Produções Bibliográficas
2020
https://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/2455
Esta dissertação foi desenvolvida a partir da seguinte questão norteadora: Quais são as concepções e práticas de autoavaliação institucional dos gestores escolares (diretores e equipe pedagógica) de escolas públicas municipais da cidade de Ponta Grossa/PR? Buscando responder o problema proposto, foi definido o seguinte objetivo geral: analisar as concepções e práticas dos gestores escolares (diretores e equipe pedagógica) de escolas públicas municipais de Ponta Grossa/PR. sobre autoavaliação institucional da escola. Para analisar e compreender as concepções e práticas de avaliação educacional e autoavaliação institucional da escola identificadas pelos gestores investigados, optou-se pela pesquisa de abordagem qualitativa, em uma perspectiva dialético-crítica. Os procedimentos metodológicos foram análise documental, questionário e metodologia do discurso do sujeito coletivo (DSC). Os gestores de dezesseis escolas públicas foram os sujeitos participantes, sendo doze diretoras e doze pedagogas. A dissertação está organizada em três capítulos, além da introdução e das considerações finais. No primeiro apresenta-se o percurso metodológico da pesquisa fundamentado em Moreira e Caleffe (2008) e Chizzotti (2001, 2003). Apresentam-se a opção metodológica, os procedimentos de coleta de dados, análise documental, questionário, e a metodologia de análise de dados do discurso do sujeito coletivo; o campo e sujeitos da pesquisa, as questões éticas, a revisão de literatura e a análise estrutural dos resumos das produções acadêmicas com o software Iramuteq. O segundo capítulo traz os pressupostos teóricos da avaliação educacional e da autoavaliação institucional da escola em diálogo com Scriven (1991); Casali (2007); Rodrigues (1994); Cappelletti (2002); Afonso (2003); Dourado e Oliveira (2009); Climaco (2011); Sordi (2012); Santos Guerra (2003); Rodrigues e Moreira (2014); Alves e Teixeira (2009); Nóvoa (1992); Simons (1999); Brandalise (2010), Dias Sobrinho (1995); Alaiz, Góis e Gonçalves (2003), entre outros. O terceiro capítulo apresenta a análise dos dados coletados por meio dos documentos das escolas e questionários respondidos pelos gestores. A análise dos resultados da pesquisa revela que as concepções e práticas de autoavaliação institucional dos gestores escolares é aquela desenvolvida pela própria escola, de forma coletiva e participativa, contemplando dimensões administrativas, pedagógicas, estruturais e relacionais, com forte orientação formativa, pedagógica e processual. A autoavaliação institucional da escola não é realizada de forma sistematizada devido ao desconhecimento sobre esse domínio da avaliação educacional pelos gestores escolares, razão pela qual reconheceram a necessidade de formação contínua para toda comunidade escolar.
2018
O presente trabalho teve como objetivo analisar as possíveis contribuições da metodologia da
resolução de problemas para o Ensino de Estatística, na Educação de Jovens e Adultos – EJA,
voltadas ao Ensino de Matemática no Ensino Médio. Ele foi desenvolvido a partir da seguinte
questão norteadora: Em que medida a metodologia da resolução de problemas pode contribuir
para o Ensino de Estatística, no Ensino Médio, na modalidade da EJA? A pesquisa
qualitativa, do tipo aplicada, foi desenvolvida em 2017 em duas turmas da EJA, de Ensino
Médio, em um colégio público estadual do município de Ponta Grossa, Paraná. Os
procedimentos de coleta de dados foram: análise documental, questionário, registros em
diário de campo e observação. A metodologia da pesquisa foi fundamentada em: Moreira e
Caleffe (2008), Chizzotti (2003), Moraes e Galiazzi (2016) e Pereira (2017).O referencial
teórico foi construído em diálogo com os seguintes autores da Educação Estatística: Lopes
(2010a, 2010b), Silva (2013b), Cazorla (2010), Nacarato e Lopes (2005), Brasil (2002a,
2000d, 2006b, 2012), Paraná (2012), dentre outros. A fundamentação teórica sobre resolução
de problemas em matemática apoia-se em Paiva e Rêgo (2010), Zuffi e Onuchic (2007), Polya
(1995), Onuchic (1999), Van de Walle (2009), dentre outros. Quanto a EJA foram analisados
os seguintes documentos: Brasil (2000a, 2000b, 2000c, 2006), Paraná (2006). Primeiramente
foi aplicado um questionário para levantar o perfil sócio-educacional dos alunos da EJA. Uma
Sequência de Ensino – SE foi elaborada com base no referencial teórico contendo os
seguintes conteúdos: a) dado estatístico; b) variáveis qualitativas e quantitativas; c) coleta e
organização de dados estatísticos secundários; d) representação tabular: tabelas simples, de
dupla entrada; e) análise de gráficos; f) medidas de tendência central: média aritmética, moda
e mediana e a metodologia da resolução de problemas proposta por Onuchic (1999)
fundamentou a sua elaboração.Durante a realização das atividades das SE foi possível
perceber o interesse e motivação dos alunos para realização das atividades contribuindo para a
aprendizagem dos conteúdos propostos. A metodologia da resolução de problemas, utilizada
nas SE, proporcionou liberdade aos alunos para construírem os argumentos e as respostas das
atividades propostas, o que pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia e
criticidade dos estudantes. Os resultados da pesquisa indicam que a formalização dos
conceitos pelo professor é de extrema relevância, porque juntos, professor e alunos discutem
as tentativas de resolução do problema proposto. Conclui-se que a metodologia da resolução
de problemas é uma das possibilidades que o professor de matemática tem para o
desenvolvimento dos processos de ensino e de aprendizagem dos conteúdos curriculares,
envolvendo os alunos na construção do conhecimento matemático e estatístico. Devido à
especificidade da EJA, cabe ao professor fazer as escolhas mais adequadas ao contexto em
que atua. Por isso, acredita-se que a pesquisa desenvolvida pode ser relevante para os
professores e gestores da EJA, assim como os pesquisadores em Educação Matemática, em
especial sobre o ensino de Estatística.
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos – EJA. Educação Estatística. Ensino Médio.
Estatística. Metodologia da Resolução de Problemas.
BRANDALISE, M.A.T; LARA, V. A. Avaliação da aprendizagem: dilemas e perspectivas da atuação docente na escola em ciclo. In: PEREIRA, A. L., GABRIEL, F.A., FREIRE, L. I. F., MENDES, T. C. Possíveis caminhos na formação de professores: articulando reflexões, práticas e saberes. Editora Multifoco : Rio de Janeiro, 2017, v.1, p. 343-370.
Auto-avaliação de escolas: processo construído coletivamente nas instituições escolares
https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/10003
Diferentes perspectivas sobre a avaliação das instituições escolares vêm sendo analisadas e debatidas tanto no contexto brasileiro como no plano internacional. Trata-se de utilizar como objeto de estudo a escola e a avaliação que nela e dela se faz. Partindo-se da premissa que a avaliação interna da escola como processo coletivo não constitui ainda uma prática na grande maioria das instituições escolares e que é escassa a produção científica sobre essa problemática, em especial na literatura brasileira, propôs-se esta pesquisa, cujo propósito é construir um processo de auto-avaliação institucional significativa e efetiva para a escola básica. Procura-se responder à seguinte questão norteadora: como construir um processo de autoavaliação institucional na escola básica, disponibilizando-se conceitos, procedimentos e instrumentos analíticos inovadores e voltados ao desenvolvimento institucional? A pesquisa teve como espaço/sujeitos da investigação professores, funcionários e pais de uma escola que oferta a Educação Básica, nas modalidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental, localizada em município paranaense. O primeiro capítulo traz a fundamentação teórica sobre avaliação educacional, abordando a centralidade da discussão na contemporaneidade: a presença do Estado Avaliador e suas conseqüências, e as relações entre escola, currículo e avaliação. Para aprofundar o entendimento das concepções de avaliação educacional e suas relações com os contextos sociais, políticos e econômicos, aborda-se no segundo capítulo a evolução das concepções de avaliação, os espaços epistemológicos nos quais as investigações avaliativas se assentam e a importância da coerência no desenvolvimento da avaliação da e na escola. No terceiro capítulo reflete-se sobre os pressupostos teórico-práticos de um processo de auto-avaliação da escola construído coletivamente. A pesquisa-ação institucional, opção metodológica adotada, e os procedimentos da análise documental, do diário de pesquisa, do grupo focal e o questionário compõem o quarto capítulo. Para a apresentação das respostas das questões fechadas dos questionários, os dados foram tabulados e organizados em tabelas e gráficos. As respostas das questões abertas e das discussões transcritas dos grupos focais basearam-se no software qualiquantisoft, programa desenvolvido para o procedimento metodológico do Discurso do Sujeito Coletivo DSC, que possibilitou a construção de uma série de discursos sínteses que compõem o quinto capítulo. Apresentados e analisados à luz do referencial teórico, tais discursos contribuem para a apreensão dos sentidos que os professores, pais, alunos e funcionários conferem às ações educativas ao avaliarem a escola, possibilitando assim a construção coletiva de um conhecimento acerca da auto-avaliação. Finalmente, a pesquisa confirma que a auto-avaliação pode ser desenvolvida coletivamente nas instituições escolares, desde que assentada numa postura dialético-crítica, tendo pessoas da comunidade escolar como sujeitos dessa ação. Por um lado, acredita-se que o trabalho poderá contribuir para explicitar a complexidade que envolve a construção de um processo de autoavaliação da escola; por outro, que ele permitirá apontar caminhos para a construção de uma nova cultura de avaliação nos espaços escolares, capaz de viabilizar tanto o desenvolvimento profissional quanto o institucional: a autoavaliação da escola como processo construído coletivamente nas instituições escolares
Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo discutir as representações de professores e equipes de gestão a respeito das contribuições dos usos dos resultados do programa AvaliAção para a organização do trabalho pedagógico no cotidiano das escolas. O referencial teórico-metodológico envolveu as contribuições de Henri Lefebvre (1981, 1983, 2001) relacionadas ao conceito de representações, bem como as de autores que abordam a avaliação em larga escala no contexto educacional: Bauer et al. (2015, 2017), Silva, Gimenes e Moriconi et al. (2013), Sousa (2010, 2013), Vianna (2003), Werle (2010), dentre outros. A pesquisa configura-se como qualitativa e utilizou-se como procedimentos metodológicos a análise documental para caracterização das escolas pesquisadas e entrevistas semiestruturadas com professores, equipes de gestão escolar e equipe do comitê de avaliação do programa AvaliAção da Secretaria Municipal de Educação de Ponta Grossa – Paraná. A análise das representações dos sujeitos envolvidos, articulada a dados obtidos em documentos, possibilitou identificar que o programa é utilizado em diferentes dimensões e grandezas como suporte para melhoria das atividades desenvolvidas na escola (formação contínua de professores e de coordenadores pedagógicos; acompanhamento das atividades pedagógicas na escola pela Secretaria Municipal de Educação, pela equipe de gestão escolar e pelos professores; trabalho sobre as dificuldades dos alunos de forma individual; autoavaliação do sistema de ensino e da escola). Contudo, a análise também sugere diversos limites intra e extraescolares para o uso pedagógico desses resultados. Avançar nas possibilidades de utilização mais efetiva dos resultados da avaliação (de qualquer tipo) para a melhoria do ensino e da aprendizagem é tarefa possível de ser trabalhada nas escolas e estimulada pelos sistemas de ensino e, ainda, em cursos de formação inicial de professores.
Autoavaliação institucional e suas articulações com a reformulação curricular de cursos de graduação
Este trabalho apresenta uma análise sobre o processo de autoavaliação institucional e suas articulações com a reformulação curricular dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da Universidade Estadual de Ponta Grossa-PR. O trabalho teve a seguinte questão norteadora: o processo de autoavaliação institucional contribui para a reformulação curricular dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da UEPG? Os objetivos foram: a) identificar os elementos que emergem da autoavaliação dos cursos de graduação para o processo de reformulação curricular; b) verificar se os resultados oriundos da autoavaliação dos cursos são objeto de reflexões, problematizações e ações no processo de reformulação curricular; c) estabelecer as possíveis relações entre a autoavaliação dos cursos de graduação e os processos de reformulação curricular. O campo de pesquisa foi a UEPG, mais especificamente, 08 cursos de graduação e os sujeitos participantes foram os coordenadores de colegiados dos mesmos e gestores institucionais. A pesquisa foi realizada numa abordagem qualitativa, na qual utilizou-se o método da análise de conteúdo e os procedimentos escolhidos foram entrevista e análise documental. As entrevistas foram analisadas e, a partir delas foram delineadas 07 categorias empíricas: currículo avaliado, participação, processo coletivo da autoavaliação de cursos e da reformulação curricular, mobilização dos sujeitos: professores e alunos, papel do coordenador do curso de graduação, utilização dos resultados da autoavaliação de cursos de graduação, potencialidades e fragilidades da autoavaliação de cursos de graduação. O referencial teórico-metodológico foi construído em diálogo com autores de referência, tais como: como Dias Sobrinho (2000), (2003), (2008), (2010), Afonso (2009), Leite (2009), Saul (2010), Cappelletti (2012), (2010), Chizzotti (1991), (2009), Bardin (1977), Estrela & Rodrigues (1995), Polidori (2009), (2011), Lima (1997), (2015). Os resultados da pesquisa apontam que a autoavaliação institucional dos cursos de graduação contribuiu para a reformulação curricular dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da UEPG principalmente quanto às discussões e reflexões coletivas que oportunizou no âmbito dos cursos a respeito das necessidades, positividades e fragilidades referentes às disciplinas do curso, conteúdos, relação teoria e prática, processo de ensino, carga horária e questões voltadas à formação profissional do aluno. O processo autoavaliativo não se caracterizou pela linearidade e sim por um conjunto de ações marcadas por idas e vindas, avanços e recuos, conflitos e contradições que, de certa forma, são características próprias de um processo avaliativo realizado numa perspectiva participativa, envolvendo os sujeitos que a integraram.
| Autoavaliação institucional da escola: concepções e práticas dos gestores escolares |
Esta dissertação foi desenvolvida a partir da seguinte questão norteadora: Quais são as concepções e práticas de autoavaliação institucional dos gestores escolares (diretores e equipe pedagógica) de escolas públicas municipais da cidade de Ponta Grossa/PR? Buscando responder o problema proposto, foi definido o seguinte objetivo geral: analisar as concepções e práticas dos gestores escolares (diretores e equipe pedagógica) de escolas públicas municipais de Ponta Grossa/PR. sobre autoavaliação institucional da escola. Para analisar e compreender as concepções e práticas de avaliação educacional e autoavaliação institucional da escola identificadas pelos gestores investigados, optou-se pela pesquisa de abordagem qualitativa, em uma perspectiva dialético-crítica. Os procedimentos metodológicos foram análise documental, questionário e metodologia do discurso do sujeito coletivo (DSC). Os gestores de dezesseis escolas públicas foram os sujeitos participantes, sendo doze diretoras e doze pedagogas. A dissertação está organizada em três capítulos, além da introdução e das considerações finais. No primeiro apresenta-se o percurso metodológico da pesquisa fundamentado em Moreira e Caleffe (2008) e Chizzotti (2001, 2003). Apresentam-se a opção metodológica, os procedimentos de coleta de dados, análise documental, questionário, e a metodologia de análise de dados do discurso do sujeito coletivo; o campo e sujeitos da pesquisa, as questões éticas, a revisão de literatura e a análise estrutural dos resumos das produções acadêmicas com o software Iramuteq. O segundo capítulo traz os pressupostos teóricos da avaliação educacional e da autoavaliação institucional da escola em diálogo com Scriven (1991); Casali (2007); Rodrigues (1994); Cappelletti (2002); Afonso (2003); Dourado e Oliveira (2009); Climaco (2011); Sordi (2012); Santos Guerra (2003); Rodrigues e Moreira (2014); Alves e Teixeira (2009); Nóvoa (1992); Simons (1999); Brandalise (2010), Dias Sobrinho (1995); Alaiz, Góis e Gonçalves (2003), entre outros. O terceiro capítulo apresenta a análise dos dados coletados por meio dos documentos das escolas e questionários respondidos pelos gestores. A análise dos resultados da pesquisa revela que as concepções e práticas de autoavaliação institucional dos gestores escolares é aquela desenvolvida pela própria escola, de forma coletiva e participativa, contemplando dimensões administrativas, pedagógicas, estruturais e relacionais, com forte orientação formativa, pedagógica e processual. A autoavaliação institucional da escola não é realizada de forma sistematizada devido ao desconhecimento sobre esse domínio da avaliação educacional pelos gestores escolares, razão pela qual reconheceram a necessidade de formação contínua para toda comunidade escolar
Resumo: O objeto desta tese é a avaliação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, desenvolvido na Universidade Estadual de Ponta Grossa. O objetivo geral foi analisar a avaliação do PIBID realizada por egressos do programa atuantes na docência da Educação Básica, possibilitando identificar possíveis influências em sua atuação profissional. Os objetivos específicos foram: a) caracterizar o PIBID proposto pela CAPES para as Instituições de Ensino Superior brasileiras, em particular os projetos desenvolvidos na UEPG; b) investigar os significados da avaliação do PIBID atribuídos pelos licenciados egressos do Programa; c) discutir potencialidades e fragilidades do PIBID evidenciados nos resultados do processo avaliativo realizado com os licenciados egressos do Programa; d) apontar contribuições, perspectivas e desafios para o desenvolvimento de um programa de formação inicial de iniciação à docência, voltado à melhoria dos processos formativos na licenciatura e do ensino nas escolas; e) apresentar vantagens e limitações da avaliação de programas educacionais a partir dos egressos. A questão norteadora da pesquisa foi: Qual a avaliação que os licenciados egressos do PIBID fazem do Programa para sua formação inicial e profissão docente? A tese é de que os beneficiários egressos contribuem para a avaliação de programas educacionais, em particular o PIBID, evidenciando potencialidades, fragilidades e incoerências. Os pressupostos teóricos da avaliação educacional fundamentaram-se em Casali (2007), Guba e Lincoln (2011) e Rodrigues (1995). O referencial teórico sobre avaliação de programas educacionais dialoga com Afonso (2003, 2007) Cousins e Earl (1992), Draibe (2001), Fernandes (2009b, 2011), Vianna (1999, 2005, 2014) e Worthen, Sanders e Fitzpatrick (2004), entre outros. A pesquisa, partindo do método crítico-dialético, é de abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso avaliativo, adotou como procedimentos de coleta de dados a análise documental da legislação nacional sobre o PIBID, projetos e relatórios institucionais e de área do PIBID/UEPG; questionários e entrevistas com licenciados egressos no período de 2010 a 2015; e questionários com coordenadores institucionais e de áreas do Programa. Para a análise dos dados foram utilizados os procedimentos da análise de conteúdo de Bardin (2002). Na avaliação do Programa ficou evidente a relevância atribuída pelos egressos à inserção na escola, enquanto espaço ampliado à sua formação acadêmica para a compreensão da relação teoria-prática no exercício da docência. A participação no PIBID, segundo os egressos, contribuiu significativamente para sua formação e atuação docente. Na avaliação de diferentes dimensões do Programa, revelaram alto grau de satisfação com o PIBID e consideraram que os objetivos de motivação e permanência na docência foram atingidos, embora tenham apontado algumas fragilidades: falta de recursos; baixo valor da bolsa; em alguns casos, dificuldades de relação com as escolas e professores supervisores; e falta integração entre os subprojetos institucionais. A avaliação de programas educacionais é sempre desafiadora, e se intensifica ao propor realizá-la a partir dos egressos, pois envolve dificuldades de contato e de convencimento para participação. No entanto, a pesquisa aponta que a avaliação de programas educacionais centrada nos participantes é necessária para análise das contribuições e fragilidades, bem como para o aprimoramento do programa
Resumo: Esta pesquisa objetivou analisar informações contidas nas plataformas Devolutivas Pedagógicas e QEdu sobre os resultados da Prova Brasil/Saeb de Matemática do 5º ano do Ensino Fundamental, tendo como questão norteadora: Quais são as informações disponibilizadas na plataforma devolutivas pedagógicas e no portal QEdu sobre os resultados da Prova Brasil/Saeb de Matemática do 5º ano do Ensino Fundamental? Para desenvolver a pesquisa foram definidos os seguintes objetivos específicos: a) discutir os pressupostos teóricos da avaliação externa em larga escala; b) identificar, nos documentos oficiais, origem, concepção, objetivos e elementos constitutivos da Prova Brasil/Saeb; c) analisar os documentos da Prova Brasil/Saeb, em particular da área de Matemática; d) apresentar as plataformas Devolutivas Pedagógicas e o QEdu como possibilidades de acesso aos resultados da Prova Brasil em Matemática no 5º ano do Ensino Fundamental. A pesquisa qualitativa, do tipo documental, teve como fontes os documentos oficiais da Prova Brasil/Saeb e os disponibilizados online nas plataformas. A dissertação está estruturada em quatro capítulos. O primeiro trata da metodologia da pesquisa e revisão de literatura. Os pressupostos teóricos da avaliação em larga escala, enquanto um dos domínios de estudo da avaliação educacional compõem o segundo capítulo, o qual foi construído em diálogo com Afonso (2009, 2010) Fernandes (2008, 2009) Freitas (2009, 2013), Gatti (2011), Luckesi (2011), Sousa (2010), entre outros. O terceiro capítulo apresenta a contextualização do Sistema de Avaliação da Educação Básica – Saeb, e da Prova Brasil, considerando os aspectos históricos e legais, desde a origem ao atual design avaliativo, bem como as especificidades da avaliação na área da Matemática. As plataformas Devolutivas Pedagógicas e QEdu são apresentadas no quarto capítulo, explorando as principais funcionalidades de acesso aos resultados da avaliação da Prova/Brasil. Os resultados da pesquisa apontam que nas duas plataformas analisadas, há possibilidades de acesso a múltiplos resultados da Prova Brasil/Saeb, individualizados ou combinados, e referentes ao desempenho das escolas, das redes de ensino, das unidades da federação ou da disciplina de Matemática e Língua Portuguesa. Na plataforma QEdu prevalece a análise quantitativa dos resultados da avaliação com a divulgação dos referidos resultados na forma de indicadores de desempenho em valores numéricos, enquanto na Plataforma Devolutivas Pedagógicas prevalece a análise qualitativa dos itens da Prova Brasil por profissionais especializados para subsidiar a atuação docente em sala de aula. A análise do design e funcionalidades das duas plataformas possibilita afirmar que, se bem interpretados e utilizados, os resultados podem auxiliar na análise do ensino e de aprendizagem de matemática. Entretanto, a consulta e acesso às informações que elas disponibilizam, por si só, não são suficientes. É necessário que o usuário saiba interpretar os resultados para utilizá-los no contexto escolar, o que certamente exigirá que ele tenha conhecimento do design avaliativo da Prova Brasil/Saeb, dos conceitos básicos de matemática e estatística para uso e análise das funcionalidades de cada uma delas, e dos conhecimentos de matemática que são ensinados nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Avaliação Curricular: a Filosofia da Educação na Licenciatura em Pedagogia da UEPG
Resumo: Este trabalho apresenta o resultado da pesquisa sobre a avaliação do componente curricular Filosofia da Educação. O objetivo da pesquisa foi analisar as contribuições das disciplinas de Filosofia da Educação I e II, do currículo do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), para a formação docente. A pesquisa foi realizada a partir da seguinte questão: Quais as contribuições do componente curricular Filosofia da Educação, que integra o currículo do curso de Licenciatura em Pedagogia da UEPG, para a formação do pedagogo docente? Foram definidos os seguintes objetivos específicos: discutir os pressupostos teórico-metodológicos da avaliação curricular em diálogo com autores de referência da área; apresentar um panorama histórico da Filosofia da Educação do curso presencial de Licenciatura em Pedagogia da UEPG; compreender as contribuições do ensino de Filosofia da Educação, apontando suas possibilidades e limites para a formação inicial de professores (pedagogo) no referido curso presencial de Licenciatura em Pedagogia da UEPG. O campo de pesquisa foi a UEPG. Os sujeitos participantes do estudo foram: a) docentes que ministraram as disciplinas de Filosofia da Educação no curso de Pedagogia (2005 a 2016); b) os acadêmicos matriculados em 2016 e 2017. O recorte temporal ocorreu em função da publicação das resoluções 01/2002, 02/2002, 01/2005 e 02/2015 – todas relacionadas à formação de professores. A pesquisa foi realizada em uma abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso avaliativo. Os procedimentos para coleta de dados foram entrevistas semiestruturadas, observação participante, questionário e pesquisa documental. O referencial teórico foi construído em diálogo com autores de referência quanto aos pressupostos epistemológicos de avaliação educacional e avaliação curricular, tais como Brandalise (2010), Cappelletti (2002; 2010), Lewy (1979), Machado (2013), Rodrigues (1995) e Sacristán (2000; 2008; 2013), no tocante aos estudos curriculares. Os principais resultados apontaram: a análise documental possibilitou um panorama histórico da Filosofia e da Filosofia da Educação no curso da UEPG, e caracterizar os programas das disciplinas fundamentadas pela Filosofia da Educação; o currículo avaliado permitiu identificar e compreender os movimentos do currículo em relação às DCN, ao PPC, às possibilidades de modelagem, à prática docente e aos reflexos da prática; estudos em Filosofia da Educação são fundamentais para a formação do pedagogo; os conteúdos abordados desencadearam processos de reflexão, análise e aprendizagem; a relevância e contribuição da bibliografia selecionada pelos docentes para a compreensão dos conteúdos estudados. Dentre os limites identificados, destacam-se: desvalorização da presença da Filosofia e da Filosofia da Educação; os professores participantes da pesquisa consideram a importância da Filosofia da Educação dialogar com outras áreas, mas no currículo em ação isto ainda não se concretiza; os acadêmicos atribuíram os maiores percentuais para o critério regular para instrumentos de avaliação da aprendizagem, e os maiores percentuais negativos para metodologia de ensino e integração entre professores das disciplinas de Fundamentos; nem sempre os acadêmicos compreendem a complexidade da prática docente. A pesquisa confirmou que o campo da avaliação curricular está aberto para novos estudos. Intenta-se que a presente dissertação seja caminho para futuras investigações acerca da Filosofia da Educação, a partir do referencial específico sobre ensino de Filosofia [da Educação].
RESUMO: Este texto tem por objetivo discutir o papel da avaliação para aprendizagem do educando com o uso das tecnologias, independentemente da modalidade de ensino – presencial ou a distância –, e para a variação de instrumentos avaliativos como parte de um planejamento que é retroalimentado pelas demandas surgidas no processo de ensino e aprendizagem. O texto subdivide-se em duas partes, em que na primeira são focadas ambiências que necessariamente acodem e ajudam a dar sustentação à aprendizagem a partir de avaliação formativa no ensino presencial e no a distância. A utilização adequada de tecnologias de fomento à educação, a interferência pedagógica em avaliação por excelência formativa e processual pode estabelecer resultados de variada ordem como, dentre eles, o favorecimento da aprendizagem em função de melhoria de desempenho escolar, acadêmico e profissional; o incentivo à prática de autoavaliação pelo professor com vistas a perceber o seu nível de qualificação e de experiência para o exercício da docência; e valorização da heteroavaliação pelo professor com vistas a incentivar os alunos à produção de novos e renovados conhecimentos.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação da aprendizagem. Educação presencial. Educação a distância. Tecnologias.
Resumo: Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que objetivou avaliar o Programa de
Formação Continuada de professores do Estado do Paraná, na modalidade de Semanas Pedagógicas, dos
períodos de 2007-2010 e 2011-2014, referentes aos governos Roberto Requião e Beto Richa,
respectivamente. O referencial teórico fundamenta-se nas discussões sobre avaliação de programas
educacionais (FERNANDES, 2011). As Semanas Pedagógicas foram avaliadas por pedagogos de escolas
públicas paranaenses. Os resultados da pesquisa evidenciaram significativas diferenças na concepção de
formação continuada desenvolvidas nos dois períodos avaliados, apontando fragilidades em relação à falta
de preocupação efetiva com o desenvolvimento profissional do professor e com a realidade escolar, e
consequentemente, pouca efetividade para melhoria das práticas pedagógicas.
Palavras-chave: Avaliação de programas educacionais. Formação continuada de professores. Semanas
Pedagógicas.
http://www.revistas2.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/11795/209209209994
2016
2014
Este trabalho apresenta uma análise das concepções de avaliação da aprendizagem em Arte de docentes egressos do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. O objetivo da pesquisa foi analisar as concepções de avaliação da aprendizagem que permeiam as práticas pedagógicas de professores da disciplina de Arte, atuantes no 8º e 9º ano do Ensino Fundamental, em escolas públicas do município de Ponta Grossa/PR. Os objetivos específicos foram: a) identificar as concepções de avaliação da aprendizagem dos professores de Arte; b) verificar se os objetivos, critérios e instrumentos de avaliação utilizados pelos professores nas práticas avaliativas estão em consonância com suas concepções de avaliação. A pesquisa foi realizada numa abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, e os procedimentos metodológicos utilizados na coleta de dados foram; o questionário, a observação e a entrevista. Os dados coletados por meio de questionários foram organizados e analisados a luz do Discurso do Sujeito Coletivo – DSC, desenvolvido por Lefèvre e Lefèvre (2005), e geraram os DSC sobre as concepções e práticas de avaliação dos
professores pesquisados. As observações das aulas de Arte e as entrevistas com os professores de Arte foram transcritas e categorizadas conforme os conceitos do referencial -Programa de Pós-graduação em Educação – PPGE teórico adotado. Utilizou-se como fundamentação teórica sobre os pressupostos históricos e filosóficos da arte e da avaliação educacional os autores: Osborne (1968), Langer (1971), Aranha e Martins (2005, 2009), Dias Sobrinho (2004) e Rodrigues (1995); sobre os conceitos de campo e habitus Bourdieu (1998, 2007) bem como de autores que discutem as concepções de educação e avaliação da aprendizagem como Saviani (1991, 2002, 2008), Mizukami (1986), Luckesi (2005, 2011), Libâneo (2005), Barbosa (1998 a 2011), Fusari e Ferraz (1999, 2001) e Hernández (2000), entre outros. Os resultados da pesquisa indicam que: a) os professores de Artes Visuais tem conhecimento e clareza de que a avaliação da aprendizagem na disciplina de Arte realizada numa perspectiva formativa é a mais adequada; b) a concepção de avaliação de aprendizagem presente nas práticas pedagógicas dos professores das escolas pesquisadas revelou a existência de duas posturas avaliativas. A primeira postura observada revelou que a avaliação da aprendizagem é entendida como mecanismo de controle, de comparação e referida à medida, ou seja, é uma concepção de
avaliação tradicional, racionalista. O professor de Arte utiliza a avaliação de aprendizagem como mecanismo disciplinador e de poder, ou seja, o foco da avaliação não é o conhecimento construído pelo aluno, mas muito mais o disciplinamento de seu comportamento. Na segunda postura, a avaliação da aprendizagem assenta-se na perspectiva formativa e o professor de Arte a realiza considerando a avaliação, de fato, integrada às atividades de ensino e aprendizagem; c) verificou-se nas observações, que os objetivos, instrumentos e critérios avaliativos, quando definidos, estão em consonância com a concepção de avaliação do professor e da escola; e, por fim, constatou-se que a disciplina de Arte no Ensino Fundamental ainda é considerada coadjuvante no currículo escolar pela maioria dos sujeitos das escolas, e não como um campo de conhecimento.
Palavras-chave: Arte. Avaliação da Aprendizagem em Arte. Ensino Básico – Ensino Fundamental. Professores de Artes Visuais.
