Coluna

13 de Maio e a falácia de igualdade racial

Neste ano completam 133 anos a Lei Áurea no Brasil, e a romantização das  mãos brancas que deram “liberdade” para negros e negras. Deve-se ressaltar e  marcar bem as aspas na palavra liberdade, pois se deveria chamar pseudo liberdade. Ainda sentimos na pele, na essência e na alma os açoites de uma  sociedade escravocrata, e assim, a figura do Capataz evoluiu na figura do Estado.   Ainda temos que superar a Escravidão, e parar de ver as favelas como  uma Nova Senzala, pois não é somente o lugar onde negros e negras dormem  após servirem em subempregos para uma elite branca, mas um lugar rico de  cultura, talentos e vivências. Devemos superar também a figura do Estado  como Capataz, pois o Estado deveria ser democrático e de diretos.   Porém, o Estado, principalmente no papel da policia, assassina negros e  negras principalmente nas favelas e comunidades pobres, e assim vemos  casos como... Continue reading

A IMPORTÂNCIA DOS CENSOS

O Brasil é um país imenso e  também um dos mais populosos do Mundo. Por ter mais de oito milhões de quilômetros quadrados é chamado de país-continente. O Brasil corresponde a quase metade da América do Sul. Um país tão grande acaba sendo muito diverso! São cinco grandes regiões geográficas: Norte; Nordeste; Centro-Oeste; Sudeste; Sul.  A diversidade histórica e geográfica é inegável e gerou uma diferenciação econômica, cultural e social muito significativa. Por tudo isso, o Brasil também é chamado de país de contrastes, principalmente em virtude da imensa desigualdade social que é expressa por manter lado a lado muita riqueza nas mãos de poucos cidadãos e imensa pobreza atingido milhões de brasileiros.  Portanto, a questão que se coloca é como administrar um país tão grande, populoso, diverso e desigual? Para isso, a primeira opção que se tem é buscar conhecer, da forma mais ampla possível, o país.  A par... Continue reading

Mulheres e Pandemia

“Tem mulher apanhando em casa. Por que isso? Em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão. Como é que acaba com isso? Tem que trabalhar, meu Deus do céu. É crime trabalhar?”. Essa fala absurda é do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) em declaração dada à jornalistas no dia 29 de março de 2020 após voltar de um tour pela cidade de Brasília. O presidente aproveitou a divulgação dos dedos do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos a respeito do aumento de denúncias de violência contra a mulher durante a pandemia para criticar o isolamento social como medida de combate ao COVID-19.  Ainda que absurda, a ideia de relacionar a violência doméstica às privações que vivenciamos por causa do coronavírus, não é exclusividade do palácio do planalto. René Simões, ex-treinador da seleção brasileira de futebol feminino, em entrevista à Rádio Central, de Campinas, ... Continue reading

Sementes da realeza negra

Todo descendente de negros que mora no Brasil alguma vez na vida já disse a seguinte frase: “sou descendente de escravos”. Porém, esse tipo de fala nem sempre é positiva, já que ela continua colocando o negro e a negra em papéis inferiores dentro das relações sociais de nosso país. Continuamos satisfeitos com a naturalização de alguns cenários que deveriam incomodar e nos deixar tristes, como por exemplo, universidades, restaurantes, judiciário, poderes executivo e legislativo federal ao municipal com presença da maioria branca. Sabemos que nossa cultura advém de civilizações européias, indígenas e negras, mas ter o mínimo de negros nestes espaços seria como viver o Apartheid sul-africano ou as Leis Jim Crow estadunidense. Não somente necessitamos incorporar o espírito de resistência de Nelson Mandela, Martin Luther King Jr. ou de Rosa Parks que ousaram a lutar, sonhar e até o simples ato de sentar-se em um lugar de branco,... Continue reading

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