Crítica de Ponta #171

Crítica de Ponta

Produzido pelo terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você!

 

 

Minissérie paranaense destaca resistência no período ditatorial

Um sequestro aéreo durante a ditadura civil-militar. É o que ambienta a minissérie Caravelle 114. Dirigida por William Biagioli, os episódios retratam o drama político vivido por seis guerrilheiros da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares de 1970. O avião da Cruzeiro do Sul,  que inicialmente iria de Montevidéu ao Rio de Janeiro, foi deslocado para Havana, Cuba. 

A ficção explica a resistência persistente na época. O sequestro de aviões tinha como objetivo chamar atenção da imprensa internacional para os acontecimentos do país. A trama se passa em quatro dias e aborda, além da situação política, a condição humana. O protagonismo feminino é interpretado por Miriam (Camila Carneiro), uma mãe que aderiu à causa em nome do país e dos dois filhos. 

Além dos guerrilheiros, os passageiros presentes no voo assumem parte da narrativa, com atores regionais e que têm o espanhol como língua nativa. As cenas se passam, em grande maioria, dentro do avião. Os enquadramentos escolhidos são geralmente mais fechados e ajudam o espectador a não cansar do cenário repetido durante a sequência de capítulos. As gravações percorreram o Paraná e mobilizaram mais de 200 profissionais em bastidores.

Com cenas gravadas no aeroporto de Santana, em Ponta Grossa, outras cidades também marcam passagem, como Curitiba, Pinhais e Morretes. A obra torna-se uma experiência imersiva, a partir da reconstrução de um avião dos anos 1960, realizado com base em um Airbus 318. A produção foi financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo da Prefeitura de Curitiba e da Secretaria do Estado da Cultura do Paraná. A minissérie conta com quatro episódios de 40 minutos cada e o primeiro estreou no dia 19 de maio.

 

Serviço: Toda terça-feira, às 19h30, você pode conferir o novo episódio no Canal Brasil e, às quartas-feiras, no streaming Globoplay.

 Por Emanuelle Pasqualotto

 

Livro destaca protagonismo infantil pela imaginação literária

Para  uma criança brincar, primeiro ela precisa imaginar. O livro Que fio é esse? de Camila Pasetto e Jaque Siciliano, apresenta uma narrativa que se passa na imaginação infantil. O livro acompanha um menino negro que percorre diferentes cenários enquanto brinca com um trenzinho, um fio de cabelo que conecta o personagem e o brinquedo na história, passeando por ambientes como céu, mar e terra.

A principal característica do livro está no modo como transforma uma brincadeira cotidiana em narrativa. O fio opera como um elemento que conecta os cenários e permite diferentes interpretações. Sem grandes explicações, a obra abre espaço para que a criança participe da construção dos ambientes apresentados.

O projeto surgiu a partir de uma ilustração criada por Jaque Siciliano enquanto observava os filhos brincando e inspirou Camila Pasetto que escreveu a história. A parceria entre as autoras resultou no livro, concluído após quatro anos de trabalho e lançado como produto independente. 

Além da proposta voltada à imaginação, a obra amplia a presença de protagonistas negros na literatura infantil. O personagem principal ocupa o centro da narrativa sem que a história esteja associada ao sofrimento ou a conflitos raciais. Que fio é esse? demonstra como a representatividade também pode ser construída com histórias de brincar, criar e imaginar. O livro foi lançado no dia 16 de maio em Ponta Grossa.

 

Serviço: 

Livro: Que fio é esse?

Autoras: Camila Pasetto e Jaque Siciliano

Valor: R$38

                                                                                          Por Lucas Jolondek

 

 

 

Entre símbolos e memórias, as obras de uma artista chinesa

A exposição entre SÍMBOLOS E MEMÓRIAS da artista Maria Cheung, chama atenção não apenas pelas belezas das peças em cerâmica, mas principalmente pelas histórias que elas carregam. Pela primeira vez em Ponta Grossa, a artista apresenta um trabalho construído a partir das  vivências na China e Brasil, transformando memórias pessoais em reflexões que dialogam com questões sociais. A mostra foi aberta no dia 15 de maio na galeria da PROEX, no centro de Ponta Grossa, permanece disponível para visitação até o dia 23 de junho.

 

O que torna a exposição interessante é justamente a forma como ela aproxima o passado do presente. Obras como NOI e NOI TOY abordam questões relacionadas à condição das mulheres chinesas, discutindo o controle do corpo feminino, a violência de gênero e desigualdade. Mesmo partindo de experiências ligadas à cultura oriental, os trabalhos refletem problemas que também fazem parte da realidade brasileira. A crítica social aparece de maneira sensível, sem perder a força, fazendo com que o público observe cada peça além da forma estética. 

Crédito: João Pimentel

Mais do que uma exposição de cerâmica, Entre símbolos e memórias mostra como a arte pode funcionar como um espaço de resistência e de preservação de identidade. Com mais de 150 amostras realizadas no mundo, Maria Cheung utiliza a argila para abordar pertencimento, memória e trajetória pessoal. Em tempo de celeridade de informação nas redes sociais, a mostra convida o visitante a desacelerar, observar os detalhes e avaliar histórias que atravessam gerações, culturas e fronteiras. A permanece disponível para visitação até o dia 23 de junho, na galeria da PROEX, localizada no centro de Ponta Grossa.

 

Serviço: entre símbolos e memórias – Maria Cheung

Local: Galeria da Proex – praça Marechal Floriano Peixoto,  Ponta grossa-Pr

Quando: 15 de maio a 26 de junho

Por Maria Eduarda Leme

A notícia no horário nobre da rádio ponta-grossense

A Rádio T mantém o programa ‘TNews’,  das 7 às 8 da manhã, que procura equilibrar entretenimento e informação, mesclando notícias locais, participação dos ouvintes e músicas populares. A combinação de notícias com a participação dos ouvintes fortalece a interação entre o público e o radialista. A forma como o apresentador conduz o programa muitas vezes em um tom de conversa, aproxima a audiência e incentiva uma participação mais frequente.

A Rádio Sant’ana possui o programa ‘RS Notícias’, das 7 às 8 da manhã, tem o destaca o jornalismo, priorizando notícias da cidade e serviços de utilidade pública. O formato contribui para que os ouvintes se mantenham  informados dos principais acontecimentos de Ponta Grossa e da região.

 

Crédito: Ticyane Almeida

A CBN Ponta Grossa, diferente das outras duas emissoras, tem o programa ‘Jornal da CBN’ das 7 às 8 da manhã em rede nacional. As informações não focam na cidade, mas no que acontece no país. Embora o ‘jornal da CBN’ destaca notícias nacionais, ele também busca  atender o interesse da população ponta-grossense. 

De um modo geral, as emissoras locais também exploram a força a tradição do horário nobre da rádio em Ponta Grossa.

Serviço: 

Rádio T – Ponta Grossa FM 99.9

Rádio Sant´ana FM 89.7

Rádio CBN Ponta Grossa  FM 105,9

Por Ticyane Almeida

 

 

Modestas opções de lazer em um dos maiores bairros de pg

Quais são os lugares de lazer público existentes em Ponta Grossa? O terceiro bairro mais populoso da cidade, o Contorno, conta com mais de 40 mil moradores, conforme dados de 2025. A região reúne espaços para esporte, convivência e lazer ao ar livre. Mas será que, para um dos maiores bairros da cidade, as opções disponíveis atendem às necessidades dos moradores?

Crédito: Reprodução / Central do Skate

Uma das alternativas é a Feira do Produtor, realizada todas as quintas-feiras, das 13h às 20h, na Praça Tancredo Neves. O local reúne hortifrúti fresco, pães, produtos coloniais e o tradicional pastel acompanhado de caldo de cana. Mais do que um espaço de compras, a feira funciona como ponto de encontro para moradores e ajuda a movimentar a comunidade.

Outro espaço bastante conhecido é a Pista de Skate Santa Paula. Frequentada por jovens e praticantes do esporte, ela oferece uma opção gratuita de lazer, mas a estrutura precisa de atenção e manutenção. Próximo dali, também é possível encontrar praças, parquinhos infantis, academias ao ar livre. falta, no entanto, espaços para atividades físicas e caminhada ao ar livre  

Apesar de contar com diferentes espaços públicos, o bairro, que comporta mais habitantes do que 351 municípios do Paraná, ainda necessita de opções de lazer e investir na conservação das que já existem. A qualidade e diversidade desses espaços deve ser garantida e acessível a toda população. 

Por Natalia Almeida

Ficha técnica

Autores: Emanuelle Pasqualotto, Lucas Jolondek, Maria Eduarda Leme, Natalia Almeida e Tyciane Almeida

Supervisão de produção: Sérgio Luiz Gadini

Edição e publicação: Maria Eduarda Leme

Supervisão de publicação: Aline Rosso e Kevin Kossar Furtado

Contato: periodico@uepg.br

Skip to content