Estudantes passaram parte do ano letivo em outras instituições devido aos danos causados pelas fortes chuvas de setembro de 2025
por Leonardo Correia
Na primeira semana de agosto, estudantes e professores da Escola Municipal Dr. José Pinto Rosas, localizada no Núcleo Bonsucesso, retomaram suas atividades após a interdição da unidade, causada pelos danos provocados pelas fortes chuvas de setembro do ano passado. O temporal danificou os telhados do prédio principal e da quadra de esportes, deixando a escola sem condições de funcionamento.
A situação foi denunciada pela equipe do ELOS em reportagem publicada em 9 de abril deste ano, que abordou os danos causados pelo temporal, a demora no início das obras e o período em que os estudantes precisaram ser remanejados para outras instituições.
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Para a auxiliar de limpeza Jaqueline Haas, mãe de um aluno de oito anos do 3º ano do Ensino Fundamental, o período longe da escola foi difícil para o filho, principalmente por causa do deslocamento. “Foi complicado esse período por causa do ônibus. Aí tinha que embarcar no ônibus que atravessava a BR, a gente ficava preocupada com as crianças longe”, relata. Com o retorno à escola, Jaqueline avalia que a situação melhorou e afirma que o filho ficou feliz em voltar para a unidade. “Pelo que a gente vê, a mudança ficou boa. Meu filho ficou feliz de voltar para cá”.
Para Marli Aparecida Camargo, avó de dois alunos, de sete e oito anos, o período de transferência também foi difícil e demorado. Segundo ela, durante quase um ano, a família não conseguia visitar a escola e acompanhava a situação dos estudantes apenas pelos relatos das crianças. “Foi ruim porque, colocando eles em ônibus, em uma escola mais longe, não conseguimos ir na escola nenhuma vez durante quase um ano. Só sabemos como eles estavam pelo que eles contavam”, diz.
Marli também relata que a previsão inicial era de que os estudantes retornassem à escola no início do ano seguinte, mas a permanência na unidade para a qual foram transferidos se estendeu por mais meses. “No início era para logo no ano seguinte e eles ficaram mais meio ano indo para lá ainda. Então, foi um processo bem demorado”, revela.
Durante a interdição da escola, a Prefeitura remanejou os estudantes para duas instituições. Enquanto as crianças da Educação Infantil foram transferidas para o CMEI Padre Ezequiel Belchior, logo em frente à unidade original, os demais alunos passaram a frequentar a Escola Municipal Frederico Constante Degraf, no bairro Sabará. Os estudantes percorreram por ônibus e vans um trajeto de 4,1 quilômetros, trajeto de aproximadamente uma hora de duração que incluía trechos da BR-373, que liga Ponta Grossa a Prudentópolis.
