UEPG integra rede de pesquisas com universidades da Polônia

UEPG integra rede de pesquisas com universidades da Polônia

UEPG integra rede de pesquisas com universidades da Polônia

Unir tecnologia, cultura, arqueologia e história com internacionalização: esse é o objetivo da Estação Científica Paraná-Polônia. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participa da rede de universidades, formada ainda pela Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Federal do Paraná (UFPR) no Brasil e pelas Universidades de Varsóvia e Gdansk na Polônia. Nessa quarta-feira (06), uma comitiva formada pelo reitor e por pesquisadores da Universidade de Varsóvia veio à UEPG para assinar um memorando de entendimento.

Integram a comitiva o reitor da Universidade de Varsóvia (UW), professor Alojzy Nowak; o diretor do Centro de Estudos Andinos da UW, professor Mariusz Ziólkowski; e o chanceler da UW, Robert Gray. “O Brasil é um país imenso, com um futuro brilhante por conta das pessoas, dos recursos naturais e da forma de abordar o desenvolvimento mundial, principalmente através da cooperação forte com universidades europeias”, destacou o reitor Nowak. “Através desse tipo de cooperação, podemos explicar muitas coisas para a sociedade, com o trabalho de boas universidades”.

“A visita do reitor da Universidade de Varsóvia e dos seus professores relacionados à área de internacionalização à cidade de Ponta Grossa primeiro estreita relações com o país, que tem uma presença muito forte no Paraná. Também abre possibilidades de mobilidade acadêmica com a Universidade de Varsóvia, que está entre as melhores do mundo”, enfatizou o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto. “Tudo isso demonstra uma maturidade da internacionalização da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que, entre as estaduais do Paraná, é a que está em primeiro lugar em rankings internacionais”. O reitor destacou ainda a importância da participação dos professores e professoras da UEPG nos eventos, com interesse na aproximação entre os dois países.

O coordenador institucional do projeto, professor João Irineu Miranda, explica que esta etapa da colaboração entre as universidades prevê uma expedição que terá o objetivo de identificar sítios arqueológicos e antigas missões jesuíticas em locais interligados pelo Caminho do Peabiru, utilizando uma tecnologia chamada Lidar (Light Detection and Ranging, ou “detecção e alcance por luz”). A expedição já tem início definido: por Ortigueira.

A partir da experiência bem sucedida de décadas do professor Mariusz Ziólkowsk, arqueólogo de renome internacional, a ideia é trabalhar com vestígios e escavações no Paraná. “O professor coordena uma equipe completa de profissionais que atua principalmente no Peru, na descoberta, estudo e preservação de bens do patrimônio cultural ligado ao Império Inca e às diversas culturas andinas”, conta João Irineu. “Em visita ao Paraná, em dezembro do ano passado, o professor ofereceu sua equipe e seus equipamentos de última geração para desenvolver estudos no Paraná relacionados às Reduções Jesuíticas e ao Caminho de Peabiru”. Dentre outros, são equipamentos como o drone com o sistema Lidar, que permite detectar estruturas, assentamentos e modificações na paisagem que estão escondidas sob a vegetação ou embaixo da Terra; e os scanners de fotogranulometria, que permitem identificar pinturas rupestres em diferentes camadas em recintos de caverna.

Na UEPG, vão participar dessa pesquisa o Museu de Ciências Naturais (MCN), para a parte arqueológica, e o Complexo de Laboratórios Multiusuário (C-Labmu), para biotecnologia. “Estamos conseguindo desenvolver novas áreas de conhecimento que ainda não existiam na UEPG”, comemora o diretor do MCN, professor Antonio Liccardo. “Nós temos uma uma investigação em andamento em Ortigueira, com indícios do Caminho do Peabiru, e essa tecnologia vai trazer muitas possibilidades de futuros trabalhos. Acho que vai ser uma uma coisa muito boa para a UEPG”.

Como uma universidade que investe em internacionalização e se destaca nos rankings nesse quesito, para a UEPG é mais uma oportunidade de projetos e ações em parceria. “Para nós, da pesquisa e da pós-graduação da UEPG, é uma grande satisfação sempre receber professores estrangeiros e notadamente receber aqui o reitor da Universidade de Varsóvia, com um pesquisador que já tem relações com a América Latina”, enalteceu o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Renê Hellman. “A iniciativa aqui é justamente estabelecer esse contato com os nossos pesquisadores, a fim de viabilizar o aprofundamento dessa relação e para possibilitar que os nossos programas de pós-graduação possam ampliar suas ações de internacionalização e oferecer alternativas, inclusive para os nossos estudantes, de empreenderem pesquisas junto à universidades de destaque no mundo, como é a Universidade de Varsóvia”.

Texto: Aline Jasper, com colaboração de Gabriel Ribeiro | Fotos: Aline Jasper e Gabriel Ribeiro




































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