A professora Drª. Karina Janz Woitowicz, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJor) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), teve seu artigo “Journalism in times of dictatorship: Feminist resistance in the alternative press in the 70s and 80s in Brazil” publicado na renomada revista internacional Journalism, da Sage Publications, considerada uma das mais importantes na área de estudos em Jornalismo em contexto global.
O artigo trata do papel do movimento feminista na resistência à ditadura militar no Brasil entre os anos de 1970 e 1980, com o objetivo de registrar a história da imprensa alternativa no país e identificar o papel da imprensa feminista na defesa dos direitos das mulheres. Para desenvolver sua pesquisa, Woitowicz analisou 19 jornais feministas que atuaram em diferentes fases do período considerado, dos quais seis foram selecionados para identificar características específicas da imprensa alternativa. “Temos um momento em que essa imprensa começa a trabalhar algumas demandas específicas das mulheres, como por exemplo, o movimento de mulheres negras, com a representatividade dessas lutas que são conjugadas; do movimento lésbico, mostrando que essa imprensa foi bastante diversa e procurou trabalhar as demandas das mulheres na sua pluralidade”, relata a professora.
Os resultados da pesquisa revelam, além da ampla diversidade de temas, limitações quanto ao modo de produção jornalística e a ligação com grupos e organizações feministas, contribuindo para o reconhecimento do legado dos jornais feministas para os processos de organização e fortalecimento do feminismo no país.
O trabalho é resultado do projeto “Mulheres de Luta: feminismo e esquerdas no Brasil (1964-1985)”, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e contou com o apoio da CAPES, do Ministério da Educação (MEC), em seu desenvolvimento. O artigo foi publicado pela Revista Journalism no final de 2025. “Eu fiquei bastante satisfeita com essa oportunidade para que, com o alcance que a revista tem, esse tema possa ser mais conhecido, reconhecido e que a gente possa também revisitar a ditadura no país com essa ênfase no papel que o jornalismo e o jornalismo praticado pelo movimento feminista teve nas lutas contra o autoritarismo”, celebra Woitowicz.
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