.\u201d O servidor j\u00e1 dirigiu o Fusca at\u00e9 cidades pr\u00f3ximas, como S\u00e3o Jo\u00e3o do Triunfo, Irati e Tel\u00eamaco Borba. O mais longe foi para a praia em Caiob\u00e1, na Associa\u00e7\u00e3o dos Funcion\u00e1rios P\u00fablicos, um dos seus lugares preferidos para descansar e fazer novas amizades. \u201cL\u00e1 tem piscina, tem sal\u00e3o de festa, tem bailinho, bingo. D\u00e1 pra jogar sinuca, participar de torneio de bocha. E ainda \u00e9 pertinho da praia. Eu gosto.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_8.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-105887 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_8-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"388\"><\/a>Rela\u00e7\u00e3o com a natureza<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e1rio costuma acordar por volta das sete horas da manh\u00e3, toma um banho r\u00e1pido, um caf\u00e9 da manh\u00e3, pega o Fusca Azul e parte em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 UEPG. Quando o dia est\u00e1 mais pesado, procura alguns minutos de sil\u00eancio entre as \u00e1rvores do Campus, um lugar perfeito para algu\u00e9m t\u00e3o ligado ao verde. <span>\u201cMeu prazer \u00e9 estar do lado da natureza, ent\u00e3o n<\/span>\u00e3o tem lugar melhor pra trabalhar. Se eu\u00a0<span>t\u00f4 estressado ou meio aborrecido, venho dar uma volta aqui. Chego at\u00e9 a abra\u00e7ar a \u00e1rvore\u201d, conta, rindo. \u201cV\u00e3o achar que voc\u00ea \u00e9 louco, mas a \u00e1rvore tem energia e descarrega todo o estresse. E eu adoro. Meu signo \u00e9 Sagit\u00e1rio, ent\u00e3o combina.\u201d O gosto pela natureza vem da inf\u00e2ncia. M\u00e1rio nasceu em Rio Azul, onde viveu at\u00e9 os 12 anos ao lado dos pais e de cinco irm\u00e3os,\u00a0<\/span><span>em uma casa com quintal grande, cheio de \u00e1rvores, galinhas e horta.<\/span><\/p>\n<p>Servidor p\u00fablico desde 1989, ele pr\u00f3prio plantou dezenas de mudas no Campus da Universidade, num per\u00edodo em que o local ainda era pouco arborizado. \u201cD\u00e1 um orgulho de ver essas \u00e1rvores, s\u00e3o muito bonitas\u201d, comenta. Ele se lembra dos locais, das esp\u00e9cies e at\u00e9 d\u00e1 nomes a algumas. Enquanto caminha pelos arredores do Protocolo, ele aponta para um p\u00e9 de abacate, um p\u00e9 de mimosa e um ip\u00ea. Entre todas as esp\u00e9cies, o pinheiro \u00e9 o seu preferido. \u201cL\u00e1 no outro bosque, eu plantei um pinheiro que cresceu duplo. Da\u00ed eu dei o nome das minhas irm\u00e3s g\u00eameas, Marta e Maria. E tem mais dois l\u00e1 que receberam o nome dos meus irm\u00e3os, Ant\u00f4nio e Jo\u00e3o\u201d, relata. \u201cPra mim, lugar de semente \u00e9 na terra. Se quiser me deixar alegre, \u00e9 s\u00f3 me dar uma muda de \u00e1rvore. Eu gosto de plantar, mas o meu maior prazer \u00e9 colher\u201d, afirma. Ele conta que j\u00e1 colheu amora e mimosa das mudas que plantou. \u201cPena que esses pinheiros v\u00e3o demorar pra dar pinh\u00e3o, talvez eu n\u00e3o esteja mais aqui\u201d, diz ele, que j\u00e1 tem a idade e o tempo de contribui\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para a aposentadoria.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/dia-dos-namorados-mario-do-arquivo-pista-de-atletismo-6-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-105880 alignleft\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/dia-dos-namorados-mario-do-arquivo-pista-de-atletismo-6-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"427\" height=\"285\"><\/a>H\u00e1 quase 8 anos, o h\u00e1bito de caminhar pela Universidade rendeu outro fruto: M\u00e1rio conheceu sua esposa, Joice Aparecida Sedovski. Os dois se encontraram por acaso numa sexta-feira, no dia 8 de janeiro de 2018. Era per\u00edodo de f\u00e9rias na UEPG e o servidor cumpria meio expediente. Depois do trabalho, decidiu caminhar pela pista de atletismo, quando viu uma mulher admirando os ip\u00eas e as flores do lugar. Foi amor \u00e0 primeira vista. \u201cEla nunca teve o costume de andar por ali, mas naquele dia resolveu ir l\u00e1 para espairecer. Tudo come\u00e7ou com um olhar. Ela deu aquele sorriso e o meu cora\u00e7\u00e3ozinho balan\u00e7ou. Pensei: \u2018Meu Deus, faz tempo que n\u00e3o sinto isso\u2019. Na outra volta da pista a gente se cruzou de novo e eu falei: \u2018Vem caminhar comigo\u2019. Namoramos dois anos, depois nos casamos, e estamos caminhando juntos at\u00e9 hoje\u201d, relata M\u00e1rio, com um sorriso no rosto. No lugar em que eles se conheceram, ele plantou um pinheiro e o batizou como Joice para eternizar o ponto de encontro. \u201c<span>Pedi a Deus uma pessoa parecida comigo, e ela apareceu no meu caminho. N\u00f3s dois somos muito religiosos e gostamos de natureza. Tamb\u00e9m s<\/span><span>omos de lugares pr\u00f3ximos, eu de Rio Azul, ela de Rio Bonito.\u201d<\/span><\/p>\n<p>Al\u00e9m das \u00e1rvores, M\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 um grande admirador dos p\u00e1ssaros, uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o intensa <span>que marcou o apelido que leva at\u00e9 hoje. \u201cCome\u00e7aram a me chamar de M\u00e1rio Can\u00e1rio porque eu vivia assobiando pelos corredores\u201d, relata. <\/span>O apelido tamb\u00e9m remete ao per\u00edodo em que foi passarinheiro e <span>c<\/span><span>hegou a criar mais de 40 aves em casa, encantado pelo canto e pela plumagem. <\/span>Com o tempo, sua rela\u00e7\u00e3o com as aves mudou. M\u00e1rio diz que agora prefere <span>observar o movimento ao ar livre<\/span>: \u201cPassou aquela minha febre de prender passarinhos, agora eu quero ver eles soltos. Gosto de admirar e ouvir o canto\u201d.\u00a0No conv\u00edvio di\u00e1rio, aprendeu a reconhecer diversas esp\u00e9cies, como o sabi\u00e1-ferreiro, cujo canto lembra um sino e \u00e9 o preferido de M\u00e1rio. <span>\u201c\u00c9 <\/span><em>plim, plim, plim, plim, <\/em>igual um sininho. E come\u00e7a a cantar perto do Natal\u201d, diz. M\u00e1rio comenta que h\u00e1 anos n\u00e3o encontra um sabi\u00e1-ferreiro, mas a mem\u00f3ria do som continua presente. \u201cUma vez escutei aqui no bosque da UEPG, mas quase n\u00e3o tem mais\u201d.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-105886 alignleft\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_5-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"489\" height=\"326\"><\/a>Uma longa hist\u00f3ria com a UEPG<\/strong><\/p>\n<p><span>A hist\u00f3ria de M\u00e1rio com a UEPG come\u00e7ou antes mesmo de trabalhar na institui\u00e7\u00e3o. Em 1986 ele se formou em Economia e em 1991 concluiu o curso de Administra\u00e7\u00e3o. Ingressou como servidor em 1989 na divis\u00e3o financeira e ainda passou por diferentes setores at\u00e9 assumir uma fun\u00e7\u00e3o no Protocolo Geral, no in\u00edcio dos anos 2000. \u00c9 desse per\u00edodo que guarda boa parte das mem\u00f3rias da Universidade, quando todo processo precisava ser entregue pessoalmente. \u201cA universidade inteira passava por ali. Aluno, professor, servidor, at\u00e9 os reitores\u201d, lembra. Hoje, com a digitaliza\u00e7\u00e3o, o fluxo diminuiu, mas M\u00e1rio continua no setor e reconhece que se aproxima de uma nova etapa. \u201cT\u00e1 na hora de ir embora tamb\u00e9m. Deixar a vaga para algu\u00e9m. Eu j\u00e1 tenho idade e tempo sobrando\u201d, conta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Se despedir da Universidade, contudo, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples. \u201cAqui eu considero minha segunda fam\u00edlia\u201d, afirma. M\u00e1rio comenta que a rotina atual do setor contribui para um encerramento de carreira sem press\u00f5es. \u201cEu gosto de trabalhar aqui porque agora a gente est\u00e1 numa fase muito boa, est\u00e1 sendo um trabalho leve. Ainda mais eu que estou no fim de carreira, para mim est\u00e1 sendo muito bom, n\u00e3o tenho muito estresse.\u201d O servidor destaca o funcionamento da equipe e fala sobre como o ambiente de trabalho ajuda no seu dia a dia. \u201cAli no protocolo n\u00f3s trabalhamos em tr\u00eas, num clima de harmonia, de paz. Ali a gente tem costume de rezar o ter\u00e7o, porque s\u00e3o todos cat\u00f3licos. Ent\u00e3o \u00e9 um clima bem familiar, bem gostoso\u201d, comenta\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A decis\u00e3o de se aposentar est\u00e1 ligada principalmente \u00e0 sa\u00fade. \u201cAgora a sa\u00fade n\u00e3o t\u00e1 boa, ent\u00e3o ano que vem eu tenho que dar prioridade pra isso. Ficar mais tempo com a esposa tamb\u00e9m, curtir mais com ela\u201d, diz. Com a aposentadoria, M\u00e1rio tem novos planos, como viajar, ajudar a cuidar do s\u00edtio dos sogros em Irati e seguir pr\u00f3ximo da natureza que o acompanha desde a inf\u00e2ncia. \u201cDe repente fazer uns cursos de ingl\u00eas, alguma coisa assim que eu goste. Tem que sempre inventar alguma coisa, n\u00e3o d\u00e1 para ficar parado\u201d, afirma. M\u00e1rio fala sobre essa fase com tranquilidade e aten\u00e7\u00e3o ao presente. \u201cN\u00e3o sei quantos anos de vida eu tenho, se ser\u00e3o mais 5 anos, mais 10 anos. S\u00f3 Deus sabe. Ent\u00e3o, procurar viver bem o dia a dia, e quando tiver que partir, a gente vai partir. Fazer o qu\u00ea? Estamos a\u00ed para cumprir a miss\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-105884 alignleft\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_3-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"494\" height=\"329\"><\/a>Luta contra o c\u00e2ncer<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos, M\u00e1rio enfrenta uma luta contra o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. Ele explica que aprendeu, ao longo desse per\u00edodo, a import\u00e2ncia de cuidar da sa\u00fade. \u201cA melhor coisa \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o. Melhor rem\u00e9dio, melhor cura, maior amor que uma pessoa pode dar pra si mesmo \u00e9 o cuidado\u201d, afirma. Segundo ele, muitos homens tendem a morrer mais cedo por falta de preven\u00e7\u00e3o e por n\u00e3o irem ao m\u00e9dico com regularidade. \u201cAs mulheres se cuidam mais. Pode reparar nos casaizinhos mais velhos, geralmente \u00e9 o homem que morre primeiro, porque ele n\u00e3o se cuida. E as mulheres j\u00e1 est\u00e3o acostumadas a se cuidar m\u00eas a m\u00eas. E elas vivem mais. Se bem que todo mundo t\u00e1 na m\u00e3o de Deus.\u201d<\/p>\n<p>Durante anos, M\u00e1rio combinou o trabalho na Universidade com turnos como gar\u00e7om para completar a renda e pagar o apartamento financiado onde mora. \u201cEu trabalhava bastante e n\u00e3o tinha esse costume de fazer os exames preventivos ano a ano\u201d, relata. O primeiro sinal do problema foi a ard\u00eancia ao urinar, pouco antes da pandemia. Foi quando resolveu fazer o exame de toque. Ele recorda as palavras do m\u00e9dico: \u201cEle me disse que a pr\u00f3stata do homem quando est\u00e1 sadia tem que estar molinha igual gelatina. Se tiver dura, como era o meu caso, est\u00e1 com problema. Por isso que ardia, queimava e tava muito inchada.\u201d A bi\u00f3psia confirmou c\u00e2ncer maligno e apontou que 85% da pr\u00f3stata j\u00e1 estava comprometida. \u201cSe eu demorasse mais um pouco, n\u00e3o estaria mais aqui, de certo\u201d, diz.<\/p>\n<p>A cirurgia para retirada da pr\u00f3stata foi realizada em junho de 2021, seguida por 35 sess\u00f5es de radioterapia. Depois disso, M\u00e1rio passou a acompanhar com regularidade os n\u00edveis de PSA (Ant\u00edgeno prost\u00e1tico espec\u00edfico), um indicador essencial para entender se a doen\u00e7a est\u00e1 controlada. Com o tempo, o PSA voltou a subir e o primeiro rem\u00e9dio deixou de fazer efeito. Depois, diante da progress\u00e3o da doen\u00e7a, os m\u00e9dicos propuseram um bloqueio duplo. Ele descreve o tratamento: \u201c\u00c9 tomar quatro comprimidos, em jejum. Esse rem\u00e9dio custa uns R$ 4 mil, mas pelo SUS \u00e9 de gra\u00e7a, eu t\u00f4 na terceira caixinha j\u00e1. Esse rem\u00e9dio serve para cortar o efeito da doen\u00e7a, para a doen\u00e7a n\u00e3o avan\u00e7ar, para ela estabilizar.\u201d Em maio deste ano, ele passou por outra cirurgia e ficou dois meses de licen\u00e7a m\u00e9dica. \u201cEra s\u00f3 eu ficar em p\u00e9 que j\u00e1 come\u00e7ava a arder e queimar. Fiquei dois meses deitado\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Exames posteriores indicaram que o c\u00e2ncer avan\u00e7ou para os ossos. Ele descreve o exame de cintilografia e o resultado: \u201cVoc\u00ea deita na maca e n\u00e3o pode se mexer, fica igual um soldadinho l\u00e1. Ent\u00e3o um aparelho vem te escaneando\u2026 Aonde tem les\u00e3o e onde tem doen\u00e7a, aparece pontinho preto. No meu caso, tinha manchas pretas.\u201d A \u00faltima radioterapia que fez foi no f\u00eamur e na costela, em fun\u00e7\u00e3o de dores que sentia. Em outubro, passou por nova sess\u00e3o de radioterapia no joelho, na perna e na costela; depois ficou cerca de tr\u00eas semanas em casa para descansar, e relata os efeitos colaterais: \u201cA doen\u00e7a deixa a gente fraco, voc\u00ea n\u00e3o dorme direito, fica irritado. Mexe com o teu equil\u00edbrio.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_10.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-105889 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_10-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"477\" height=\"318\"><\/a>Para enfrentar esse processo, M\u00e1rio encontrou apoio na f\u00e9, na esposa e na disciplina di\u00e1ria de manter o pensamento positivo. Ele conta que participa da Arte Mahikari, procedimento que define como \u201cuma arte de purifica\u00e7\u00e3o japonesa\u201d e que recebe com regularidade, sozinho, pela esposa ou na sede da pr\u00e1tica. \u201cIsso tem me ajudado bastante. Ontem mesmo eu recebi. Sa\u00ed de l\u00e1 leve\u201d, relata. Sobre o impacto emocional, repete os ensinamentos que tenta aplicar: gratid\u00e3o, perd\u00e3o e positividade. \u201cEu tento n\u00e3o reclamar. Penso que \u00e9 pior se voc\u00ea reclamar. \u00c9 melhor estar com um sentimento bom, com a cabe\u00e7a boa. Pode acontecer com qualquer um. \u00c9 uma doen\u00e7a grave, que te derruba se voc\u00ea n\u00e3o tiver uma mentalidade forte\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele lamenta ter demorado tanto a procurar ajuda. \u201cFui pelo caminho da dor, quando o bicho tava pegando\u201d, relata. Hoje, busca alertar outros homens para que n\u00e3o repitam o mesmo erro. \u201cO que eu passei, eu n\u00e3o quero que os outros passem\u201d, afirma. Por isso, insiste que a preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode esperar. Que a sa\u00fade, como ele costuma dizer, \u00e9 a maior riqueza que algu\u00e9m pode ter. \u201cSe eu fosse mais cuidadoso e todo ano fosse fazer exame de toque, eu teria evitado isso\u201d, diz. Para ele, o tabu em torno do tema \u00e9 um problema. \u201cTem que ter a mente aberta e n\u00e3o ficar com esses tabu a\u00ed: \u2018Ah, sou homem, sou macho, ningu\u00e9m me toca\u2019. Isso \u00e9 tudo bobagem, \u00e9 um atraso para a sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA_6.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-105899 alignleft\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA_6-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"470\" height=\"313\"><\/a>Ajuda profissional\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ao falar sobre o tratamento, M\u00e1rio sempre destaca o papel da equipe de sa\u00fade que o acompanha. Entre os profissionais est\u00e1 a assistente social Bruna Carolina Pawlak, que atua na oncologia. Ela descreve como \u00e9 o contato di\u00e1rio com quem passa pelo tratamento contra o c\u00e2ncer e diz que trabalho envolve compreender a realidade social de cada fam\u00edlia. \u201cA gente acompanha o paciente desde o diagn\u00f3stico e durante todo o per\u00edodo do tratamento\u201d, explica. No cotidiano do servi\u00e7o, o v\u00ednculo criado com os pacientes ao longo das consultas tamb\u00e9m se torna parte do processo de cuidado. Ela diz que, muitas vezes, o paciente busca apenas uma palavra de apoio ou um gesto simples. \u201c\u00c0s vezes eles querem ouvir um elogio, um carinho, um abra\u00e7o, alguma palavra de conforto. Eu sempre busco trazer o melhor acolhimento poss\u00edvel para que ele se sinta bem durante o tratamento\u201d, relata.<\/p>\n<p>Bruna refor\u00e7a a import\u00e2ncia das a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o, como as do Novembro Azul, quando a sa\u00fade do homem ganha destaque. Ela lembra que a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o melhor caminho e que quanto mais cedo ocorre o diagn\u00f3stico, maiores s\u00e3o as chances de cura. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio procurar o m\u00e9dico e n\u00e3o ter vergonha. A gente est\u00e1 aqui para acolher e para ouvir.\u201d Ela comenta as diferen\u00e7as percebidas no atendimento entre homens e mulheres. \u201cPara o homem falar que t\u00e1 doente \u00e9 mais fora do comum. Tem essa quest\u00e3o de n\u00e3o querer se abrir, de achar que precisa ser forte o tempo todo\u201d, conta. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar inclui o suporte psicol\u00f3gico. \u201cA gente sempre tenta trabalhar essa quest\u00e3o com eles. N\u00e3o \u00e9 porque ele \u00e9 homem que n\u00e3o tem que ser cuidado. N\u00e3o precisa ter vergonha de expor o que est\u00e1 sentindo\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-105901 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"446\" height=\"297\"><\/a>Outro profissional que acompanha M\u00e1rio \u00e9 o m\u00e9dico oncologista Sylvio Elvis da Silva Barbosa, que decidiu seguir nessa \u00e1rea depois de vivenciar o tratamento da m\u00e3e, que teve c\u00e2ncer. Sylvio destaca a import\u00e2ncia do apoio emocional de amigos e familiares, elemento faz diferen\u00e7a concreta no enfrentamento da doen\u00e7a. \u201cQuando voc\u00ea tem o apoio familiar, \u00e9 muito bom, porque a gente percebe que d\u00e1 for\u00e7a para o paciente. Isso \u00e9 importante para ele\u201d.<\/p>\n<p>Ao falar sobre os avan\u00e7os da medicina, Sylvio destaca que a oncologia vive um processo de transforma\u00e7\u00e3o, especialmente no c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, o mais comum entre homens, exceto os c\u00e2ncer de pele e melanoma. \u201cTodo ano sai alguma coisa diferente e est\u00e1 mudando a expectativa de vida\u201d, afirma. \u201cMesmo que o paciente tenha um c\u00e2ncer de pr\u00f3stata em um cen\u00e1rio mais avan\u00e7ado, a expectativa \u00e0s vezes s\u00e3o 10, 15 anos\u201d, observa, lembrando que muitos acabam falecendo por outras comorbidades ao longo da vida.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico explica que pacientes a partir dos 50 anos precisam manter avalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, ou 45 anos caso apresentem fatores de risco. Entre esses fatores, cita os modific\u00e1veis, como sedentarismo, tabagismo e alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, e os n\u00e3o modific\u00e1veis, como hist\u00f3rico familiar e maior risco de c\u00e2ncer entre pessoas negras. Ao comentar o Novembro Azul, Sylvio refor\u00e7a que a campanha vai al\u00e9m do c\u00e2ncer de pr\u00f3stata: envolve autocuidado e aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade masculina. Segundo ele, esse cuidado inclui consultas m\u00e9dicas regulares, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e atividade f\u00edsica, pr\u00e1ticas essenciais para manter qualidade de vida durante e ap\u00f3s o tratamento.<\/p>\n<p>Sylvio explica que um dos principais desafios \u00e9 a resist\u00eancia dos homens em procurar ajuda m\u00e9dica, especialmente quando se fala em preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. \u201cEu brinco assim, o homem costuma ir ao m\u00e9dico em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es. Uma quando \u00e9 beb\u00ea ou crian\u00e7a, porque n\u00e3o tem que querer, a m\u00e3e traz. Quando \u00e9 idoso e j\u00e1 est\u00e1 acamado. E quando o bicho t\u00e1 pegando\u201d, diz. Para o m\u00e9dico, muitos homens evitam o exame por acreditarem que isso afetaria sua masculinidade. Ele alerta que essa resist\u00eancia compromete o diagn\u00f3stico precoce. \u201cMuitos s\u00f3 topam fazer o exame de sangue. Infelizmente, os estudos mostram que apenas o exame de sangue n\u00e3o \u00e9 suficiente para conseguir diagnosticar essa popula\u00e7\u00e3o que tem c\u00e2ncer. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio tanto o exame de sangue quanto o exame de toque. \u00c9 um exame r\u00e1pido, praticamente indolor, feito por profissionais capacitados para isso\u201d, explica.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico tamb\u00e9m explica que a combina\u00e7\u00e3o dos exames aumenta significativamente a precis\u00e3o do diagn\u00f3stico. \u201cS\u00f3 fazendo o PSA \u00e9 por volta de 40 a 50%. E fazendo o PSA mais o exame do toque, isso aumenta para 70%, 80%\u201d, afirma. Ele complementa dizendo que a equipe de sa\u00fade avalia diversos par\u00e2metros, que podem exigir exames complementares. Em casos de suspeita cl\u00ednica, a confirma\u00e7\u00e3o vem pela bi\u00f3psia. Sylvio lembra que a maioria das altera\u00e7\u00f5es se revela benigna, mas sempre precisa ser avaliada por um especialista. O objetivo \u00e9 identificar a doen\u00e7a ainda restrita \u00e0 pr\u00f3stata, quando \u201cas chances de cura s\u00e3o alt\u00edssimas\u201d.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_15.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-105892 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_15-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"299\"><\/a>M\u00e1rio Can\u00e1rio continua assobiando<\/strong><\/p>\n<p>Gratid\u00e3o e perd\u00e3o s\u00e3o palavras que M\u00e1rio repete com frequ\u00eancia para n\u00e3o se deixar abater, e apesar das dores, busca ser positivo. \u201cEu sou uma pessoa alegre, vivo assobiando. Agora o passarinho t\u00e1 doente, meio pesteado. \u00c0s vezes me perguntam: <code>M\u00e1rio, como \u00e9 que o senhor t\u00e1?<\/code>. Eu falo: <code>T\u00f4 baleado, mas t\u00f4 dando tiro<\/code>. Quero dizer que eu n\u00e3o t\u00f4 muito bem de sa\u00fade, mas t\u00f4 forte\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Texto: Jo\u00e3o Pizani | Fotos: Aline Jasper, Gabriel Miguel e Jo\u00e3o Pizani<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/dia-dos-namorados-mario-do-arquivo-pista-de-atletismo-8-2\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1876\" height=\"1271\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/dia-dos-namorados-mario-do-arquivo-pista-de-atletismo-8.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-novembro-azul-fusca-aline-jasper-baixa_1\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_1.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-joao-pizani-baixa_3\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA_3.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-novembro-azul-fusca-aline-jasper-baixa_14\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_14.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-novembro-azul-fusca-aline-jasper-baixa_4\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_4.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/dia-dos-namorados-mario-do-arquivo-pista-de-atletismo-12-2\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/dia-dos-namorados-mario-do-arquivo-pista-de-atletismo-12-scaled.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-joao-pizani-baixa_1\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA_1.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-novembro-azul-fusca-aline-jasper-baixa_17\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_17.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-joao-pizani-baixa_2\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA_2.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-novembro-azul-fusca-aline-jasper-baixa_9\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mario-novembro-azul-fusca-Aline-Jasper-BAIXA_9.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/novembro-azul-mario\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-joao-pizani-baixa_7\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-bronguel-santa-casa-novembro-azul-Joao-Pizani-BAIXA_7.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 imposs\u00edvel ficar indiferente ao ver um Fusca Azul passando pela rua. 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