Crítica de Ponta
Produzido pelo terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, o Crítica de Ponta traz o melhor da cultura da cidade de Ponta Grossa para você!

Uma viagem ao Oriente Médio sem sair da mesa
As Noites Árabes do Syriana Restaurante Árabe transformam um jantar em uma experiência cultural imersiva que aproxima o público das tradições do Oriente Médio
A dança do ventre ganha um novo significado quando ocupa espaços gastronômicos, aproximando o público da cultura árabe por meio da música, da dança e da interação. Em Ponta Grossa, o Syriana Restaurante Árabe promove uma experiência imersiva ao trazer a culinária típica com apresentações artísticas durante suas Noites Árabes de sexta-feira. A apresentação transforma o jantar em um espetáculo de sabores, sons e movimentos. Além da tradicional dança do ventre, o público acompanha apresentações culturais como o Raqs Baladi, marcado por movimentos expressivos focados no quadril, joelhos e ombros. Performances com elementos cênicos, como a dança com espada e a dança com candelabro, que tem impacto visual ligados diretamente à tradição árabe.

Crédito: Marina Ranzani
Mais do que servir como entretenimento, essas apresentações fazem parte de uma proposta cultural dos restaurantes de aproximar tradições do Oriente Médio de um público que, muitas vezes, têm pouco contato com essas manifestações. A escolha das músicas, dos figurinos e das coreografias cria um ambiente diversificado, na qual a dança deixa de ser apenas um prato complementar da refeição e se torna essencial na experiência.
Por Marina Ranzani

Exposição de fotos da Palestina retratam a identidade do povo e suas vivências
Fotojornalista Christian Rizzi vivenciou por 12 dias a realidade do povo palestino
A exposição “Palestina Fragmentos de uma história”, do fotojornalista Christian Rizzi, traz fotos de 2019, quando ele esteve na Palestina.São imagens que retratam o cotidiano do povo palestino,situações de violência e realidade das pessoas em várias cidades em que o Christian acompanhou. O fotojornalista após terminar a faculdade, começou a cobrir a Palestina, que virou paixão e foi ganhando reconhecimento no seu trabalho.

Crédito: Lucas Barbato
Embora o projeto se proponha a deslocar o foco do conflito para o cotidiano,a seleção de cenas privilegia a dimensão da violência estatal direta,sem contemplar outras esferas do cotidiano palestino,como o funcionamento dos serviços de saúde e os efeitos da ocupação sobre o acesso hospitar. Ao não acompanhar essas rotinas,o projeto perde a chance de ampliar a esfera que daria um complemento a mais.
A exposição faz parte da programação da 20ª Semana da Integração e Resistência, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, está montada no bloco B do Campus Central da UEPG, no Departamento de Jornalismo, e segue até o final de julho.
Por Lucas Barbato

Food trucks como forma de renda
Bares e restaurantes aumentam o faturamento em 2026, de acordo com levantamento
Bares e restaurantes faturam milhões de reais todos os anos no Brasil. No Paraná, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), os estabelecimentos aumentaram cerca de 34% o faturamento no mês de maio. Por outro lado, além do olhar de empresas grandes e com bom faturamento, diversas famílias vivem com a renda de food trucks, os famosos “carrinhos de lanche”. Esses locais de venda operam, em algumas ocasiões, sem local fixo, com mão de obra familiar e investimento limitado.

Crédito: reprodução
Em Ponta Grossa, o Parada do Espeto, localizado em Uvaranas, é um desses food trucks. O ponto de espetinho funciona há quase cinco meses no local e além do tradicional churrasco, possui opções de janta e sopa com algumas mesas para consumo e também com entregas a domicílio. Os food trucks são regulamentados pela lei ordinária 13835 que garante essa forma de venda e consumo de alimentos.
Locais como o Parada diferem-se de lugares fixos, que geram custos que podem ser inviáveis para quem está começando no comércio. Em uma pesquisa em sites de imobiliárias da cidade, aluguéis de salas comerciais começam na faixa dos 1 mil reais.
Serviço:
Rua Siqueira Campos, número 2242
Por Karine Santos

O regional como entretenimento: uma análise do portal Em PG é Assim
Portal Em PG é Assim conquistou milhares de seguidores ao transformar a memória e o cotidiano da cidade em conteúdo para as redes sociais
Em meio à disputa por atenção nas redes sociais, o portal Em PG é Assim encontrou uma forma diferente de falar com os ponta-grossenses. Em vez de seguir o modelo tradicional do jornalismo regional, ele aposta em uma linguagem leve, informal e fácil de compartilhar, misturando informação, memória e entretenimento.
Isso fica evidente nas colunas “Em PG era assim”, que resgata fotos e histórias antigas da cidade, e “Pontagrossauros”, que usa o humor para retratar situações do cotidiano. Enquanto uma desperta nostalgia e sentimento de pertencimento, a outra aproxima o público por meio de críticas bem-humoradas sobre problemas reais, como trânsito e comportamento urbano.

Crédito: reprodução
Mas essa estratégia também levanta uma reflexão importante: até que ponto o humor e a nostalgia ajudam a aproximar as pessoas das questões locais e até que ponto podem tornar debates mais profundos em apenas entretenimento? O sucesso do portal mostra a força da identidade regional, mas também nos faz pensar, será que estamos transformando um problema real da cidade, como infrações de trânsito, em entretenimento?
Por Ingrid Müller

Kampai Matsuri traz cultura oriental para o centro de Pg
Primeiro festival coreano de Ponta Grossa reuniu milhares de visitantes nos dias seis e sete de junho no Parque Ambiental
Random dance, desfile de cosplay, danças e lutas coreanas, expositores e shows fizeram parte da programação do Kampai Matsuri, festival coreano realizado no Parque Ambiental. Reafirmando a relevância da cultura oriental em Ponta Grossa, o festival reuniu milhares de pessoas em dois dias de evento. O randon dance, prática popularizada pelo k-pop, foi o destaque da primeira edição, possibilitando que qualquer um mostrasse seu talento e interesse pelo estilo.
Enquanto à gastronomia, houveram diversos problemas. Filas intermináveis, desorganização e alta demanda dificultaram àqueles que queriam desfrutar da gastronomia oriental. O prato mais popular foi o hot dog coreano, presente no cardápio de diversas barraquinhas. A comida consiste em um espeto de salsicha banhado com uma massa, empanado em farinha panko e frito. Ele pode ser recheado também com queijo ou bacon.

No random play dance, músicas tocam de forma aleatória e quem souber a coreografia dança ao centro da roda. Crédito: João Pimentel
Ainda sim, o Kampai Matsuri cumpriu seu papel ao visibilizar a cultura coreana e oriental. Nota-se um maior interesse por essa tradição, seja pela popularização do k-pop ou pelo aumento da variedade de produtos asiáticos em lojas e restaurantes. Nos dias um e dois de agosto ocorre o Sakura Matsuri, ou Festa das Cerejeiras, em Castro. Uma boa pedida para aqueles que aproveitaram o festival e tem interesse pela cultura oriental.
Por João Pimentel

A dopamina dos vídeos rápidos
Como esse novo meio prejudica na concentração do público que o consome
Com o surgimento das redes sociais, vídeos de curta duração são o principal entretenimento das pessoas que utilizam diferentes tipos de aplicativos como: insta,kwai.e o principal sendo o tik tok.
Pesquisas da neurociência ressaltam que esses tipos de vídeos recomendados pelo algoritmo acabam por ativarem uma dopamina que satisfaz o espectador e a espectadora, e até viciando-os. E o agravante é que os principais usuários são crianças e adolescentes.

Crédito: João Pimentel
Um dos principais problemas em relação a este tipo de conteúdo é que se consumido por longos períodos durante o dia, prejudica a capacidade de concentração prolongada da pessoa, tanto em atividades comuns, como por exemplo assistir um filme, ou até mesmo em realização de tarefas domésticas, causando tédio e a não vontade de realizá-las.
A tendência é que esses tipos de conteúdos estejam cada vez mais presentes nos meios digitais, cabe ao próprio público se auto cuidar para não perder a concentração, seja praticando leitura, acessando produções mais longas como jornais ou documentários.
Por Leonardo Alexandre
Ficha técnica
Autores: Ingrid Müller, João Pimentel, Karine Santos, Leonardo Alexandre, Lucas Barbato, Marina Ranzani
Supervisão de produção: Paula Melani Rocha
Edição e publicação: João Pimentel e Larissa Didres
Supervisão de publicação: Aline Rosso e Muriel Emídio Pessoa do Amaral
Contato: periodico@uepg.br
