Crítica de Ponta
Produzido pelo terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você!

Adaptação literária de Amores Improváveis retrata uso de força contra crianças e mulheres
O seriado possui contrato assinado para produção de mais 3 temporadas

Crédito:Divulgação
A série americana Amores Improváveis, que estreou em 13 de maio, na Prime Vídeo, retrata diversos assuntos e situações de violência sofridas pelos personagens, como estupro e assédio.
A história acompanha um grupo de jovens na faculdade, entre eles Garrett Graham, interpretado por Belmont Cameli, que faz par romântico com a protagonista da história, Hannah Wells, encenada pela atriz Ella Bright. O rapaz enfrenta um dos mais comuns tipos de violência no Brasil: a doméstica. O seriado mostra cenas de agressões sofridas pela mãe de Graham, além de possíveis episódios em que o pai do personagem também maltrata o filho.
No Brasil, em 2025, a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher revelou que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar. Entre as vítimas no último ano, 71% afirmaram que havia crianças presentes durante a agressão, geralmente filhos e filhas dos alvos. A Pesquisa Estadual de Violência contra a Mulher, em 2024, constata que ao menos 35% das mulheres paranaenses sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem.
Uma em cada três mulheres brasileiras vive em ciclos de violência e não consegue se libertar, seja por problemas financeiros, o medo e a vergonha, causados pelo receio do julgamento social, além da falha na proteção de vítimas legalmente. A série demonstra a dificuldade de se desvincular do agressor, e como o trauma infantil impacta nos futuros relacionamentos dos jovens.
A produção conta com oito episódios e é indicada para maiores de 18 anos. A adapatação possui cenas de sexo explícito, nudez, linguagem imprópria, consumo de álcool e temas sensíveis (como agressão e superação de traumas). Por isso mesmo, fique atento aos gatilhos.
Serviço: A direção da série é realizada por Samantha Bailey, Erica Dunton, Silver Tree e Dawn Wilkinson. Seriado de 2026, com uma 60 minutos de duração, disponível Prime Vídeo, é adaptação literária da coletânea de quatro livros da autora Elle Kennedy.
Por Emanueli Garcia

Insatisfação com preços em livrarias tornam sebos alvo de procura pelo público jovem
Em Ponta Grossa, existem duas unidades de Sebos, ambos localizados no centro da cidade

Créditos: Evelyn Paes / Periódico UEPG
Atualmente o preço médio de livros no Brasil é de quase R$ 53,00, este valor reflete um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior, assim, a procura por sebos tornou-se uma alternativa mais viável. A principal vantagem das compras em sebos reside nos preços acessíveis, livros de segunda mão oferecem um custo-benefício que atrai um público amplo, desde estudantes, pessoas de todas as idades e até mesmo colecionadores.
A adaptação dos sebos é constante e, atualmente, para atender a demanda é possível encontrar sites como a Estante Virtual, ferramenta que amplia o alcance de clientes insatisfeitos com os preços das livrarias. Em um país onde apenas 47% da população é considerada leitora, os sebos nos mostram a importância dos livros como ferramenta de inclusão e transformação cultural.
Em Ponta Grossa existem duas unidades de sebos, pertencentes à mesma família, o Sebo Espaço Cultural, que resiste ao avanço da digitalização e se mantêm como opção para interessados em livros, revistas, CDs, DVDs e discos de segunda mão. A cidade já chegou a ter 5 sebos até a década de 1990, mas conta hoje com apenas dois, do mesmo grupo.
Os sebos ponta-grossenses têm um acervo de livros técnicos à literatura e o público que frequenta os locais é majoritariamente jovem, com interesse em autores como Colleen Hoover e títulos como Harry Potter, Senhor dos Anéis e outros clássicos da literatura. Os gêneros com maior procura pelo público são os de romance, ficção e fantasia, com preços que variam de R$10 à R$40.
Fundada há 19 anos, a primeira sede foi construída na Praça Barão de Guaraúna. Em 2019, uma segunda unidade foi inaugurada na Rua XV de Novembro.
Serviço:
Os Sebos Espaço Cultural se encontram nos seguintes endereços em Ponta Grossa/PR: Unidade 1 na Praça Barão de Guaraúna, 41, Centro e Unidade 2 na Rua Quinze de Novembro, 444, Centro
Por Sarah Brasil

Um livro entre a fantasia e a preservação ambiental
O conto tem como objetivo educar e entreter o público infantil

Crédito:Divulgação
O livro infantil A Magia das Araucárias, escrito por Maria Regina Martins Gelchaki e ilustrado por Ana Kozuki, conta a história de uma gralha-azul que, junto dos amigos, tenta enfrentar a extinção das araucárias. A gralha-azul é uma ave semeadora que, ao espalhar as sementes do pinheiro símbolo do Paraná, contribui para o nascimento de novas árvores. A obra também traz a presença do Curupira, personagem do folclore brasileiro conhecido como protetor das matas.
O livro incorpora elementos da tecnologia ao universo dos animais e personagens folclóricos. A gralha assiste às notícias pela televisão e liga para o Curupira pelo celular. A escolha tecnológica pode aproximar as crianças da geração atual da história e das personagens. Por outro lado, surge uma reflexão: será que é necessário a tecnologia estar presente até no mundo da fantasia e da natureza?
Ambientado nas matas paranaenses, o livro reforça a importância da araucária para a região Sul do Brasil e mostra como a exploração humana tem consequências ao meio ambiente. No final, os animais se unem para proteger e reflorestar a mata, transmitindo a mensagem de que a ação coletiva é essencial para a preservação das espécies nativas.
Produzido pelo projeto ABC Cultural, com incentivo da Lei Paulo Gustavo, o livro está disponível gratuitamente em PDF no site da Biblioteca Gralha Azul e também possui uma versão em audiolivro com descrição das imagens, ampliando a acessibilidade.
Apesar da relevância, a linguagem utiliza algumas palavras que podem ser difíceis para crianças menores. Ao ler a história para uma criança de seis anos, uma pergunta inevitável: “ O livro é de criança mesmo?”. Talvez a indicação seja mais adequada para o público infantojuvenil. Ainda assim, é uma iniciativa fundamental para despertar nas novas gerações a consciência sobre a preservação ambiental.
Serviço:
Autora: Maria Regina Martins Gelchaki
Ilustradora: Ana Kozuki
Disponível gratuitamente em: https://bibliotecagralhaazul.com.br/a-magia-das-araucarias/
Por Pietra Gasparini

Música além do palco amplia socialização e acesso à cultura
A música é uma forma de socialização cultural, mas as apresentações abertas ainda são pontuais
A música é um importante meio de socialização para todas as pessoas, seja ela com deficiência ou não. A presença da música em espaços que vão além dos palcos tradicionais fortalece a interação social e amplia o acesso à cultura. Em Ponta Grossa, as apresentações públicas existem, mas com pouca frequência.
Em 2026, a Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa levou a música para outros ambientes. Jardim Boreal, Igreja Luterana Bom Pastor, Ginásio Jamal e Shopping Plaza Campos Gerais foram os locais em que diferentes públicos puderam ter contato com a música para além do tradicional. As ações acontecem com pouca frequência, o que mostra que a ocupação dos espaços públicos pela arte é reflexo de políticas culturais inconsistentes.
O repertório do Coro da Cidade chegou ao calçadão e ao terminal central em março deste ano. Artistas locais, como Gueg PR, levaram o som à Biblioteca Municipal como parte da programação do Festival Literário dos Campos Gerais, realizado também em março. As apresentações registraram audiência, no entanto, não podem ser pontuais. Os espaços da cidade são meios de propagar a arte e devem integrar a rotina do município.
A música em Ponta Grossa ainda é restrita, em grande parte, ao público que frequenta espaços culturais. Quem trabalha, estuda ou não tem conhecimento da agenda musical, fica por fora. Quando a música ocupa praças, terminais, bibliotecas e outros espaços abertos, ela democratiza o acesso à cultura e incentiva o convívio entre diferentes grupos. Para as ações integrarem o cotidiano urbano, há necessidade de políticas públicas efetivas e contínuas.
Serviço:
Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa- Instagram @ospg.pr
Coro da Cidade- Instagram @ccpg.pr
Gueg PR- Instagram @guegpr
Por Emanuelle Pasqualotto

Tradições da dança gaúcha em Ponta Grossa
Cultura e atividade social de integração, essa são algumas das características do CTG

Crédito:Giulia Neves
Declarada como utilidade pública da cidade de Ponta Grossa em maio de 2026, a União Tradicionalista de Ponta Grossa (UTPG) é uma entidade civil e cultural sem fins lucrativos que reúne sete Centros de Tradição Gaúcha (CTG): o CTG Aroeiras, CTG Boqueirão, CTG Cabanha Banhadão, CTG Rancho Alegrete, CTG União Vila Velha, CTG Portal dos Pampas e CTG Quero Quero. A parte artística, contudo, fica por conta do Aroeiras e do União Vila Velha. Nesses locais, a dança gaúcha é um elemento para preservação cultural. As organizações estão em bairros como Colônia Dona Luiza e Contorno, ou seja, distribuídas pelos pontos “extremos” da cidade.
A prática da dança tradicionalista, de acordo com a Diretora Cultural da 2ª Região Tradicionalista do Paraná, Sheilly Santos, une características como disciplina, postura e respeito às tradições. A utilização da indumentária típica também é importante. Para os homens, a vestimenta é composta pela bombacha, camisa, lenço, poncho, entre outras peças. As mulheres, de forma mais simples, usam vestidos ou saias. Encontrar e custear os acessórios típicos pode ser um obstáculo. Os preços de cada peça podem variar de R$100 a R$400.
Alguns desafios são comumente experienciados por novos praticantes, como a boa compreensão dos passos, a adaptação aos ensaios ou até mesmo a superação da timidez ao dançar ao lado de desconhecidos. Porém, segundo Sheilly, a convivência em grupo dentro do CTG fortalece a conexão entre os participantes.
Além dos CTG, espaços como o Clube Democrata, em Olarias, recebem bailes gaúchos em Ponta Grossa. Grupos como Querência Amiga e Estância Serrana também contribuem para a fomentação da prática ao desenvolverem aulas de dança tradicionalista. A cidade, portanto, possui diversas opções para quem deseja conhecer a cultura gaúcha a partir das danças típicas.
Serviço: Para informações, consulte os perfis no Instagram @uniaoutpg, @academia_g.e.s e @querenciaamigaoficial
Por Giulia Neves

O donuts um doce da cultura popular na região
O doce que conquista o paladar dos ponta-grossenses e se transforma em uma tendência gastronômica

Crédito:Tyciane Almeida
Você sabe qual é a comida favorita de Homer Simpson! os donuts. O doce, pode ser encontrado em diferentes versões, desde as mais simples até as recheadas ou cobertas com glacê, chocolate . Embora a origem não seja americana, foi a influência da cultura dos Estados Unidos que transformou o donut em um dos símbolos da gastronomia em um produto consumido no pais.
Parte da fama do produto veio da televisão. Personagens como Homer Simpson ajudaram a consolidar a imagem do donut na cultura pop, despertando a curiosidade de consumidores ao do mundo. Hoje, o doce está presente em cafeterias, confeitarias e redes especializadas, oferecendo uma variedade de sabores e tamanhos e preços.
Entre as opções mais procuradas estão os donuts recheados, com versões de chocolate, doce de leite e outros sabores. Já aqueles sem recheio costumam apostar em coberturas como glacê, chocolate ou confeitos coloridos. Além da diversidade de sabores, o consumidor também encontra donuts em diferentes tamanhos, desde menores de 3 a 4 cm para um lanche rápido até versões maiores e mais elaborado de 7 a 5 cm.
Em Ponta Grossa, os donuts podem ser encontrados em estabelecimentos na maioria dos bairros. O donut com cobertura rosa e confeitos coloridos, visualmente semelhante ao famoso doce consumido por Homer Simpson na série Os Simpsons. A referência à cultura pop torna o produto ainda mais atrativo para os fãs da animação e para quem deseja experimentar um dos doces icônicos da televisão.
Serviço:
Donuts do homer: 14 reais;
4 Mini doce: 18 reais;
Brigadeiro branco: 18 reais.
Por Tyciane Almeida
Ficha técnica
Autores: Emanuelle Pasqualotto, Emanueli Garcia, Giulia Neves, Pietra Gasparini, Tyciane Almeida e Sarah Brasil
Supervisão de produção: Sérgio Luiz Gadini
Edição e publicação: Nathália Stüpp
Supervisão de publicação: Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado
Contato: periodico@uepg.br
