Crítica de Ponta #171

Crítica de Ponta

Produzido pelo terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você!

 

A notícia no horário nobre da rádio ponta-grossense

A Rádio T mantém o programa ‘TNews’,  das 7 às 8 da manhã, que procura equilibrar entretenimento e informação, mesclando notícias locais, participação dos ouvintes e músicas populares. A combinação de notícias com a participação dos ouvintes fortalece a interação entre o público e o radialista. A forma como o apresentador conduz o programa muitas vezes em um tom de conversa, aproxima a audiência e incentiva uma participação mais frequente.

A Rádio Sant’ana possui o programa ‘RS Notícias’, das 7 às 8 da manhã, tem o destaca o jornalismo, priorizando notícias da cidade e serviços de utilidade pública. O formato contribui para que os ouvintes se mantenham  informados dos principais acontecimentos de Ponta Grossa e da região.

 

Crédito: Ticyane Almeida

A CBN Ponta Grossa, diferente das outras duas emissoras, tem o programa ‘Jornal da CBN’ das 7 às 8 da manhã em rede nacional. As informações não focam na cidade, mas no que acontece no país. Embora o ‘jornal da CBN’ destaca notícias nacionais, ele também busca  atender o interesse da população ponta-grossense. 

De um modo geral, as emissoras locais também exploram a força a tradição do horário nobre da rádio em Ponta Grossa.

Serviço: 

Rádio T – Ponta Grossa FM 99.9

Rádio Sant´ana FM 89.7

Rádio CBN Ponta Grossa  FM 105,9

Por Ticyane Almeida

 

 

Entre símbolos e memórias, as obras de uma artista chinesa

A exposição entre SÍMBOLOS E MEMÓRIAS da artista Maria Cheung, chama atenção não apenas pelas belezas das peças em cerâmica, mas principalmente pelas histórias que elas carregam. Pela primeira vez em Ponta Grossa, a artista apresenta um trabalho construído a partir das  vivências na China e Brasil, transformando memórias pessoais em reflexões que dialogam com questões sociais. A mostra foi aberta no dia 15 de maio na galeria da PROEX, no centro de Ponta Grossa, permanece disponível para visitação até o dia 23 de junho.

 

O que torna a exposição interessante é justamente a forma como ela aproxima o passado do presente. Obras como NOI e NOI TOY abordam questões relacionadas à condição das mulheres chinesas, discutindo o controle do corpo feminino, a violência de gênero e desigualdade. Mesmo partindo de experiências ligadas à cultura oriental, os trabalhos refletem problemas que também fazem parte da realidade brasileira. A crítica social aparece de maneira sensível, sem perder a força, fazendo com que o público observe cada peça além da forma estética. 

Crédito: João Pimentel

Mais do que uma exposição de cerâmica, Entre símbolos e memórias mostra como a arte pode funcionar como um espaço de resistência e de preservação de identidade. Com mais de 150 amostras realizadas no mundo, Maria Cheung utiliza a argila para abordar pertencimento, memória e trajetória pessoal. Em tempo de celeridade de informação nas redes sociais, a mostra convida o visitante a desacelerar, observar os detalhes e avaliar histórias que atravessam gerações, culturas e fronteiras. A permanece disponível para visitação até o dia 23 de junho, na galeria da PROEX, localizada no centro de Ponta Grossa.

 

Serviço: entre símbolos e memórias – Maria Cheung

Local: Galeria da Proex – praça Marechal Floriano Peixoto,  Ponta grossa-Pr

Quando: 15 de maio a 26 de junho

Por Maria Eduarda Leme

 

 

Minissérie paranaense destaca resistência no período ditatorial

Um sequestro aéreo durante a ditadura civil-militar. É o que ambienta a minissérie Caravelle 114. Dirigida por William Biagioli, os episódios retratam o drama político vivido por seis guerrilheiros da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares de 1970. O avião da Cruzeiro do Sul,  que inicialmente iria de Montevidéu ao Rio de Janeiro, foi deslocado para Havana, Cuba. 

A ficção explica a resistência persistente na época. O sequestro de aviões tinha como objetivo chamar atenção da imprensa internacional para os acontecimentos do país. A trama se passa em quatro dias e aborda, além da situação política, a condição humana. O protagonismo feminino é interpretado por Miriam (Camila Carneiro), uma mãe que aderiu à causa em nome do país e dos dois filhos. 

 

Além dos guerrilheiros, os passageiros presentes no voo assumem parte da narrativa, com atores regionais e que têm o espanhol como língua nativa. As cenas se passam, em grande maioria, dentro do avião. Os enquadramentos escolhidos são geralmente mais fechados e ajudam o espectador a não cansar do cenário repetido durante a sequência de capítulos. As gravações percorreram o Paraná e mobilizaram mais de 200 profissionais em bastidores.

 

Com cenas gravadas no aeroporto de Santana, em Ponta Grossa, outras cidades também marcam passagem, como Curitiba, Pinhais e Morretes. A obra torna-se uma experiência imersiva, a partir da reconstrução de um avião dos anos 1960, realizado com base em um Airbus 318. A produção foi financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo da Prefeitura de Curitiba e da Secretaria do Estado da Cultura do Paraná. A minissérie conta com quatro episódios de 40 minutos cada e o primeiro estreou no dia 19 de maio.

 

Serviço: Toda terça-feira, às 19h30, você pode conferir o novo episódio no Canal Brasil e, às quartas-feiras, no streaming Globoplay.

 Por Emanuelle Pasqualotto

 

Livro destaca protagonismo infantil pela imaginação literária

Para  uma criança brincar, primeiro ela precisa imaginar. O livro Que fio é esse? de Camila Pasetto e Jaque Siciliano, apresenta uma narrativa que se passa na imaginação infantil. O livro acompanha um menino negro que percorre diferentes cenários enquanto brinca com um trenzinho, um fio de cabelo que conecta o personagem e o brinquedo na história, passeando por ambientes como céu, mar e terra.

A principal característica do livro está no modo como transforma uma brincadeira cotidiana em narrativa. O fio opera como um elemento que conecta os cenários e permite diferentes interpretações. Sem grandes explicações, a obra abre espaço para que a criança participe da construção dos ambientes apresentados.

O projeto surgiu a partir de uma ilustração criada por Jaque Siciliano enquanto observava os filhos brincando e inspirou Camila Pasetto que escreveu a história. A parceria entre as autoras resultou no livro, concluído após quatro anos de trabalho e lançado como produto independente. 

Além da proposta voltada à imaginação, a obra amplia a presença de protagonistas negros na literatura infantil. O personagem principal ocupa o centro da narrativa sem que a história esteja associada ao sofrimento ou a conflitos raciais. Que fio é esse? demonstra como a representatividade também pode ser construída com histórias de brincar, criar e imaginar. O livro foi lançado no dia 16 de maio em Ponta Grossa.

 

Serviço: 

Livro: Que fio é esse?

Autoras: Camila Pasetto e Jaque Siciliano

Valor: R$38

                                                                                          Por Lucas Jolondek

 

 

Modestas opções de lazer em um dos maiores bairros de pg

Quais são os lugares de lazer público existentes em Ponta Grossa? O terceiro bairro mais populoso da cidade, o Contorno, conta com mais de 40 mil moradores, conforme dados de 2025. A região reúne espaços para esporte, convivência e lazer ao ar livre. Mas será que, para um dos maiores bairros da cidade, as opções disponíveis atendem às necessidades dos moradores?

Crédito: Natalia Almeida

Uma das alternativas é a Feira do Produtor, realizada todas as quintas-feiras, das 13h às 20h, na Praça Tancredo Neves. O local reúne hortifrúti fresco, pães, produtos coloniais e o tradicional pastel acompanhado de caldo de cana. Mais do que um espaço de compras, a feira funciona como ponto de encontro para moradores e ajuda a movimentar a comunidade.

Outro espaço bastante conhecido é a Pista de Skate Santa Paula. Frequentada por jovens e praticantes do esporte, ela oferece uma opção gratuita de lazer, mas a estrutura precisa de atenção e manutenção. Próximo dali, também é possível encontrar praças, parquinhos infantis, academias ao ar livre. falta, no entanto, espaços para atividades físicas e caminhada ao ar livre  

Apesar de contar com diferentes espaços públicos, o bairro, que comporta mais habitantes do que 351 municípios do Paraná, ainda necessita de opções de lazer e investir na conservação das que já existem. A qualidade e diversidade desses espaços deve ser garantida e acessível a toda população. 

Por Natalia Almeida

 

Skip to content