O que consumimos nos consome

Enquanto a mídia transforma relações abusivas em entretenimento, milhares de mulheres seguem enfrentando  violência

Crédito: Jarbas Oliveira

O consumo de conteúdos culturais está presente desde os primeiros anos de vida e acompanha o desenvolvimento individual ao longo do tempo. Livros, filmes, músicas e produções digitais não apenas entretêm, mas também influenciam diretamente a forma como as pessoas percebem o mundo. Aquilo que se consome com frequência tende a moldar repertórios, opiniões e valores, criando familiaridade e, muitas vezes, aceitação em relação a determinados temas, o que é um tema da Sociologia do Conhecimento estudada, dentre outros, por Berger e Luckmann desde a década de 1960. 

No que diz respeito à violência contra a mulher, os conteúdos sobre o tema são amplamente acessíveis. Uma simples busca na internet revela inúmeros relatos, reportagens e obras de ficção que abordam essa realidade. No entanto, a questão central não está na quantidade de produções disponíveis, mas na maneira como essa violência é representada: com qual profundidade, responsabilidade e impacto.

Em 2024, o livro É assim que acaba, da autora norte-americana Colleen Hoover, tornou-se o mais vendido no Brasil, com mais de 43 mil exemplares comercializados no país, segundo levantamento feito pela PublishNews, principal portal de notícias especializado no mercado editorial e na indústria do livro no Brasil. Apesar de tratar de um tema urgente como a violência doméstica, a obra foi alvo de críticas por romantizar relações abusivas, ao apresentar comportamentos violentos como manifestações de ciúmes ou amor intenso, além de posicionar o agressor como uma possível escolha dentro de um triângulo amoroso.

Publicado originalmente em 2018, o livro ganhou nova projeção anos depois com o crescimento do chamado “BookTok”, comunidade de leitores no TikTok que impulsiona obras entre o público jovem. Em 2022, as vendas de livros decaiu em 5,8%, entretanto autores que tiveram seus títulos divulgados no Tiktok registraram um aumento de 66% na venda de suas obras segundo a NPD BookScan, padrão ouro na indústria editorial para rastrear vendas de livros físicos no varejo. Com isso, o fenômeno ampliou o alcance da narrativa e contribuiu para sua adaptação cinematográfica, estrelada por atores populares como Blake Lively e Justin Baldoni. Ainda assim, o debate gerado em torno da obra acabou se desviando de seu tema central. Questões relacionadas à estética, figurino, elenco e bastidores passaram a ocupar mais espaço do que a discussão sobre a violência sofrida pela protagonista, o que foi muito criticado nas redes sociais (TikTok e X/Twitter), e logo foram reportadas por veículos como The New York Times e The Guardian.

As controvérsias se intensificaram com rumores de conflitos e denúncias envolvendo a produção do filme, além de disputas judiciais e forte exposição midiática. Novamente, o foco se deslocou, e um tema que exige reflexão foi, em muitos momentos, tratado como entretenimento.

A própria condução da obra por sua autora também gerou questionamentos. Em 2022, foi lançada uma continuação da história e, no ano seguinte, chegou a ser anunciado nas redes sociais da autora, um livro de colorir inspirado na narrativa, posteriormente cancelado após críticas à utilização de problemas sociais como forma de fazer dinheiro. A proposta foi amplamente rejeitada pelos fãs da obra por transformar uma história sobre violência doméstica em um produto lúdico, esvaziando a gravidade do tema.

Diante desse cenário, surgem questionamentos importantes: como o público interpreta essas narrativas? De que forma essas representações influenciam a compreensão sobre relações abusivas? E até que ponto contribuem para a naturalização de comportamentos violentos?

Esse questionamento é ainda mais fomentado por movimentos como o “Red Pill”. Inserido no contexto da “machosfera”, como são chamadas as comunidades on-line que incentivam comportamentos agressivos de homens, inclui movimentos que defendem a superioridade masculina, a submissão feminina e a misoginia. A ideologia prega que os homens vivem em uma sociedade manipulada pelo feminismo e que, ao tomarem a “pílula vermelha”, estariam “acordando” para uma suposta realidade onde as mulheres objetificam e prejudicam os homens. A ideia surgiu a partir do filme Matrix (1999), onde o protagonista escolhe a pílula vermelha para ver a verdade cruel, em vez da azul, que o manteria em uma ilusão confortável.

Paralelamente, observa-se o crescimento expressivo do subgênero conhecido comodark romance” no Brasil, após a pandemia com a popularização das fanfics, ou ficção de fãs. Essa análise se baseia em dados de plataformas digitais, relatórios de tendências de consumo e reportagens editoriais publicadas entre 2024 e 2025. Impulsionado pelas redes sociais e plataformas digitais de leitura, esse tipo de narrativa tem se consolidado entre os mais populares, especialmente entre o público jovem. Marcado por temas intensos, como relações abusivas, violência, poder, vingança e dinâmicas de dominação, o gênero evidencia a necessidade de refletir sobre os limites entre ficção e realidade e sobre o impacto do consumo cultural na construção de valores sociais.

Em 2022, as vendas de romances impulsionados pelo BookTok cresceram 50% nos Estados Unidos, com o dark romance representando 30% desse aumento. No Brasil, editoras como a Harlequin relataram um aumento de 40% nas vendas de romances com temas sombrios entre 2020 e 2026, segundo dados da Circana, empresa líder global em pesquisa de mercado, análise de dados e tecnologia. Métricas do Tiktok apontam que a hashtag #darkromance ultrapassou 1,5 milhão de vídeos publicados em 2024, acumulando mais de 8,4 bilhões de visualizações.

No artigo A violência doméstica na literatura brasileira, de Carlos Magno Gomes e Maria Juliana De Jesus Santos, é discutido como a violência contra mulher tem uma facilidade muito grande em ultrapassar a ficção, principalmente dentro de casa. “Na sociedade brasileira, durante muito tempo, essa questão foi aceita como algo comum ao cotidiano da família. Como dizia o ditado, ‘em briga de marido e mulher, não se mete a colher’”.

A problemática do artigo é a naturalidade retratada pela sociedade em relação a um assunto que deveria ser tratado como preocupação. Segundo pesquisa do DataSenado, cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência de gênero em 2025. No mesmo ano, foi registrado o maior número de feminicídios em 10 anos no país, com cerca de 1.568 mulheres assassinadas por razões de gênero, um recorde em número, mas de algo que não deve ser comemorado. 

Produções que abordam a violência contra a mulher com responsabilidade se tornam ainda mais necessárias. Mais do que expor o problema, as obras devem contribuir para a compreensão de suas complexidades e consequências. Essa é a importância de conteúdos produzidos e feitos para o público feminino, que tratem com seriedade e deem a devida relevância para assuntos necessários para as mulheres, pois sem a presença de conteúdos assim, a perspectiva da sociedade continua focada em uma visão patriarcal. Exemplos de obras que seguem essa temática com o cuidado necessário são as séries Big Little Lies, que mostra violência doméstica de forma crua e psicológica; Maid, que destaca dependência financeira, emocional e estrutural; Ni una más, que mostra violência sexual, assédio, perseguição mas de forma que existam consequencias para os abusadores.

 

Quando a violência vira estatística

Em 2024, o Brasil registrou 1.450 casos de feminicídio. O número, por si só, já é alarmante, mas ganha outra dimensão quando pensamos que esse número tem crescido de forma expressiva. Quando traduzida, a informação revela uma preocupação: aproximadamente quatro mulheres são assassinadas todos os dias no país por razões de gênero. Os dados, apresentados pelo Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, evidenciam apenas a face mais extrema de uma violência que assume muitas outras formas.

Antes de chegar ao assassinato, a violência contra a mulher costuma se manifestar de modos mais silenciosas, e que muitas vezes são invisibilizadas: agressões psicológicas, controle patrimonial, abuso sexual, perseguição, assédio cotidiano e a violência doméstica. Estes são apenas alguns dos exemplos definidos pela Lei 11.340, a Lei Maria da Penha, e eles  se manifestam em diferentes camadas, um mesmo fenômeno que evolui dentro de ambientes privados até se tornar irreversível.

Essa dimensão estrutural fica ainda mais nos dados. Segundo a pesquisa Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil, cerca de 37% das brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de violência no último ano. Ainda assim, apenas uma em cada quatro vítimas formaliza denúncia, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Entre o silêncio e as estatísticas, existe um abismo e é nele que muitas histórias permanecem ocultas.

Foto: Fórum de Segurança

O problema se distribui de forma desigual pelo país, mas é generalizado. Estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentam as maiores taxas proporcionais de feminicídio, chegando a 2,6 mortes por 100 mil mulheres. Já São Paulo lidera em números absolutos, reflexo de sua população extensa, com mais de 200 casos registrados em 2025.

No recorte da violência não letal, estados como Rio de Janeiro, Rondônia e Amazonas concentram os maiores índices de mulheres que relatam agressões domésticas ou familiares, segundo o DataSenado. Os dados deixam claro que a violência de gênero não é um episódio, ela é estrutural e persistente.

Foto: Data Senado

No Paraná, o estado aparece entre os que mais registram feminicídios no país, ocupando a 4ª posição em 2024, com 109 casos, e a 5ª posição no início de 2025 com 87 casos no estado. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que o estado concentra um vasto número de municípios entre as maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável, com 12 cidades listadas: Guarapuava (8ª no ranking nacional), Almirante Tamandaré (9ª), Colombo (20ª), Araucária (21ª), Ponta Grossa (22ª), Piraquara (31ª), Fazenda Rio Grande (32ª), Sarandi, Paranaguá, Toledo, Pinhais e São José dos Pinhais. Apesar da gravidade, o Paraná demonstra uma mudança. Entre 2024 e 2025, houve uma redução de aproximadamente 20% nos casos de feminicídio no estado de acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A queda, embora significativa, não representa necessariamente uma solução, mas levanta questionamentos sobre políticas públicas, subnotificação e os limites da própria estatística.

Apesar de constar com a 22ª posição de acordo com o Anuário, com registro de 79,4 casos por 100 mil habitantes posição, Ponta Grossa também esteve presente em outro levantamento. De acordo com a pesquisa Piores cidades para ser mulher produzida pela consultoria ambiental Tewá 225, Ponta Grossa ocupa a décima posição em uma análise nacional, o que evidencia como a violência de gênero se materializa de forma concreta no cotidiano.

É nesse contexto que entram as vozes de quem atua diretamente no enfrentamento da violência. Cláudia Krüger, responsável pela delegacia da mulher de Ponta Grossa,  destaca que, embora o trabalho das instituições policiais seja essencial no acolhimento e na responsabilização dos agressores, ele ainda atua de forma paliativa diante de um problema estrutural. Para a delegada, o enfrentamento efetivo da violência começa muito antes da denúncia.  “Eu acredito na educação como uma revolução”.

A fala de Cláudia aponta para uma dimensão mais profunda do problema, onde a violência de gênero não nasce isoladamente, mas inserida em um contexto cultural que naturaliza desigualdades e silencia abusos. Segundo Krüger, muitas pessoas que crescem em ambientes violentos tendem a repetir a conduta em suas vidas, o que fomenta o ciclo de violência. “É necessário educar as nossas crianças para que elas passem a não aceitar aquilo que desvaloriza a mulher, é um processo de não naturalização que deve ser criado desde a infância”.

Além disso, fatores como dependência financeira, vínculos familiares e até questões relacionadas à saúde mental contribuem para a permanência dessas mulheres em relações abusivas. “A dependência não é só financeira, mas o emocional também é muito forte. Muitas vezes a pessoa não quer a punição, ela quer a mudança de comportamento”, afirma a delegada.

Ao destacar a educação como ferramenta de transformação, Cláudia Krüger chama a atenção para a necessidade de repensar, de forma estrutural, as relações de gênero. “Essa carga não é só nossa. Existem órgãos públicos de punição? Sim, e muitos. A delegacia da mulher está crescendo cada vez mais. Mas pode ter um milhão, e os casos vão continuar existindo, por causa de outros fatores que infelizmente ainda persistem.”

A história da violência contra mulher no Brasil não é recente, ela surge há anos, a partir de uma construção patriarcal, machista e sexista. Além de uma questão estrutural histórica, a questão se torna cultural. Ela está enraizada desde a colonização e é perpetuada por profundas desigualdades sociais, impunidade e pela normalização de conflitos nas interações cotidianas. Essa visão tende a ficar submersa, interpretada com naturalidade mesmo tratando-se de vidas, porque é isso que elas são. Essa é a história das vítimas de violência do Brasil, que antes de números, tiveram nomes. Antes de serem casos, eram (e ainda são) histórias interrompidas.

 

“A vida começa quando a violência acaba” – Maria da Penha

Um exemplo é a Lei Maria da Penha, que surgiu em 7 de agosto de 2006, fruto da luta da biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica após duas tentativas de feminicídio pelo marido em 1983. Após quase 20 anos de impunidade, o caso foi denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. A partir disso, o Brasil criou uma legislação contra a violência contra a mulher, que apesar de ajudar a proteger, ainda não impede que casos de violência ocorram contra as vítimas. 

 

Atrás da porta fechada

“Foram cinco anos desse jeito: violência, xingamentos e agressões. Eu não podia contrariá-lo, não tinha coragem”. Fernanda Souza iniciou seu relacionamento aos 14 anos e se casou aos 15 com o homem que, mais tarde, se tornaria seu agressor. Segundo ela, os sinais já existiam no namoro. “Antes mesmo de eu me casar, essa pessoa já demonstrava algum tipo de violência, primeiro com palavras”, relata. O comportamento autoritário e agressivo, no entanto, parecia suportável diante das expectativas religiosas e familiares que envolviam a união.

Para quem observava de fora, o relacionamento parecia tranquilo. O casamento tradicional, realizado na Igreja católica, não levantava suspeitas entre os familiares. Eduarda Souza, irmã de Fernanda, conta que as agressões começaram poucos meses após a cerimônia. “No começo o marido dela era tranquilo. Foi depois de cinco meses de casados que começaram as agressões verbais e físicas”, explica.

Fernanda chegou a se separar do companheiro. Entretanto, a distância não durou muito. Um ano depois, movida pela esperança de mudança, decidiu reatar o relacionamento. “No início, eu tive a impressão de que ele tinha mudado um pouco. Achei que ele pudesse mudar”, relembra.

A violência, porém, tornou-se cada vez mais intensa. Eduarda descreve situações marcadas por crueldade e humilhação. “Ele colocava ela para dormir no chão, sem coberta, no inverno. Puxava o cabelo dela, empurrava, e os xingamentos eram constantes”, afirma. Quando Fernanda engravidou, acreditando que a chegada de um filho pudesse transformar o comportamento do marido, a situação piorou.

“Não podia acontecer nada com o meu filho ou ele me culparia”, conta. Doenças, quedas ou qualquer situação envolvendo a criança tornavam-se justificativas para novas agressões. O abuso verbal voltou com ainda mais força e, logo, a violência física também se intensificou. “Ele não me batia para deixar marcas, porque sabia que minha família iria intervir”, expõe.

Além das agressões físicas e psicológicas, havia a dependência financeira. Fernanda havia abandonado os estudos, não trabalhava e dependia completamente do companheiro. “Isso me segurou por muito tempo”. O agressor utilizava essa vulnerabilidade como forma de controle, repetindo constantemente que ela “não tinha onde cair morta” e que sobrevivia graças ao dinheiro dele.

Com o passar dos anos, o controle aumentou. Fernanda era mantida trancada dentro de casa enquanto o marido saía para trabalhar. “Ele cadeava a porta por fora para eu não sair”, lembra. Foram cinco anos vivendo entre ameaças, humilhações e agressões.

A situação chegou ao limite quando Fernanda decidiu fugir. Eduarda recorda o momento em que a irmã apareceu chorando na casa da família, dizendo que não suportava mais continuar naquele casamento, mas ainda não encontrava coragem para sair. Aproveitando a ausência do agressor, as duas retornaram à residência para buscar roupas e documentos. “Peguei só o básico necessário. Peguei meu filho e literalmente fugi dele”. Após a separação, ele tentou reatar o casamento várias vezes, mas Fernanda  não cedeu.

O homem passou a fazer ameaças de suicídio diante da criança, que tinha apenas três anos na época. “Ele dizia na frente do meu filho que ia dar um tiro na cabeça”, lembra Fernanda. Para ela, aquela também era uma forma de violência.

Apesar das marcas deixadas pelo relacionamento abusivo, Fernanda conseguiu reconstruir a própria vida. Aos 20 anos, começou a trabalhar, retomou sua independência e, anos depois, formou uma nova família. Hoje, afirma viver um relacionamento saudável e baseado no respeito. “Nenhuma mulher merece viver com alguém que não a valorize. Tem solução. É preciso ter força e coragem para sair antes que as coisas piorem”, defende.

Ela também afirma que, se tivesse acesso às informações e mecanismos de proteção existentes atualmente, teria denunciado o agressor. “Naquela época quase não se falava sobre a Lei Maria da Penha ou delegacias da mulher. Hoje eu denunciaria”, garante.

 

“Não sou a única”

A história de Fernanda está longe de ser um caso isolado. Dados do DataSenado apontam que 17% das mulheres vítimas de agressões graves cometidas por homens ainda convivem com o agressor. Além disso, a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher estima que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025.

As consequências da violência também atingem as crianças. Entre as mulheres que sofreram violência no último ano, 71% afirmaram que os episódios ocorreram na presença de menores, muitas vezes filhos e filhas das próprias vítimas.

O ambiente doméstico, que deveria representar proteção, é um dos espaços mais perigosos para as mulheres brasileiras. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a maioria dos feminicídios no país acontece dentro de casa.

Foto: Nathália Stüpp

Os nomes das fontes apresentadas nesta reportagem foram alterados por questões de segurança. Ainda assim, os relatos reproduzem apenas uma pequena parcela da realidade enfrentada diariamente por milhares de mulheres brasileiras vítimas de violência doméstica.

Esta reportagem integra uma coletânea de livro-reportagem. Este capítulo trata da representação da violência de gênero em conteúdos midiáticos e literários. Acompanhe no Periódico as próximas publicações.

 

Ficha técnica

Autores: Nathália Stüpp

Supervisão de produção: Janaíne Kronbauer

Edição e publicação: Giulia Neves e Pietra Gasparini

Supervisão de publicação: Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado

 

 

 

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