Formatura do projeto Coletivizando Parto Humanizado celebra capacitação e geração de renda

Iniciativa da Associação das Mulheres dos Campos Gerais uniu capacitação profissional em costura, apoio ao parto e doação de kits produzidos pelas próprias alunas

por Leonardo Correia 

No último sábado (15), ocorreu a cerimônia de formatura das integrantes do projeto Coletivizando Parto Humanizado, às 16 horas, no Centro Social Casa do Piá. O projeto oferece formação gratuita para gestantes e mulheres, com atividades voltadas ao cuidado, ao conhecimento e à geração de renda solidária. 

Como parte da formação, as integrantes participaram de oficinas de costura realizadas às terças e quintas-feiras, das 13h30 às 16 horas, na Casa do Piá. Durante o período de atividades, foram confeccionados 80 kits destinados ao projeto. Na cerimônia de formatura, 17 desses kits foram entregues a mães em situação de vulnerabilidade social. 

O projeto é uma realização da Associação das Mulheres dos Campos Gerais, com apoio da Fundação Banco do Brasil. A proposta busca unir a formação das participantes à produção de materiais que possam beneficiar outras mulheres. 

A vulnerabilidade social ainda é um desafio para muitas mães em Ponta Grossa, tornando ações de acolhimento fundamentais.

Para a idealizadora do projeto e presidenta da Associação das Mulheres dos Campos Gerais (AUMCG), Andrea Marques Ribeiro, a formatura representa a concretização de uma iniciativa que começou como um projeto e foi construída ao longo das atividades “Eu acho que foi um sonho realizado. Parece clichê, mas de fato, a gente colocou no papel, não tinha nem noção de como as coisas seriam, mas tinha um sentimento daquilo que nós queríamos. E hoje foi a concretização de tudo isso”, afirma. 

Além da formação profissional, Andrea destaca que a iniciativa também busca estimular a união e a organização coletiva entre as mulheres. “Não são só números. São corações vivendo uma vida e a gente espera que isso desperte nelas e comecem a observar essa questão da organização, do coletivo de mulheres, do movimento de mulheres, que é preciso lutar, que é preciso estar forte”, destaca. 

Uma das formandas, Crislaine de Matos Lacerda, conta que já tinha interesse pela costura por trabalhar com dança e ter vontade de confeccionar os próprios figurinos. Ela afirma que, apesar de nunca ter utilizado uma máquina de costura, encontrou no projeto uma oportunidade para aprender. “Eu lido com dança, então eu queria aprender um pouco de costura para fazer figurino, essas coisas. Eu sempre tive essa curiosidade, gostei bastante do curso”, relata. 

Para Crislaine, a convivência com as demais participantes e o acompanhamento durante as oficinas também fizeram parte da experiência. “As pessoas foram muito receptivas com a gente, a instrutora foi muito atenciosa, muito carinhosa, desde eu, no meu caso, que não sabia nem mexer em nada, nunca tinha ligado uma máquina. Para mim foi realmente de grande valor”, conta. 

O aprendizado da costura virou ferramenta de autonomia e solidariedade para as formandas do projeto.

A idealizadora do projeto também ressalta a importância do fortalecimento entre mulheres para a defesa de direitos. Segundo Andrea, a organização coletiva pode contribuir para evitar retrocessos e para a construção de uma sociedade mais igualitária. “É importante, lá no fundo, a gente estar unido, a gente estar se fortalecendo, uma reconhecendo a outra, uma dando apoio à outra, para a gente não ter retrocesso nos nossos direitos”, afirma. 

A equipe ELOS  realizou a cobertura do lançamento do projeto Coletivizando Parto Humanizado  em 24 de outubro de 2025

 

Para saber mais clique [AQUI]

 

Com a conclusão das oficinas e a formatura das participantes, o projeto encerra uma etapa de formação que uniu aprendizado, produção coletiva e solidariedade. As novas datas das oficinas serão divulgadas posteriormente no Instagram da Associação das Mulheres dos Campos Gerais.

 

Skip to content