Passeata leva servidores municipais às ruas em Ponta Grossa após repressão à greve por parte da Prefeitura

Ato reuniu mais de 70 servidores municipais, que reivindicam reajuste da data-base e aumento no vale-alimentação

Por Leonardo Correia e Malu Dip

Foto: Kamille Vidal

 

Na última quinta-feira (21), ocorreu a caminhada em defesa aos servidores municipais, organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Ponta Grossa (SindServ-PG). A concentração teve início às 17h na praça Barão do Guaraúna e partiu às 18h30 com destino ao Parque Ambiental.

O ato ainda é parte dos protestos relacionados ao dia 4 de maio de 2026, intitulado pelos próprios servidores públicos como “Dia do Silêncio”. Na data, os servidores e servidoras iniciaram uma greve ao reivindicar o aumento nos valores da data base e vale alimentação.

A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa impediu a categoria de continuar a greve ao processar o SindServ e ameaçar corte de salário a todos os servidores que participaram da greve. Contudo, de acordo com a Lei Federal nº 7.783/1989, a greve é um direito assegurado aos trabalhadores.

Para entender os detalhes jurídicos dessa disputa e conferir o cronograma completo das manifestações, leia a matéria produzida pela equipe do Elos clicando [AQUI] 

 

Segundo o advogado do SindServ-PG, Anderson de Souza, o judiciário se precipitou na decisão. “O nosso entendimento jurídico é de que o judiciário, infelizmente, foi exagerado na decisão. De fato, a greve poderia ter sido exercida como um direito, pela instituição, porque todos os passos legais foram seguidos. No entanto, o entendimento inicial da justiça, para deferir a liminar, ouviu somente o município. Então, em razão disso, ele acabou deferindo a liminar e suspendendo a greve”, afirma Souza.

Mais de 70 servidores participaram da passeata, que contou com carros de som, faixas e cartazes com frases que registram a indignação da categoria. A professora do Infantil 4, no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Augusto Canto, Renata Aparecida Xavier, esteve presente na caminhada e expôs a indignação da categoria. “A prefeita simplesmente ignorou as nossas pautas e para piorar, tirou o nosso direito constitucional de greve”, declarou. 

De acordo com o advogado Anderson de Souza, o processo continua. “Nós já recorremos e agora aguardamos o resultado final. Infelizmente, como se trata de um processo, não tem prazo. Esse é o maior problema”, ressalta. 

O presidente do Sindicato, Luiz Eduardo Pleis, encerrou o ato dizendo, “É o começo de uma caminhada que não sabemos o final, mas em que iremos incomodar ela [a prefeita Elizabeth Schmidt] até o fim!”, declarou, Pleis. 

 

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