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Chamada ao Dossiê RIF 2026: Folkcomunicação, música e culturas populares

A Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF) recebe artigos inéditos dedicados às intersecções entre a música, a folkcomunicação e as culturas populares até o dia 01 de outubro. A organização do dossiê é realizada pela professora Dra. Júnia Martins (UERN) e pelos professores Dr. Tobias A. Queiroz (UERN) e Dr. Victor Belart (UERJ). A edição será publicada em dezembro de 2026.

Dossiê “Folkcomunicação e música”

De que modo as sonoridades, cantos, ritmos e performances musicais populares atuam como canais de expressão e (re)existência? Como a música popular dialoga com os meios de comunicação massivos e digitais, tensionando fronteiras entre a tradição, a indústria contemporânea do entretenimento e as manifestações contra-hegemônicas? Quais técnicas e tecnologias têm sido utilizadas para impulsionar a circulação da música produzida por indivíduos ou grupos historicamente subalternizados? De que maneira as culturas populares se manifestam simbolicamente na indústria da música?

O presente dossiê busca reunir pesquisas que investiguem a música como um fenômeno folkcomunicacional, estético, político, econômico e cultural multifacetado. A proposta, centrada nas articulações entre a folkcomunicação e as abordagens epistemológicas do campo da música e das culturas populares, pretende ampliar as reflexões acerca das(os) agentes folkcomunicacionais no cenário musical, bem como de suas dinâmicas, conteúdos, processos criativos e estratégias, observando, ainda, a ressignificação dos circuitos midiáticos, das plataformas digitais, da geopolítica e da indústria cultural.

Entendida como linguagem diversional, de mediação e de vínculo comunitário, a música popular opera no entrecruzamento entre a memória coletiva, a oralidade e os processos de midiatização. O dossiê convida, portanto, pesquisadoras(es) a submeterem trabalhos que explorem esse entrecruzamento a partir de dinâmicas de criação, produção, circulação, recepção, consumo e performance das manifestações musicais populares.

Nesse âmbito, a noção de folkcomunicação – cultura popular como mídia de indivíduos e grupos socialmente marginalizados (Beltrão, 2001) – se articula com os estudos de cenas musicais, territorialidades, experiências de escuta, audiovisualidades, corporeidades e práticas de entretenimento. O dossiê acolhe reflexões que analisem desde festas rituais e poéticas orais tradicionais (como o cordel cantado, o samba de roda, o lundu, o maracatu, o ponto de terreiro) até hibridismos sonoros urbanos e periféricos (a exemplo do funk, do brega, do hip-hop, do reggae/sound system e do carimbó eletrônico) em suas dimensões estético-políticas.

O escopo da chamada contempla investigações abrangendo os seguintes eixos temáticos:

– Expressões musicais e poéticas orais como elementos folkcomunicacionais: rituais, festividades, cantos de trabalho e sonoridades das culturas tradicionais e comunitárias;

– Interfaces híbridas da música: relações com demais expressões culturais como o design, a pintura e as artes visuais entre espaços periféricos  e populares;

– Folkmídia e estudos do som: relações sensíveis entre som, ambiências e percursos de escuta.

– Folkmídia e indústria do entretenimento: apropriações midiáticas do folclore e da música popular; tensões entre a cultura de massa e as identidades locais;

– Cenas musicais, territorialidades e performances: a dimensão corpórea e espacial da música popular na construção de identidades de gênero, raça, etnia e classe;

– Folkcomunicação digital e sonoridades periféricas: circulação da música popular em plataformas digitais; novas dinâmicas de produção, distribuição, consumo e ativismo midiático;

– Memória, escuta e mediações: o papel da música na preservação do patrimônio imaterial, na memória intergeracional e na produção de narrativas de resistência.

Submissões

Os artigos podem ser submetidos até o dia 01 de outubro pelo sistema on-line da revista.

Os textos, de 30 mil a 42 mil caracteres (com espaços), devem conter resumo em português, inglês e espanhol (entre 5 e 10 linhas), além de três a cinco palavras-chave que expressem os conceitos centrais do manuscrito. A formatação dos trabalhos deve seguir rigorosamente o template disponível nas diretrizes às/aos autoras(es) no site da Revista.

A RIF recebe também artigos sobre temas gerais, entrevistas, ensaios fotográficos e resenhas relacionados à folkcomunicação e à cultura popular em fluxo contínuo.

Sobre a RIF

A Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF) é uma publicação semestral editada pelo Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação (Rede Folkcom). A revista recebe contribuições nos formatos de artigo, resenha, entrevista e ensaio fotográfico diretamente pelo site.

Acompanhe a RIF nas redes sociais: @revistafolkcom

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