Documentário debate imprensa alternativa na ditadura

A atividade reuniu estudantes e professores do curso de Jornalismo para discutir o papel da imprensa alternativa durante o regime militar brasileiro.

 

Por Kamille Vidal

A exibição do documentário “Mão na Máquina” marcou a programação do terceiro dia do VII Ciclo Descomemorar Golpes realizado no dia 08, no miniauditório Secisa (A17), no Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A atividade relembra experiências da imprensa alternativa no Paraná em meio à ditadura militar.

Produzido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), o documentário é assinado pela jornalista Mariana Borba Taras, egressa do curso de Jornalismo, formada em 2025. A obra aborda experiências de jornais paranaenses que atuaram na resistência à censura e à repressão da época, e evidenciou diferentes formatos e estratégias de produção.

Mariana destacou o processo de construção do trabalho e os desafios enfrentados na apuração. “Acho que foi um processo muito importante, porque eu não sabia direito o que eu ia tirar dessas pessoas, eu não conhecia quem eram, eu não conhecia nenhum desses jornais antes de começar a pesquisar. Foi um documentário que me ensinou muito, não só sobre a imprensa alternativa, que era o que eu mais tinha curiosidade de saber, mas também sobre a apuração jornalística em si”, afirmou.

A memória do regime militar segue presente em discussões sobre democracia. Foto: Kamille Vidal

A produção envolveu entrevistas realizadas em diferentes cidades do Paraná e exigiu a seleção de horas de material para compor um documentário de cerca de 30 minutos. Segundo a jornalista, o processo contribuiu diretamente para sua formação, especialmente na compreensão prática da apuração e da construção narrativa no audiovisual.

Além de recuperar memórias da ditadura, o debate também trouxe reflexões sobre o jornalismo contemporâneo e os desafios da circulação de informações. Para o estudante Roberto Indzejczak, do terceiro ano de Jornalismo, que participou da atividade, revisitar esse período é fundamental para entender o presente. “É sempre importante compreendermos essa questão dos jornais pois foi uma época de extrema censura no Jornalismo. Ver que tiveram grandes jornais aqui no Paraná que fizeram um grande trabalho cobrindo e provocando a Ditadura Militar, é muito importante”, destacou.

A discussão reforçou a importância da imprensa alternativa como espaço de denúncia, mobilização e resistência, além de evidenciar como essas experiências históricas ainda dialogam com o cenário atual. 


                            
Skip to content