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Mestranda investiga como as(os) jornalistas negras(os) e quilombolas exercem suas atividades e enfrentam o racismo

Dissertação de mestrado do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UEPG busca identificar e avaliar como jornalistas e comunicadoras(es) que se autodeclaram negras(os) e quilombolas se amparam na cultura e tecnologia ancestral para combater o racismo que os atravessa e desenvolver suas práticas profissionais. Para mapear esse perfil no país, e também localizar os e as agentes de comunicação popular, a mestranda em jornalismo Elaine Barcellos de Araújo criou um questionário online. A ideia é divulgar a ferramenta entre grupos de pesquisadoras(es) negras(os), ativistas sociais, organizações e agências de notícias negras, a fim de obter um levantamento preliminar, com características sociodemográficas e da cultura midiática atual, considerando a atuação desses profissionais.

Os dados coletados pelo questionário serão utilizados exclusivamente para fins de estudo acadêmico. Por isso, nenhuma informação será compartilhada de forma que possa identificar o(a) respondente ou expor as respostas em outras circunstâncias ou fins. A partir dos dados apurados e analisados, a mestranda irá subsidiar uma etapa posterior do trabalho, em que será contatada uma amostra do público-alvo para entrevistas em profundidade.

Por isso, se você for jornalista ou agente de comunicação popular, preta(o) ou parda(o), participe da pesquisa acessando o link do questionário
 https://forms.gle/HaceLkqt2tNaJXqMA 

“Como jornalista e pesquisadora negra entendo que é importante investigar quem são e em quais territórios estão os e as colegas quilombolas no Brasil, em quais circunstâncias estão produzindo notícias”, revela Elaine. A jornalista busca saber quais produtos noticiosos estão sendo desenvolvidos, além de entender em quais cenários e enfrentamentos esses profissionais atuam, existem e resistem. “Para isso, é preciso voltar o olhar para a realidade prática desse público e ver como a academia pode contribuir de forma efetiva na formação de novos profissionais com consciência de raça, classe e de gênero mais aguçada, a fim de manter o jornalismo ao lado dos direitos humanos e promover o acesso à informação de qualidade”, destaca a mestranda.

Elaine lembra que os processos de apagamento impostos pelo racismo atravessam a indústria midiática, em decorrência de uma herança colonialista, mas que precisa ser quebrada por iniciativas tanto na área acadêmica quanto no mercado de trabalho.

Quem pode participar
* Jornalistas que se autodeclaram pretas(os) e pardas(os)
* Agentes de comunicação popular negroas(as)

A participação leva de 10 a 12 minutos
*A participação é sigilosa

Sua participação é muito importante para ampliar a compreensão sobre vivências negras
e quilombolas de jornalistas e comunicadores(as) no país.

Link do questionário:
https://forms.gle/veJafe4m9NRqMMa9A 

Participe e compartilhe com os e as colegas que atendem a este perfil. Os dados coletados serão tratados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (13.709/2018) e a Lei 14.874/2024, que dispõe sobre a pesquisa com seres humanos.

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